21 de maio de 2011

Isto é muito injusto!

Então diz que o Mundo acaba hoje e eu só agora é que descubro? Sinceramente, não me dá jeito nenhum! Logo hoje que está sol e calor e eu até acordei bem-disposta...

12 de maio de 2011

Mini me

O cansaço, os enjoos (Ainda bem, é bom sinal, diz-me o médico! Claro, é gajo!) e a falta de vontade generalizada para fazer seja o que for têm-me afastado das lides bloguísticas. Na verdade, têm-me feito alterar muitos hábitos, da alimentação ao descanso, às horas passadas em frente ao computador que não sejam estritamente necessárias (calculo que já tenham morrido as minhas vacas do Farmville). Depois são as preocupações de cada vez que se aproxima mais uma consulta, afinal não sinto nada de novo, será que está tudo bem, será que é normal...?

Mas depois... Mexe-se! Não tem mais de 10 cm de comprimento, mas tem uma cabeça, um tronco, dois braços, duas mãos, cada uma com cinco dedos (bem contados!), duas pernas que não param quietas (a ser rapaz, há-de ser futebolista e assegurar-me a velhice numa ilha tropical), dois pés (aí não se conseguiram contar os dedos) e, de perfil, até se consegue perceber o nariz (será grande? espero que não saia à mãe, coitadito, mas se sair ao pai também não fica muito bem servido nessa área...).

Difícil foi colocá-lo numa posição que permitisse ver e medir tudo o que era necessário. Irrequieto e nervosinho, portanto - como a mãe...

Continua a dúvida quanto à marca, mas lá chegaremos a seu tempo!

27 de abril de 2011

Comemorações, homenagens e outros perigos

Soube esta manhã que ontem se prestou homenagem às vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido há 25 anos. Para além da concentração de pessoas na praça central da cidade, fizeram soar os alarmes nucleares em todo o país durante cinco minutos às 18h00 locais.

Tudo isto é muito bonito e bem-intencionado, mas salienta um pequenino, minúsculo, quase invisível problema: desconfio que ninguém conhece o som do alarme nuclear.

aqui mencionei algumas medidas de segurança recomendadas no caso de soar o alarme, mas confesso que ontem, quando o ouvi, me limitei a fazer pausa no episódio do American Idol que estava a ver para tentar perceber que raio de barulho irritante era aquele. Como o ruído se calou poucos segundos depois, conclui, brilhantemente aliás, que se tratava do aspirador de um vizinho e continuei a ver televisão. E o mal não é só meu, porque já hoje outras pessoas me confirmaram que não tinham percebido o que se passava! Os poucos que conheciam o som, provavelmente ter-se-ão escondido de imediato nas arrecadações da cave, onde ainda permanecerão à espera que alguém lhes diga que podem sair...

Ou seja: caso o alarme nuclear soe mesmo a sério, o povo vai continuar a sua vidinha pacata, irritado com o ruído que se entranha no cérebro, e, quando perceber o que se passou, já lhe nasceram olhos nas costas…


Sim, voltei. E quando tiver tempo respondo aos vossos comentários, prometo!

12 de abril de 2011

Não desapareci, mas pouco falta

Continuo aqui, mas nem sempre tenho forças para escrever e ainda menos para vos ler como de costume. Diz que mais um mesito e deve voltar tudo ao normal. Espero bem que sim! Entretanto, vou aproveitar uns merecidos dias de férias, um Verão antecipado, o Sol, a família e os amigos.


E os gelados do Santini, que ainda devem ser melhores para os enjoos do que os outros!

9 de abril de 2011

7 de abril de 2011

Pequenas coisas que fazem milagres # 7

Delicioso e é bom para os enjoos. A não ser que se tenha enjoado o chocolate...

4 de abril de 2011

Pensamento do dia

2 de abril de 2011

1 de abril de 2011

Será que sim, será que não...?

Dias e dias, meses, anos até a pensar no mesmo, a desejar, a querer muito, a fazer tudo o possível e impossível, imaginável e inimaginável para conseguir o objectivo. E sempre que há uma ínfima possibilidade de se concretizar, o medo de perder tudo, de não correr bem, de não acontecer. Medo até de pensar ou de falar no assunto, para não agoirar, eu que nem me considero supersticiosa. Ansiedade, angústia, inquietação, um aperto no coração. Dias sem descanso, noites sem dormir. O não é sempre certo e confortável, mas dói muito e essa dor custa a passar. Num segundo, tudo parece ter desabado para, no segundo seguinte, renascer a esperança de que talvez não seja assim.

Incerteza. O pior de tudo é a incerteza.

Mas desta vez foi diferente. Desta vez confirmou-se. É oficial. Correu bem, funcionou, deu tudo certo e agora é só esperar pelo melhor, pensamento positivo - o tal que às vezes custa, mas que assim é até mais fácil. Agora? Agora é seguir em frente, com um sorriso estúpido na cara, até ao desfecho final que trará certamente ainda mais sorrisos, apesar das dificuldades.

31 de março de 2011

Em busca da felicidade


They both knew that it was borrowed: the view of hills; even the sunsets and the clarity of the stars. Somewhere, they knew it didn't belong to them. Because if you left your own country, if you left it late, and made your home in someone else's country, there was always a feeling that you were breaking an invisible law, always the irrational fear that, one day, some "rightful owner" would arrive to take it all away, and you would be driven out - back to London or Hampshire or Norfolk, to whatever place you could legitimately claim.

Descobri primeiro Restoration, ainda nos tempos da universidade. Lembro-me de ter sido dos poucos livros estudados que realmente gostei de ler - e isto num curso de Letras significa muito! Depois fizeram o filme e quando vi pensei que mais valia o argumentista, o realizador, os actores e toda a equipa que trabalhou arduamente para fazer aquela obra terem ficado quietinhos em vez de fazer asneiras. Entretanto, fui lendo outros livros da autora. Neste momento, acho que já não me falta nenhum.

