Há 33 minutos
20 de fevereiro de 2011
19 de fevereiro de 2011
18 de fevereiro de 2011
Finalmente um motivo de orgulho!
Pertencemos ao grupo dos mais bêbedos do mundo. A culpa também deve ser da crise: bebe-se para esquecer!
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| Daqui |
Os números são da Organização Mundial de Saúde, referem-se a 2005 e não incluem os turistas nas estatísticas, portanto não podemos culpar os alemães nem os ingleses.
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17 de fevereiro de 2011
Futebol e outros espectáculos
Eu não sou grande adepta (nem pequena, aliás) do futebol. Em toda a minha vida vi dois jogos ao vivo (um da selecção nacional contra o Liechtenstein nos tempos da universidade e o outro este Verão do clube do periquito contra uns ingleses). Mas imagino que ir ao estádio ver um jogo seja mais ou menos como ir ao teatro (com as devidas e reconhecidas diferenças de nível intelectual dos participantes). Ou a um concerto, vá, talvez as semelhanças sejam maiores, afinal até já fui a concertos em estádios de futebol. Comparações idiotas à parte, o que quero dizer é que quem vai assistir a um espectáculo ao vivo, fá-lo para viver a experiência em primeira mão, para vibrar de emoção... Enfim, basicamente, e falo por mim, numa situação dessas ficamos de tal forma envolvidos no que nos rodeia que esquecemos o resto. Acho, aliás, que é essa uma das funções dos espectáculos ao vivo, alienarem-nos da realidade. Mas adiante. Por isso, estranho quando acontecem situações como a de hoje (e já vi acontecer noutras ocasiões) durante o jogo do clube do periquito contra os alemães. Sempre que acontecia alguma coisa, fosse um golo ou um jogador com um ataque de caspa nas unhas, lá apareciam actualizações de estados do Facebook, enviadas directamente dos telemóveis, quais Jorges Perestrelos da Internet. Mas então um gajo que é gajo vai ver um jogo da bola ao vivo e depois está preocupado em comunicar aos outros o que aconteceu? Então não devia estar entretido a ver o jogo, a chorar quando os outros marcam, a pular quando os dele ganham, a insultar o árbitro? Um dia destes, ainda vamos ver no Facebook coisas como "Julieta desmaiou", "Romeu suicidou-se", "Os bailarinos do La Féria são mesmo bons"... É que por muita destreza que se tenha nos polegares, sempre tem de se olhar para o telemóvel enquanto se escreve. E eu, quando pago bilhete para ver um espectáculo, não gosto de perder nem um segundo.
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Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 5
Afinal, a password do computador está onde sempre esteve: num papel colado na mesa ao lado do ecrã do PC.
Houve mais aventuras que envolveram o leitor de DVD, a utilização do PC, etc. Mas depois desta, nem tenho forças para contar o resto...
Esta foi a cereja no topo do bolo. Gostava de ter tirado uma foto para poderem ver o ar estupefacto e incrédulo dos participantes. E depois o esforço sobre-humano para conter as gargalhadas.
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16 de fevereiro de 2011
Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 4
Afinal, só há um cabo scart portanto, quando se quer usar o leitor de VHS, desliga-se do DVD, liga-se no leitor de vídeo, e depois volta-se a ligá-lo ao DVD quando já não for preciso. Quanto às pilhas do telecomando da televisão, apareceu num canto a que faltava, seguramente foi alguma alma penada que a escondeu. Mas antes disso, a solução proposta tinha sido... nenhuma. Certo. Mas ao menos temos um quadro electrónico todo xpto que ninguém sabe utilizar.
Quanto ao DVD, seis das sete pessoas envolvidas nesta história começam a desconfiar que o mal não é da máquina nem da cor dos discos, é mesmo do utilizador que não percebe nada do assunto, o que não o impede de continuar a gravar diariamente tralhas da televisão e/ou do youtube (não, não é sexo, antes fosse!), passando depois loooooongos minutos a tentar trabalhar com o bicho. Da última vez, até deu direito a ir experimentar o leitor de DVD de outra sala. O resultado foi o mesmo.
Quanto ao DVD, seis das sete pessoas envolvidas nesta história começam a desconfiar que o mal não é da máquina nem da cor dos discos, é mesmo do utilizador que não percebe nada do assunto, o que não o impede de continuar a gravar diariamente tralhas da televisão e/ou do youtube (não, não é sexo, antes fosse!), passando depois loooooongos minutos a tentar trabalhar com o bicho. Da última vez, até deu direito a ir experimentar o leitor de DVD de outra sala. O resultado foi o mesmo.
E eis que quando eu já pensava não ser possível acontecer mais nada se descobre ainda um leitor de cassetes (sim, não me enganei) com um ar todo modernaço. Passada a aventura de encontrar o botão para o ligar e o outro para mudar para a função cassete, consegue-se abrir o leitor e enfiar a cassete lá dentro. Mas depois era preciso colocar a fita no início da cassete, só que o botão de rewind fazia andar a fita na direcção contrária. Nova ladainha: mas por que é que não anda, por que é que funciona ao contrário? Alguém repara que a cassete é vermelha e sugere que também o leitor de cassetes seja anti-comunista. Faz-se luz na cabeça do utilizador do aparelho que retira a cassete e volta a colocá-la do lado contrário. Funciona. Mas, como a cassete é uma invenção recente, o som que sai das colunas é completamente distorcido. Digamos que não ficaria atrás de alguns dos cromos do Ídolos. Mais tarde foi preciso utilizar como leitor de CD. Fiquei sem palavras. A sério, ultrapassou qualquer expectativa.
