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27 de abril de 2011

Comemorações, homenagens e outros perigos

Soube esta manhã que ontem se prestou homenagem às vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido há 25 anos. Para além da concentração de pessoas na praça central da cidade, fizeram soar os alarmes nucleares em todo o país durante cinco minutos às 18h00 locais.

Tudo isto é muito bonito e bem-intencionado, mas salienta um pequenino, minúsculo, quase invisível problema: desconfio que ninguém conhece o som do alarme nuclear.

aqui mencionei algumas medidas de segurança recomendadas no caso de soar o alarme, mas confesso que ontem, quando o ouvi, me limitei a fazer pausa no episódio do American Idol que estava a ver para tentar perceber que raio de barulho irritante era aquele. Como o ruído se calou poucos segundos depois, conclui, brilhantemente aliás, que se tratava do aspirador de um vizinho e continuei a ver televisão. E o mal não é só meu, porque já hoje outras pessoas me confirmaram que não tinham percebido o que se passava! Os poucos que conheciam o som, provavelmente ter-se-ão escondido de imediato nas arrecadações da cave, onde ainda permanecerão à espera que alguém lhes diga que podem sair...

Ou seja: caso o alarme nuclear soe mesmo a sério, o povo vai continuar a sua vidinha pacata, irritado com o ruído que se entranha no cérebro, e, quando perceber o que se passou, já lhe nasceram olhos nas costas…


Sim, voltei. E quando tiver tempo respondo aos vossos comentários, prometo!

12 de abril de 2011

Não desapareci, mas pouco falta

Continuo aqui, mas nem sempre tenho forças para escrever e ainda menos para vos ler como de costume. Diz que mais um mesito e deve voltar tudo ao normal. Espero bem que sim! Entretanto, vou aproveitar uns merecidos dias de férias, um Verão antecipado, o Sol, a família e os amigos.


E os gelados do Santini, que ainda devem ser melhores para os enjoos do que os outros!

7 de fevereiro de 2011

Talvez por ser segunda-feira

Não sei se é do sol que decidiu aparecer ao fim de semanas escondido, se é do Inverno que nunca mais acaba, se é deste cansaço acumulado que não há fim-de-semana que consiga destruir, se é de outra coisa qualquer. O que sei é que neste momento, agora mesmo, apetecia-me estar em Lisboa. Com este céu azul e este sol a aquecer-me a pele, passear na cidade, à beira-rio, depois ir até à praia, almoçar com a família, jantar com os amigos, conversar, dizer os disparates do costume.

Isto do telefone e da Internet é muito bonito e muito prático, mas não é a mesma coisa.

13 de janeiro de 2011

Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Alexandre O'Neill





4 de janeiro de 2011

Um dia gastronómico Ferpeito

Pequeno-almoço na pastelaria em frente: leite com chocolate da Ucal, bem frio como se quer, acompanhado por uma bola de Berlim cheia de creme. Almoço no Kaffeehaus, no Chiado: tiras de frango panadas com salada de batata e, para terminar, Apfelstrudel quente com gelado de baunilha. A meio da tarde, chocolate quente no Cacau Sampaka, no CC Amoreiras, e/ou um gelado no Santini, no Chiado (finalmente é possível comer gelados Santini durante o Inverno!). Jantar na pizzaria La Finestra. Sempre com a melhor companhia possível.

Há alternativas tão boas ou melhores, pois há. Mas constatei que esta combinação é mesmo ferpeita!

23 de dezembro de 2010

Expliquem-me, por favor

Está toda a gente de férias? Eu estou, portanto é natural que ande às compras durante a tarde de um dia de semana. Mas ninguém trabalha em Lisboa nesta época? É o que parece. As lojas estão cheias de gente, as ruas estão cheias de gente, não há um lugar para estacionar, os centros comerciais e supermercados nem se fala... E isto é estando em crise! Depois venham queixar-se da falta de produtividade...

2 de setembro de 2010

Rentrée

Regressar ao trabalho mais de um mês depois é duro. Pensar em horários, rotinas, obrigações depois de um mês a dormir quando queria, a fazer o que me apetecia, todos os dias, custa muito. Voltar a vestir roupa de gente crescida depois de semanas seguidas de havaianas nos pés é difícil. Passar dos quase 40º de Lisboa para uns míseros 16º, e ainda estamos no início de Setembro, é caso para dar cabo do sistema a qualquer um, quanto mais a mim que sou sensível a estas coisas. De um dia para o outro deixar de ver o mar, o Tejo, Lisboa e, não tarda nada, o sol. Deixar lá longe a família e os amigos e pensar que só os revejo daqui a uns meses. E de repente parece que tudo o que é bom ficou ali, naquele mês de Agosto (cliché, eu sei), passado entre as casas da família e a praia e a cidade e o trânsito e os jantares com os amigos e tudo o resto que faz de mim o que sou e que me faz tanta falta durante o resto do ano. A começar já hoje.

