8 de maio de 2012

Alegrias da maternidade I

Deixar de poder dormir a noite toda seguidinha, assim até me apetecer, tipo sem despertador e tudo, acordar com o Sol a entrar pelas frestas dos estores ou com o canto dos pássaros no beiral do telhado ou com os saltos altos da p*** da vizinha de cima que raios a partam não sabe usar chinelos em casa, e virar para o lado e continuar a dormir até à hora de almoço.

Que eu até costumo acordar cedo, mesmo ao fim-de-semana, mas de há uns meses para cá sinto saudades de poder dormir até tarde...

20 de abril de 2012

Novo horário de funcionamento


Pode ser que um dia destes consiga voltar a tempo inteiro, mas por agora vou tentar o part-time...

21 de maio de 2011

Isto é muito injusto!

Então diz que o Mundo acaba hoje e eu só agora é que descubro? Sinceramente, não me dá jeito nenhum! Logo hoje que está sol e calor e eu até acordei bem-disposta...

12 de maio de 2011

Mini me

O cansaço, os enjoos (Ainda bem, é bom sinal, diz-me o médico! Claro, é gajo!) e a falta de vontade generalizada para fazer seja o que for têm-me afastado das lides bloguísticas. Na verdade, têm-me feito alterar muitos hábitos, da alimentação ao descanso, às horas passadas em frente ao computador que não sejam estritamente necessárias (calculo que já tenham morrido as minhas vacas do Farmville). Depois são as preocupações de cada vez que se aproxima mais uma consulta, afinal não sinto nada de novo, será que está tudo bem, será que é normal...?

Mas depois... Mexe-se! Não tem mais de 10 cm de comprimento, mas tem uma cabeça, um tronco, dois braços, duas mãos, cada uma com cinco dedos (bem contados!), duas pernas que não param quietas (a ser rapaz, há-de ser futebolista e assegurar-me a velhice numa ilha tropical), dois pés (aí não se conseguiram contar os dedos) e, de perfil, até se consegue perceber o nariz (será grande? espero que não saia à mãe, coitadito, mas se sair ao pai também não fica muito bem servido nessa área...).

Difícil foi colocá-lo numa posição que permitisse ver e medir tudo o que era necessário. Irrequieto e nervosinho, portanto - como a mãe...

Continua a dúvida quanto à marca, mas lá chegaremos a seu tempo!

27 de abril de 2011

Comemorações, homenagens e outros perigos

Soube esta manhã que ontem se prestou homenagem às vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido há 25 anos. Para além da concentração de pessoas na praça central da cidade, fizeram soar os alarmes nucleares em todo o país durante cinco minutos às 18h00 locais.

Tudo isto é muito bonito e bem-intencionado, mas salienta um pequenino, minúsculo, quase invisível problema: desconfio que ninguém conhece o som do alarme nuclear.

aqui mencionei algumas medidas de segurança recomendadas no caso de soar o alarme, mas confesso que ontem, quando o ouvi, me limitei a fazer pausa no episódio do American Idol que estava a ver para tentar perceber que raio de barulho irritante era aquele. Como o ruído se calou poucos segundos depois, conclui, brilhantemente aliás, que se tratava do aspirador de um vizinho e continuei a ver televisão. E o mal não é só meu, porque já hoje outras pessoas me confirmaram que não tinham percebido o que se passava! Os poucos que conheciam o som, provavelmente ter-se-ão escondido de imediato nas arrecadações da cave, onde ainda permanecerão à espera que alguém lhes diga que podem sair...

Ou seja: caso o alarme nuclear soe mesmo a sério, o povo vai continuar a sua vidinha pacata, irritado com o ruído que se entranha no cérebro, e, quando perceber o que se passou, já lhe nasceram olhos nas costas…


Sim, voltei. E quando tiver tempo respondo aos vossos comentários, prometo!

12 de abril de 2011

Não desapareci, mas pouco falta

Continuo aqui, mas nem sempre tenho forças para escrever e ainda menos para vos ler como de costume. Diz que mais um mesito e deve voltar tudo ao normal. Espero bem que sim! Entretanto, vou aproveitar uns merecidos dias de férias, um Verão antecipado, o Sol, a família e os amigos.


E os gelados do Santini, que ainda devem ser melhores para os enjoos do que os outros!

9 de abril de 2011

7 de abril de 2011

Pequenas coisas que fazem milagres # 7

Delicioso e é bom para os enjoos. A não ser que se tenha enjoado o chocolate...

4 de abril de 2011

Pensamento do dia

2 de abril de 2011

1 de abril de 2011

Será que sim, será que não...?

Dias e dias, meses, anos até a pensar no mesmo, a desejar, a querer muito, a fazer tudo o possível e impossível, imaginável e inimaginável para conseguir o objectivo. E sempre que há uma ínfima possibilidade de se concretizar, o medo de perder tudo, de não correr bem, de não acontecer. Medo até de pensar ou de falar no assunto, para não agoirar, eu que nem me considero supersticiosa. Ansiedade, angústia, inquietação, um aperto no coração. Dias sem descanso, noites sem dormir. O não é sempre certo e confortável, mas dói muito e essa dor custa a passar. Num segundo, tudo parece ter desabado para, no segundo seguinte, renascer a esperança de que talvez não seja assim.

Incerteza. O pior de tudo é a incerteza.

Mas desta vez foi diferente. Desta vez confirmou-se. É oficial. Correu bem, funcionou, deu tudo certo e agora é só esperar pelo melhor, pensamento positivo - o tal que às vezes custa, mas que assim é até mais fácil. Agora? Agora é seguir em frente, com um sorriso estúpido na cara, até ao desfecho final que trará certamente ainda mais sorrisos, apesar das dificuldades.

