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5 de junho de 2012

Pérolas da Lat(r)ina

Locutora a ler os principais títulos dos jornais do dia:

- Festejou-se o Jubileu de diamante da rainha Elisabete II*.

Duas vezes. Isto de ler notícias numa língua e ter de as reproduzir noutra não é para todos.

* Até já estou a ver o Duque de Edimburgo a chamar-lhe Beta quando não há câmaras por perto...

29 de março de 2011

Pergunta retórica do dia

Haverá algo mais inútil do que uma reunião de uma hora onde não se dão informaçõs novas, não se decide nada e nem sequer se dão respostas às perguntas pertinentes que se colocam?

24 de março de 2011

Os verdadeiros trabalhadores independentes

São aqueles que conseguem seguir instruções simples sem ter de perguntar aos outros o que têm de fazer. Por aqui, devo ser a única…

17 de março de 2011

Chico-espertismo

Está em todo o lado: no trânsito é aquele condutor que vai metendo o nariz do carro à frente dos outros para cortar a fila, no supermercado é a senhora que se faz de distraída para passar à frente na fila da caixa, no posto médico é a velhota que se vale da idade para ser atendida antes dos outros utentes... E no emprego é a colega que pega num trabalho que foi feito por outra pessoa apenas para verificar um ou outro aspecto e tenta apropriar-se e ficar com os créditos.

Mas às vezes os chico-espertos têm o azar de apanhar pela frente alguém que não está lá muito bem disposto. O automobilista vê o outro carro acelerar e atravessar-se para não o deixar entrar no trânsito; a senhora do supermercado ouve bem alto que a fila começa lá atrás e que já havia gente à frente; a velhota do posto médico recebe uma lição de cidadania para aprender que há uma ordem de chegada a respeitar. A colega leva uma resposta que, obviamente, não esperava, num tom muito desagradável, e pode ser que da próxima vez pense duas vezes antes de achar que os outros andam aqui a ver passar os comboios.


Eu não queria chatear-me. A sério que não. Nem devia, aliás, faz-me mal à saúde, o fígado queixa-se e os nervos saltam. Mas obrigam-me... E depois dizem que tenho mau feitio. Por que será?

14 de janeiro de 2011

Quem manda no corredor?

Nos gabinetes individuais, cada um é responsável pelo espaço e organiza-se como bem entender. Claro que há regras básicas a respeitar, como não fazer fogueiras ou não deixar a janela aberta ao fim do dia, mas tirando isso, cada um trata de si. Já os corredores são uma espécie de terra de ninguém: todos os usam, mas ninguém é responsável por eles. Daí que depois haja situações como a da colega do gabinete em frente ao meu que, sempre que chove, deixa o guarda-chuva aberto no corredor, encostado à parede do meu gabinete (diga-se de passagem que o gabinete dela tem o triplo do tamanho do meu porque ela é chefe e o raio do guarda-chuva cabia lá à vontade). De maneira que, sempre que quero sair, tropeço numa combinação de metal e tecido rosa choque. Reparei hoje que está ligeiramente torto de um lado. Não deve ter sido por causa do pontapé propositado que levou um destes dias…

11 de janeiro de 2011

Fui só eu...

...que ouvi o Mourinho pedir desculpa por falar português ao agradecer o prémio que recebeu ontem? Eu nem acompanho estas coisas da bola, mas não me pareceu ouvir o Messi pedir desculpa por falar espanhol.

[Desculpem lá qualquer coisinha, mas eu continuo a escrever em português, se não se importarem. Mas se insistirem mesmo muito posso começar a usar palavras em estrangeiro também. Eu não quero que vos falte nada!]

6 de janeiro de 2011

Estranho

Apesar da pouca vontade de regressar, desta vez está a ser mais fácil. A angústia esgotou-se na véspera da viagem. A tristeza não embarcou comigo no avião. Ou talvez o stress provocado pelos funcionários hiper-competentes da TAP [que não sabiam se eu devia embarcar no Terminal 1 (voos internacionais) ou no 2 (voos domésticos) já que o voo internacional incluía paragem no Porto para encher a lata com mais sardinhas, quem me manda andar em voos complicados, a culpa é minha de certeza, e além disso ainda me fizeram pagar excesso de bagagem por uns míseros 5 quilos, a mim, que já vi gente entrar no avião praticamente com a casa às costas, e não me venham com a história da segurança e coiso e tal, porque depois de pagar a fortuna que me exigiram os 5 quilos já puderam vir lá dentro, isto em Lisboa, porque já no Porto fizeram-me desembarcar para voltar a embarcar no mesmo avião daí a meia hora, passando por um processo de embarque tão artesanal que devia ser considerado património cultural imaterial, vou só ali dar uma palavrinha à Unesco e já volto] e a dor de cabeça provocada pela magnífica e opulenta refeição servida a bordo [uma sandes que, além de horrível, é cada vez mais pequena, um "bolo" de chocolate que sabia a plástico e, vá lá, chá que eu não gosto de café, isto às 14h, tendo em conta que o voo foi às 10h mais o atraso da praxe, o que fez com que decorressem mais ou menos 7 horas entre o pequeno-almoço em casa e o "almoço" no avião] tenham conseguido abafar tudo o resto. Agora, finalmente, a calma. Pelo menos, até perceber quanto tempo são quatro meses...

