Há 11 horas
10 de janeiro de 2011
9 de janeiro de 2011
8 de janeiro de 2011
O mau de uns é o bom de outros
Em Lisboa, comentei que o meu próximo carro será um jipe, simplesmente pelo facto de ser impossível andar pelas estradas portuguesas com um carro ligeiro. Entre os buracos escondidos e os remendos na estrada, tenho a sensação de ir aos saltos, saio do carro ainda meia a cambalear, parece quase uma montanha-russa ou um divertimento do género. Isto para não falar nas dores de costas, claro. Costumo dizer que chego ao destino mais cansada do que se fosse a pé.
De maneira que hoje, durante o passeio semanal para ir almoçar ao estrangeiro (que fica a pouco mais de meia hora de carro, mas isso não vem ao caso), quando vi sinais, muitos sinais mesmo, a avisar que o piso está danificado, pensei que iria atravessar uma zona de minas ou coisa parecida. E os sinais sucediam-se, a espaços, daqueles sinais amarelos colocados à pressa, mais os avisos nos painéis electrónicos: "Perigo! Piso em muito mau estado! Atenção aos buracos em formação!" e por aí fora.
O que vi, afinal? Dois buracos pequenitos na estrada, quase na berma. Dois. Não, não me enganei: dois. Um, dois. Dois! Uma estrada boa em Portugal, portanto.
E pensei que esta gente não sabe o que é um piso em mau estado...
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7 de janeiro de 2011
A culpa é da bolota!
Para começar bem o fim-de-semana, e enquanto não chega o quarto filme da série. Pobre esquilo (ou lá que bicho é aquele)!
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6 de janeiro de 2011
Estranho
Apesar da pouca vontade de regressar, desta vez está a ser mais fácil. A angústia esgotou-se na véspera da viagem. A tristeza não embarcou comigo no avião. Ou talvez o stress provocado pelos funcionários hiper-competentes da TAP [que não sabiam se eu devia embarcar no Terminal 1 (voos internacionais) ou no 2 (voos domésticos) já que o voo internacional incluía paragem no Porto para encher a lata com mais sardinhas, quem me manda andar em voos complicados, a culpa é minha de certeza, e além disso ainda me fizeram pagar excesso de bagagem por uns míseros 5 quilos, a mim, que já vi gente entrar no avião praticamente com a casa às costas, e não me venham com a história da segurança e coiso e tal, porque depois de pagar a fortuna que me exigiram os 5 quilos já puderam vir lá dentro, isto em Lisboa, porque já no Porto fizeram-me desembarcar para voltar a embarcar no mesmo avião daí a meia hora, passando por um processo de embarque tão artesanal que devia ser considerado património cultural imaterial, vou só ali dar uma palavrinha à Unesco e já volto] e a dor de cabeça provocada pela magnífica e opulenta refeição servida a bordo [uma sandes que, além de horrível, é cada vez mais pequena, um "bolo" de chocolate que sabia a plástico e, vá lá, chá que eu não gosto de café, isto às 14h, tendo em conta que o voo foi às 10h mais o atraso da praxe, o que fez com que decorressem mais ou menos 7 horas entre o pequeno-almoço em casa e o "almoço" no avião] tenham conseguido abafar tudo o resto. Agora, finalmente, a calma. Pelo menos, até perceber quanto tempo são quatro meses...
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Reconfortante
É aterrar num aeroporto baptizado com o nome de uma vítima de acidente aéreo.
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5 de janeiro de 2011
4 de janeiro de 2011
Um dia gastronómico Ferpeito
Pequeno-almoço na pastelaria em frente: leite com chocolate da Ucal, bem frio como se quer, acompanhado por uma bola de Berlim cheia de creme. Almoço no Kaffeehaus, no Chiado: tiras de frango panadas com salada de batata e, para terminar, Apfelstrudel quente com gelado de baunilha. A meio da tarde, chocolate quente no Cacau Sampaka, no CC Amoreiras, e/ou um gelado no Santini, no Chiado (finalmente é possível comer gelados Santini durante o Inverno!). Jantar na pizzaria La Finestra. Sempre com a melhor companhia possível.
Há alternativas tão boas ou melhores, pois há. Mas constatei que esta combinação é mesmo ferpeita!
