3 de fevereiro de 2011

Coincidências

Acordei a pensar nos dias que passei em Porto Covo há uns anos. Assim, sem motivo, lembrei-me de como gostei de tudo: da praça central, das praias (embora não as tenha experimentado porque era Abril e chovia), dos passeios pela costa alentejana até ao Algarve (chegámos a Lagos e voltámos para trás), dos restaurantes, das avestruzes e dos burros, das falésias, da Ilha do Pessegueiro... Depois, entrei no carro e no rádio ouvi isto:


Se eu fosse supersticiosa, diria que era um sinal qualquer para lá voltar.

2 de fevereiro de 2011

Apetece-me

Ir para casa. Aninhar-me no sofá, com uma manta quente, encostar-me a ti, ver um filme e adormecer. Acordar contigo num sonho longe da realidade.

1 de fevereiro de 2011

Recomeçar

Sísifo


Recomeça....

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga

Sinais dos tempos

31 de janeiro de 2011

Há dias e dias

E há dias como este, em que o sol brilha a lembrar a Primavera ou o Verão, o mar azul, o calor, as árvores frondosas e as flores de todas as cores, olha-se da janela para a rua e imagina-se que é Agosto, aflora um sorriso aos lábios com a lembrança das férias, mas ao sair de casa o sol não aquece, este sol não é o meu sol, é outro, é frio, demasiado frio, o céu azul, a claridade que fere os olhos há semanas habituados ao cinzento e à escuridão, e o frio que enregela até os ossos, respirar faz doer os pulmões, afunda-se o gorro na cabeça e aperta-se mais o nó do cachecol, quase sufoca, mãos nos bolsos, com luvas, e ainda assim geladas, os dedos vão cair a qualquer momento, tal como o nariz, vem-me à lembrança João Garcia, o alpinista, bem sei que não estou no Everest, mas não gosto de hospitais nem de cirurgias e tenho medo de agulhas.

29 de janeiro de 2011

28 de janeiro de 2011

Hoje


Felizmente, é sexta-feira.

27 de janeiro de 2011

Há gente com passatempos muito estranhos # 2

Isto ameaça tornar-se uma rubrica habitual...

Então agora dou com este que decidiu experimentar uma coisa nova todos os dias, durante um ano, e cronometrar o feito. Parece que a ideia é perceber a diferença entre o tempo real que demoramos a realizar uma acção e o tempo que percepcionamos. Ou seja, quer provar que time flies when you're having fun.

As experiências incluem tentar andar em cima de andas feitas em casa (ontem), cozinhar uma refeição numa lareira (dia 21), jantar com um sem-abrigo (dia 18), aprender Swahili sozinho, em casa (dia 14) ou ver tinta a secar (dia 11). No fim da experiência, o autor indica o tempo que lhe pareceu demorar e depois o tempo real. Se quiserem, também podem sugerir coisas que gostariam de o ver fazer.

26 de janeiro de 2011

25 de janeiro de 2011

Julieta, sem Romeu



Uma pessoa pega no livro e lê este resumo na contracapa:

"Annie lives in a dull town on England's bleak east coast and is in a relationship with Duncan which mirrors the place; Tucker was once a brilliant songwriter and performer, who's gone into seclusion in rural America - or at least that's what his fans think. Duncan is obsessed with Tucker's work, to the point of derangement, and when Annie dares to go public on her dislike of his latest album, there are quite unexpected, life-changing consequences for all three."

E pensa, ok, parece engraçado, divertido, Nick Hornby no seu melhor, a música e as relações complicadas e tal e coiso, está bem, costumo gostar, a Julieta não é a de Shakespeare mas dá para o gasto, ao menos uma pessoa distrai-se e diverte-se e ainda solta umas gargalhadas e/ou umas lágrimas pelo meio, deixa cá ver o que daqui sai. E vai daí, uma pessoa abre o livro e a primeira frase que lê é esta:
 
"They had flown from England to Minneapolis to look at a toilet."
 
E nem precisa de ler mais nada, compra o livro sem pensar mais no assunto e começa a lê-lo em casa e mal pode esperar para acabar.

24 de janeiro de 2011

Há gente com passatempos muito estranhos

Lembram-se disto? Ora bem, parece que afinal são trabalhos artísticos de Mariel Clayton, alguém com  uma paixão pela fotografia e uma relação amor/ódio mal resolvida com a Barbie. Deixo-vos mais algumas amostras, mas aconselho vivamente a que vejam tudo o resto no seu site. Surpreendente e divertido, no mínimo. E até é possível adquirir as obras de arte para pendurar na parede da sala. Ideal para quando se esperam visitas desagradáveis.

Barbie vai à discoteca

Barbie leiteira

Sushi de Barbie

Barbie femme fatale

Barbie mamã

Os amigos do Ken

Dúvidas de segunda-feira

23 de janeiro de 2011

É só vantagens

Acabaram as eleições e o Sr. Silva ganhou à primeira volta. Tirando a desvantagem óbvia de ter de o ver e ouvir durante mais cinco anos, pelo menos não teremos de levar com outras duas semanas de uma "campanha eleitoral". Podemos voltar às nossas vidinhas de sempre e os telejornais podem voltar a abrir com as notícias da bola.

22 de janeiro de 2011

Pequenas coisas que fazem milagres # 4


Chá de canela Mariage Frères, bem quente, a acompanhar um sablé com doce de morango, num Sábado à tarde, enquanto lá fora o frio aperta. A dois, claro.

Dia de reflexão

21 de janeiro de 2011

Ainda as dúvidas

Lembrei-me de mais este facto inútil a propósito de bananas:

Eu conheço alguns seres humanos que partilham mais de 50% do ADN com as bananas, mas isso é outra conversa.
E agora? Significa isto que o sumo de banana é, na verdade, sumo de meio ser humano? Que quando comemos uma banana somos 50% canibais?

Dúvidas de sexta-feira

Como é que se extrai o sumo de uma banana?

Como é que a partir disto...

...se faz isto?

Apresento-vos Luke...

... o Professor do Ano! Professores que por aqui passam, aprendam a técnica.


Modern Family, uma das melhores comédias actuais.