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5 de junho de 2012

Pérolas da Lat(r)ina

Locutora a ler os principais títulos dos jornais do dia:

- Festejou-se o Jubileu de diamante da rainha Elisabete II*.

Duas vezes. Isto de ler notícias numa língua e ter de as reproduzir noutra não é para todos.

* Até já estou a ver o Duque de Edimburgo a chamar-lhe Beta quando não há câmaras por perto...

27 de abril de 2011

Comemorações, homenagens e outros perigos

Soube esta manhã que ontem se prestou homenagem às vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido há 25 anos. Para além da concentração de pessoas na praça central da cidade, fizeram soar os alarmes nucleares em todo o país durante cinco minutos às 18h00 locais.

Tudo isto é muito bonito e bem-intencionado, mas salienta um pequenino, minúsculo, quase invisível problema: desconfio que ninguém conhece o som do alarme nuclear.

aqui mencionei algumas medidas de segurança recomendadas no caso de soar o alarme, mas confesso que ontem, quando o ouvi, me limitei a fazer pausa no episódio do American Idol que estava a ver para tentar perceber que raio de barulho irritante era aquele. Como o ruído se calou poucos segundos depois, conclui, brilhantemente aliás, que se tratava do aspirador de um vizinho e continuei a ver televisão. E o mal não é só meu, porque já hoje outras pessoas me confirmaram que não tinham percebido o que se passava! Os poucos que conheciam o som, provavelmente ter-se-ão escondido de imediato nas arrecadações da cave, onde ainda permanecerão à espera que alguém lhes diga que podem sair...

Ou seja: caso o alarme nuclear soe mesmo a sério, o povo vai continuar a sua vidinha pacata, irritado com o ruído que se entranha no cérebro, e, quando perceber o que se passou, já lhe nasceram olhos nas costas…


Sim, voltei. E quando tiver tempo respondo aos vossos comentários, prometo!

15 de março de 2011

A fábrica das nuvens

Um dia, ao chegar a casa, encontrei um folheto na caixa do correio. Falava do que fazer em caso de acidente nuclear e estava escrito em várias línguas, incluíndo português. E eu, ingénua, pensei a que propósito me tinham deixado um folheto daqueles no correio. Até que percebi que, a uns meros 35 km de distância, existe uma central nuclear*. Entre as recomendações, lembro-me de ler que, caso soasse o alarme, deveria fechar-me na arrecadação da cave, com água engarrafada, alimentos em conserva, uma lanterna e um rádio a pilhas, para poder ouvir as notícias e saber quando seria seguro sair. E depois pensei que sim, realmente, em caso de acidente nuclear, deve ser a porta da arrecadação da cave que vai impedir a passagem das partículas radioactivas.

Lembrei-me disto já há uns dias, a propósito das notícias do Japão que, apesar de toda a catástrofe, tem a sorte de ser habitado por um povo disciplinado e organizado. Por lá, evacuam-se cidades inteiras; por aqui, trancam-se as pessoas nas arrecadações. Está certo.

*a que uma vez alguém chamou, sem saber do que se tratava, fábrica das nuvens, pois está sempre a deitar fumo branco pelas chaminés que, em dias mais enevoados (ou seja, quase diariamente) se confunde com as nuvens.

3 de março de 2011

Iguarias culinárias a evitar a todo o custo*

Ah e tal, a gastronomia francesa é que é, e mais isto e aquilo... É, não é? Provem esta espécie de salsicha de tripas (se conseguirem resistir ao cheiro nauseabundo que emana) e depois conversamos!

Andouillette de Troyes ou, na língua de Camões, a coisa mais intragável que alguém se lembrou de inventar! E eu tenho boa boca...

* Quem vos avisa...

1 de março de 2011

Iguarias culinárias

Chili con carne acompanhado com massa.

Almoçar na cantina é cada vez mais uma aventura.

14 de janeiro de 2011

Quem manda no corredor?