2 de janeiro de 2011
31 de dezembro de 2010
2010 - 2011
Ia escrever qualquer coisa sobre o ano que agora termina. Ia, mas já não vou. O que se passou neste ano já por aqui anda, de forma mais ou menos explícita. Prefiro esquecer o que correu menos bem e pensar que no próximo vai ser melhor. Nem tudo correu mal, claro, afinal foi o ano em que reencontrei velhos amigos e em que percebi que é possível estar perto estando longe (e viva o Facebook, digam lá o que disserem). E em que criei este blogue e encontrei por aqui pessoas extraordinárias. Mas, apesar das muitas coisas que fiz, há ainda tantas outras que quero fazer!
E para começar bem o novo ano, festa em casa de amigos, com tema doido e tudo! Para esquecer a crise, as tristezas, as desilusões, e dar as boas vindas a 2011. É só mais um dia a seguir ao outro? Pois é. Mas de alguma forma é sinónimo de recomeço e de novas possibilidades.
A todos vocês, desejo muita felicidade, amor e saúde no novo ano e que consigam tudo o que desejam.
E para começar bem o novo ano, festa em casa de amigos, com tema doido e tudo! Para esquecer a crise, as tristezas, as desilusões, e dar as boas vindas a 2011. É só mais um dia a seguir ao outro? Pois é. Mas de alguma forma é sinónimo de recomeço e de novas possibilidades.
A todos vocês, desejo muita felicidade, amor e saúde no novo ano e que consigam tudo o que desejam.
Feliz 2011
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30 de dezembro de 2010
O dia seguinte ao dia seguinte
Pois que no dia seguinte a um jantar daqueles nem houve coragem de escrever fosse o que fosse. Não era bem uma questão de ressaca, pelo menos não de álcool porque o nível consumido não foi assim tanto, foi mais uma ressaca da reunião de grandes amigos que se reencontraram ao fim de 15 anos. Não sabia que a ansiedade, a felicidade, a adrenalina (ou o que for) também davam direito a ressaca, mas pelos vistos...
Recordações que ficaram para a posteridade: muitas gargalhadas, muitos disparates, um restaurante inteiro a olhar-nos de lado, um gerente amargamente arrependido de ter reservado aquela mesa específica, alguém a cantar La Cucaracha... Os pormenores são demasiado... enfim... pois, é melhor não contar.
E para terminar a noite em beleza, nada como uma viagem de táxi com um taxista que tinha consumido muito mais álcool do que qualquer um de nós.
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28 de dezembro de 2010
Ainda o Natal
Que não é mais do que um pretexto para reunir gente que não se via há 15 anos, ou mais. E que quando se junta, se esquece que já não tem 20 anos... Portanto, se esta noite virem um grupo de gente com idade para ter juízo (seja lá isso o que for) a fazer figuras menos próprias pelas ruas de Lisboa, já sabem: eu vou lá no meio. A verdade é que este jantar está a ser "organizado" (entre aspas, sim, porque de organização tem muito pouco) há meses, a animação e a ansiedade pelo reencontro estão ao rubro e até vai haver surpresas muito divertidas. Espero Tenho a certeza que a expectativa não vai sair gorada. É sem dúvida a melhor forma de terminar um ano que ficou marcado pelos reencontros.
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27 de dezembro de 2010
Pode ser que os dicionários também estejam em saldo...
Bem sei que a marca é espanhola e que os espanhóis não são conhecidos pela fluência em línguas estrangeiras. Mas dai a confundir a sexta-feira com o domingo...
O ano não está indicado, mas garanto que é 2010. Ora carreguem aqui se querem ver!
24 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
A última deste ano. Dedicada a todos os amigos virtuais que por aqui passam. Tenham um excelente Natal!
Through the years
We all will be together,
If the Fates allow
Through the years
We all will be together,
If the Fates allow
23 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Não podia faltar uma cantada pelo Rei! Clássico mais clássico não há.
(E esta não é sobre o Pai Natal, é mesmo sobre o menino Jesus - diz que é o aniversário que se celebra no Natal.)
