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21 de maio de 2011

Isto é muito injusto!

Então diz que o Mundo acaba hoje e eu só agora é que descubro? Sinceramente, não me dá jeito nenhum! Logo hoje que está sol e calor e eu até acordei bem-disposta...

11 de março de 2011

Estranha forma de terminar a semana

Numa gaveta da secretária do chefe, que ele abre durante uma reunião, aparece uma caixa de preservativos.

1 de março de 2011

Iguarias culinárias

Chili con carne acompanhado com massa.

Almoçar na cantina é cada vez mais uma aventura.

27 de janeiro de 2011

Há gente com passatempos muito estranhos # 2

Isto ameaça tornar-se uma rubrica habitual...

Então agora dou com este que decidiu experimentar uma coisa nova todos os dias, durante um ano, e cronometrar o feito. Parece que a ideia é perceber a diferença entre o tempo real que demoramos a realizar uma acção e o tempo que percepcionamos. Ou seja, quer provar que time flies when you're having fun.

As experiências incluem tentar andar em cima de andas feitas em casa (ontem), cozinhar uma refeição numa lareira (dia 21), jantar com um sem-abrigo (dia 18), aprender Swahili sozinho, em casa (dia 14) ou ver tinta a secar (dia 11). No fim da experiência, o autor indica o tempo que lhe pareceu demorar e depois o tempo real. Se quiserem, também podem sugerir coisas que gostariam de o ver fazer.

20 de janeiro de 2011

Coincidência?

No dia de aniversário do nascimento de Edgar Allan Poe (o mestre do terror, fantástico, mistério, macabro, o que lhe queiram chamar, esse mesmo, o do Corvo, entre outros) é divulgado o nome escolhido por dois energúmenos para baptizar a filha (que não tem culpa de os ter como pais mas certamente os vai odiar para o resto da vida).

And the raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted — nevermore!

14 de janeiro de 2011

A vida ao contrário

Ao fim destes anos todos, descobri que passei a ser Virgem.

12 de janeiro de 2011

Eu tenho de deixar de ver as notícias

No fim-de-semana foi o homicídio e respectivos comentários, depois foi o outro a pedir desculpa por ser falar português e ontem o que vejo? Pois bem, vejo a família do falecido, no aeroporto, a posar para os fotógrafos antes de embarcar no avião rumo a Nova Iorque para ir tratar da cerimónia fúnebre.

Sou só eu que não acho isto normal?

[Ou está tudo doido ou fui eu que fiquei maluca. Receio que a qualquer momento apareçam por aqui os senhores da bata branca para me levarem. A sério, acho que já faltou mais...]

6 de janeiro de 2011

Reconfortante

É aterrar num aeroporto baptizado com o nome de uma vítima de acidente aéreo.

23 de novembro de 2010

Agradar aos leitores tem limites!

Tenho todo o gosto em tentar ajudar quem veio procurar saber quantos segundos são 3 horas, 20 minutos e 15 segundos. Se não me enganei nas contas, são 12015 segundos (mas eu sou mesmo é de letras, portanto é possível que os cálculos estejam errados).

Agora quem aqui chegou à procura de "cachorro f*dendo mulher" vai ter uma grande desilusão!

18 de novembro de 2010

Ainda se fosse uma caixa de pastéis de Belém...

Sou só eu que acho uma foleirada pegada os objectos em cortiça que o Estado Saloio Português vai oferecer às altas individualidades que vão participar na cimeira da NATO? Até já estou mesmo a ver o Obama a usar a bela da gravata de cortiça, ou a Hillary Clinton de mala de cortiça no braço enquanto vai ao supermercado. Quanto muito, pode ser que o cão, por patriotismo canino, não se recuse a usar a coleira...

16 de novembro de 2010

Este ninguém engana!

Notícia no rádio, esta manhã

A polícia mandou parar um cidadão numa viatura por condução perigosa. Pediram-lhe os documentos, mas como o motorista não os tinha, acompanharam-no a casa onde encontraram um saco com uma determinada quantidade de marijuana, que prontamente confiscaram. Até aqui, tudo normal. Só que o génio ficou furioso e dizia que não podiam levar o que era dele porque não tinham mandato de busca. Não é preciso, explica-lhe a polícia (não me perguntem porquê, eu não percebo nada destas coisas de leis, mas suponho que o agente sabia do que estava a falar). E o indivíduo não acredita e insiste que no CSI Miami a polícia tem sempre de ter um mandato de busca e se eles dizem é porque é verdade.

Imagino o ataque de riso dos agentes da polícia depois de uma resposta destas…

5 de novembro de 2010

Ah, o amor...

Duas notícias, aparentemente sem relação, acabam por se revelar muito semelhantes.

A primeira fala do regresso dos golfinhos roazes ao estuário do Sado. Pelos vistos, descobriram uma nova cria de um golfinho fêmea que tinha partido e agora voltou a casa. Estranho só mesmo o facto de terem chamado Mr. Hook a uma fêmea, é caso para perturbar a identidade de qualquer um. Mas na verdade trata-se de uma história de amor: a fêmea foi até ao oceano, encontrou um namorado (é o que lhe chamam na notícia), teve um filhote e regressou. Não me perguntem se o namoro acabou, se o malvado não quer assumir a paternidade do filho, se Mr. Hook é uma fêmea independente, não sei responder. Mas é uma história bonita.

