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6 de janeiro de 2011

Estranho

Apesar da pouca vontade de regressar, desta vez está a ser mais fácil. A angústia esgotou-se na véspera da viagem. A tristeza não embarcou comigo no avião. Ou talvez o stress provocado pelos funcionários hiper-competentes da TAP [que não sabiam se eu devia embarcar no Terminal 1 (voos internacionais) ou no 2 (voos domésticos) já que o voo internacional incluía paragem no Porto para encher a lata com mais sardinhas, quem me manda andar em voos complicados, a culpa é minha de certeza, e além disso ainda me fizeram pagar excesso de bagagem por uns míseros 5 quilos, a mim, que já vi gente entrar no avião praticamente com a casa às costas, e não me venham com a história da segurança e coiso e tal, porque depois de pagar a fortuna que me exigiram os 5 quilos já puderam vir lá dentro, isto em Lisboa, porque já no Porto fizeram-me desembarcar para voltar a embarcar no mesmo avião daí a meia hora, passando por um processo de embarque tão artesanal que devia ser considerado património cultural imaterial, vou só ali dar uma palavrinha à Unesco e já volto] e a dor de cabeça provocada pela magnífica e opulenta refeição servida a bordo [uma sandes que, além de horrível, é cada vez mais pequena, um "bolo" de chocolate que sabia a plástico e, vá lá, chá que eu não gosto de café, isto às 14h, tendo em conta que o voo foi às 10h mais o atraso da praxe, o que fez com que decorressem mais ou menos 7 horas entre o pequeno-almoço em casa e o "almoço" no avião] tenham conseguido abafar tudo o resto. Agora, finalmente, a calma. Pelo menos, até perceber quanto tempo são quatro meses...

28 de junho de 2010

Worst. Day. Ever.

Talvez seja um pouco exagerado, mas a verdade é que o primeiro dia de trabalho depois de umas férias é para esquecer. Se eu mandasse, instituía uns dias de pós-férias para permitir ao trabalhador voltar a adaptar-se à ideia de ter de se levantar cedo para ir aturar gente doida durante oito horas.

27 de abril de 2010

Liberdade?

Embora tenha nascido ainda durante o Antigo Regime, seis mesinhos antes da Revolução, posso dizer que cresci e vivi sempre em liberdade. A tal que foi conquistada praticamente sem tiros nem derrame de sangue, apenas com cravos enfiados no cano das espingardas. É bonito, simbólico, sem dúvida. Mas o que é isso da liberdade? Fazer e dizer o que queremos, onde, quando e como queremos? Pois, está bem. Contem-me histórias!


Primeiro, são os pais e os professores a impor-nos regras e a impedir-nos disso. Parece que se chama “educação”… Depois, vêm os patrões e os chefes. A troco de um mísero salário, temos de cumprir horários, sujeitar-nos às regras e aos caprichos deles e andar de cara alegre sob pena de sermos acusados de criar mau ambiente de trabalho. E quando nos apetece mandar tudo às urtigas, ir de férias e não voltar... Lembramo-nos da falta que nos faz o dinheirinho ao fim do mês. E voltamos, que remédio. Resignados, contrariados, sob protesto, mas voltamos.
Pensar em mudar de emprego está fora de causa! Da maneira que isto anda, por culpa da crise ou com a desculpa dela, o mais certo é ficarmos dependentes de um subsídio de desemprego que, não tarda mesmo nada, acaba – porque não há trabalhadores suficientes para sustentar uma segurança social praticamente na falência. E, mesmo que tenhamos a sorte de encontrar outro emprego, o problema mantém-se: o chefe será certamente mais um mentecapto, burro que nem uma porta, a ocupar um lugar que é dele por antiguidade ou cunha, mas nunca por competência.

Talvez seja por isso que as apostas no Euromilhões e no Totoloto aumentam de semana para semana e que os casinos estão cheios de gente desesperada, que torra tudo o que tem e (principalmente) o que não tem na esperança vã de enriquecer e poder, realmente, ser livre.

P.S.: Desta vez, foi mesmo muito duro voltar ao trabalho…

De regresso

Eis-me de volta, depois de duas semaninhas de férias. Mais ou menos a meio-gás, mas de volta ainda assim. Sem vontade nenhuma de regressar ao trabalho, à rotina, às coisas do dia-a-dia. Falta muito para o verão?...