Este é o mais recente e, tal como os outros, agarrou-me da primeira à última página. Histórias da vida, paralelos entre dois países, duas famílias, dois mundos distintos que se cruzam e que, afinal, não são assim tão diferentes. Histórias também de mudanças, de preconceitos, dos extremos a que chegamos quando estamos em risco de perder o que temos de mais precioso. E de tudo o que somos capazes de fazer em busca da felicidade.

30 de março de 2011

Parece que foi ontem

Mas já foi há um ano. E portanto o estaminé já não é criança, pelo que deixou de ser cor-de-rosa. Não tem nada a ver, pois não, mas é um motivo tão bom como qualquer outro. A mudança é radical mas acho que assim está mais limpinho*. Espero que gostem e continuem a fazer-me companhia por mais uns tempos. Obrigada a todos os que por aqui passam, os regulares e os que cá vêm parar por acaso, os que deixam comentários e os que acham que o disparate é tanto que nem há nada a dizer, os seguidores oficiais e os fantasmas (são pelo menos 3, não que eu esteja a contá-los...), mais os anónimos que por aqui, felizmente, não abundam. Não agradeço ao cão, ao gato ou ao periquito porque não tenho.

*ainda há uns toques a dar, mas agora já é tarde e o sono aperta e a concentração já não é nenhuma portanto o resto fica para os próximos dias.

29 de março de 2011

Pergunta retórica do dia

Haverá algo mais inútil do que uma reunião de uma hora onde não se dão informaçõs novas, não se decide nada e nem sequer se dão respostas às perguntas pertinentes que se colocam?

28 de março de 2011

Twix

Porque não há fome que não dê em fartura, ultimamente as boas notícias chegam aos pares.

Claro que isso faz aumentar o nível de ansiedade, assusta, até tenho medo de acreditar... Por outro lado, não há crise, queda de governo, aumento de impostos, eleições do Sporting, terremotos, guerras, aumento do preço dos combustíveis ou crises nucleares que me deitem abaixo.

26 de março de 2011

25 de março de 2011

Responder ou não, eis a questão

Há por aí algum funcionário simpático do INE que me saiba explicar se uma pessoa que não reside na Tugalândia mas tem lá uma casa onde vai nas férias (vulgo, emigra) tem de preencher aquela coisa dos Censos? E também naquela parte em que perguntam onde estava no 25 de Abril, perdão, em 2009 e 2005 devo responder "na mesma residência" ou "no estrangeiro"? É que a residência em Portugal era a mesma, mas eu residia no estrangeiro... Ai, tantas dúvidas existenciais!

Eu bem que procurei no site, mas entre as vezes em que não se consegue entrar e as perguntas frequentes cujas respostas levantam mais dúvidas do que as que resolvem, fiquei mais na mesma. Ah, e ligar para a tal linha de apoio está fora de questão, porque os números começados por 800 não estão acessíveis a partir do estrangeiro de fora e ligando do próprio país ou ninguém atende ou está sempre impedido...

Agradeço antecipadamente a preciosa ajuda e até prometo que, caso tenha mesmo de responder, não vou inventar... muito!

24 de março de 2011

Os verdadeiros trabalhadores independentes

São aqueles que conseguem seguir instruções simples sem ter de perguntar aos outros o que têm de fazer. Por aqui, devo ser a única…

22 de março de 2011

Pensamento do dia

21 de março de 2011

Hoje

Começa a Primavera (aleluia!) mas também é o Dia Mundial da Poesia (e da árvore e se calhar também das flores e dos passarinhos e das nuvens e vai-se a ver até das formigas, que afinal um dia tem vinte e quatro horas e, bem divididinha a coisa, ainda se arranja espaço para mais umas comemorações concentradas todas no mesmo dia. Adiante.) Ora como de flores vai andar esta blogoesfera cheia, e como por aqui a Primavera só chegou em nome porque o frio continua invernal apesar do sol, a dona deste estaminé preferiu comemorar o dia da poesia. E como? Com um poema (óbvio...) de uma autora das novas que começa a ser reconhecida no meio literário (menos óbvio...) e que ainda por cima calha ser filha de uma amiga desta que vos escreve (completamente inesperado...). Apreciem e vão comprar os livros porque a rapariga precisa de vender, vá.


Entardecer

Hoje entardeci mais despida do que antigamente.
Não sei se pelos bosques tão devastados
se pelas bagas que colheste do meu dorso.
À tua sombra todos os amores são silvestres,
só as amoras são frutos impossíveis.

Catarina Nunes de Almeida, Prefloração

19 de março de 2011

Dia do Pai

Não há amor que mais facilmente perdoe, e mais benignamente interprete e dissimule defeitos, que o amor de pai.

Padre António Vieira

18 de março de 2011

17 de março de 2011

Chico-espertismo

Está em todo o lado: no trânsito é aquele condutor que vai metendo o nariz do carro à frente dos outros para cortar a fila, no supermercado é a senhora que se faz de distraída para passar à frente na fila da caixa, no posto médico é a velhota que se vale da idade para ser atendida antes dos outros utentes... E no emprego é a colega que pega num trabalho que foi feito por outra pessoa apenas para verificar um ou outro aspecto e tenta apropriar-se e ficar com os créditos.

Mas às vezes os chico-espertos têm o azar de apanhar pela frente alguém que não está lá muito bem disposto. O automobilista vê o outro carro acelerar e atravessar-se para não o deixar entrar no trânsito; a senhora do supermercado ouve bem alto que a fila começa lá atrás e que já havia gente à frente; a velhota do posto médico recebe uma lição de cidadania para aprender que há uma ordem de chegada a respeitar. A colega leva uma resposta que, obviamente, não esperava, num tom muito desagradável, e pode ser que da próxima vez pense duas vezes antes de achar que os outros andam aqui a ver passar os comboios.


Eu não queria chatear-me. A sério que não. Nem devia, aliás, faz-me mal à saúde, o fígado queixa-se e os nervos saltam. Mas obrigam-me... E depois dizem que tenho mau feitio. Por que será?

