Orquídea, prefiro interpretá-la no sentido de aproveitar o tempo da melhor forma - afinal, as coisas inúteis são normalmente as mais agradáveis. :) Beijinhos
Orquídea, são inúteis no sentido de não se produzir nada, de não ser uma obrigação. Isto de dizer que não se faz nada é muito complicado, estamos sempre a fazer alguma coisa... :)
Ulisses, claro que é em doses controladas. Não fazer nada também cansa! :)
Devia morrer-se de outra maneira. Transformarmo-nos em fumo, por exemplo. Ou em nuvens. Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos os amigos mais íntimos com um cartão de convite para o ritual do Grande Desfazer: "Fulano de tal comunica a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje às 9 horas. Traje de passeio". E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos escuros, olhos de lua de cerimônia, viríamos todos assistir a despedida. Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio. "Adeus! Adeus!" E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento, numa lassidão de arrancar raízes... primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se em fumo... tão leve... tão sutil... tão pòlen... como aquela nuvem além vêem? — nesta tarde de outono ainda tocada por um vento de lábios azuis...
5 comentários:
Ó Tulipa... uma afirmação um pouco controversa, don't you think?
Beijinhos e bom domingo! :)
Orquídea, prefiro interpretá-la no sentido de aproveitar o tempo da melhor forma - afinal, as coisas inúteis são normalmente as mais agradáveis. :)
Beijinhos
Mas se são agradáveis... então já não são inúteis!!! :)
Nem mais...
...nada como o ócio puro para nos fazer ficar felizes...
...desde que em doses controladas!
:)
Orquídea, são inúteis no sentido de não se produzir nada, de não ser uma obrigação. Isto de dizer que não se faz nada é muito complicado, estamos sempre a fazer alguma coisa... :)
Ulisses, claro que é em doses controladas. Não fazer nada também cansa! :)
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