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2 de março de 2011

Poeta duro de ouvido

Arranjaram-me uma geringonça que, em princípio, deveria facilitar-me o trabalho. É um simples microfone que se liga ao PC através de um cabo USB. Obviamente, tem de estar associado a um programa de reconhecimento vocal, caso contrário não serve de nada. Depois eu falo e, como por artes mágicas, as palavras aparecem escritas no ecrã. Simples, não é? Pois.

Mas depois uma pessoa começa a ditar... Bom, verdade seja dita, a coisa até funciona bastante bem. Mas também surgem algumas pérolas, como eu dizer "eixo e medida" e ver escrito "deixou em Madrid" ou "digitalização de documentos" aparecer como "digital visa a sessão de documento".

Mas o melhor resultado até agora foi esta sequência (não me lembro o que ditei, mas garanto que não foi isto e que fazia sentido):

"A abrir em prova foi, Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao pelo valor da nossa base"

Com as quebras de parágrafo no sítio certo, isto é poesia pura!

15 de outubro de 2010

Problemas com o PC? Envia-me um e-mail!

Ora diz que o serviço de Helpdesk aqui da tasca agora se chama Service Desk. À partida, parece-me um nome até bastante mais adequado, tendo em conta que ajudar, de facto, pouco ajudavam. Pode ser que sirvam, vamos lá ver. A acompanhar a mudança de designação, veio também um novo número de telefone e um novo endereço de e-mail. Até aqui, tudo normal. O que o povinho começou a estranhar foi que, de cada vez que lhes telefonava por ter um problema qualquer com o PC (e não são tão poucas vezes quanto isso, infelizmente) atendia uma gravação pedindo para deixar mensagem que eles depois ligavam.

Pois bem, recebemos hoje as novas instruções sobre como comunicar com estes senhores. Agora, quando precisarmos de ajuda informática, temos de lhes enviar um e-mail. Aí está uma boa forma de garantir que diminuem o número de incidentes.

6 de julho de 2010

Notícia de última hora

Acabaram de me informar que amanhã será instalado no meu PC do emprego o Internet Explorer 8.
Afinal, o bicho só tem um ano e meio, coisa pouca, e nós demo-nos tão bem com a versão 6, que já nem sequer permite aceder à maioria dos sites (o que, na verdade, poupa trabalho ao serviço informático, que assim não tem de andar a bloquear aqueles onde não quer que vamos), para quê mudar?
Por aqui é assim: sempre na crista da onda!

11 de junho de 2010

É sempre na melhor altura

Deve ser uma lei universal ou coisa do género, mas sempre que tenho um trabalho urgente para entregar alguma coisa tem de correr mal. Normalmente, por culpa do computador. Ou é o Word que deixa de funcionar, ou é o servidor que está em baixo, ou é a porcaria do programa de gestão do trabalho que decide empancar mesmo no momento em que eu mais preciso…

São horas da minha vida perdidas com estas coisas. Horas. Que não voltam! E o que fazem os “técnicos”? Arranjam uma coisa, mas estragam outra. Em tempo de crise, há que garantir que não perdem o emprego…

7 de junho de 2010

Informáticos, e dos bons!

Há uns tempos, fomos informados aqui no serviço que tinha sido criada uma assinatura electrónica uniforme a utilizar nos e-mails. A ordem, disfarçada de pedido, era de a utilizarmos em todos os e-mails a partir de determinada data. A acompanhar a informação, vinham as instruções sobre com activar a boa da assinatura de modo a que fosse automaticamente incluída em todas as mensagens. Menina bem-mandada, tratei logo de fazer a coisa, antes que o e-mail ficasse irremediavelmente perdido no meio de todos os outros, e descansei. Nunca mais me lembrei do caso, até que, um dia, percebi que os meus e-mails seguiam sem a assinatura. Intrigada com o assunto, decidi ligar ao helpdesk – coisa que só faço depois de tentar por todos os meus meios resolver a questão (não sendo um génio dos computadores, ainda assim desenrasco-me e não tenho medo do bicho). Adiante. Liguei e atendeu-me um técnico que, aparentemente, resolveu a coisa através do acesso à distância, depois de andar às voltas nas várias opções. Encantada da vida, mais uma vez, descansei.
Ora qual não é o meu espanto quando, no dia seguinte, a assinatura voltou a desaparecer. Novo telefonema para o helpdesk, nova voz do outro lado, novo acesso remoto, nova viagem pelas várias opções do programa de e-mail. Até que o técnico, especialista, possivelmente tão engenheiro como o Sócrates, me diz:

- Viu o que alterei aqui nesta opção?
- Vi.
- Terá de fazer isto todos os dias. Também acontece comigo.

Percebi que não valia a pena insistir. É que, aparentemente, desta vez não bastava sair e voltar a entrar…