16 de março de 2011

15 de março de 2011

A fábrica das nuvens

Um dia, ao chegar a casa, encontrei um folheto na caixa do correio. Falava do que fazer em caso de acidente nuclear e estava escrito em várias línguas, incluíndo português. E eu, ingénua, pensei a que propósito me tinham deixado um folheto daqueles no correio. Até que percebi que, a uns meros 35 km de distância, existe uma central nuclear*. Entre as recomendações, lembro-me de ler que, caso soasse o alarme, deveria fechar-me na arrecadação da cave, com água engarrafada, alimentos em conserva, uma lanterna e um rádio a pilhas, para poder ouvir as notícias e saber quando seria seguro sair. E depois pensei que sim, realmente, em caso de acidente nuclear, deve ser a porta da arrecadação da cave que vai impedir a passagem das partículas radioactivas.

Lembrei-me disto já há uns dias, a propósito das notícias do Japão que, apesar de toda a catástrofe, tem a sorte de ser habitado por um povo disciplinado e organizado. Por lá, evacuam-se cidades inteiras; por aqui, trancam-se as pessoas nas arrecadações. Está certo.

*a que uma vez alguém chamou, sem saber do que se tratava, fábrica das nuvens, pois está sempre a deitar fumo branco pelas chaminés que, em dias mais enevoados (ou seja, quase diariamente) se confunde com as nuvens.

14 de março de 2011

Paris, mon amour!

Três dias (quase) inteirinhos na cidade das luzes. Duas viagens de TGV que diminuem para menos de metade o tempo de percurso que é habitual fazer de automóvel. Centenas de quilómetros percorridos debaixo de terra, no metro, para chegar mais rapidamente onde queria. Mais uns quantos (muitos) a pé, para aproveitar o sol lindo com que S. Pedro fez o favor de me presentear nestes dias.


Centenas de degraus a subir e a descer (alguém tem de apresentar as escadas rolantes aos responsáveis pelas estações de metro de Paris). Mais de uma hora na fila para visitar a Torre Eiffel pela terceira vez e ainda não foi desta que lá fui de noite. Mas assisti na primeira fila a uma perseguição policial em bicicleta aos vendedores ambulantes ilegais ("uaniro-uaniro-uaniro*").


Desta vez, faltaram a coragem e a força para subir os quase trezentos degraus do Arco do Triunfo. Mais uma visita ao Louvre, de corrida porque o tempo era pouco, mas o suficiente para ver a Gioconda, a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo e a múmia, ouvir um bando de turistas tugas comentar que a múmia se mexeu (estão em todo o lado, é inevitável), subir e descer mais escadas, mas pelo menos foi gratuito (dica para os interessados: no primeiro domingo de cada mês, a entrada no Louvre é gratuita). E a fila é mais rápida do que na Torre, talvez por não se perder tempo nas bilheteiras.


Não consigo perceber a ideia de levar bebés de colo para visitar monumentos, a não ser o facto de terem prioridade nas filas (aliás, deve ser o mesmo fonómeno que constatei na Eurodisney há uns anos, onde vi casais com bebés que, obviamente, não estavam minimamente entusiasmados. Já os pais, aproveitavam para passar à frente dos outros adultos que, como eu, assumiam estar ali por si, sem desculpas). Confirmei que o conceito de passadeira sem semáforos em Paris é ligeiramente diferente do normal: se o peão ainda estiver no passeio, não há automóvel que pare; se o peão já estiver na passadeira, pode ser que tenha a sorte de um automobilista estrangeiro travar antes de o atropelar. Não é que com semáforos seja muito diferente... Paris sem os franceses, isso é que era!

Chá e scones na Mariage Frères, para terminar em beleza.


A repetir, claro.

*one euro, caso não tenham conseguido perceber. Era o preço de seis porta-chaves com uma miniatura da Torre Eiffel, ideal para levar de lembrança para a família e os amigos. Nem sei como resisti...

12 de março de 2011

11 de março de 2011

Estranha forma de terminar a semana

Numa gaveta da secretária do chefe, que ele abre durante uma reunião, aparece uma caixa de preservativos.

Conselhos de (quase) fim-de-semana # 6

10 de março de 2011

Totalmente de acordo

E não se pode dobrar o canto da página do computador

Quem Quer Ser Milionário à Pressão

- Eu acho que sei, mas como não faço a mínima ideia, vou passar!

Estudante de Ciências da Comunicação, actualmente no 2º ano do curso, ou seja, pré-finalista. Ou a prova de que o futuro do jornalismo em Portugal está assegurado.

9 de março de 2011

Ainda parece mentira

Boas notícias. Finalmente.


Custa acreditar que seja realmente verdade. Será que a qualquer momento vou acordar sobressaltada e descobrir que tudo não passou de um sonho? É que quando a esmola é muita, o santo desconfia. Ou então não...

Pedimos desculpa pela interrupção

A programação normal prossegue dentro de momentos, quando a autora tiver descansado das férias.


E com tantos dias que podia escolher para umas mini-mini-férias, logo tinham de calhar no fim-de-semana com mais acontecimentos do ano: Homens da Luta na Eurovisão? Carnaval? Dia da Mulher? Até o Sporting conseguiu ganhar um jogo! Vendo bem, deve estar tudo relacionado...

5 de março de 2011

4 de março de 2011

A margem é boa!

