31 de março de 2011

Em busca da felicidade


They both knew that it was borrowed: the view of hills; even the sunsets and the clarity of the stars. Somewhere, they knew it didn't belong to them. Because if you left your own country, if you left it late, and made your home in someone else's country, there was always a feeling that you were breaking an invisible law, always the irrational fear that, one day, some "rightful owner" would arrive to take it all away, and you would be driven out - back to London or Hampshire or Norfolk, to whatever place you could legitimately claim.

Descobri primeiro Restoration, ainda nos tempos da universidade. Lembro-me de ter sido dos poucos livros estudados que realmente gostei de ler - e isto num curso de Letras significa muito! Depois fizeram o filme e quando vi pensei que mais valia o argumentista, o realizador, os actores e toda a equipa que trabalhou arduamente para fazer aquela obra terem ficado quietinhos em vez de fazer asneiras. Entretanto, fui lendo outros livros da autora. Neste momento, acho que já não me falta nenhum.

Este é o mais recente e, tal como os outros, agarrou-me da primeira à última página. Histórias da vida, paralelos entre dois países, duas famílias, dois mundos distintos que se cruzam e que, afinal, não são assim tão diferentes. Histórias também de mudanças, de preconceitos, dos extremos a que chegamos quando estamos em risco de perder o que temos de mais precioso. E de tudo o que somos capazes de fazer em busca da felicidade.

30 de março de 2011

Parece que foi ontem

Mas já foi há um ano. E portanto o estaminé já não é criança, pelo que deixou de ser cor-de-rosa. Não tem nada a ver, pois não, mas é um motivo tão bom como qualquer outro. A mudança é radical mas acho que assim está mais limpinho*. Espero que gostem e continuem a fazer-me companhia por mais uns tempos. Obrigada a todos os que por aqui passam, os regulares e os que cá vêm parar por acaso, os que deixam comentários e os que acham que o disparate é tanto que nem há nada a dizer, os seguidores oficiais e os fantasmas (são pelo menos 3, não que eu esteja a contá-los...), mais os anónimos que por aqui, felizmente, não abundam. Não agradeço ao cão, ao gato ou ao periquito porque não tenho.

*ainda há uns toques a dar, mas agora já é tarde e o sono aperta e a concentração já não é nenhuma portanto o resto fica para os próximos dias.

29 de março de 2011

Pergunta retórica do dia

Haverá algo mais inútil do que uma reunião de uma hora onde não se dão informaçõs novas, não se decide nada e nem sequer se dão respostas às perguntas pertinentes que se colocam?

28 de março de 2011

Twix

Porque não há fome que não dê em fartura, ultimamente as boas notícias chegam aos pares.

Claro que isso faz aumentar o nível de ansiedade, assusta, até tenho medo de acreditar... Por outro lado, não há crise, queda de governo, aumento de impostos, eleições do Sporting, terremotos, guerras, aumento do preço dos combustíveis ou crises nucleares que me deitem abaixo.

26 de março de 2011

25 de março de 2011

Responder ou não, eis a questão

Há por aí algum funcionário simpático do INE que me saiba explicar se uma pessoa que não reside na Tugalândia mas tem lá uma casa onde vai nas férias (vulgo, emigra) tem de preencher aquela coisa dos Censos? E também naquela parte em que perguntam onde estava no 25 de Abril, perdão, em 2009 e 2005 devo responder "na mesma residência" ou "no estrangeiro"? É que a residência em Portugal era a mesma, mas eu residia no estrangeiro... Ai, tantas dúvidas existenciais!

Eu bem que procurei no site, mas entre as vezes em que não se consegue entrar e as perguntas frequentes cujas respostas levantam mais dúvidas do que as que resolvem, fiquei mais na mesma. Ah, e ligar para a tal linha de apoio está fora de questão, porque os números começados por 800 não estão acessíveis a partir do estrangeiro de fora e ligando do próprio país ou ninguém atende ou está sempre impedido...

Agradeço antecipadamente a preciosa ajuda e até prometo que, caso tenha mesmo de responder, não vou inventar... muito!

