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17 de fevereiro de 2011

Futebol e outros espectáculos

Eu não sou grande adepta (nem pequena, aliás) do futebol. Em toda a minha vida vi dois jogos ao vivo (um da selecção nacional contra o Liechtenstein nos tempos da universidade e o outro este Verão do clube do periquito contra uns ingleses). Mas imagino que ir ao estádio ver um jogo seja mais ou menos como ir ao teatro (com as devidas e reconhecidas diferenças de nível intelectual dos participantes). Ou a um concerto, vá, talvez as semelhanças sejam maiores, afinal até já fui a concertos em estádios de futebol. Comparações idiotas à parte, o que quero dizer é que quem vai assistir a um espectáculo ao vivo, fá-lo para viver a experiência em primeira mão, para vibrar de emoção... Enfim, basicamente, e falo por mim, numa situação dessas ficamos de tal forma envolvidos no que nos rodeia que esquecemos o resto. Acho, aliás, que é essa uma das funções dos espectáculos ao vivo, alienarem-nos da realidade. Mas adiante. Por isso, estranho quando acontecem situações como a de hoje (e já vi acontecer noutras ocasiões) durante o jogo do clube do periquito contra os alemães. Sempre que acontecia alguma coisa, fosse um golo ou um jogador com um ataque de caspa nas unhas, lá apareciam actualizações de estados do Facebook, enviadas directamente dos telemóveis, quais Jorges Perestrelos da Internet. Mas então um gajo que é gajo vai ver um jogo da bola ao vivo e depois está preocupado em comunicar aos outros o que aconteceu? Então não devia estar entretido a ver o jogo, a chorar quando os outros marcam, a pular quando os dele ganham, a insultar o árbitro? Um dia destes, ainda vamos ver no Facebook coisas como "Julieta desmaiou", "Romeu suicidou-se", "Os bailarinos do La Féria são mesmo bons"... É que por muita destreza que se tenha nos polegares, sempre tem de se olhar para o telemóvel enquanto se escreve. E eu, quando pago bilhete para ver um espectáculo, não gosto de perder nem um segundo.

11 de janeiro de 2011

Fui só eu...

...que ouvi o Mourinho pedir desculpa por falar português ao agradecer o prémio que recebeu ontem? Eu nem acompanho estas coisas da bola, mas não me pareceu ouvir o Messi pedir desculpa por falar espanhol.

[Desculpem lá qualquer coisinha, mas eu continuo a escrever em português, se não se importarem. Mas se insistirem mesmo muito posso começar a usar palavras em estrangeiro também. Eu não quero que vos falte nada!]

10 de setembro de 2010

Se o Queiroz percebesse isto, talvez ainda tivesse emprego

...this is a game of football. I believe  that the procedure is to put the football down and when the whistle is blown each side will attempt to hit the goal of the opposing side with the ball while trying to prevent the ball hitting their own goal. Have we all understood that?

Terry Pratchett, Unseen Academicals

3 de agosto de 2010

As coisas que se fazem por amor

Eu, por exemplo, interrompo as minhas férias para ir ver um jogo de futebol entre o Benfica e o Tottenham ao estádio da Luz. Eu que nem ligo ao futebol e, mal por mal, prefiro o verde, eu que  na vida só vi um jogo de futebol profissional ao vivo e foi a selecção nacional contra o Liechtenstein algures no século passado (ganhámos para aí por 10 a 0) vou embrenhar-me no mundo dos grunhos vermelhos, vou torcer para que desta vez a águia prefira atacar a cabeleira loira do Jorge Jesus em vez do naco de carne, vou atirar amendoins às bancadas de baixo e vou gritar penalti sempre que me der na cabeça. Já que me estragam metade de um dia de férias e nem sequer me permitem refastelar-me com um faustoso jantar porque decidem marcar a coisa para a pior hora possível, ao menos divirto-me. Portanto, se mais logo virem nas notícias que a espectadora mais gira do estádio, a única com um aspecto decente mas que teve o azar de estar vestida de verde, foi selvaticamente atacada por uma cambada de energúmenos, já sabem que sou eu.

11 de julho de 2010

Mundial da bicharada

Periquito Mani 0 - Polvo Paul 1

7 de julho de 2010

A dura verdade

Se D. Afonso Henriques não tivesse ido às trombas à mãe, estávamos agora a disputar as meias-finais do Mundial!

recebida por e-mail

4 de julho de 2010

A explicação que faltava

Aí está! É por isto que a selecção não podia ficar mais tempo no Mundial da África do Sul. Então o rapaz ia perder o nascimento do seu primogénito? Ainda se o campeonato fosse na Europa, agora lá tão longe como é que ele fazia?

Actualização: afinal, parece que o cachopo já nasceu no início de Junho. Lá se foi a minha teoria. E se os senhores jornalistas aprendessem a dar a notícia completa logo de início? Se calhar era boa ideia. Digo eu...

29 de junho de 2010

Carlos La Palice Queiroz

Diz ele: "Foi um jogo difícil".
Digo eu: Se fosse fácil, tinhas ganho.

