2 de março de 2011

Poeta duro de ouvido

Arranjaram-me uma geringonça que, em princípio, deveria facilitar-me o trabalho. É um simples microfone que se liga ao PC através de um cabo USB. Obviamente, tem de estar associado a um programa de reconhecimento vocal, caso contrário não serve de nada. Depois eu falo e, como por artes mágicas, as palavras aparecem escritas no ecrã. Simples, não é? Pois.

Mas depois uma pessoa começa a ditar... Bom, verdade seja dita, a coisa até funciona bastante bem. Mas também surgem algumas pérolas, como eu dizer "eixo e medida" e ver escrito "deixou em Madrid" ou "digitalização de documentos" aparecer como "digital visa a sessão de documento".

Mas o melhor resultado até agora foi esta sequência (não me lembro o que ditei, mas garanto que não foi isto e que fazia sentido):

"A abrir em prova foi, Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao pelo valor da nossa base"

Com as quebras de parágrafo no sítio certo, isto é poesia pura!

É tudo uma questão de ecologia

1 de março de 2011

Iguarias culinárias

Chili con carne acompanhado com massa.

Almoçar na cantina é cada vez mais uma aventura.

28 de fevereiro de 2011

Há gente com passatempos muito estranhos # 3

Ou a verdadeira história dos contos infantis. Se sempre acreditaram na versão da Disney, aqui fica uma visão mais realista das histórias que nos contavam em pequeninos. 

Não sei o que é feito dos anões, mas nitidamente a Branca de Neve não ficou a ganhar com a troca. É que o príncipe, afinal, é um gajo inútil que passa o dia sentado em frente à televisão enquanto ela trata dos putos e da casa.

Branca de Neve
A Cinderela não teve melhor sorte e resta-lhe afogar as mágoas numa tasca manhosa com companhia duvidosa. Espero que pelo menos a bebida não se transforme em água ao tocar a meia-noite.

Cinderela
Já o Capuchinho Vermelho adaptou-se muito bem aos novos tempos. É adepta da fast-food e adora fazer piqueniques na floresta com hamburgers e coca-cola. Acho que as associações de defesa dos animais deviam ter uma palavra a dizer, afinal isto pode ser considerado como tentativa de envenenamento do lobo, uma espécie que, ainda por cima, está em vias de extinção.

Capuchinho Vermelho
E finalmente, a explicação que faltava. Ora reflictamos um bocadinho: como é que se compreende que a Bela Adormecida acorde ao fim de 100 anos (e já nem se pergunta como sobrevive, mas pelo menos acorda descansadinha) fresca que nem uma alface e com o corpo e a cara exactamente iguais aos que tinha quando adormeceu? A resposta é simples: Botox e cirurgia plástica, obviamente!

Bela Adormecida
Se quiserem ver mais, a fotógrafa Dina Goldstein dedicou-se a actualizar estas histórias numa série a que chamou adequadamente Fallen Princesses.

27 de fevereiro de 2011

Desvantagens de ter cinco sábados e um domingo

- Amanhã é segunda-feira.

Vantagens de ter cinco sábados e um domingo

- Dormir até (mais) tarde.
- Passar as tardes esticada no sofá, a ver filmes, a vegetar à frente da televisão, ou na Internet. Interromper para dormir.
- (Re)ver episódios antigos do CSI, do CSI: New York, do House, do Lei e Ordem e de tudo o mais que aparecer no ecrã excepto o CSI: Miami porque não gosto do Horatio. Interromper para dormir.
- Passar as manhãs a ver a Praça da Alegria.
- Ver aquele programa do Goucha de que nem sei o nome.
- Ouvir o Manuel Serrão botar faladura e concordar com o que ele diz. (Isto não é propriamente uma vantagem, é mais uma surpresa.)
- Aproveitar para subir os níveis no Farmville, no Cityville, no CSI: Crime City. Interromper para dormir.
- Ver no noticiário o resumo das discussões na Assembleia da República e rir à gargalhada com os insultos mútuos. (Começo a desconfiar que aquela gente toda quer ser eleita porque, vendo bem a coisa, é um emprego onde o pessoal se diverte.)
- Descobrir que o James Franco é descendente de Portugueses, mais propriamente de Açorianos.
- Não precisar de ver o telejornal à noite porque já vi as mesmas notícias repetidas à exaustão durante o dia.
- Comer quando me apetecer.
- Dormir quando me apetecer.
- Nunca saber que horas são (às vezes nem o dia, quanto mais as horas).
- Não aturar chefes e colegas.
- Não trabalhar nem pensar nisso.
...