24 de março de 2011

Os verdadeiros trabalhadores independentes

São aqueles que conseguem seguir instruções simples sem ter de perguntar aos outros o que têm de fazer. Por aqui, devo ser a única…

22 de março de 2011

Pensamento do dia

21 de março de 2011

Hoje

Começa a Primavera (aleluia!) mas também é o Dia Mundial da Poesia (e da árvore e se calhar também das flores e dos passarinhos e das nuvens e vai-se a ver até das formigas, que afinal um dia tem vinte e quatro horas e, bem divididinha a coisa, ainda se arranja espaço para mais umas comemorações concentradas todas no mesmo dia. Adiante.) Ora como de flores vai andar esta blogoesfera cheia, e como por aqui a Primavera só chegou em nome porque o frio continua invernal apesar do sol, a dona deste estaminé preferiu comemorar o dia da poesia. E como? Com um poema (óbvio...) de uma autora das novas que começa a ser reconhecida no meio literário (menos óbvio...) e que ainda por cima calha ser filha de uma amiga desta que vos escreve (completamente inesperado...). Apreciem e vão comprar os livros porque a rapariga precisa de vender, vá.


Entardecer

Hoje entardeci mais despida do que antigamente.
Não sei se pelos bosques tão devastados
se pelas bagas que colheste do meu dorso.
À tua sombra todos os amores são silvestres,
só as amoras são frutos impossíveis.

Catarina Nunes de Almeida, Prefloração

19 de março de 2011

Dia do Pai

Não há amor que mais facilmente perdoe, e mais benignamente interprete e dissimule defeitos, que o amor de pai.

Padre António Vieira

18 de março de 2011

17 de março de 2011

Chico-espertismo

Está em todo o lado: no trânsito é aquele condutor que vai metendo o nariz do carro à frente dos outros para cortar a fila, no supermercado é a senhora que se faz de distraída para passar à frente na fila da caixa, no posto médico é a velhota que se vale da idade para ser atendida antes dos outros utentes... E no emprego é a colega que pega num trabalho que foi feito por outra pessoa apenas para verificar um ou outro aspecto e tenta apropriar-se e ficar com os créditos.

Mas às vezes os chico-espertos têm o azar de apanhar pela frente alguém que não está lá muito bem disposto. O automobilista vê o outro carro acelerar e atravessar-se para não o deixar entrar no trânsito; a senhora do supermercado ouve bem alto que a fila começa lá atrás e que já havia gente à frente; a velhota do posto médico recebe uma lição de cidadania para aprender que há uma ordem de chegada a respeitar. A colega leva uma resposta que, obviamente, não esperava, num tom muito desagradável, e pode ser que da próxima vez pense duas vezes antes de achar que os outros andam aqui a ver passar os comboios.


Eu não queria chatear-me. A sério que não. Nem devia, aliás, faz-me mal à saúde, o fígado queixa-se e os nervos saltam. Mas obrigam-me... E depois dizem que tenho mau feitio. Por que será?

16 de março de 2011

15 de março de 2011

A fábrica das nuvens

Um dia, ao chegar a casa, encontrei um folheto na caixa do correio. Falava do que fazer em caso de acidente nuclear e estava escrito em várias línguas, incluíndo português. E eu, ingénua, pensei a que propósito me tinham deixado um folheto daqueles no correio. Até que percebi que, a uns meros 35 km de distância, existe uma central nuclear*. Entre as recomendações, lembro-me de ler que, caso soasse o alarme, deveria fechar-me na arrecadação da cave, com água engarrafada, alimentos em conserva, uma lanterna e um rádio a pilhas, para poder ouvir as notícias e saber quando seria seguro sair. E depois pensei que sim, realmente, em caso de acidente nuclear, deve ser a porta da arrecadação da cave que vai impedir a passagem das partículas radioactivas.

Lembrei-me disto já há uns dias, a propósito das notícias do Japão que, apesar de toda a catástrofe, tem a sorte de ser habitado por um povo disciplinado e organizado. Por lá, evacuam-se cidades inteiras; por aqui, trancam-se as pessoas nas arrecadações. Está certo.