Nos gabinetes individuais, cada um é responsável pelo espaço e organiza-se como bem entender. Claro que há regras básicas a respeitar, como não fazer fogueiras ou não deixar a janela aberta ao fim do dia, mas tirando isso, cada um trata de si. Já os corredores são uma espécie de terra de ninguém: todos os usam, mas ninguém é responsável por eles. Daí que depois haja situações como a da colega do gabinete em frente ao meu que, sempre que chove, deixa o guarda-chuva aberto no corredor, encostado à parede do meu gabinete (diga-se de passagem que o gabinete dela tem o triplo do tamanho do meu porque ela é chefe e o raio do guarda-chuva cabia lá à vontade). De maneira que, sempre que quero sair, tropeço numa combinação de metal e tecido rosa choque. Reparei hoje que está ligeiramente torto de um lado. Não deve ter sido por causa do pontapé propositado que levou um destes dias…

8 de janeiro de 2011

O mau de uns é o bom de outros

Em Lisboa, comentei que o meu próximo carro será um jipe, simplesmente pelo facto de ser impossível andar pelas estradas portuguesas com um carro ligeiro. Entre os buracos escondidos e os remendos na estrada, tenho a sensação de ir aos saltos, saio do carro ainda meia a cambalear, parece quase uma montanha-russa ou um divertimento do género. Isto para não falar nas dores de costas, claro. Costumo dizer que chego ao destino mais cansada do que se fosse a pé.

De maneira que hoje, durante o passeio semanal para ir almoçar ao estrangeiro (que fica a pouco mais de meia hora de carro, mas isso não vem ao caso), quando vi sinais, muitos sinais mesmo, a avisar que o piso está danificado, pensei que iria atravessar uma zona de minas ou coisa parecida. E os sinais sucediam-se, a espaços, daqueles sinais amarelos colocados à pressa, mais os avisos nos painéis electrónicos: "Perigo! Piso em muito mau estado! Atenção aos buracos em formação!" e por aí fora.

O que vi, afinal? Dois buracos pequenitos na estrada, quase na berma. Dois. Não, não me enganei: dois. Um, dois. Dois! Uma estrada boa em Portugal, portanto.

E pensei que esta gente não sabe o que é um piso em mau estado...

17 de dezembro de 2010

16 de dezembro de 2010

A neve é minha amiga

São Pedro, afinal, é um querido. Compadecido com o meu post desta manhã, decidiu do alto da sua sabedoria enviar cá para baixo um nevão de proporções bíblicas (sim, sim, na Bíblia não nevava, blá blá blá, é só uma expressão para dizer que é um nevão buéda grande). As previsões eram tão optimistas que esta manhã mandavam o pessoal ficar em casa ou, sendo mesmo necessário sair de carro, levar na bagageira mantas, bebidas quentes e comida. Escusado será dizer que eu só ouvi isto quando já ia a meio do caminho, portanto continuei. Embora ligeiramente preocupada, confesso, afinal já me estava a imaginar presa dentro do carro, embrulhada numa manta que não tenho, a beber café quente e a comer uma sandocha que também não tenho... Mas estou a dispersar. Ora bem, naturalmente imbuídos do espírito natalício, os manda-chuva lá do tasco onde trabalho decidiram que, caso se confirmassem as previsões, os súbditos poderiam sair mais cedo (ena!). E que fez esta vossa amiga assim que viu o primeiro floco de neve cair na estrada e ficar agarradinho que nem uma lapa? Desligou tudo e pirou-se. De maneira que, à hora a que escrevo, estou em casa, no quentinho, e tenho a televisão ligada no Natal dos Hospitais que vou poder ver/ouvir durante o resto da tarde (coisa que não acontecia há anos!).

Obrigada, São Pedro, és o maior!

15 de dezembro de 2010

Imagens de Natal

Estrasburgo







 Trier




Ainda a festa de Natal do escritório

Estar longe, bem longe de Portugal, e ouvir dezenas de pessoas de outras nacionalidades ficar em silêncio porque se vai cantar o fado.