26 de outubro de 2010

Relatividade

urgente
adjectivo uniforme

1. que urge; que não admite delongas
2. iminente
3. indispensável

(Do lat. urgente-, «id.», part. pres. de urgére, «apertar; urgir»)

em http://www.infopedia.pt/


O que é urgente ou não? O que constitui uma urgência? E quem decide? O que para uns é urgente, indispensável, tem de ser resolvido de imediato, para outros pode esperar dias, semanas, anos, até. Tudo depende da perspectiva. Obviamente que o facto de outra pessoa precisar de usar a casa de banho para mim não é urgente, mas imagino que para a pessoa possa ser. Agora quem tem o direito de me dizer que aquilo que eu considero urgente não o é? Quem? A que propósito? Quem lhe deu essa autoridade? Como é que me respondem que agora não pode ser porque estão em greve, que se pode prolongar até 8 semanas (!!), portanto que ligue quando terminar a greve para resolver o assunto, porque de momento só tratam de urgências? COMO? E o meu assunto não é urgente porquê? Para mim é, e muito!

P**a que os p***u a todos.

21 de setembro de 2010

As legendas da raposa


Inglês: The body was found by Pier 7.
Português: O corpo foi encontrado por Pierre Seven.

Bem sei que há coisas com que embirro que, ao comum dos mortais, parecem mesquinhices. E talvez sejam, não digo que não, mas é mais forte do que eu. Por exemplo, incomoda-me ler um texto mal escrito, com erros ortográficos (ou outros, mas estes perturbam-me especialmente). Por mais interessante que seja o assunto, por mais estruturadas que estejam as ideias, para mim perde o interesse assim que vejo um "tive" quando devia ser "estive". Da mesma forma, não suporto ver más legendas na televisão ou no cinema (raramente as leio, de qualquer forma). E por esta altura estão a dizer que todas as legendas são uma porcaria. Não é verdade. Há até algumas legendagens muito boas, bem feitas, com soluções inteligentes para certas peculiaridades da língua de que se está a traduzir. Além de que legendar não é só traduzir (como se traduzir fosse "só" qualquer coisa, mas isso fica para outra altura). Há que ter em conta determinadas regras e constrangimentos que não se colocam em outros tipos de tradução, como o espaço disponível e o tempo que demora a ler cada frase. O comum dos mortais não sabe, nem tem de saber, destas coisas, mas se o soubesse talvez pensasse duas vezes antes de criticar a legenda que acabou de ler.

Apesar de tudo isto, há algumas legendagens que são, simplesmente, ridículas - e inadmissíveis. Não há explicação possível, ainda que gostasse de ouvir o que o tradutor teria a dizer... A frase que coloquei no iníco é disso um exemplo: este Domingo à noite, no canal Fox, passava um episódio da série Fringe. Mesmo no início, aparece um morto e ouve-se uma locutora da televisão dizer "The body was found by Pier 7". Eu ouvi, mesmo sem estar a olhar para a televisão. E percebi à primeira. Calhei olhar para o ecrã no momento em que aparecia a legenda: "O corpo foi encontrado por Pierre Seven".

Que dizer a isto? Que o tradutor não sabe que a preposição "by" não significa sempre "por"? É tão básico, que não posso acreditar... Que o tradutor não reviu sequer a tradução que fez? Também não me parece possível, lá está, de tão básico que é. Que não houve mais ninguém a rever a tradução? Já será mais provável, embora não devesse acontecer. Que o tradutor não conhece a palavra "pier", parecendo-lhe mais normal tratar-se de um nome francês numa série americana? É tão estranho que nem merece comentários. E por último, mas não menos importante: quem é o Pierre que encontrou o corpo e não apareceu mais no episódio todo?!?