Silent night, Holy night
All is calm, all is bright
Round yon Virgin Mother and Child
Holy Infant so tender and mild
Sleep in Heavenly peace
Sleep in Heavenly peace
Expliquem-me, por favor
Está toda a gente de férias? Eu estou, portanto é natural que ande às compras durante a tarde de um dia de semana. Mas ninguém trabalha em Lisboa nesta época? É o que parece. As lojas estão cheias de gente, as ruas estão cheias de gente, não há um lugar para estacionar, os centros comerciais e supermercados nem se fala... E isto é estando em crise! Depois venham queixar-se da falta de produtividade...
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22 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Big Brother is Watching You! Ah não! É o Pai Natal...
Cantada por The Boss (que fala qualquer coisa parecida com francês ali pelo meio).
Cantada por The Boss (que fala qualquer coisa parecida com francês ali pelo meio).
He sees you when you're sleeping
He knows when you're awake
He knows if you've been bad or good
So be good for goodness sake
20 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Não consegui decidir qual das duas versões prefiro: se a primeira, com um vídeo tão kitsch que é giro...
...se a segunda, cantada pelo Billy Idol. Nunca imaginei vê-lo nestes preparos, mas aí está ele:
What a bright time, it's the right time
To rock the night away
No avião
Hospedeira: Deseja um jornal?
Passageiro que se acha o melhor da rua dele: Um desportivo, por favor.
Hospedeira: Desportivos já não temos.
Passageiro que se acha o melhor da rua dele: Então um de política.
Passageiro que se acha o melhor da rua dele: Um desportivo, por favor.
Hospedeira: Desportivos já não temos.
Passageiro que se acha o melhor da rua dele: Então um de política.
18 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Dedicada especialmente a todos os que estão longe de casa. E como é bom regressar no Natal! No meu caso, é já amanhã...
I'll be home for Christmas;
You can count on me.
Please have snow and mistletoe
And presents on the tree.
Christmas Eve will find me
Where the love-light gleams.
I'll be home for Christmas
If only in my dreams.
17 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
A Meninaluaprimavera sugeriu esta já há uns dias e não ficou esquecida! Espero que gostes desta versão.
Dashing through the snow
In a one horse open sleigh
O'er the fields we go
Laughing all the way
Bells on bob tails ring
Making spirits bright
What fun it is to laugh and sing
A sleighing song tonight
A minha prima
Conheci-a apenas com alguns dias de vida, quando veio para casa da maternidade. Diziam que era igualzinha a mim, em bebé, e mostravam-me fotografias a comprovar. Era verdade, parecia um clone: loira, olhos azuis, muito branca, sempre a rir (eu, entretanto, mudei muito; ela não). Vi-a crescer, aprender a andar, aprender a falar, sobreviver ao divórcio dos pais e a tantas outras dificuldades que a marcaram para sempre e lhe foram roubando o sorriso, pouco a pouco. Excepto quando estava comigo ou com os meus pais. Passava dias inteiros na minha companhia, era praticamente a minha irmã mais nova, eu que nunca tive irmãos. De tal forma que me lembro de, certo dia na fase em que começava a falar, a mãe vir com ela pela mão perguntar-me o que ela queria porque não a entendia. Tratou-me (trata-me) sempre por Prima, nunca pelo meu nome próprio. Tem mais primos, naturalmente, mas esta forma de tratamento está reservada para mim. Ninguém tem dúvidas de quem ela fala quando fala da prima.
Naturalmente, com a idade afastou-se um pouco mais, depois a minha vida deu uma volta radical e deixámos de estar juntas tantas vezes. Na verdade, quase nem falamos durante o ano todo. Mas quando nos vemos... Aquele sorriso é sincero, não deixa margem para dúvidas, e as lágrimas que lhe/me surgem nos olhos também não. Há uns anos, surpreendemo-la no dia de aniversário e aparecemos na festa sem que ela soubesse. Chorou mais do que se lhe tivesse morrido alguém. Aparentemente, tem um ar duro, frio e infeliz. Mas na verdade é um coração mole que chora por tudo e por nada (talvez até nisto seja parecida comigo...).
A minha prima preferida nasceu há 25 anos.