Vejo frequentemente o fim do Preço Certo enquanto espero que comece o Telejornal. Pronto, adiante. Normalmente, está já na fase em que o concorrente final tem de dizer quanto custa o conjunto de electrodomésticos, móveis, computadores, viagem, carro e rebuçados que poderá ter a infelicidade de levar para casa (pergunto-me sempre o que aquela gente vai fazer ao sofá ou à mesa de jantar, partindo do princípio que não moram dentro de quatro paredes vazias). Por entre os gritos do público que vão de "Dez!" a "Trinta e cinco!", parece que o carismático apresentador vai dando umas ajudas. Confesso que, sempre que vejo, não percebo as ajudas. E considero-me minimamente inteligente, mas talvez a minha inteligência não atinja o nível dos concorrentes que lá vão. Seja como for, ontem assisti a um diálogo que me pareceu surreal. A concorrente queixava-se que o apresentador não a tinha ajudado e ele retorquia que sim, e já lhe ia mostrar como! Suspense enquanto aparece no ecrã o valor total do prémio... Quinze mil euros e uns trocos. A senhora tinha apostado muito menos e nem com a margem boa lá chegou. Perdeu, portanto. E justifica-se o apresentador:

- Eu não lhe disse que o avião parte às três?
- Sim...
- E às três são que horas? Não são quinze?!?

Não sei como ela não conseguiu perceber esta dica...

3 de março de 2011

Iguarias culinárias a evitar a todo o custo*

Ah e tal, a gastronomia francesa é que é, e mais isto e aquilo... É, não é? Provem esta espécie de salsicha de tripas (se conseguirem resistir ao cheiro nauseabundo que emana) e depois conversamos!

Andouillette de Troyes ou, na língua de Camões, a coisa mais intragável que alguém se lembrou de inventar! E eu tenho boa boca...

* Quem vos avisa...

Há gente com passatempos muito estranhos # 4

Ainda os contos infantis vistos por outra perspectiva. Neste caso, o artista preferiu destacar os aspectos mais macabros das protagonistas destas histórias.

Estes anões nunca me enganaram! E a menina, com aquele ar de santinha, vai-se a ver e é pior do que a madrasta!

Parece que ao bater da meia-noite a própria Cinderela também se transforma...

Passou-se! Mas é normal, afinal aquele cabelo todo ainda pesa. Claro que usar uma tesoura estava fora de questão...

Esta nunca me enganou! Aquela coisa de beber e comer tudo o que lhe aparece pela frente tem muito que se lhe diga...
Jeffrey Thomas é um artista gráfico norte-americano cujo portfólio pode ser visto aqui. A esta série inspirada nos contos infantis chamou Twisted Princesses, vá-se lá saber porquê!

2 de março de 2011

Poeta duro de ouvido

Arranjaram-me uma geringonça que, em princípio, deveria facilitar-me o trabalho. É um simples microfone que se liga ao PC através de um cabo USB. Obviamente, tem de estar associado a um programa de reconhecimento vocal, caso contrário não serve de nada. Depois eu falo e, como por artes mágicas, as palavras aparecem escritas no ecrã. Simples, não é? Pois.

Mas depois uma pessoa começa a ditar... Bom, verdade seja dita, a coisa até funciona bastante bem. Mas também surgem algumas pérolas, como eu dizer "eixo e medida" e ver escrito "deixou em Madrid" ou "digitalização de documentos" aparecer como "digital visa a sessão de documento".

Mas o melhor resultado até agora foi esta sequência (não me lembro o que ditei, mas garanto que não foi isto e que fazia sentido):

"A abrir em prova foi, Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao pelo valor da nossa base"

Com as quebras de parágrafo no sítio certo, isto é poesia pura!

É tudo uma questão de ecologia

1 de março de 2011

Iguarias culinárias

Chili con carne acompanhado com massa.

Almoçar na cantina é cada vez mais uma aventura.

28 de fevereiro de 2011

Há gente com passatempos muito estranhos # 3

Ou a verdadeira história dos contos infantis. Se sempre acreditaram na versão da Disney, aqui fica uma visão mais realista das histórias que nos contavam em pequeninos. 

Não sei o que é feito dos anões, mas nitidamente a Branca de Neve não ficou a ganhar com a troca. É que o príncipe, afinal, é um gajo inútil que passa o dia sentado em frente à televisão enquanto ela trata dos putos e da casa.

Branca de Neve
A Cinderela não teve melhor sorte e resta-lhe afogar as mágoas numa tasca manhosa com companhia duvidosa. Espero que pelo menos a bebida não se transforme em água ao tocar a meia-noite.

Cinderela
Já o Capuchinho Vermelho adaptou-se muito bem aos novos tempos. É adepta da fast-food e adora fazer piqueniques na floresta com hamburgers e coca-cola. Acho que as associações de defesa dos animais deviam ter uma palavra a dizer, afinal isto pode ser considerado como tentativa de envenenamento do lobo, uma espécie que, ainda por cima, está em vias de extinção.

Capuchinho Vermelho
E finalmente, a explicação que faltava. Ora reflictamos um bocadinho: como é que se compreende que a Bela Adormecida acorde ao fim de 100 anos (e já nem se pergunta como sobrevive, mas pelo menos acorda descansadinha) fresca que nem uma alface e com o corpo e a cara exactamente iguais aos que tinha quando adormeceu? A resposta é simples: Botox e cirurgia plástica, obviamente!

Bela Adormecida
Se quiserem ver mais, a fotógrafa Dina Goldstein dedicou-se a actualizar estas histórias numa série a que chamou adequadamente Fallen Princesses.

27 de fevereiro de 2011

Desvantagens de ter cinco sábados e um domingo

- Amanhã é segunda-feira.