25 de agosto de 2010

O Trincas

Não sei, e penso que ninguém sabe, ao certo de onde lhe vem a alcunha, mas o Trincas é possivelmente o toxicodependente mais conhecido lá do bairro. Entra apressado na farmácia apinhada de gente, ignorando todos os clientes, e dirige-se ao balcão:

- Arranje-me aí uns pensos rápidos que me cortei e isto está práqui a deitar sangue!

O farmacêutico olha-o de soslaio, com ar de quem está habituado a estas cenas, e continua a atender a cliente. O Trincas repete o pedido, com o mesmo resultado. Até que, das entranhas da farmácia (sempre desconfiei do que se passa nas traseiras das farmácias), surge o outro farmacêutico, mais jovem, que dá atenção a outra cliente, mais próxima do local onde se encontra o Trincas. E ele que repete, mostrando o dedo em causa:

- Arranje-me aí uns pensos rápidos que me cortei. Para ver se pára o sangue.

O novo farmacêutico olha para o dedo estendido na sua direcção, lança um olhar como que a dizer "desculpe lá, é melhor despachar este" à cliente, e começa a procurar os pensos rápidos no balcão onde se encontra. Como não consiga encontrá-los logo, o Trincas, sempre solícito, diz-lhe:

- Veja antes deste lado, é aqui que estão!

E era.

10 de agosto de 2010

Silly Season ao jantar

Explanada no Parque das Nações, não interessa o nome porque não quero um processo em cima mesmo sendo verdade o que vou contar. 8h30 da noite de segunda-feira, mais de 30º na rua. Duas pessoas sentam-se numa mesa, mais tarde chega uma terceira.

O pedido:
- um crepe
- uma tosta de frango e queijo
- um jarro de chá gelado.
- um café para o terceiro elemento, que já tinha jantado.

Passado algum tempo, o empregado traz o chá gelado e pergunta:
- A senhora pediu alguma coisa para comer?

Repeti o pedido e percebi logo que esta noite ia correr bem...

O que o empregado trouxe, parte 1:
- o crepe
- a tosta ainda está a tostar.

O que o empregado trouxe, parte 2 (muuuiiiito tempo depois)
- o café (os grãos tiveram de ser torrados, claro está)
- da tosta, nem sinal - os frangos custam a morrer, com este calor...

A explicação surreal:
- Houve um problema é que perdeu-se o papel onde estava o pedido e o cozinheiro fez uma tosta de queijo simples mas dissemos-lhe que era de frango e queijo e já está a fazer a nova. Peço desculpa mas foi por causa de se perder o papel...

Novo pedido:
- uma água das Pedras com sabor a limão
- um quarto de água - um quarto de litro, obviamente, mas isto devia ter sido bem explicadinho...

O que o empregado trouxe, parte 3 (entretanto são quase 10 da noite):
- finalmente, a tosta: menos mal, ainda como no dia em que encomendei...
- água das Pedras com sabor a maçã e cidreira
- um copo meio de água.

Fiquei sem saber se era do calor ou se o empregado era marciano...

12 de julho de 2010

Afinal moro num país tropical

7h – sol, céu azul, 24º C

10h – sol, nuvens, 27º C

10h30 – calor sufocante, muitas nuvens, céu negro, vento forte

13h – calor sufocante, céu negro, chuva torrencial

13h15 – calor sufocante, céu negro



16h – trovoada, provavelmente (a hora pode não estar certa, mas a trovoada hoje é garantida)



Se tivesse praia, diria que estava no Brasil.

10 de julho de 2010

Motivos para odiar esta terra

- O Outono (entre Setembro e Novembro): Chove o tempo todo, faz um frio de cão, começa a anoitecer cada vez mais cedo e não há nada para fazer.

- O Inverno (de Novembro a Maio): Neva, faz um frio de cão, anoitece às 4h30 da tarde e não há nada para fazer.

- A Primavera (entre Maio e Julho): Chove o tempo todo, faz um frio... de cachorro, vá lá, e não há nada para fazer.

- O Verão (Julho e Agosto, com sorte): Quando não chove o tempo todo, está um calor insuportável, não se consegue respirar, troveja ao fim de 3 dias de bom tempo, é de dia até às 10h da noite e não há nada para fazer.