Melhor ainda: vê-los tentar acompanhar com palmas e um lá-lá-lá incentivado pela fadista, ver chegar outros que não estavam ainda na festa mas não quiseram perder o espectáculo, ver um búlgaro baloiçar o corpo ao ritmo de "Uma casa portuguesa", ouvir uma finlandesa repetir "Mais! Mais!" no fim de cada canção, uma holandesa dizer-me "Esta canção chama-se Abril em Portugal, é muito conhecida na Holanda!", explicar a uma grega o que significa "com certeza"...

Arrepiante.

Definitivamente, no estrangeiro aprecia-se melhor o que é Português.


[Devo dizer que não gosto de fado. Ou antes, sou capaz de ouvir um ou outro, consigo até cantarolar alguns à conta da minha memória que regista tudo quanto são letras de canções, mas não perco o meu tempo nem gasto o meu dinheiro para ouvir fado.]

14 de dezembro de 2010

Constatações de uma festa de Natal no escritório

Durante o dicurso da Directora não tocou um telemóvel. Tocaram dois.

E digam o que disserem, que o colesterol isto e aquilo, e mais as doenças cardiovasculares e a hipertensão e os ataques de caspa nas unhas, mas o certo é que quando se juntam pessoas de várias nacionalidades, havendo especialidades gastronómicas das mais variadas origens europeias, a comida portuguesa é sempre a primeira a desaparecer. E ainda perguntam se não há mais!

De desaparecimento mais rápido, só mesmo as bebidas alcoólicas. Chego até a pensar se Houdini não terá voltado, reencarnado numa garrafa de vinho tinto…

Pré-constatações de uma festa de Natal no escritório

A festa está marcada para as 16h. Já se sabe que é preciso preparar tudo, arranjar as mesas, decorar o espaço, espalhar a comida e a bebida e ter tudo pronto antes de começarem a chegar os primeiros convivas (também conhecidos por alarves). Mas será necessário andar nisso desde manhã cedo?

Nunca pensei que uma simples festa de Natal fosse motivo para feriado... [bom, tirando a primeira, há 2010 anos, claro!]

9 de dezembro de 2010

Ainda a porra da neve

Pela primeira vez em nove anos, escolas fechadas por causa da neve que caiu ontem (e que recomeçou a cair agora, o que não pode ser bom prenúncio).

As estradas são autênticas placas de gelo porque, para variar, os limpa-neves não se dignaram a passar. Eu percebo, neva, está frio, está-se bem é em casa! Portanto, o resultado é simples: na auto-estrada o trânsito está completamente parado, nas outras estradas ainda se vai andando a passo de caracol, nos passeios as pessoas vão escorregando, corpo para a direita, pernas para a esquerda, e pronto, é isto m dia de Inverno por aqui.

O que não percebo é como raio não sabiam que ia cair um nevão! É que até no canaldotempo.com estava previsto, não é preciso ser meteorologista para perceber que vai haver problemas. Mas não, não vale a pena andar a espalhar sal à toa por tudo quanto é estrada, quando nevar, se nevar, logo se trata do assunto. Claro, depois o resultado está à vista: acidentes por todo o lado, carros, autocarros e camiões avariados em tudo quanto é berma de estrada, filas de trânsito intermináveis, circulação a 10 Km/h na melhor das hipóteses, escolas fechadas e pessoal que, por muito boa vontade que tenha (admitamos que é verdade), não consegue chegar ao local de trabalho. E nestas condições, memo que os limpa-neves/espalha-sal saiam para a rua, não conseguem passar para fazer o trabalho que deviam ter feito há horas! Maravilha!

Ah, mas a paisagem está linda!

[P**a que pariu a paisagem! O próximo que tenha o azar de me dizer que gosta de neve, no mínimo, leva um par de estalos!]