Vantagens de ter cinco sábados e um domingo

- Dormir até (mais) tarde.
- Passar as tardes esticada no sofá, a ver filmes, a vegetar à frente da televisão, ou na Internet. Interromper para dormir.
- (Re)ver episódios antigos do CSI, do CSI: New York, do House, do Lei e Ordem e de tudo o mais que aparecer no ecrã excepto o CSI: Miami porque não gosto do Horatio. Interromper para dormir.
- Passar as manhãs a ver a Praça da Alegria.
- Ver aquele programa do Goucha de que nem sei o nome.
- Ouvir o Manuel Serrão botar faladura e concordar com o que ele diz. (Isto não é propriamente uma vantagem, é mais uma surpresa.)
- Aproveitar para subir os níveis no Farmville, no Cityville, no CSI: Crime City. Interromper para dormir.
- Ver no noticiário o resumo das discussões na Assembleia da República e rir à gargalhada com os insultos mútuos. (Começo a desconfiar que aquela gente toda quer ser eleita porque, vendo bem a coisa, é um emprego onde o pessoal se diverte.)
- Descobrir que o James Franco é descendente de Portugueses, mais propriamente de Açorianos.
- Não precisar de ver o telejornal à noite porque já vi as mesmas notícias repetidas à exaustão durante o dia.
- Comer quando me apetecer.
- Dormir quando me apetecer.
- Nunca saber que horas são (às vezes nem o dia, quanto mais as horas).
- Não aturar chefes e colegas.
- Não trabalhar nem pensar nisso.
...

Programa para hoje

26 de fevereiro de 2011

25 de fevereiro de 2011

Flower Blog XI


24 de fevereiro de 2011

Agora

Resta esperar. E tentar não desesperar...

23 de fevereiro de 2011

21 de fevereiro de 2011

Actualmente

Medo

A inevitabilidade do momento que se aproxima faz crescer o medo, a ansiedade, a angústia. Não pelo que terá de ser feito, já o fiz outras vezes, mas pelo que virá depois. Medo de que o resultado seja novamente o mesmo. Medo de não conseguir aguentar. Medo de que todos os sacrifícios e todas as forças e toda a coragem que fui encontrar no mais profundo do meu ser tenham sido em vão. Medo de que desta vez me afogue nas lágrimas.

20 de fevereiro de 2011

Fim-de-semana

Anseio por estes dois dias durante os restantes cinco. Deveriam servir para descansar o corpo e a cabeça,  que bem precisam. Mas (há sempre um mas) não durmo o suficiente o que, aliado ao céu cinzento e ao frio, contribui para um estado depressivo agravado pela certeza da incerteza do momento que se aproxima a passos largos. As mudanças repentinas do pouco que estava confirmado também não ajudam. É hoje, afinal não, é amanhã, mas vendo bem é melhor ser hoje e dou por mim numa roda-viva de emoções, sem saber bem para que lado me virar, o que fazer, o que decidir, com quem falar sobre tudo o que tem de ser resolvido. Sem saber sequer o que resolver e como. Procuro anestesia na televisão mas não encontro. E no meio de tudo isto, ainda é preciso ir buscar coragem nem sei onde para mais um esforço, antes do esforço supremo que ainda está para vir.

Flower Blog X

 




19 de fevereiro de 2011

18 de fevereiro de 2011

Finalmente um motivo de orgulho!

Pertencemos ao grupo dos mais bêbedos do mundo. A culpa também deve ser da crise: bebe-se para esquecer!

Daqui
Os números são da Organização Mundial de Saúde, referem-se a 2005 e não incluem os turistas nas estatísticas, portanto não podemos culpar os alemães nem os ingleses.

17 de fevereiro de 2011

Futebol e outros espectáculos

Eu não sou grande adepta (nem pequena, aliás) do futebol. Em toda a minha vida vi dois jogos ao vivo (um da selecção nacional contra o Liechtenstein nos tempos da universidade e o outro este Verão do clube do periquito contra uns ingleses). Mas imagino que ir ao estádio ver um jogo seja mais ou menos como ir ao teatro (com as devidas e reconhecidas diferenças de nível intelectual dos participantes). Ou a um concerto, vá, talvez as semelhanças sejam maiores, afinal até já fui a concertos em estádios de futebol. Comparações idiotas à parte, o que quero dizer é que quem vai assistir a um espectáculo ao vivo, fá-lo para viver a experiência em primeira mão, para vibrar de emoção... Enfim, basicamente, e falo por mim, numa situação dessas ficamos de tal forma envolvidos no que nos rodeia que esquecemos o resto. Acho, aliás, que é essa uma das funções dos espectáculos ao vivo, alienarem-nos da realidade. Mas adiante. Por isso, estranho quando acontecem situações como a de hoje (e já vi acontecer noutras ocasiões) durante o jogo do clube do periquito contra os alemães. Sempre que acontecia alguma coisa, fosse um golo ou um jogador com um ataque de caspa nas unhas, lá apareciam actualizações de estados do Facebook, enviadas directamente dos telemóveis, quais Jorges Perestrelos da Internet. Mas então um gajo que é gajo vai ver um jogo da bola ao vivo e depois está preocupado em comunicar aos outros o que aconteceu? Então não devia estar entretido a ver o jogo, a chorar quando os outros marcam, a pular quando os dele ganham, a insultar o árbitro? Um dia destes, ainda vamos ver no Facebook coisas como "Julieta desmaiou", "Romeu suicidou-se", "Os bailarinos do La Féria são mesmo bons"... É que por muita destreza que se tenha nos polegares, sempre tem de se olhar para o telemóvel enquanto se escreve. E eu, quando pago bilhete para ver um espectáculo, não gosto de perder nem um segundo.

Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 5

Afinal, a password do computador está onde sempre esteve: num papel colado na mesa ao lado do ecrã do PC.

Houve mais aventuras que envolveram o leitor de DVD, a utilização do PC, etc. Mas depois desta, nem tenho forças para contar o resto...

Esta foi a cereja no topo do bolo. Gostava de ter tirado uma foto para poderem ver o ar estupefacto e incrédulo dos participantes. E depois o esforço sobre-humano para conter as gargalhadas.

16 de fevereiro de 2011

Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 4

Afinal, só há um cabo scart portanto, quando se quer usar o leitor de VHS, desliga-se do DVD, liga-se no leitor de vídeo, e depois volta-se a ligá-lo ao DVD quando já não for preciso. Quanto às pilhas do telecomando da televisão, apareceu num canto a que faltava, seguramente foi alguma alma penada que a escondeu. Mas antes disso, a solução proposta tinha sido... nenhuma. Certo. Mas ao menos temos um quadro electrónico todo xpto que ninguém sabe utilizar.