16 de dezembro de 2010
A neve é minha amiga
São Pedro, afinal, é um querido. Compadecido com o meu post desta manhã, decidiu do alto da sua sabedoria enviar cá para baixo um nevão de proporções bíblicas (sim, sim, na Bíblia não nevava, blá blá blá, é só uma expressão para dizer que é um nevão buéda grande). As previsões eram tão optimistas que esta manhã mandavam o pessoal ficar em casa ou, sendo mesmo necessário sair de carro, levar na bagageira mantas, bebidas quentes e comida. Escusado será dizer que eu só ouvi isto quando já ia a meio do caminho, portanto continuei. Embora ligeiramente preocupada, confesso, afinal já me estava a imaginar presa dentro do carro, embrulhada numa manta que não tenho, a beber café quente e a comer uma sandocha que também não tenho... Mas estou a dispersar. Ora bem, naturalmente imbuídos do espírito natalício, os manda-chuva lá do tasco onde trabalho decidiram que, caso se confirmassem as previsões, os súbditos poderiam sair mais cedo (ena!). E que fez esta vossa amiga assim que viu o primeiro floco de neve cair na estrada e ficar agarradinho que nem uma lapa? Desligou tudo e pirou-se. De maneira que, à hora a que escrevo, estou em casa, no quentinho, e tenho a televisão ligada no Natal dos Hospitais que vou poder ver/ouvir durante o resto da tarde (coisa que não acontecia há anos!).
Obrigada, São Pedro, és o maior!
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Uma canção de Natal por dia
A propósito do post desta manhã...
Nesta manhã de Natal
Há em todos os países
Muitos milhões de meninos, felizes
Indispensável no Natal
Não vou falar do bolo-rei, nem dos sonhos, nem sequer das azevias de grão ou do bacalhau. Das canções também não vale a pena, acho que já perceberam que não as dispenso. Poderia falar dos filmes que se repetem todos os anos na televisão (acreditam que nunca vi o Música no Coração inteirinho, até ao fim?), das prendas e da árvore de Natal, das decorações, da confusão na cidade, da reunião da família e dos jantares com os amigos. Tudo isto é indispensável no meu Natal, mas não é disso que quero falar.
Para mim, e não estou alcoolizada nem sob o efeito de qualquer substância menos legal capaz de alterar as capacidades cognitivas, indispensável na época que atravessamos é (segurem-se!) o Natal dos Hospitais.
[pequena pausa para se recomporem... trá-lá-lá, trá-lá-lá... já está? avancemos!]
Mas não é qualquer um! O único, o original, o melhor (?!?) é o da RTP. Os outros não passam de imitações baratas e recuso-me a ver um minuto sequer.
E perguntam vocês, caros leitores: Como é possível, Tulipa Negra, tu que tens esse bom gosto tão refinado, moça culta e viajada, como é possível gostares de ver o Natal dos Hospitais?
Pois, eu também gostava de saber... A verdade é que desde sempre me habituei a ver aquele programa em directo que começa logo de manhã e só termina na hora do Telejornal, primeiro no Porto, depois em Lisboa, primeiro com os artistas perfeitamente desconhecidos de quem nunca se ouviu falar, depois, à medida que se aproxima a hora nobre, vão aparecendo os mais conhecidos, culminando com a actuação mais ansiada por todos os doentes: Tony Carreira! (Querem apostar? Vão ver este ano!)
Ficam mais descansados se vos disser que não consigo ver o programa todo? Nem quero! Mas tenho de ver nem que seja só a última meia hora. Na verdade, para mim, o Natal só é Natal depois de ouvir o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras a fechar a emissão do Natal dos Hospitais. É já hoje!
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15 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia... ou toda a verdade sobre o Pai Natal!
No espírito da época que atravessamos, decidi oferecer esta prendinha a quem por aí anda que não gosta do Natal e, especialmente, da típica banda sonora que o acompanha. Espero que apreciem. Afinal, são os Monty Python!
Ho ho fucking ho,
What a crock o' shit,
We all work for Santa Claus,
We've had enough, we quit.
Cos we do all the fuckin' work while he stars in the show,
Stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
I'm Rudolph and I quit.
Just who's he think he is?
That little fat cunt sat back in the sleigh,
crackin' that fuckin' whip.
And me stuck up the front, with these other useless cunts,
Stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
Ho ho fucking ho,
What a crock o' shit,
We all work for Santa Claus,
We've had enough, we quit.