8 de dezembro de 2010

Os pneus de neve são para meninos - a sequela

Só pode ter sido castigo divino! Sim, porque isto das coincidências já diz a outra que não existem, portanto foi castigo. Andei a falar demais, ainda por cima a chamar Messias a quem não o é, e etecetera e tal, e vai daí o Big Guy lá de cima irritou-se e pimba! Vingou-se. E como? Com uma tempestade de neve, pois claro. Mas não foi uma tempestade qualquer, não. Foi daquelas mesmo boas, que começam dez minutos antes da hora de ponta e em cinco minutos conseguem cobrir tudo de branco, incluindo as estradas. Ora como por aqui a meteorologia tem tanto de ciência como a astrologia, tinham dito que ia haver chuva (check!) e queda de neve fraca (pois... a neve até podia ser fraca, a queda é que nem por isso). De maneira que, como é bom de ver, não se tomaram precauções (sal? o que é isso?) e a estrada passou a ser um trajecto mais ou menos instintivo, assim do tipo "parece que é por aqui que costumo passar, deixa cá ver se dá". Giro, giro é ver carros a subir a estrada de lado (os que sobem!), outros a encostarem à berma, filas de trânsito intermináveis, autocarros parados, pessoas a pé que chegam ao destino mais depressa do que eu de carro... Mas a verdade é que desta vez não houve curvas "à rally", piões, dificuldades de travagem, nem nada do género. Demorei mais de uma hora a chegar, mas sem problemas. E tive sorte, porque mesmo agora, mais de quatro horas depois, continua o trânsito parado aqui na rua à conta da brincadeira. Ah e tal, a neve, que giro. É, é. Então não!



As fotos não têm muita qualidade, mas o telemóvel não dá para mais...
Portanto, Big Guy, reconheço: os pneus de neve não são para meninos; são a melhor compra dos últimos tempos! Perde-se em emoção, mas ganha-se em segurança.

[Satisfeito? Então mete aí uma cunha ao Teu amiguinho Pedro e pára lá com a porra da neve que já chega!]

Os pneus de neve são para meninos

Resisti enquanto pude, mas acabei por me resignar. Durante anos não troquei os pneus do carro no Inverno. Que disparate, que mariquice! Afinal, mesmo quando neva, as estradas normalmente estão limpas, o carro anda, qual é a necessidade? A primeira vez que conduzi com neve não consegui parar onde queria porque o bicho ganhou vontade própria e seguiu em frente. Uma outra ocasião, a neve era tanta na rampa de saída da garagem, que a viatura simplesmente se recusou a subir, mais parecendo uma criança a fazer birra: andava para todos os lados, menos em frente. Depois houve aquela outra vez em que consegui chegar ao destino, estacionei no parque e já não saí – a neve tapava os pneus e nem os autocarros andavam. Voltei perto da meia-noite para ir buscar o carro e, no regresso a casa, tive direito a meio pião (felizmente a estrada estava deserta). Isto para não falar da traseira a abanar constantemente, tal e qual um dançarino sul-americano, e das muitas curvas "à rally" – as rotundas eram especialmente interessantes. Qual montanha-russa, qual quê! Andar no gelo com pneus de Verão é que é! A aventura, a emoção, a adrenalina…

Mesmo assim, acho que não vou ter saudades.

1 de dezembro de 2010

A reportagem fotográfica possível

Durante:


Depois:





29 de novembro de 2010

Constatação da hora de almoço

No trajecto entre a minha casa e o meu local de trabalho não há um único local decente onde parar o carro por dois minutos para tirar umas fotos à maravilhosa paisagem branca com que a meteorologia nos presenteou hoje. Assim sendo, vão ter de acreditar em mim: isto por aqui está mesmo muito bonito!

18 de novembro de 2010

A saga do Leste continua...

Um búlgaro pergunta-me como se pronuncia o nome de uma personalidade portuguesa porque precisa de o escrever no alfabeto cirílico. Apeteceu-me trocar os B pelos V, os R pelos G, não dizer os L e falar à moda de Bijeu [e posso dizer isto porque tenho família de lá]. Mas hoje estou bem-disposta.