17 de setembro de 2010

Bella e apaixonada

A Bella apaixonou-se. Assim que encontrou o meu e-mail na Internet, foi um sentimento incontrolável. Não conseguiu resistir e, ao fim de um tempo (imagino que muito pouco), ganhou coragem e escreveu-me. É uma querida, é o que é. Embora não faça o meu género, ainda assim fiquei sensibilizada. Nem sei o que diga... Ora vejam o que ela me escreveu e digam lá se isto não é amor:

Hello
Greetings,
I saw your e-mail in the net while browsing, and i pick interest in you
as such i came here to look for my second half, my soul mate,my friend It is to tell about myself to you, as I haven't seen you ever before. But I feel something inside. I feel like a little sign of hope that I am not doing this in vain.I feel that you have the friendly soul to mine.What I want to find is Love. please get back to me with the above e-mail. i will detail more about myself to you.and all so send my picture to you if you reply this mail.
regard.
From Bella.

Não há como a caixa de Spam do Gmail para me deixar bem disposta logo de manhã. Se bem que prefiro as mensagens que recebo escritas em chinês...

14 de setembro de 2010

It's that time of the year again

Volto a adormecer no sofá em frente à televisão, embrulhada num cobertor, depois de reclamar vezes sem conta que não são horas para transmitir aquele programa, que no dia seguinte as pessoas têm de se levantar cedo para trabalhar. Como disse, adormeço. Acordo já passa das 2h, o programa terminou há muito e eu não o vi, no ecrã a Filipa Vacondeus e um rapazola armado em cozinheiro fazem publicidade a um trem de cozinha, ambos com quase tanto à-vontade e naturalidade como a Nayma no tal programa dos aspirantes a estilistas de cujo nome agora não me lembro. Desligo o aparelho e vou-me deitar. Mas já não tenho sono e fico horas acordada, a pensar em tudo e mais alguma coisa (olho para o relógio e passa das 4h), no que aconteceu, no que não aconteceu, no que podia ou devia ou teria acontecido se (e agora já são 5h e tal), no que disse e não disse, no que devia ter dito, ou não... Continuo sem sono, não sei como foi o programa que tanto queria ver e daí a poucas horas tenho de ir trabalhar.



Nota: ao procurar no Google a forma correcta de escrever o nome da senhora, descobri que no IMDB há uma entrada relativa a Filipa Vacondeus. Estou sem palavras...

20 de julho de 2010

Sinto-me uma princesa

E não é que os queridos do departamento de obras da câmara municipal que me acordaram cedo no sábado e me prenderam em casa no domingo voltaram à carga? Não só não asfaltaram coisa nenhuma como ainda abriram um fosso ao longo da rua com, pelo menos, uns 2 metros de profundidade. De maneira que agora, para entrar ou sair da garagem, tenho de passar por cima de umas chapas metálicas com um ar ferrugento e periclitante que parecem estar prestes a cair a qualquer momento, basta o carro ou o condutor ser ligeiramente mais pesado. Estacionar na rua está fora de questão, porque o local previsto para o efeito é actualmente um fosso. Se chover esta noite, como parece que está previsto, podemos arranjar um crocodilos e ficamos protegidos dos invasores.
Quando era criança, eu costumava imaginar como seria viver num castelo ou num palácio. Obrigada aos senhores das obras por me proporcionarem essa experiência. Repito: eu não mereço tanto carinho!

17 de julho de 2010

Nunca mais é segunda-feira

E quando finalmente há um dia em que posso dormir até mais tarde, os queridos do departamento de obras da câmara municipal lembram-se de acabar os trabalho que já duram aqui na rua pelo menos há 3 anos, mesmo por baixo da janela do meu quarto. E de começar logo de manhã, pela fresquinha, que isto durante o dia aquece e ninguém aguenta trabalhar com o calor. E como não conseguem acabar tudo hoje que aquilo é obra para durar muito tempo, parece que amanhã voltam à carga, para colocar o asfalto novo. Com a diferença que amanhã a rua vai estar completamente cortada ao trânsito, não se podendo sequer entrar ou sair das garagens. Ou seja, não só fazem o favor de me acordar cedo ao fim-de-semana, como ainda me deixam presa em casa. Eu não mereço tanto carinho...

13 de julho de 2010

Motivos para gostar de andar de transportes públicos

Num autocarro enorme vão, além do motorista, cinco passageiros. Logicamente, há vários lugares vagos. Numa paragem, entra uma senhora dos seus 50 anos, carregada de sacos, saquinhos e sacolas. Onde decide sentar-se? Ao meu lado, claro. Não contente com isto, quando me levanto para sair, em vez de erguer o seu real traseiro para me deixar passar, a senhora pega nos milhentos sacos e coloca-os no lugar de onde acabei de sair. De maneira que dei por mim presa, entre o lugar onde estava e o da frente. E eu que me encolha e me desvie, se não quiser ir em pé até à última paragem do autocarro.