Cos we do all the fuckin' work while he stars in the show,
Stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
And what about us elves,
we've had enough as well,
workin' in that freezing factory, it's cold as fucking hell,
we work until we drop, with our bollocks freezin' off,
stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
Ho ho fucking ho,
What a crock o' shit,
We all work for Santa Claus,
We've had enough, we quit.
Cos we do all the fuckin' work while he stars in the show,
Stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
I'm Santa Claus' wife,
I know what he's really like,
sneakin' into them little kid's rooms
he's a fuckin' paedophile,
A devious old drunk,
and I'm married to the cunt,
So stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
Ho ho fucking ho,
What a crock o' shit,
We all work for Santa Claus,
We've had enough, we quit.
Cos we do all the fuckin' work while he stars in the show,
Stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
Stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
Stick yer Christmas up yer arse, ho ho fucking ho.
Ainda a festa de Natal do escritório
Estar longe, bem longe de Portugal, e ouvir dezenas de pessoas de outras nacionalidades ficar em silêncio porque se vai cantar o fado.
Melhor ainda: vê-los tentar acompanhar com palmas e um lá-lá-lá incentivado pela fadista, ver chegar outros que não estavam ainda na festa mas não quiseram perder o espectáculo, ver um búlgaro baloiçar o corpo ao ritmo de "Uma casa portuguesa", ouvir uma finlandesa repetir "Mais! Mais!" no fim de cada canção, uma holandesa dizer-me "Esta canção chama-se Abril em Portugal, é muito conhecida na Holanda!", explicar a uma grega o que significa "com certeza"...
Arrepiante.
Definitivamente, no estrangeiro aprecia-se melhor o que é Português.
Definitivamente, no estrangeiro aprecia-se melhor o que é Português.
[Devo dizer que não gosto de fado. Ou antes, sou capaz de ouvir um ou outro, consigo até cantarolar alguns à conta da minha memória que regista tudo quanto são letras de canções, mas não perco o meu tempo nem gasto o meu dinheiro para ouvir fado.]
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14 de dezembro de 2010
Isto não seria possível antes
Falar com um amigo ao telefone para o informar de que está online no Facebook.
[Convém explicar que ele não está em casa, que é onde está o computador.]
[Convém explicar que ele não está em casa, que é onde está o computador.]
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Constatações de uma festa de Natal no escritório
Durante o dicurso da Directora não tocou um telemóvel. Tocaram dois.
E digam o que disserem, que o colesterol isto e aquilo, e mais as doenças cardiovasculares e a hipertensão e os ataques de caspa nas unhas, mas o certo é que quando se juntam pessoas de várias nacionalidades, havendo especialidades gastronómicas das mais variadas origens europeias, a comida portuguesa é sempre a primeira a desaparecer. E ainda perguntam se não há mais!
De desaparecimento mais rápido, só mesmo as bebidas alcoólicas. Chego até a pensar se Houdini não terá voltado, reencarnado numa garrafa de vinho tinto…
E digam o que disserem, que o colesterol isto e aquilo, e mais as doenças cardiovasculares e a hipertensão e os ataques de caspa nas unhas, mas o certo é que quando se juntam pessoas de várias nacionalidades, havendo especialidades gastronómicas das mais variadas origens europeias, a comida portuguesa é sempre a primeira a desaparecer. E ainda perguntam se não há mais!
De desaparecimento mais rápido, só mesmo as bebidas alcoólicas. Chego até a pensar se Houdini não terá voltado, reencarnado numa garrafa de vinho tinto…
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Uma canção de Natal por dia
E quando se junta o espírito de Natal com uma canção romântica... dá nisto!
I won't ask for much this Christmas
I don't even wish for snow
I'm just gonna keep on waiting
Underneath the mistletoe
Pré-constatações de uma festa de Natal no escritório
A festa está marcada para as 16h. Já se sabe que é preciso preparar tudo, arranjar as mesas, decorar o espaço, espalhar a comida e a bebida e ter tudo pronto antes de começarem a chegar os primeiros convivas (também conhecidos por alarves). Mas será necessário andar nisso desde manhã cedo?