Quanto ao DVD, seis das sete pessoas envolvidas nesta história começam a desconfiar que o mal não é da máquina nem da cor dos discos, é mesmo do utilizador que não percebe nada do assunto, o que não o impede de continuar a gravar diariamente tralhas da televisão e/ou do youtube (não, não é sexo, antes fosse!), passando depois loooooongos minutos a tentar trabalhar com o bicho. Da última vez, até deu direito a ir experimentar o leitor de DVD de outra sala. O resultado foi o mesmo.

E eis que quando eu já pensava não ser possível acontecer mais nada se descobre ainda um leitor de cassetes (sim, não me enganei) com um ar todo modernaço. Passada a aventura de encontrar o botão para o ligar e o outro para mudar para a função cassete, consegue-se abrir o leitor e enfiar a cassete lá dentro. Mas depois era preciso colocar a fita no início da cassete, só que o botão de rewind fazia andar a fita na direcção contrária. Nova ladainha: mas por que é que não anda, por que é que funciona ao contrário? Alguém repara que a cassete é vermelha e sugere que também o leitor de cassetes seja anti-comunista. Faz-se luz na cabeça do utilizador do aparelho que retira a cassete e volta a colocá-la do lado contrário. Funciona. Mas, como a cassete é uma invenção recente, o som que sai das colunas é completamente distorcido. Digamos que não ficaria atrás de alguns dos cromos do Ídolos. Mais tarde foi preciso utilizar como leitor de CD. Fiquei sem palavras. A sério, ultrapassou qualquer expectativa.

O computador afinal funciona. Mas a password para o ligar está no segredo dos deuses.Verdade seja dita, fizeram-se várias tentativas com as passwords de algumas pessoas presentes, mas não funcionaram. Obviamente, digo eu.

Entretanto, eu já nem tento manter-me séria e assim que se fala em usar um dos aparelhos electrónicos dão-me ataques de riso incontroláveis...

It's so fluffyyyyyyy!!!



Ri do princípio ao fim, os amarelinhos são o máximo, as meninas são adoráveis (especialmente a mais nova) e até o vilão é amoroso. Obviamente, a lição do costume: só é vilão quem não teve amor e atenção dos pais em pequenino e basta-lhe um bocadinho de carinho para passar a ser boa pessoa. Mas mesmo assim, adorei!

Acho que em português lhe chamaram Gru, o Maldisposto ou qualquer coisa do género.

15 de fevereiro de 2011

Felicidade

Foto de Rui Calçada, no site http://www.olhares.com/
Esqueceu-se de tudo. Esqueceu-se até de quem era, de como se chamava, de onde morava, do que fazia. Tivesse alguém feito uma dessas perguntas e a resposta seria certamente um olhar de incompreensão acompanhado de uma gargalhada sonora. Seguia pela rua cantarolando, ora correndo, ora dançando como sabia, mas sempre a sorrir, de braços abertos, os olhos brilhantes e os cabelos desalinhados. Gostava de sentir o vento no rosto e as roupas a esvoaçarem. Sentia-se livre, só lhe faltava voar. No seu caminho sem destino cruzou-se com pessoas que lhe falavam, com ar preocupado. Talvez os conhecesse, não sabia. Pareciam-lhe seres de outro mundo, não compreendia as suas palavras, os gestos eram-lhe estranhos. Continuava a rir, acenava-lhes em jeito de despedida, e seguia sem olhar para trás.

Chegou à margem do rio e parou. Ficou imóvel como uma estátua a olhar as águas paradas, as aves, cujo nome esquecera também, a voar em círculos, um ou outro peixe que via passar, os pescadores nos barcos e os outros, na margem, olhando o horizonte enquanto esperavam pacientemente que um peixe mais curioso mordesse o isco. Girou sobre si própria, olhou à volta, queria guardar toda aquela imagem para sempre na memória.

Recomeçou a rir, soltou gargalhadas sem fim, enquanto tirava os sapatos e o vestido leve de Verão com que tinha saído nessa manhã. Os pescadores, alarmados, chamavam-na, gesticulavam, mas ela não os ouvia. Recuou alguns passos, ganhou balanço e correu veloz, mergulhando de cabeça nas águas do rio. Ouviram-se gritos, apareceu gente nem se sabe de onde, correram todos na direcção daquela rapariga louca que se atirara ao rio. Alguém ligou para a polícia e chamou os bombeiros. Ela desaparecera nas águas turvas, para voltar a aparecer na outra margem, de sorriso no rosto. Sentiu-se uma onda de alívio percorrer os espectadores daquela cena quando a viram acenar-lhes, voltar costas e seguir o seu caminho, feliz.

14 de fevereiro de 2011

Já deixei de procurar há muito tempo


Sim, já sei, o dia dos namorados é uma treta inventada pelos americanos para vender postais e foleirices cheias de corações made in China, mas apeteceu-me, pronto.

13 de fevereiro de 2011

Tati, o ilusionista

Gosto dos filmes de animação da Disney, da Fox e da Dreamworks, pois gosto, mas parece-me que este tal de Chomet teria umas coisinhas a ensinar-lhes. E começo a desconfiar que ele não é capaz de fazer filmes de que eu não goste...

Não é um filme feliz, não é animação para nos fazer rir à gargalhada embora tenha os seus momentos divertidos, não é um filme para crianças. É uma história séria sobre as dificuldades da vida de um artista envelhecido, sobre um amor incondicional e tudo o que se faz para manter as ilusões das pessoas que se amam. Simplesmente delicioso.

Conselhos de fim-de-semana # 2

Por isso é que eu tenho um do Lobo Antunes na mesa de cabeceira há mais de um ano...

12 de fevereiro de 2011

11 de fevereiro de 2011

Pequenas coisas que fazem milagres # 6

Aquele abraço, aquele beijo, aquelas palavras quando a dor é demasiado forte e as lágrimas caem.

Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 3

Afinal o leitor de DVD não está possuído pelo demo, é só anti-comunista: recusa-se a ler discos vermelhos, os de outra cor funcionam perfeitamente. Alguém sugeriu pintar os discos, mas parece que a solução vai ser gravar outros.

Entretanto, também há por lá uma peça de museu em que eu ainda não tinha reparado: um leitor de VHS. Consta que a princípio não funcionava, mas depois percebeu-se que estava desligado da electricidade. Resolvido este problema, enfia-se a cassete lá dentro e vê-se chuva no ecrã da televisão. Passa quase um minuto e imagem, nem vê-la. Volta a ladainha "por que é que não funciona, mas por que é que não funciona?". Alguém sugere mudar o canal da televisão. Só há um problema: o telecomando só tem uma pilha, quando devia ter duas. O mesmo se passa com o do leitor de vídeo. A alma caridosa do outro dia levanta-se e muda o canal da televisão manualmente. Continua tudo na mesma. Até que eu, confesso, já desesperada por não conseguir conter o riso, sugiro que talvez o cabo que liga o leitor de vídeo à televisão também esteja desligado. Confirma-se. Aliás, não só está desligado como nem sequer existe. Aguarda-se actualmente que caia um cabo scart do céu. Seis das sete pessoas desistem de tentar controlar as gargalhadas.

O computador continua no mesmo sítio. Ainda não se sabe se é possível ligá-lo.

Mesmo com sugestões de almas caridosas, desconfio que vou continuar a ter assunto.

10 de fevereiro de 2011

...

9 de fevereiro de 2011

Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 2

Por artes mágicas, o papel cor de laranja apareceu agora colado mesmo no meio do quadro electrónico, para não haver dúvidas. Assunto resolvido, portanto, embora continuem visíveis os traços da caneta utilizada para lá escrever da outra vez.

Entretanto, o leitor de DVD foi possuído pelo demónio e ganhou vida própria. O primeiro disco que se lhe enfiou lá dentro ainda leu, do segundo mostrou o menu mas não avançou, do terceiro nem sequer apareceu a imagem. Seguiram-se momentos angustiantes, com os botões do telecomando a serem pressionados com força extrema, as pilhas a saltarem da caixa e a voltarem a ser lá metidas, as habituais batidelas do telecomando na mesa, tudo acompanhado pela ladainha "não percebo por que não funciona, mas por que é que não funciona?". Alguém possuído por um demónio rival sugere que há um erro porque na televisão se vê um E no sítio onde devia aparecer indicado o canal. Seis das sete pessoas presentes tentavam conter as gargalhadas, agradecendo simultaneamente aos santinhos todos por o aparelho se recusar a funcionar, já que o filme que se adivinhava não seria de todo interessante.

O computador continua por ligar e também ainda não se sabe se é possível ligá-lo.

Desta vez, uma alma caridosa ofereceu-se para ajudar a fazer funcionar o aparelho. Boa ideia, tendo em conta que percebia pouco mais do que a primeira e não conseguiu obter melhor resultado. Eu continuo quieta e calada a observar. Parecendo que não, devo ter assunto para muitos posts.

Pequenas coisas

De repente qualquer coisa sem importância, um pequeno nada, uma insignificância consegue arrasar tudo e deitar por terra o esforço de tantos dias.

Desespero

A cabeça a latejar, como um martelo a bater lá dentro, com força, ritmado, pum, pum, pum. Os olhos semicerrados, a quererem fechar-se, o esforço por mantê-los abertos acelera o ritmo do martelo. Qualquer som incomoda, até o barulho das teclas perturba e faz doer mais. Lá fora uma ambulância, iiiiiiiioooonnn iiiiiiiooonnnn iiiiiiiioooonnn (já não fazem ti-nó-ni ti-nó-ni como antigamente) e o som parece um punhal a espetar-se no cérebro. No gabinete do lado dois colegas falam exaltados, talvez discutam ou talvez seja só impressão sua, e as vozes parecem mais agudas e aumentam ainda mais o ritmo do martelo pum pum pum. Um rádio começa a tocar uma música acelerada e o martelo acompanha a batida, cada vez mais forte, cada vez mais intenso. A dor torna-se quase insuportável, apetece-lhe desligar tudo e ir dormir, descansar os olhos pesados como chumbo. Se pudesse ao menos fechar os olhos por um bocadinho, só uns minutos, tudo seria melhor. Mas não pode, o telefone toca e aquele som estridente parece ferir-lhe o cérebro, atende o mais rapidamente que consegue e ainda assim a voz do outro lado entra-lhe pelo ouvido e explode dentro da sua cabeça, como uma bomba, pum. Fecha os olhos enquanto fala, acaba por desligar e fica a olhar o ecrã do computador sem conseguir concentrar-se, pum pum pum, o martelo insiste naquele prego que ainda não está bem enterrado no seu cérebro, é preciso mais força, continuar a martelar até o prego estar bem preso e não sair, nunca mais, ficar eternamente enfiado no cérebro e o som que não desaparece e a dor que já nem é dor de tão constante que se tornou pum pum pum.

Não acredites em tudo o que lês

8 de fevereiro de 2011

Constatação do dia

Silvio Berlusconi é um Alberto João Jardim italiano.

Com as devidas diferenças, claro, que o tio Alberto não se mete com menores (pelo menos, que se saiba).

Estrangeiro e Estranho # 10 (ao vivo)

Numa aula de um curso de Italiano com alunos de várias nacionalidades, lê-se um texto em voz alta. Trata-se de moda, assunto aparentemente inofensivo. A dada altura, é a vez de a representante portuguesa do grupo ler uma parte do texto onde surge a palavra fodera*.

Não foi fácil explicar aos outros o motivo do ataque de riso que se seguiu.

*Acalmem essas mentes depravadas, significa forro!