Futebol para cardíacos

Se o vosso coração é fraco e não aguenta, não vejam o jogo. Refugiem-se no quarto ou escondam-se na casa-de-banho e, sempre que ouvirem um barulho mais estranho, perguntem o que aconteceu. Assim evitam

(e eis que a Espanha marcou um golo)

exaltar-se e excitar-se desnecessariamente. Quando for golo podem festejar ou praguejar na mesma. E no fim, seja qual for o resultado, pelo menos não tiveram nenhuma crise cardíaca. Podem ter um acesso de raiva e vontade de enfiar uma vuvuzela pela goela de cada espanhol que vos aparecer à frente nos tempos mais próximos, mas crise cardíaca não tiveram.

25 de junho de 2010

Foi com este...


...que o Cristiano Ronaldo aprendeu a marcar golos esquisitos.

16 de junho de 2010

Fenómeno do Mundial

Constato com alguma admiração um fenómeno cíclico que acontece durante as competições futebolísticas internacionais: subitamente, toda a gente é perita em bola. Assim de repente, vindo do nada, salta uma conversa sobre o jogo de Portugal com a Costa do Marfim, com críticas aos jogadores em geral e ao treinador em particular, cambada de meninos de coro que só querem é fama e passear lá por África. Que o Ronaldo não joga nada, que o Queirós isto e aquilo, que só defendem e não atacam, que assim não se marcam golos como é que querem ganhar alguma coisa…

E quem tem estas conversas? Pessoal que acompanha regularmente as competições nacionais e internacionais e vibra com os sucessos ou fracassos da sua equipa? Não. Nitidamente, são pessoas que não percebem nada do assunto, nem sequer sabem quantos jogadores tem cada equipa, falam por ouvir os outros falar e criticam porque está na moda e falar mal dos outros é tão bom e tão fácil. Não é que eu perceba muito mais, mas ao menos não ando por aí a deitar postas de pescada como se fosse o maior entendido no assunto que alguma vez existiu.

O que vale é que isto só dura um mês (diz que provavelmente, para Portugal só dura mais uma semana) e depois temos descanso até ao próximo campeonato.

15 de junho de 2010

A propósito da bola

Lembrei-me que encontrei o Cristiano Ronaldo no cabeleireiro a fazer madeixas. Já lá vão uns anitos, é verdade. Ainda o moçoilo jogava no Sporting, devia ter uns 17 anitos, mal contados, e uma cara tão borbulhenta que era quase irreconhecível. Também já lá encontrei o Liedson, mais recentemente.
Pensando melhor, acho que vou mudar de cabeleireiro…

12 de junho de 2010

I've got a feeling

Parece-me que os jogos deste campeonato do mundo de futebol vão ser vistos sem som.
Irra, que já não se aguenta o barulho das cornetas! E ainda agora começou.

10 de junho de 2010

Incríveis, de facto

Com o campeonato do mundo de futebol a começar, é impossível escapar à avalanche de programas sobre o assunto que invadiram a televisão. Ainda esta noite, ao jantar, levei com uma coisa chamada "O Regresso dos Incríveis" (e não eram os da Disney).

Do pouco a que assisti, consegui perceber que o estereótipo do jogador de futebol burro, pintarolas e cromo está para durar. O primeiro que vi foi o Deco que tem, no jardim da sua casa em Londres ou arredores (escapou-me esse pormenor), uma cabine telefónica vermelha, tipicamente inglesa. Diz que já lá estava antes e quando o apresentador lhe perguntou, em tom de brincadeira, se funcionava, ele decidiu pegar no telefone e experimentar. Ok. Deco, filho, se não pagas conta desse telefone fixo é porque não está ligado à rede central, logo, provavelmente, não funciona. É decorativo, percebes? Digo eu, mas se calhar lá pelas Inglaterras a coisa funciona de outra maneira.

O resto foi o que se espera destas coisas: casas gigantescas, decoradas com gosto muito duvidoso, tudo em grande, muitos carros muito caros (o Cristiano herói da Pátria até conseguiu a proeza de chutar uma bola contra um Ferrari!)... Enfim, aquilo que estamos habituados a ver.

E o Nani a tocar piano. Isso, confesso, surpreendeu-me.

9 de maio de 2010

Eu não queria falar de futebol

Mas obrigaram-me.
Para que conste, não gosto de futebol. Acho uma certa piada à selecção nacional, principalmente no tempo em que o Figo jogava (sou fã, confesso). E o meu interesse fica por aí. De resto, sou "adepta" do Sporting. Assim, entre aspas, porque a verdade verdadinha é que me estou completamente nas tintas para o que acontece no campeonato, na taça ou noutra competição qualquer. E jogadores conheço dois ou três, de tanto ouvir falar na comunicação social.
Só que de repente não se fala em mais nada. Parece que o Benfica foi campeão e parece que não acontecia há uns anos. Pronto, parabéns. E então? Os problemas do país acabaram, já não há crise nem desemprego, o vulcão islandês já nos deixa voar novamente?
Pelo que percebi nos dois minutos em que olhei para a televisão, parece que os jornalistas continuam a fazer perguntas, reportagens e comentários idiotas, parece que o povo saiu à rua para festejar e parece que continua a fazê-lo das formas mais incríveis, incluindo com crianças pequenas ao colo no meio da multidão. E parece que "festejar" significa ainda estar enfiado num carro, a buzinar no meio do trânsito. Olha, também eu "festejo" todos os dias a caminho do trabalho...
Haja pachorra!