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13 de janeiro de 2011

Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Alexandre O'Neill





4 de setembro de 2010

Mais rápida que a própria sombra

15 de julho de 2010

Queria estar aqui


Ou noutro sítio parecido. Felizmente, já não falta muito.

27 de junho de 2010

A trabalhar para o melanoma

Não vale a pena. As campanhas de sensibilização, a publicidade, os alertas, os avisos, os anúncios e tudo o resto que surge por altura do Verão não fazem qualquer efeito. Continua a haver muito boa gente, inclusivamente com crianças, que chega à praia depois do meio-dia, não usa protector solar (isso é coisa de meninos!), abusa dos bronzeadores, e deita-se a estorricar ao sol até ficar negra que nem um tição. Mesmo que já tenham um escaldão de fazer inveja à lagosta mais suada, insistem em comportar-se da mesma forma. E há ainda os banhistas-girassol, que vão virando a toalha na areia para acompanhar a posição do sol, de tal forma que a certa altura estão de cabeça para baixo, só para terem a certeza que não perdem nem um raiozinho ultravioleta.

Depois, quando surgem os problemas, ai coitado, o que havia de lhe acontecer, apanhou um cancro de pele (como quem apanha uma gripe, com certeza), nunca teve sorte nenhuma na vida, só desgraças! E agora o que vai ser dele? Agora? Agora, batatas! Tivesse pensado nisso antes!

8 de maio de 2010

Sonhos de sol e de mar

Durante as duas semanas de férias em Abril, aproveitei para dar grandes passeios pela costa portuguesa. Quis ver o mar e a praia, sentir no rosto os (poucos) raios de sol que me vão sustentar até ao Verão.

Comecei pela Costa da Caparica e reconheço que, estando muito diferente do que era há 20 anos, está também mais bonita. As obras podem incomodar muito enquanto duram, mas o resultado final compensa.

Costa da Caparica

Outro dia fui até Setúbal e fiz toda a costa da Arrábida até chegar a Sesimbra. Não vou sequer falar da aberração de existir uma cimenteira no meio de um parque natural. (Pronto, falei...) E o facto de me ter enganado no caminho para Sesimbra porque as setas com a direcção tinham sofrido um acidente e estavam a apontar para o lado oposto até tornou a viagem mais divertida... 

A primeira paragem foi a praia da Figueirinha, onde aproveitei para sentir nos pés a areia e o mar.

Figueirinha

A paragem seguinte, no Portinho da Arrábida, praia de que sempre gostei muito, foi uma desilusão. Para começar, a praia é praticamente inexistente. Não sei o que ali fizeram, mas apenas se conseguem ver rochas caídas no mar, areia quase nenhuma, e a partir de certo ponto é até perigoso avançar. Pelo menos, tiveram o bom senso de colocar sinais de aviso.

Portinho da Arrábida

Finalmente cheguei a Sesimbra, onde tinha estado pela última vez há uns 4 anos, talvez. É um dos meus locais preferidos, assim relativamente perto de Lisboa. Gosto da vila, da praia, do ambiente. Só não gosto da água gelada do mar, da confusão de trânsito no Verão e da falta de estacionamentos. Pensava eu que era só no Verão, porque mesmo em Abril foi grande a dificuldade para encontrar um lugarzinho para o carro. Mas valeu a pena. Infelizmente, o tempo estava a mudar e o sol já estava bem escondido por esta altura.

Sesimbra

Sesimbra

Cascais. Ainda mais perto de Lisboa, não dispenso um passeio pela vila praticamente todas as semanas. É o chamado "passeio dos tristes", mas paciência. Ver o mar, a baía, comer o melhor gelado do mundo no Santini... Que mais se pode querer? De seguida, um pulinho até à Boca do Inferno onde o mar mostra como pode ser violento, especialmente no Inverno.

Cascais

Boca do Inferno, Cascais

E continuar até ao Guincho, apesar do vento sempre forte e da areia na estrada.

Guincho

Guincho

Finalmente, no fim-de-semana seguinte, Ericeira e Ribeira d'Ilhas. Mais umas praias bonitas, apesar de frias.

Ericeira

Ribeira d'Ilhas

Ribeira d'Ilhas

Estando fora, a milhares de quilómetros de distância, faz-me falta ver estas paisagens. Sentir o sol na pele, o cheiro do mar, o vento no cabelo. É bem verdade que só damos valor ao que temos depois de o perdermos. Antes de sair de Portugal, tudo isto estava a menos de uma hora de distância. A qualquer momento podia agarrar no carro e ir até lá. Agora não, por isso estes passeios são bem mais preciosos.

30 de abril de 2010

Ganhei uma alma nova

Esta brincadeira valeu-me ficar com as calças molhadas até ao joelho, mas deu-me uma alma nova. Não há como o mar, o sol e a praia para me deixarem assim.