7 de fevereiro de 2011

Tecnologia moderna, utilizadores antigos

Depois de encher o quadro branco com explicações de gramática, alguém repara que há um papel cor de laranja colado num canto onde se lê qualquer coisa como "este quadro é electrónico, não escrever". Tarde demais. Apagou-se o que se escreveu e rezou-se aos santinhos todos para que, apesar de tudo, o raio do quadro não esteja estragado. Porque, das sete pessoas presentes, ninguém sabe como utilizá-lo. A única que deveria saber diz que esteve doente no dia em que explicaram como trabalhar com aquilo. Calhou bem, portanto. Daí que se passe a utilizar o quadro do lado, minúsculo, mas onde se pode escrever normalmente com aquelas canetas cuja tinta depois se apaga facilmente.

A fase seguinte é utilizar a televisão e o leitor de DVD, sempre uma aventura. Em cada sala são diferentes, cada um com seu comando próprio. Primeiro passo: encontrar o botão para ligar cada um dos aparelhos. Segundo passo: descortinar qual o telecomando respectivo. Terceiro passo: enfiar o DVD dentro do leitor e rezar para que a imagem surja no ecrã. Inevitavelmente, o volume do som está no máximo. Seis das sete pessoas presentes ficam momentaneamente surdas. A outra está habituada e nem nota que o som está naquele volume. Encontra-se finalmente o botão do volume. Como por milagre, encontra-se também o do menu do DVD. Consegue pôr-se o vídeo a correr, fazer pausa, recomeçar, parar, voltar ao menu e avançar para outro vídeo. Nenhum dos participantes duvida que se trata de intervenção divina.

Também há um computador na sala. Ainda ninguém percebeu se funciona. Adivinham-se novos desenvolvimentos nos próximos dias.

Se eu podia dar uma ajudinha, uma vez que até estou mais ou menos à vontade com estas coisas da tecnologia? Podia. Mas depois não tinha assunto para escrever aqui.

Talvez por ser segunda-feira

Não sei se é do sol que decidiu aparecer ao fim de semanas escondido, se é do Inverno que nunca mais acaba, se é deste cansaço acumulado que não há fim-de-semana que consiga destruir, se é de outra coisa qualquer. O que sei é que neste momento, agora mesmo, apetecia-me estar em Lisboa. Com este céu azul e este sol a aquecer-me a pele, passear na cidade, à beira-rio, depois ir até à praia, almoçar com a família, jantar com os amigos, conversar, dizer os disparates do costume.

Isto do telefone e da Internet é muito bonito e muito prático, mas não é a mesma coisa.

6 de fevereiro de 2011

Devaneios da música nacional

Mas é mentiiiiira. Mentiiiii-iiiiira. Irra que a cantiga não me sai da cabeça. E eu nem sequer gosto, ainda se fosse alguma coisa de que gostasse. João Pedro Pais, que enjoo. Do mal o menos, suponho, podia ser a outra que ele canta com a Mafalda Veiga, um dois em um do vómito musical. Ui, do que me fui lembrar! Páááássaros do Suuuul bando de filhos da mãe que agora se me meteram na lembrança e não querem sair. Por associação de ideias tristes, veio-me à cabeça o outro, o Sardet. (Mania que esta gente tem de usar apelidos estrangeiros. É o Sardet, é o Granger... Olha, vou ali e mudo o nome para Tulipe Noire, que tal?) Goooosto de tiiiiiii desde aqui até à luuua, gooooosto de tiiiii desde a luuuuaté aquiiiiii. Ena, que rima difícil! Mas é profundo, tenho de reconhecer. Aliás, profundo nada, o contrário de profundo pois se é até à lua e volta... O que é uma pena, podia ir até à lua e ficar por lá, mas não, prefere voltar para nos atazanar o juizo. Ou isso, ou a nave não tinha combustível suficiente e ao chegar à lua, caiu. Também se compreende, afinal ao preço a que está a gasolina. E isto das cantigas não deve render o suficiente para andar em viagens espaciais que, parecendo que não, ainda são caras. Estou na luuuuua, não me chateies que eu agora estou na luaaaa e em breve vou chegar ao céu. Pára tudo! (Desta eu até gosto, é divertida, acho piada, pronto, vá-se lá compreender estas coisas.) Mas então o gajo está na lua e daqui a pouco vai chegar ao céu? Então a lua fica onde? No mar? Ora que isto...Leva-me contiiiigo. Práooooonde? Passear na praaaaaia. Aproveita e afoga-a, pode ser? É que a cantilena é gira quando se ouve assim uma vez em cada década, mas a voz da menina é do mais irritante que pode haver. Duuuunas. Sssssão como divããã-ãããs. São pois, divãs, cadeiras, camas, estantes, mesas ou qualquer outra peça de mobiliário que o teu cérebro se lembre de ver depois de consumir essas substâncias menos legais que te fazem escrever canções. E esta, apesar de tudo, é das mais normais... Havia aquela outra que falava em pão-de-ló e rimava com avó, dessa é que eu gostava mesmo. Faz-me sempre lembrar a história do Capuchinho Vermelho, não sei porquê. Peguei, trinquei e meti-te na ceeeesta, ris e dás-me a volta à cabeça-a-a. Pronto. Já cá faltava a cantilena da fruta. Ainda se fosse a outra dos sítios tropicais. Jááá fui ao Brasiiiiil, Praaaaia e Bissau, Angoooola, Moçambique, Gooooa e Macau, ai fui até Freixo de Espada a Cinta e voltei porque estava frio. Pois. Isto por aqui já teve dias melhores.

5 de fevereiro de 2011

Produtividade

4 de fevereiro de 2011

Ainda Porto Covo

Confessem: pensaram que a letra em falta era um O!

Especialmente a pensar na Inês, que gosta de memés, e no João, que gosta de os fotografar.

E esta a pensar no Imperator que gosta dos gelados da Prime.
  
Esta é mesmo para mim, que gosto do gato no telhado.
 
Burros e avestruzes, não menti.

Só o burro...

...e só a avestruz.
Abril de 2007