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25 de março de 2011

Responder ou não, eis a questão

Há por aí algum funcionário simpático do INE que me saiba explicar se uma pessoa que não reside na Tugalândia mas tem lá uma casa onde vai nas férias (vulgo, emigra) tem de preencher aquela coisa dos Censos? E também naquela parte em que perguntam onde estava no 25 de Abril, perdão, em 2009 e 2005 devo responder "na mesma residência" ou "no estrangeiro"? É que a residência em Portugal era a mesma, mas eu residia no estrangeiro... Ai, tantas dúvidas existenciais!

Eu bem que procurei no site, mas entre as vezes em que não se consegue entrar e as perguntas frequentes cujas respostas levantam mais dúvidas do que as que resolvem, fiquei mais na mesma. Ah, e ligar para a tal linha de apoio está fora de questão, porque os números começados por 800 não estão acessíveis a partir do estrangeiro de fora e ligando do próprio país ou ninguém atende ou está sempre impedido...

Agradeço antecipadamente a preciosa ajuda e até prometo que, caso tenha mesmo de responder, não vou inventar... muito!

20 de dezembro de 2010

No avião

Hospedeira: Deseja um jornal?
Passageiro que se acha o melhor da rua dele: Um desportivo, por favor.
Hospedeira: Desportivos já não temos.
Passageiro que se acha o melhor da rua dele: Então um de política.

18 de novembro de 2010

A saga do Leste continua...

Um búlgaro pergunta-me como se pronuncia o nome de uma personalidade portuguesa porque precisa de o escrever no alfabeto cirílico. Apeteceu-me trocar os B pelos V, os R pelos G, não dizer os L e falar à moda de Bijeu [e posso dizer isto porque tenho família de lá]. Mas hoje estou bem-disposta.

15 de outubro de 2010

Problemas com o PC? Envia-me um e-mail!

Ora diz que o serviço de Helpdesk aqui da tasca agora se chama Service Desk. À partida, parece-me um nome até bastante mais adequado, tendo em conta que ajudar, de facto, pouco ajudavam. Pode ser que sirvam, vamos lá ver. A acompanhar a mudança de designação, veio também um novo número de telefone e um novo endereço de e-mail. Até aqui, tudo normal. O que o povinho começou a estranhar foi que, de cada vez que lhes telefonava por ter um problema qualquer com o PC (e não são tão poucas vezes quanto isso, infelizmente) atendia uma gravação pedindo para deixar mensagem que eles depois ligavam.

Pois bem, recebemos hoje as novas instruções sobre como comunicar com estes senhores. Agora, quando precisarmos de ajuda informática, temos de lhes enviar um e-mail. Aí está uma boa forma de garantir que diminuem o número de incidentes.

28 de agosto de 2010

O mistério do post desaparecido

Tinha escrito um post tão, tão, tão que até parecia um sino quando, sem saber como, apaguei o texto todo. Resta-me confiar na minha memória, que convenhamos já não é o que era, e esperar que consiga reproduzi-lo. Ora bolas. E o dia que até nem tinha corrido mal de todo...

6 de julho de 2010

Banda sonora da minha vida

Depois de uma conversa com amigos, comecei a pensar no facto de haver músicas que marcam momentos importantes das nossas vidas e que, por mais anos que passem, lhes ficam para sempre associadas. A música que tocava no rádio quando beijámos alguém a primeira vez (não faço ideia, mas é o exemplo clássico), a música que ouvíamos quando tivemos o acidente de carro (era Bon Jovi, vá lá alguém saber porquê), o primeiro concerto a que assistimos com aquela pessoa (Garbage)... Tudo momentos inesquecíveis, pelos melhores ou pelos piores motivos, e sempre associados a uma música.