8 de julho de 2010

Não me faltava mais nada

Adoro quando pessoas que não me conhecem de parte nenhuma decidem criticar-me e corrigir-me. É que adoro mesmo. É assim uma coisa que me satisfaz, que me deixa realizada. Ainda mais quando o fazem em tom de brincadeira, como se não quisessem criticar, somos todos amigos e tal. E gosto principalmente quando depois venho a descobrir que nem sequer têm qualquer tipo de habilitação para poderem criticar e nem sabem do que falam. Gosto mesmo.

Claro que gosto ainda mais de lhes responder com conhecimento de causa e de os deixar completamente à toa e sem resposta. Provam logo uma dose do meu mau feitio e fica o caso resolvido. Depois é vê-los voltar com um sorrisinho acanhado, o rabinho entre as pernas, as falinhas mansas. Nem imaginam o gozo que isto me dá.

A propósito do post anterior

Lembrei-me que emprestei o DVD do Donnie Darko a uma colega já há uns bons 5 anos e nunca mais o vi. Por estas e por outras é que prefiro não emprestar nada a ninguém. Depois chamem-me egoísta!

7 de julho de 2010

Vou já enviar o e-mail. Espera aí sentadinho, que vai já de seguida.

Eu estava convencida que estes esquemas para sacar dinheiro aos incautos já tinham desaparecido. Pelo menos, há anos que não recebia nenhuma mensagem destas. Mas agora recebi não uma, nem duas, mas cinco de uma só vez. Todas diferentes, todas a oferecerem mundos e fundos em troca de dados pessoais (e fotos!), mas a que se segue é a minha preferida.

Diz o Sr. Miles que o meu apelido é igual ao de um falecido, pelo que tenho direito à herança. Ora tendo em conta que o Sr. Miles diz que é britânico, que o falecido também seria britânico e que o apelido em causa é "Negra"... Bom, não conheço todos os nomes existentes na Grã-Bretanha, mas suponho, imagino, calculo (para não dizer que tenho a certeza) que Negra não será um deles.

Assim sendo, Sr. Miles, agradeço imenso a sua gentileza e a preocupação com os meus direitos, mas acho que vou deixar a herança nas suas mãos, pois tenho a certeza absoluta que saberá dar-lhe o destino mais adequado.

Good Day, Be informed that my previous mail was not responded and I am not sure if it did get to you since I have not heard from you. I wish to notify you again that you were listed as a beneficiary to the total sum of 6,000,000.00 GBP (Six Million British Pounds) in the codicil and last testament of the deceased. (Name now withheld since this is our second letter to you). I contacted you because you bear the surname identity and therefore can present you as the beneficiary to the inheritance. I therefore reckoned that you could receive these funds as you are qualified by your name identity. All the legal papers will be processed upon your acceptance. Upon your acceptance of this deal, we request that you kindly forward to us your letter of acceptance, your current telephone and fax numbers and a forwarding address to enable us file necessary LEGAL documents in your name at our high court probate division for the release of the fund in question. Contact me immediately so that we can get this done. Kind regards, Mr.John Miles

2 de julho de 2010

Assim é que eu gosto!

Ando há semanas a ouvir o chefe (e os colegas, mas principalmente o chefe) a queixar-se que tem muito trabalho, que não tem tempo para respirar, que não pode fazer mais nada, ai ai ai o que é que eu faço à minha vida e nem sei para onde me virar!
E de repente, sexta-feira, ainda nem são 15h (três da tarde, para os mais distraídos) e aí vai ele, todo pimpão, de fim-de-semana. Pois sim senhor, que os escravos cá ficam para tocar o burro para a frente. Ora que tenha um excelente fim-de-semana, chefe! E já agora, aproveite para pôr em prática as sugestõezinhas que lhe demos esta manhã, sim?

17 de junho de 2010

Mais papista que o Papa

Aparece um trabalho urgente. A pessoa mais disponível para o fazer sou eu, desde que possa ser para o fim do dia seguinte. O chefe diz que sim. No dia seguinte, de manhã, o chefe diz que nos pediram o especial favor de tentar fazer o trabalho para antes da hora de almoço, porque é mesmo muito urgente, porque faz muita falta, porque nos ficarão eternamente agradecidos. Não é por ele, são os outros que pedem. OK, vou tentar. Acelero um bocadito e lá consigo despachar a coisa, que afinal nem era tão complicada como parecia. Ligo a dizer que está pronto, porque tinham pedido para avisar. Resposta do outro lado:

- Obrigado, mas podia ser para o fim do dia, não havia problema. O teu chefe é que disse que queria fazê-lo para antes da hora do almoço.

Ó meu grandessíssimo filho duma senhora muito séria, e se fosses para um sítio que eu cá sei e me deixasses em paz?

12 de junho de 2010

I've got a feeling

Parece-me que os jogos deste campeonato do mundo de futebol vão ser vistos sem som.
Irra, que já não se aguenta o barulho das cornetas! E ainda agora começou.