Nunca pensei que uma simples festa de Natal fosse motivo para feriado... [bom, tirando a primeira, há 2010 anos, claro!]
Nunca pensei que uma simples festa de Natal fosse motivo para feriado... [bom, tirando a primeira, há 2010 anos, claro!]
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Pequenas coisas que fazem milagres # 3
Chegar a casa e encontrar recados destes espalhados pelos locais mais improváveis. E ao acordar de manhã encontrar ainda estes dois.
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13 de dezembro de 2010
Despedidas
Ele a conduzir, ela ao lado, conversando sobre nada a caminho do aeroporto. Ele no balcão do check-in, ela ao lado, despacha a bagagem e marca o lugar. Ele acompanha-a à porta do edifício. Beijam-se, abraçam-se, despedem-se, não querem afastar-se. Beijam-se de novo, sorriem, fazem promessas. Mais um abraço, outro beijo, ainda mais apaixonado, as mãos que não se querem largar. Por fim ela afasta-se, ele promete ficar ali a vê-la ir embora. Contrariada, de aperto no peito e nó na garganta, a refrear as lágrimas, ela vai. Já no carro, sozinha, procura-o desesperada e não o vê. Não acredita que ele tenha saído de onde prometeu ficar, percorre com o olhar todo o espaço em frente ao edifício até que o vê, acenando-lhe, de sorriso no rosto. Aliviada, acena-lhe também um adeus que não é mais do que um até já, os olhos rasos de lágrimas, e acelera. Vê-o ainda por instantes pelo retrovisor do carro a dirigir-se para a porta e desaparecer no interior. Voltarão a ver-se em breve. É só por uns dias, poucos, tão poucos que quase nem se dá pelo passar do tempo e no fim, olhando para trás, ela sabe que vai pensar que foi rápido. Mas até lá…
Até lá, ele faz-lhe falta.
Até lá, ele faz-lhe falta.
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Uma canção de Natal por dia
E como o filme deu ontem na televisão pela milionésima vez (pelo menos) aqui fica esta. Uma versão natalícia e muito divertida de uma música romântica. Infelizmente (?), não encontrei um vídeo com o final do filme, com o "cantor" Bill Nighy todo nu...
You gave your presents to me
And I gave mine to you
I need Santa beside me
In everything I do
Estrangeiro e estranho # 9
É a última vez este ano que tento transmitir-vos alguma (pouca) sabedoria e decidi fazê-lo com uma curiosidade: as palavras mais longas.
é a maior palavra portuguesa, com apenas 29 letras, mas outras línguas há muito mais imaginativas. Basta ver o caso das línguas ditas polissintéticas, algumas das quais criam palavras gigantescas capazes de expressar frases completas. Veja-se o exemplo da língua aborígene Mayali com a pequenina expressão
que significa "cozinhei novamente a carne errada para eles". Não consigo imaginar a situação em que seja necessário utilizar esta palavrinha, mas eles lá saberão.
Outras línguas, como o Alemão, criam palavras compostas que têm a função de substantivo, juntando outras palavras da língua. Como o Dinamarquês faz com, por exemplo,
que deve estar muito na moda agora, pois significa subsídio de desemprego. Já os italianos, quando querem dizer "o mais depressa possível" usam
Sou só eu que acho isto uma contradição?
Uma das palavras mais longas de sempre deve-se a Aristófanes que, certamente num momento de especial inspiração, criou esta palavra para designar um prato composto por todo o tipo de iguarias, peixe, caça e molhos:
Se o sabor for equivalente ao tamanho, deve ser excelente!
Anticonstitucionalissimamente
é a maior palavra portuguesa, com apenas 29 letras, mas outras línguas há muito mais imaginativas. Basta ver o caso das línguas ditas polissintéticas, algumas das quais criam palavras gigantescas capazes de expressar frases completas. Veja-se o exemplo da língua aborígene Mayali com a pequenina expressão
ngabanmarneyawoyhwarrgahganjginjeng
que significa "cozinhei novamente a carne errada para eles". Não consigo imaginar a situação em que seja necessário utilizar esta palavrinha, mas eles lá saberão.