Tal como é bonita a história dos 33 mineiros chilenos, aqueles que estiveram presos na mina durante 70 dias. Mas mais bonita ainda será essa mesma história contada num filme pornográfico… com argumento! Que mais há a dizer? O amor está no ar e nem sequer é Primavera.

7 de setembro de 2010

À noite, no Facebook, todos os intervenientes são... doidos!

De que outra forma se explica que uma música dos Queen, no caso Friends will be friends, dê origem a uma conversa que começa por falar de amigos (óbvio...), segue com a meteorologia, avança para a possibilidade de um reencontro que acaba por ficar combinado para a época do Natal, continua com a atribuição dos papéis das personagens do Presépio aos intervenientes, aliás um Presépio muito original onde também entram a Branca de Neve, o Nemo e até o Buzz Lightyear, pelo meio ainda dá direito a uma anedota de gosto duvidoso, e acaba com a criação do evento e envio dos respectivos convites, muito embora ainda não se saiba onde nem quando vai decorrer?

Eu tenho amigos muito estranhos, eu sei. E antes que certas pessoas perguntem, estes são mesmo amigos, daqueles que conheço há séculos e já os vi e sei onde moram e tudo!

6 de setembro de 2010

Independência, já!

E não é que há doidos para tudo? Este quer a independência de um ilhéu ao largo da Madeira. Acho bem. Mas depois exijam-lhe visto, vacinas em dia e certificado do registo criminal para entrar em Portugal. É que parecendo que não, ainda pode ser considerado imigrante ilegal...

22 de julho de 2010

A parvoíce continua, agora na TV

Eu não dizia que isto tinha saído da mente brilhante de um publicitário?



Gosto especialmente do ar convincente do senhor com idade para ser meu avô, representante de uma geração que provavelmente nunca bebeu um chá (nem quente, quanto mais gelado!) que isso é coisa de meninos, tragam-lhe mas é uma mine e uma sandes de torresmos. Foi com esta que me convenceram a assinar a petição.

19 de julho de 2010

Sai um dicionário prá mesa do canto!

Se calhar isto já não é novidade para ninguém, mas eu acabei de descobrir que há por aí um movimento que quer incluir no dicionário de língua portuguesa a palavra Mudasti. Até têm uma petição online e tudo (no momento em que escrevo, tem 113 assinaturas - vá lá, os doidos ainda não são assim tantos).
Pelo que me lembro, isto foi um termo inventado por uma marca de refrigerantes para uma campanha publicitária. Evitavam dizer Iced Tea (a marca concorrente) e incentivavam à mudança. Pronto, percebe-se. Sinceramente, sempre achei a palavra perfeitamente idiota, mas pronto, é publicidade e de vez em quando aparecem uma coisas parvas. Tudo bem até aqui.
Só que agora, não contentes com a publicidade, que é paga, e talvez aproveitando a onda do novo acordo ortográfico, lembraram-se que afinal a palavra já é tão usada que até deve figurar no dicionário. Ora, é certo que eu já não pertenço à geração mais jovem, mas conheço alguns elementos e nunca, mas nunca em ocasião nenhuma, os ouvi usar tal palavra. De resto, o texto da petição reza o seguinte:

Somos o “Movimento Mudasti no Dicionário”.
Representamos todos os portugueses que desejam ver definido nos dicionários da Língua Portuguesa - começando por aquele compilado pela Academia de Ciências de Lisboa - o significado desta nova palavra já utilizada por grande parte dos cidadãos nacionais, independentemente da região de onde são naturais.
Defendemos que a palavra “MUDASTI” merece uma chamada no dicionário.
Trata-se, de facto, de uma palavra que se impôs no léxico da nova geração e cujo significado já está enraizado na cultura popular portuguesa.
Como novo termo do Português moderno, “MUDASTI” começou a ser utilizada em 2005, a partir de um repto publicitário que incitava todos os portugueses a mudar de iced tea (chá gelado).
Mas, rapidamente os portugueses se apoderaram da palavra, encontrando nela a definição ideal para incentivar a mudança de um modo geral. Uma palavra curta e facilmente mnemonizável, que se converteu num incentivo ao abandono de um passado pouco memorável e ao agarrar de um futuro digno dos sonhos de cada um.
Hoje, são imensas as palavras insignificantes com sentidos imperceptíveis como “opidano”, “ingresia” ou “exaurir” que se mantêm presentes nos dicionários da Língua Portuguesa.
Ao mesmo tempo, encontramos nos mesmos dicionários palavras que há muito gostaríamos de ter deixado de utilizar como “crise”, “imposto”, “desemprego” ou “pobreza”.
Se palavras como estas têm um espaço no dicionário, “MUDASTI” merece o seu lugar. 

Posto isto, só me resta acrescentar duas ou três coisinhas:

A primeira é que o dicionário da Academia de Ciência de Lisboa é uma bela mer... porcaria. Se nem "robalo" lá vem mencionado, havia de vir agora o mudasti! (Se não acreditam, vão lá ver.)
A segunda é que um dicionário não é um repositório de palavras agradáveis. Por muito que nos custe, a crise, o imposto, o desemprego, a pobreza, e eu acrescentaria a guerra, a fome, a miséria, a catástrofe, entre tantas outras, irão continuar a aparecer em todos os dicionários pelo simples motivo de serem palavras da língua portuguesa.
A terceira é que os dicionários existem também para ajudar a perceber essas palavras com sentidos imperceptíveis. 

Alguém devia informar disto os senhores da agência publicitária da Nestea - sim, porque esta ideia brilhante só pode ter saído da cabeça de um publicitário.