O computador afinal funciona. Mas a password para o ligar está no segredo dos deuses.Verdade seja dita, fizeram-se várias tentativas com as passwords de algumas pessoas presentes, mas não funcionaram. Obviamente, digo eu.
Entretanto, eu já nem tento manter-me séria e assim que se fala em usar um dos aparelhos electrónicos dão-me ataques de riso incontroláveis...
O computador afinal funciona. Mas a password para o ligar está no segredo dos deuses.Verdade seja dita, fizeram-se várias tentativas com as passwords de algumas pessoas presentes, mas não funcionaram. Obviamente, digo eu.
Entretanto, eu já nem tento manter-me séria e assim que se fala em usar um dos aparelhos electrónicos dão-me ataques de riso incontroláveis...
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It's so fluffyyyyyyy!!!
Ri do princípio ao fim, os amarelinhos são o máximo, as meninas são adoráveis (especialmente a mais nova) e até o vilão é amoroso. Obviamente, a lição do costume: só é vilão quem não teve amor e atenção dos pais em pequenino e basta-lhe um bocadinho de carinho para passar a ser boa pessoa. Mas mesmo assim, adorei!
Acho que em português lhe chamaram Gru, o Maldisposto ou qualquer coisa do género.
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15 de fevereiro de 2011
Felicidade
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| Foto de Rui Calçada, no site http://www.olhares.com/ |
Chegou à margem do rio e parou. Ficou imóvel como uma estátua a olhar as águas paradas, as aves, cujo nome esquecera também, a voar em círculos, um ou outro peixe que via passar, os pescadores nos barcos e os outros, na margem, olhando o horizonte enquanto esperavam pacientemente que um peixe mais curioso mordesse o isco. Girou sobre si própria, olhou à volta, queria guardar toda aquela imagem para sempre na memória.
Recomeçou a rir, soltou gargalhadas sem fim, enquanto tirava os sapatos e o vestido leve de Verão com que tinha saído nessa manhã. Os pescadores, alarmados, chamavam-na, gesticulavam, mas ela não os ouvia. Recuou alguns passos, ganhou balanço e correu veloz, mergulhando de cabeça nas águas do rio. Ouviram-se gritos, apareceu gente nem se sabe de onde, correram todos na direcção daquela rapariga louca que se atirara ao rio. Alguém ligou para a polícia e chamou os bombeiros. Ela desaparecera nas águas turvas, para voltar a aparecer na outra margem, de sorriso no rosto. Sentiu-se uma onda de alívio percorrer os espectadores daquela cena quando a viram acenar-lhes, voltar costas e seguir o seu caminho, feliz.
Loucura, Fábrica de Letras
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14 de fevereiro de 2011
Já deixei de procurar há muito tempo
Sim, já sei, o dia dos namorados é uma treta inventada pelos americanos para vender postais e foleirices cheias de corações made in China, mas apeteceu-me, pronto.
13 de fevereiro de 2011
Tati, o ilusionista
Gosto dos filmes de animação da Disney, da Fox e da Dreamworks, pois gosto, mas parece-me que este tal de Chomet teria umas coisinhas a ensinar-lhes. E começo a desconfiar que ele não é capaz de fazer filmes de que eu não goste...
Não é um filme feliz, não é animação para nos fazer rir à gargalhada embora tenha os seus momentos divertidos, não é um filme para crianças. É uma história séria sobre as dificuldades da vida de um artista envelhecido, sobre um amor incondicional e tudo o que se faz para manter as ilusões das pessoas que se amam. Simplesmente delicioso.
Não é um filme feliz, não é animação para nos fazer rir à gargalhada embora tenha os seus momentos divertidos, não é um filme para crianças. É uma história séria sobre as dificuldades da vida de um artista envelhecido, sobre um amor incondicional e tudo o que se faz para manter as ilusões das pessoas que se amam. Simplesmente delicioso.
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12 de fevereiro de 2011
11 de fevereiro de 2011
Pequenas coisas que fazem milagres # 6
Aquele abraço, aquele beijo, aquelas palavras quando a dor é demasiado forte e as lágrimas caem.
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tu e eu
Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 3
Afinal o leitor de DVD não está possuído pelo demo, é só anti-comunista: recusa-se a ler discos vermelhos, os de outra cor funcionam perfeitamente. Alguém sugeriu pintar os discos, mas parece que a solução vai ser gravar outros.