*a que uma vez alguém chamou, sem saber do que se tratava, fábrica das nuvens, pois está sempre a deitar fumo branco pelas chaminés que, em dias mais enevoados (ou seja, quase diariamente) se confunde com as nuvens.

14 de março de 2011

Paris, mon amour!

Três dias (quase) inteirinhos na cidade das luzes. Duas viagens de TGV que diminuem para menos de metade o tempo de percurso que é habitual fazer de automóvel. Centenas de quilómetros percorridos debaixo de terra, no metro, para chegar mais rapidamente onde queria. Mais uns quantos (muitos) a pé, para aproveitar o sol lindo com que S. Pedro fez o favor de me presentear nestes dias.


Centenas de degraus a subir e a descer (alguém tem de apresentar as escadas rolantes aos responsáveis pelas estações de metro de Paris). Mais de uma hora na fila para visitar a Torre Eiffel pela terceira vez e ainda não foi desta que lá fui de noite. Mas assisti na primeira fila a uma perseguição policial em bicicleta aos vendedores ambulantes ilegais ("uaniro-uaniro-uaniro*").


Desta vez, faltaram a coragem e a força para subir os quase trezentos degraus do Arco do Triunfo. Mais uma visita ao Louvre, de corrida porque o tempo era pouco, mas o suficiente para ver a Gioconda, a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo e a múmia, ouvir um bando de turistas tugas comentar que a múmia se mexeu (estão em todo o lado, é inevitável), subir e descer mais escadas, mas pelo menos foi gratuito (dica para os interessados: no primeiro domingo de cada mês, a entrada no Louvre é gratuita). E a fila é mais rápida do que na Torre, talvez por não se perder tempo nas bilheteiras.


Não consigo perceber a ideia de levar bebés de colo para visitar monumentos, a não ser o facto de terem prioridade nas filas (aliás, deve ser o mesmo fonómeno que constatei na Eurodisney há uns anos, onde vi casais com bebés que, obviamente, não estavam minimamente entusiasmados. Já os pais, aproveitavam para passar à frente dos outros adultos que, como eu, assumiam estar ali por si, sem desculpas). Confirmei que o conceito de passadeira sem semáforos em Paris é ligeiramente diferente do normal: se o peão ainda estiver no passeio, não há automóvel que pare; se o peão já estiver na passadeira, pode ser que tenha a sorte de um automobilista estrangeiro travar antes de o atropelar. Não é que com semáforos seja muito diferente... Paris sem os franceses, isso é que era!

Chá e scones na Mariage Frères, para terminar em beleza.


A repetir, claro.

*one euro, caso não tenham conseguido perceber. Era o preço de seis porta-chaves com uma miniatura da Torre Eiffel, ideal para levar de lembrança para a família e os amigos. Nem sei como resisti...

12 de março de 2011

11 de março de 2011

Estranha forma de terminar a semana

Numa gaveta da secretária do chefe, que ele abre durante uma reunião, aparece uma caixa de preservativos.

Conselhos de (quase) fim-de-semana # 6

10 de março de 2011

Totalmente de acordo

E não se pode dobrar o canto da página do computador

Quem Quer Ser Milionário à Pressão

- Eu acho que sei, mas como não faço a mínima ideia, vou passar!

Estudante de Ciências da Comunicação, actualmente no 2º ano do curso, ou seja, pré-finalista. Ou a prova de que o futuro do jornalismo em Portugal está assegurado.

9 de março de 2011

Ainda parece mentira

Boas notícias. Finalmente.


Custa acreditar que seja realmente verdade. Será que a qualquer momento vou acordar sobressaltada e descobrir que tudo não passou de um sonho? É que quando a esmola é muita, o santo desconfia. Ou então não...

Pedimos desculpa pela interrupção

A programação normal prossegue dentro de momentos, quando a autora tiver descansado das férias.


E com tantos dias que podia escolher para umas mini-mini-férias, logo tinham de calhar no fim-de-semana com mais acontecimentos do ano: Homens da Luta na Eurovisão? Carnaval? Dia da Mulher? Até o Sporting conseguiu ganhar um jogo! Vendo bem, deve estar tudo relacionado...