Porém, no meu caso, a banda sonora que me tem acompanhado ao longo da vida é, digamos, diferente do que eu desejaria. Podia ser música clássica, podia ser rock ou pop ou até qualquer coisa indie, que agora parece que está na moda e fica bem. Mas não. Por exemplo, durante anos acordei todos os dias às 7h da manhã com a música da vizinha de cima: Marco Paulo, entrecortado pelos gritos da vizinha a tentar acordar os filhos. Acabei por ficar a conhecer as letras praticamente todas de cor. Eu sei, é triste. Já os tempos de estudante ficaram marcados para sempre pela obra desse grande senhor da música portuguesa: Quim Barreiros. Nós bem víamos a MTV (quando ainda passava música e não reality shows), mas nem me lembro do que ouvia, tirando uma ou outra excepção. Em contrapartida, do Quim, não me consigo esquecer. Começou pela tortura do dia de praxe, em que ouvi o Bacalhau da Maria durante algumas 8 horas ininterruptamente, e continuou nos concertos anuais durante a semana académica (admito, ainda fui ver alguns - era jovem, não pensava).

Ou seja, a música da minha vida resume-se aos amores do Marquinho e ao bacalhau do Quim, com uns intervalos menos maus pelo meio. A manter-se esta tendência, o meu velório terá o acompanhamento musical do Tony Carreira...

2 de julho de 2010

Patrão fora...

E como se não bastasse o urso-mor ter saído mais cedo, assim que se apanharam sem chefe, piraram-se os outros todos. De maneiras que agora só cá estou eu, que por acaso até fui a primeira a chegar esta manhã. Isto hoje está mesmo giro, não haja dúvida! Bem podem esperar aí sentadinhos que eu já vou trabalhar e tudo, está bem?

30 de junho de 2010

Só pode ser gozo

Então no dia seguinte à derrota de Portugal aos pés da Espanha mandam-me um convite para a festa de Verão aqui da barraca e têm a lata de dizer que vai haver especialidades culinárias espanholas?

(Já para não dizer que nem sei a que se referem, porque além da paelha, do presunto, dos churros e da sangria, não estou a ver que outras especialidades aquela gente tem... E ainda assim prefiro um arroz de pato, um queijo da serra ou um travesseiro da Piriquita. E até acho que a sangria tuga é melhor que a deles.)

17 de junho de 2010

Companheiros de viagem

A pouco mais de 24 horas de viajar, lembrei-me de alguns episódios engraçados que me aconteceram em viagem. Uma vez, durante um voo para Lisboa com escala no Porto, fui sentada ao lado de um rapaz de pouco mais de 20 anos. Durante as 2 horas de viagem até ao Porto não lhe ouvi a voz, o que até agradeci porque assim pude concentrar-me no meu livro sem ter de fazer conversa de circunstância. Ao aterrar no Porto, o rapaz perguntou-me se para seguir até Lisboa continuava no mesmo avião ou apanhava outro. Logicamente, respondi-lhe que teria de perguntar às hospedeiras, porque dependia do bilhete. Para mim, a conversa acabava ali. E de repente, sem mais nem menos, o rapaz diz-me:

- Ainda ontem falei com o pai. Hoje está morto.
...

15 de junho de 2010

Mas quem és tu?

Acabei de receber um e-mail de um colega a despedir-se porque é o seu último dia de trabalho aqui. Só que não faço a mais pálida ideia de quem seja a criatura.
Será que está na altura de começar a conviver mais com os colegas?

8 de junho de 2010

Se não puder ajudar, atrapalhe

Este parece ser o mote aqui do circo onde trabalho. Então não é que na época de maior aperto de todo o ano o palhaço-mor ainda se lembra de nos convocar, perdão, convidar para reuniões inúteis?
É como dizia o outro: deixem-me trabalhar!

25 de maio de 2010

Dia do vizinho

Descobri há uns minutos que hoje se comemora o dia do vizinho e veio-me logo à ideia o meu vizinho do lado, trabalhador da construção civil, barrigudo de fazer inveja a qualquer agente da GNR, que um dia me abriu a porta do elevador em boxers e camisola interior de alças.