Entretanto, também há por lá uma peça de museu em que eu ainda não tinha reparado: um leitor de VHS. Consta que a princípio não funcionava, mas depois percebeu-se que estava desligado da electricidade. Resolvido este problema, enfia-se a cassete lá dentro e vê-se chuva no ecrã da televisão. Passa quase um minuto e imagem, nem vê-la. Volta a ladainha "por que é que não funciona, mas por que é que não funciona?". Alguém sugere mudar o canal da televisão. Só há um problema: o telecomando só tem uma pilha, quando devia ter duas. O mesmo se passa com o do leitor de vídeo. A alma caridosa do outro dia levanta-se e muda o canal da televisão manualmente. Continua tudo na mesma. Até que eu, confesso, já desesperada por não conseguir conter o riso, sugiro que talvez o cabo que liga o leitor de vídeo à televisão também esteja desligado. Confirma-se. Aliás, não só está desligado como nem sequer existe. Aguarda-se actualmente que caia um cabo scart do céu. Seis das sete pessoas desistem de tentar controlar as gargalhadas.
O computador continua no mesmo sítio. Ainda não se sabe se é possível ligá-lo.
Mesmo com sugestões de almas caridosas, desconfio que vou continuar a ter assunto.
Mesmo com sugestões de almas caridosas, desconfio que vou continuar a ter assunto.
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10 de fevereiro de 2011
9 de fevereiro de 2011
Tecnologia moderna, utilizadores antigos - parte 2
Por artes mágicas, o papel cor de laranja apareceu agora colado mesmo no meio do quadro electrónico, para não haver dúvidas. Assunto resolvido, portanto, embora continuem visíveis os traços da caneta utilizada para lá escrever da outra vez.
Entretanto, o leitor de DVD foi possuído pelo demónio e ganhou vida própria. O primeiro disco que se lhe enfiou lá dentro ainda leu, do segundo mostrou o menu mas não avançou, do terceiro nem sequer apareceu a imagem. Seguiram-se momentos angustiantes, com os botões do telecomando a serem pressionados com força extrema, as pilhas a saltarem da caixa e a voltarem a ser lá metidas, as habituais batidelas do telecomando na mesa, tudo acompanhado pela ladainha "não percebo por que não funciona, mas por que é que não funciona?". Alguém possuído por um demónio rival sugere que há um erro porque na televisão se vê um E no sítio onde devia aparecer indicado o canal. Seis das sete pessoas presentes tentavam conter as gargalhadas, agradecendo simultaneamente aos santinhos todos por o aparelho se recusar a funcionar, já que o filme que se adivinhava não seria de todo interessante.
O computador continua por ligar e também ainda não se sabe se é possível ligá-lo.
Desta vez, uma alma caridosa ofereceu-se para ajudar a fazer funcionar o aparelho. Boa ideia, tendo em conta que percebia pouco mais do que a primeira e não conseguiu obter melhor resultado. Eu continuo quieta e calada a observar. Parecendo que não, devo ter assunto para muitos posts.
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Pequenas coisas
De repente qualquer coisa sem importância, um pequeno nada, uma insignificância consegue arrasar tudo e deitar por terra o esforço de tantos dias.
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Desespero
A cabeça a latejar, como um martelo a bater lá dentro, com força, ritmado, pum, pum, pum. Os olhos semicerrados, a quererem fechar-se, o esforço por mantê-los abertos acelera o ritmo do martelo. Qualquer som incomoda, até o barulho das teclas perturba e faz doer mais. Lá fora uma ambulância, iiiiiiiioooonnn iiiiiiiooonnnn iiiiiiiioooonnn (já não fazem ti-nó-ni ti-nó-ni como antigamente) e o som parece um punhal a espetar-se no cérebro. No gabinete do lado dois colegas falam exaltados, talvez discutam ou talvez seja só impressão sua, e as vozes parecem mais agudas e aumentam ainda mais o ritmo do martelo pum pum pum. Um rádio começa a tocar uma música acelerada e o martelo acompanha a batida, cada vez mais forte, cada vez mais intenso. A dor torna-se quase insuportável, apetece-lhe desligar tudo e ir dormir, descansar os olhos pesados como chumbo. Se pudesse ao menos fechar os olhos por um bocadinho, só uns minutos, tudo seria melhor. Mas não pode, o telefone toca e aquele som estridente parece ferir-lhe o cérebro, atende o mais rapidamente que consegue e ainda assim a voz do outro lado entra-lhe pelo ouvido e explode dentro da sua cabeça, como uma bomba, pum. Fecha os olhos enquanto fala, acaba por desligar e fica a olhar o ecrã do computador sem conseguir concentrar-se, pum pum pum, o martelo insiste naquele prego que ainda não está bem enterrado no seu cérebro, é preciso mais força, continuar a martelar até o prego estar bem preso e não sair, nunca mais, ficar eternamente enfiado no cérebro e o som que não desaparece e a dor que já nem é dor de tão constante que se tornou pum pum pum.
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8 de fevereiro de 2011
Constatação do dia
Silvio Berlusconi é um Alberto João Jardim italiano.
Com as devidas diferenças, claro, que o tio Alberto não se mete com menores (pelo menos, que se saiba).
Com as devidas diferenças, claro, que o tio Alberto não se mete com menores (pelo menos, que se saiba).
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