5 de março de 2011

4 de março de 2011

A margem é boa!

Vejo frequentemente o fim do Preço Certo enquanto espero que comece o Telejornal. Pronto, adiante. Normalmente, está já na fase em que o concorrente final tem de dizer quanto custa o conjunto de electrodomésticos, móveis, computadores, viagem, carro e rebuçados que poderá ter a infelicidade de levar para casa (pergunto-me sempre o que aquela gente vai fazer ao sofá ou à mesa de jantar, partindo do princípio que não moram dentro de quatro paredes vazias). Por entre os gritos do público que vão de "Dez!" a "Trinta e cinco!", parece que o carismático apresentador vai dando umas ajudas. Confesso que, sempre que vejo, não percebo as ajudas. E considero-me minimamente inteligente, mas talvez a minha inteligência não atinja o nível dos concorrentes que lá vão. Seja como for, ontem assisti a um diálogo que me pareceu surreal. A concorrente queixava-se que o apresentador não a tinha ajudado e ele retorquia que sim, e já lhe ia mostrar como! Suspense enquanto aparece no ecrã o valor total do prémio... Quinze mil euros e uns trocos. A senhora tinha apostado muito menos e nem com a margem boa lá chegou. Perdeu, portanto. E justifica-se o apresentador:

- Eu não lhe disse que o avião parte às três?
- Sim...
- E às três são que horas? Não são quinze?!?

Não sei como ela não conseguiu perceber esta dica...

3 de março de 2011

Iguarias culinárias a evitar a todo o custo*

Ah e tal, a gastronomia francesa é que é, e mais isto e aquilo... É, não é? Provem esta espécie de salsicha de tripas (se conseguirem resistir ao cheiro nauseabundo que emana) e depois conversamos!

Andouillette de Troyes ou, na língua de Camões, a coisa mais intragável que alguém se lembrou de inventar! E eu tenho boa boca...

* Quem vos avisa...

Há gente com passatempos muito estranhos # 4

Ainda os contos infantis vistos por outra perspectiva. Neste caso, o artista preferiu destacar os aspectos mais macabros das protagonistas destas histórias.

Estes anões nunca me enganaram! E a menina, com aquele ar de santinha, vai-se a ver e é pior do que a madrasta!

Parece que ao bater da meia-noite a própria Cinderela também se transforma...

Passou-se! Mas é normal, afinal aquele cabelo todo ainda pesa. Claro que usar uma tesoura estava fora de questão...

Esta nunca me enganou! Aquela coisa de beber e comer tudo o que lhe aparece pela frente tem muito que se lhe diga...
Jeffrey Thomas é um artista gráfico norte-americano cujo portfólio pode ser visto aqui. A esta série inspirada nos contos infantis chamou Twisted Princesses, vá-se lá saber porquê!

2 de março de 2011

Poeta duro de ouvido

Arranjaram-me uma geringonça que, em princípio, deveria facilitar-me o trabalho. É um simples microfone que se liga ao PC através de um cabo USB. Obviamente, tem de estar associado a um programa de reconhecimento vocal, caso contrário não serve de nada. Depois eu falo e, como por artes mágicas, as palavras aparecem escritas no ecrã. Simples, não é? Pois.

Mas depois uma pessoa começa a ditar... Bom, verdade seja dita, a coisa até funciona bastante bem. Mas também surgem algumas pérolas, como eu dizer "eixo e medida" e ver escrito "deixou em Madrid" ou "digitalização de documentos" aparecer como "digital visa a sessão de documento".

Mas o melhor resultado até agora foi esta sequência (não me lembro o que ditei, mas garanto que não foi isto e que fazia sentido):

"A abrir em prova foi, Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao pelo valor da nossa base"

Com as quebras de parágrafo no sítio certo, isto é poesia pura!

É tudo uma questão de ecologia

1 de março de 2011

Iguarias culinárias

Chili con carne acompanhado com massa.

Almoçar na cantina é cada vez mais uma aventura.