31 de março de 2011

Em busca da felicidade


They both knew that it was borrowed: the view of hills; even the sunsets and the clarity of the stars. Somewhere, they knew it didn't belong to them. Because if you left your own country, if you left it late, and made your home in someone else's country, there was always a feeling that you were breaking an invisible law, always the irrational fear that, one day, some "rightful owner" would arrive to take it all away, and you would be driven out - back to London or Hampshire or Norfolk, to whatever place you could legitimately claim.

Descobri primeiro Restoration, ainda nos tempos da universidade. Lembro-me de ter sido dos poucos livros estudados que realmente gostei de ler - e isto num curso de Letras significa muito! Depois fizeram o filme e quando vi pensei que mais valia o argumentista, o realizador, os actores e toda a equipa que trabalhou arduamente para fazer aquela obra terem ficado quietinhos em vez de fazer asneiras. Entretanto, fui lendo outros livros da autora. Neste momento, acho que já não me falta nenhum.

Este é o mais recente e, tal como os outros, agarrou-me da primeira à última página. Histórias da vida, paralelos entre dois países, duas famílias, dois mundos distintos que se cruzam e que, afinal, não são assim tão diferentes. Histórias também de mudanças, de preconceitos, dos extremos a que chegamos quando estamos em risco de perder o que temos de mais precioso. E de tudo o que somos capazes de fazer em busca da felicidade.

30 de março de 2011

Parece que foi ontem

Mas já foi há um ano. E portanto o estaminé já não é criança, pelo que deixou de ser cor-de-rosa. Não tem nada a ver, pois não, mas é um motivo tão bom como qualquer outro. A mudança é radical mas acho que assim está mais limpinho*. Espero que gostem e continuem a fazer-me companhia por mais uns tempos. Obrigada a todos os que por aqui passam, os regulares e os que cá vêm parar por acaso, os que deixam comentários e os que acham que o disparate é tanto que nem há nada a dizer, os seguidores oficiais e os fantasmas (são pelo menos 3, não que eu esteja a contá-los...), mais os anónimos que por aqui, felizmente, não abundam. Não agradeço ao cão, ao gato ou ao periquito porque não tenho.

*ainda há uns toques a dar, mas agora já é tarde e o sono aperta e a concentração já não é nenhuma portanto o resto fica para os próximos dias.

29 de março de 2011

Pergunta retórica do dia

Haverá algo mais inútil do que uma reunião de uma hora onde não se dão informaçõs novas, não se decide nada e nem sequer se dão respostas às perguntas pertinentes que se colocam?

28 de março de 2011

Twix

Porque não há fome que não dê em fartura, ultimamente as boas notícias chegam aos pares.

Claro que isso faz aumentar o nível de ansiedade, assusta, até tenho medo de acreditar... Por outro lado, não há crise, queda de governo, aumento de impostos, eleições do Sporting, terremotos, guerras, aumento do preço dos combustíveis ou crises nucleares que me deitem abaixo.

26 de março de 2011

25 de março de 2011

Responder ou não, eis a questão

Há por aí algum funcionário simpático do INE que me saiba explicar se uma pessoa que não reside na Tugalândia mas tem lá uma casa onde vai nas férias (vulgo, emigra) tem de preencher aquela coisa dos Censos? E também naquela parte em que perguntam onde estava no 25 de Abril, perdão, em 2009 e 2005 devo responder "na mesma residência" ou "no estrangeiro"? É que a residência em Portugal era a mesma, mas eu residia no estrangeiro... Ai, tantas dúvidas existenciais!

Eu bem que procurei no site, mas entre as vezes em que não se consegue entrar e as perguntas frequentes cujas respostas levantam mais dúvidas do que as que resolvem, fiquei mais na mesma. Ah, e ligar para a tal linha de apoio está fora de questão, porque os números começados por 800 não estão acessíveis a partir do estrangeiro de fora e ligando do próprio país ou ninguém atende ou está sempre impedido...

Agradeço antecipadamente a preciosa ajuda e até prometo que, caso tenha mesmo de responder, não vou inventar... muito!

24 de março de 2011

Os verdadeiros trabalhadores independentes

São aqueles que conseguem seguir instruções simples sem ter de perguntar aos outros o que têm de fazer. Por aqui, devo ser a única…

22 de março de 2011

Pensamento do dia

21 de março de 2011

Hoje

Começa a Primavera (aleluia!) mas também é o Dia Mundial da Poesia (e da árvore e se calhar também das flores e dos passarinhos e das nuvens e vai-se a ver até das formigas, que afinal um dia tem vinte e quatro horas e, bem divididinha a coisa, ainda se arranja espaço para mais umas comemorações concentradas todas no mesmo dia. Adiante.) Ora como de flores vai andar esta blogoesfera cheia, e como por aqui a Primavera só chegou em nome porque o frio continua invernal apesar do sol, a dona deste estaminé preferiu comemorar o dia da poesia. E como? Com um poema (óbvio...) de uma autora das novas que começa a ser reconhecida no meio literário (menos óbvio...) e que ainda por cima calha ser filha de uma amiga desta que vos escreve (completamente inesperado...). Apreciem e vão comprar os livros porque a rapariga precisa de vender, vá.


Entardecer

Hoje entardeci mais despida do que antigamente.
Não sei se pelos bosques tão devastados
se pelas bagas que colheste do meu dorso.
À tua sombra todos os amores são silvestres,
só as amoras são frutos impossíveis.

Catarina Nunes de Almeida, Prefloração