Programa para hoje

26 de fevereiro de 2011

25 de fevereiro de 2011

Flower Blog XI


24 de fevereiro de 2011

Agora

Resta esperar. E tentar não desesperar...

23 de fevereiro de 2011

21 de fevereiro de 2011

Actualmente

Medo

A inevitabilidade do momento que se aproxima faz crescer o medo, a ansiedade, a angústia. Não pelo que terá de ser feito, já o fiz outras vezes, mas pelo que virá depois. Medo de que o resultado seja novamente o mesmo. Medo de não conseguir aguentar. Medo de que todos os sacrifícios e todas as forças e toda a coragem que fui encontrar no mais profundo do meu ser tenham sido em vão. Medo de que desta vez me afogue nas lágrimas.

20 de fevereiro de 2011

Fim-de-semana

Anseio por estes dois dias durante os restantes cinco. Deveriam servir para descansar o corpo e a cabeça,  que bem precisam. Mas (há sempre um mas) não durmo o suficiente o que, aliado ao céu cinzento e ao frio, contribui para um estado depressivo agravado pela certeza da incerteza do momento que se aproxima a passos largos. As mudanças repentinas do pouco que estava confirmado também não ajudam. É hoje, afinal não, é amanhã, mas vendo bem é melhor ser hoje e dou por mim numa roda-viva de emoções, sem saber bem para que lado me virar, o que fazer, o que decidir, com quem falar sobre tudo o que tem de ser resolvido. Sem saber sequer o que resolver e como. Procuro anestesia na televisão mas não encontro. E no meio de tudo isto, ainda é preciso ir buscar coragem nem sei onde para mais um esforço, antes do esforço supremo que ainda está para vir.

Flower Blog X

 




19 de fevereiro de 2011

18 de fevereiro de 2011

Finalmente um motivo de orgulho!

Pertencemos ao grupo dos mais bêbedos do mundo. A culpa também deve ser da crise: bebe-se para esquecer!

Daqui
Os números são da Organização Mundial de Saúde, referem-se a 2005 e não incluem os turistas nas estatísticas, portanto não podemos culpar os alemães nem os ingleses.

17 de fevereiro de 2011

Futebol e outros espectáculos

Eu não sou grande adepta (nem pequena, aliás) do futebol. Em toda a minha vida vi dois jogos ao vivo (um da selecção nacional contra o Liechtenstein nos tempos da universidade e o outro este Verão do clube do periquito contra uns ingleses). Mas imagino que ir ao estádio ver um jogo seja mais ou menos como ir ao teatro (com as devidas e reconhecidas diferenças de nível intelectual dos participantes). Ou a um concerto, vá, talvez as semelhanças sejam maiores, afinal até já fui a concertos em estádios de futebol. Comparações idiotas à parte, o que quero dizer é que quem vai assistir a um espectáculo ao vivo, fá-lo para viver a experiência em primeira mão, para vibrar de emoção... Enfim, basicamente, e falo por mim, numa situação dessas ficamos de tal forma envolvidos no que nos rodeia que esquecemos o resto. Acho, aliás, que é essa uma das funções dos espectáculos ao vivo, alienarem-nos da realidade. Mas adiante. Por isso, estranho quando acontecem situações como a de hoje (e já vi acontecer noutras ocasiões) durante o jogo do clube do periquito contra os alemães. Sempre que acontecia alguma coisa, fosse um golo ou um jogador com um ataque de caspa nas unhas, lá apareciam actualizações de estados do Facebook, enviadas directamente dos telemóveis, quais Jorges Perestrelos da Internet. Mas então um gajo que é gajo vai ver um jogo da bola ao vivo e depois está preocupado em comunicar aos outros o que aconteceu? Então não devia estar entretido a ver o jogo, a chorar quando os outros marcam, a pular quando os dele ganham, a insultar o árbitro? Um dia destes, ainda vamos ver no Facebook coisas como "Julieta desmaiou", "Romeu suicidou-se", "Os bailarinos do La Féria são mesmo bons"... É que por muita destreza que se tenha nos polegares, sempre tem de se olhar para o telemóvel enquanto se escreve. E eu, quando pago bilhete para ver um espectáculo, não gosto de perder nem um segundo.

Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 5

Afinal, a password do computador está onde sempre esteve: num papel colado na mesa ao lado do ecrã do PC.

Houve mais aventuras que envolveram o leitor de DVD, a utilização do PC, etc. Mas depois desta, nem tenho forças para contar o resto...

Esta foi a cereja no topo do bolo. Gostava de ter tirado uma foto para poderem ver o ar estupefacto e incrédulo dos participantes. E depois o esforço sobre-humano para conter as gargalhadas.

16 de fevereiro de 2011

Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 4

Afinal, só há um cabo scart portanto, quando se quer usar o leitor de VHS, desliga-se do DVD, liga-se no leitor de vídeo, e depois volta-se a ligá-lo ao DVD quando já não for preciso. Quanto às pilhas do telecomando da televisão, apareceu num canto a que faltava, seguramente foi alguma alma penada que a escondeu. Mas antes disso, a solução proposta tinha sido... nenhuma. Certo. Mas ao menos temos um quadro electrónico todo xpto que ninguém sabe utilizar.

Quanto ao DVD, seis das sete pessoas envolvidas nesta história começam a desconfiar que o mal não é da máquina nem da cor dos discos, é mesmo do utilizador que não percebe nada do assunto, o que não o impede de continuar a gravar diariamente tralhas da televisão e/ou do youtube (não, não é sexo, antes fosse!), passando depois loooooongos minutos a tentar trabalhar com o bicho. Da última vez, até deu direito a ir experimentar o leitor de DVD de outra sala. O resultado foi o mesmo.

E eis que quando eu já pensava não ser possível acontecer mais nada se descobre ainda um leitor de cassetes (sim, não me enganei) com um ar todo modernaço. Passada a aventura de encontrar o botão para o ligar e o outro para mudar para a função cassete, consegue-se abrir o leitor e enfiar a cassete lá dentro. Mas depois era preciso colocar a fita no início da cassete, só que o botão de rewind fazia andar a fita na direcção contrária. Nova ladainha: mas por que é que não anda, por que é que funciona ao contrário? Alguém repara que a cassete é vermelha e sugere que também o leitor de cassetes seja anti-comunista. Faz-se luz na cabeça do utilizador do aparelho que retira a cassete e volta a colocá-la do lado contrário. Funciona. Mas, como a cassete é uma invenção recente, o som que sai das colunas é completamente distorcido. Digamos que não ficaria atrás de alguns dos cromos do Ídolos. Mais tarde foi preciso utilizar como leitor de CD. Fiquei sem palavras. A sério, ultrapassou qualquer expectativa.

O computador afinal funciona. Mas a password para o ligar está no segredo dos deuses.Verdade seja dita, fizeram-se várias tentativas com as passwords de algumas pessoas presentes, mas não funcionaram. Obviamente, digo eu.

Entretanto, eu já nem tento manter-me séria e assim que se fala em usar um dos aparelhos electrónicos dão-me ataques de riso incontroláveis...