Guilhotinas, pelouros e castelos Resvalam longemente em procissão; Volteiam-me crepúsculos amarelos, Mordidos, doentios de roxidão.
Batem asas de auréola aos meus ouvidos, Grifam-me sons de cor e de perfumes, Ferem-me os olhos turbilhões de gumes, Descem-me a alma, sangram-me os sentidos.
Respiro-me no ar que ao longe vem, Da luz que me ilumina participo; Quero reunir-me, e todo me dissipo --- Luto, estrebucho... Em vão! Silvo pra além...
Corro em volta de mim sem me encontrar... Tudo oscila e se abate como espuma... Um disco de oiro surge a voltear... Fecho os meus olhos com pavor da bruma...
Que droga foi a que me inoculei? Ópio de inferno em vez de paraíso?... Que sortilégio a mim próprio lancei? Como é que em dor genial eu me eternizo?
Nem ópio nem morfina. O que me ardeu, Foi álcool mais raro e penetrante: É só de mim que ando delirante --- Manhã tão forte que me anoiteceu.
5 comentários:
ver um filme? tens certeza?
Querida Tulipa, parece-me um óptimo programa. Vais colocá-lo em prática?
Beijinhos.
Vício, o filme funciona como Xanax, no meu caso. Por isso sim, ver um filme. :P
Manuela, quem me dera! Infelizmente, não posso...
Beijinhos
As vezes esses momentos de carinho sabem bem, a esta hora já deves estar mais perto de poderes fazer isso, beijinhos e boa noite de cinema
Lou Alma, sabem mesmo bem! Beijinhos
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