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14 de março de 2011

Paris, mon amour!

Três dias (quase) inteirinhos na cidade das luzes. Duas viagens de TGV que diminuem para menos de metade o tempo de percurso que é habitual fazer de automóvel. Centenas de quilómetros percorridos debaixo de terra, no metro, para chegar mais rapidamente onde queria. Mais uns quantos (muitos) a pé, para aproveitar o sol lindo com que S. Pedro fez o favor de me presentear nestes dias.


Centenas de degraus a subir e a descer (alguém tem de apresentar as escadas rolantes aos responsáveis pelas estações de metro de Paris). Mais de uma hora na fila para visitar a Torre Eiffel pela terceira vez e ainda não foi desta que lá fui de noite. Mas assisti na primeira fila a uma perseguição policial em bicicleta aos vendedores ambulantes ilegais ("uaniro-uaniro-uaniro*").


Desta vez, faltaram a coragem e a força para subir os quase trezentos degraus do Arco do Triunfo. Mais uma visita ao Louvre, de corrida porque o tempo era pouco, mas o suficiente para ver a Gioconda, a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo e a múmia, ouvir um bando de turistas tugas comentar que a múmia se mexeu (estão em todo o lado, é inevitável), subir e descer mais escadas, mas pelo menos foi gratuito (dica para os interessados: no primeiro domingo de cada mês, a entrada no Louvre é gratuita). E a fila é mais rápida do que na Torre, talvez por não se perder tempo nas bilheteiras.


Não consigo perceber a ideia de levar bebés de colo para visitar monumentos, a não ser o facto de terem prioridade nas filas (aliás, deve ser o mesmo fonómeno que constatei na Eurodisney há uns anos, onde vi casais com bebés que, obviamente, não estavam minimamente entusiasmados. Já os pais, aproveitavam para passar à frente dos outros adultos que, como eu, assumiam estar ali por si, sem desculpas). Confirmei que o conceito de passadeira sem semáforos em Paris é ligeiramente diferente do normal: se o peão ainda estiver no passeio, não há automóvel que pare; se o peão já estiver na passadeira, pode ser que tenha a sorte de um automobilista estrangeiro travar antes de o atropelar. Não é que com semáforos seja muito diferente... Paris sem os franceses, isso é que era!

Chá e scones na Mariage Frères, para terminar em beleza.


A repetir, claro.

*one euro, caso não tenham conseguido perceber. Era o preço de seis porta-chaves com uma miniatura da Torre Eiffel, ideal para levar de lembrança para a família e os amigos. Nem sei como resisti...

29 de setembro de 2010

Please mind the gap between the island and the continent

Impressões de uns dias em Londres

Big Ben e Houses of Parliament

1. Londres está em obras. Ruas, estradas, estações de metro, linhas de metro, edifícios, monumentos... para qualquer lado que se olhe só se vêem guindastes.
 
2. Não fui feita para andar a pé. Também é verdade que fazer Oxford Street e Regent Street duas vezes para cada lado, logo na primeira tarde, não ajuda.

3. Não fui feita para andar ao frio e à chuva.

4. Também há ingleses simpáticos.

5. É impossível ir a Londres e não apanhar, pelo menos, um dia de chuva. Mas também apanhei sol.

6. Os ingleses também se atrasam.

7. É-me impossível ir a Londres e não vir carregada de livros novos. Não sei o que fizeram à Borders de Oxford Street (deve estar perdida nos escombros das obras), mas vinguei-me na Waterstones de Piccadilly.

 London Eye

8. O gingerbread latte do Costa Coffee deve ser uma das melhores invenções dos últimos tempos. E acompanhado por um rocky road cupcake... De-li-ci-ous!

9. Ando quilómetros debaixo de terra para andar meia-dúzia de metros ao ar livre.

10. É impossível ir ao estrangeiro e não encontrar portugueses (e brasileiros e franceses e espanhóis e italianos, também).

11. Em todos os hotéis do mundo há, pelo menos, um empregado português.

12. É-me impossível ir a Londres sem ter de passar por uma Boots, nem que seja para comprar uma embalagem de pensos rápidos.

13. Continuo sem saber de que lado vêm os carros, mesmo com as indicações escritas em letras bem grandes no passeio. Ainda assim, consigo evitar ser atropelada.

14. Andar de metro ao Sábado à noite é melhor do que ir ao circo.

15. Londres continua a ser uma das minhas cidades preferidas - logo a seguir a Lisboa.

... e não me importava nada de lá viver.

 Piccadilly Circus

28 de setembro de 2010

Tulipa Negra, uma terrorista ao seu serviço

"When you've gathered all your belongings, would you please follow me? You've been randomly selected for a full body scan."

Respondi com uma gargalhada que deixou o funcionário a pensar que eu era doida varrida.

É que esta história de ser seleccionada de forma aleatória tem muito que se lhe diga. A mim, em Londres (e até já perdi a conta às vezes que lá fui, na maioria em trabalho), sai-me sempre a rifa. Até aqui, limitavam-se a querer ver-me a mala depois de passar o controlo da bagagem de mão. Agora, já não querem saber da mala, querem logo ver-me o esqueleto. Modernices...

Uma vez em que me queixei e disse que nunca traria nada proibido de Londres por saber que me fazem sempre abrir a mala, uma funcionária teve a distinta lata de me responder que era pelo meu lindo sorriso. Pois, está bem. Devo ter é cara de terrorista!

8 de setembro de 2010

Já está!

Tudo tratado, agora é só ir...

7 de setembro de 2010

Apetece-me voltar aqui

foto tirada da net
Vou tratar disso.

18 de junho de 2010

Vou ali


E já volto!

17 de junho de 2010

Companheiros de viagem

A pouco mais de 24 horas de viajar, lembrei-me de alguns episódios engraçados que me aconteceram em viagem. Uma vez, durante um voo para Lisboa com escala no Porto, fui sentada ao lado de um rapaz de pouco mais de 20 anos. Durante as 2 horas de viagem até ao Porto não lhe ouvi a voz, o que até agradeci porque assim pude concentrar-me no meu livro sem ter de fazer conversa de circunstância. Ao aterrar no Porto, o rapaz perguntou-me se para seguir até Lisboa continuava no mesmo avião ou apanhava outro. Logicamente, respondi-lhe que teria de perguntar às hospedeiras, porque dependia do bilhete. Para mim, a conversa acabava ali. E de repente, sem mais nem menos, o rapaz diz-me:

- Ainda ontem falei com o pai. Hoje está morto.
...