Outras línguas, como o Alemão, criam palavras compostas que têm a função de substantivo, juntando outras palavras da língua. Como o Dinamarquês faz com, por exemplo,
arbejdsløshedsundersøttelse
que deve estar muito na moda agora, pois significa subsídio de desemprego. Já os italianos, quando querem dizer "o mais depressa possível" usam
precipitevolissimevolmente.
Sou só eu que acho isto uma contradição?
Uma das palavras mais longas de sempre deve-se a Aristófanes que, certamente num momento de especial inspiração, criou esta palavra para designar um prato composto por todo o tipo de iguarias, peixe, caça e molhos:
lopado-temacho-selacho-galeo-kranio-leipsano-drim-hupotrimmato-silphio-karabo-melito-katakechumeno-kichl-epikossuphophatto-perister-alektruon-opto-kephallio-kigklo-peleio-lagoio-siraio-baphe-tragano-pterugon.
Se o sabor for equivalente ao tamanho, deve ser excelente!
Mas a maior palavra registada é o nome científico completo de uma proteína conhecida como Titina, com um total de 189.819 letras e é coisa para demorar cerca de 11 horas a ler. Quando não tiverem livros em casa, ou se sofrerem de insónias, aqui fica:
![]() |
| sequência interminável de letras aqui |
Como já constatámos antes, há gente sem nada que fazer. Houve até alguém que se dedicou a criar uma palavra gigante para substituir outra que já existia. Útil, portanto. Trata-se da palavra
pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose
e supostamente significa "uma doença pulmonar causada pela inalação de pó de sílica muito fina, que causa inflamação nos pulmões". Normalmente, chama-se silicose a esta condição médica, mas convenhamos que a nova palavra é muito mais divertida.
Expirado e respirado por Tulipa Negra.
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12 de dezembro de 2010
Momentos da minha vida
Penso e repenso e torno a pensar sem conseguir decidir. Procuro um acontecimento, um momento único de tal forma especial que me inspire. Impossível. Vendo bem, realisticamente falando, o momento mais importante da minha vida foi o meu nascimento. Sem esse acontecimento, nada mais se teria passado, a minha vida não seria minha, eu não existiria. Portanto, dita a lógica que eu fale desse dia. O único problema é que não me lembro de nada, sei apenas o que me foram contando ao longo dos anos: que me recusei a nascer no dia previsto, que fiquei a preguiçar no ventre da minha mãe durante mais duas semanas (devia estar mais quentinho, digo eu, já que era Outono), que fiz de tudo para nascer no dia de anos da minha mãe e, assim, estragar-lhe o dia - ou a noite, que eu nasci de madrugada - e que o meu pai foi o único que estava em condições de festejar. O meu pai, aliás, agradeceu a feliz coincidência, já que para datas tem memória de peixinho de aquário e, assim, nunca mais se esqueceu do dia de anos da minha mãe. Como se vê, eu tinha tudo controlado mesmo antes de nascer.
Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos, Fábrica de Letras
Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos, Fábrica de Letras
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11 de dezembro de 2010
Sugestões de prendas para o Natal # 2
Agradam a toda a gente, são originais e baratas e não é preciso estar em lojas apinhadas de gente para comprar.
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10 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Rodolfo! Confesso que é uma das minhas preferidas. Mas há uma pergunta que se impõe: qual o motivo de o nariz do Rodolfo ser tão vermelhusco que até brilha? O frio do Pólo Norte? O desejo reprimido de seguir uma carreira como palhaço no Circo Chen? O abuso do álcool? Oh, as dúvidas, as dúvidas...
Rudolph, the red-nosed reindeer
had a very shiny nose.
And if you ever saw him,
you would even say it glows.
Declaração Univesal dos Direitos Humanos
Faz hoje anos que foi adoptada. Infelizmente ainda não é aplicada em todo o mundo e mesmo onde é, às vezes parece que se esquecem... Deixo-vos o primeiro artigo, encontram aqui o texto integral.
Artigo 1º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
[Diga-se de passagem que isto da razão e da consciência... pois, não é para todos, não.]
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Difícil também
...é quando finalmente está tudo a voltar ao normal alguém falar de assuntos que me incomodam, me perturbam e me deixam deprimida e ir buscar forças sei lá onde e sorrir, ainda que seja um sorriso triste e falso, mas é o suficiente, dá para o gasto, engana quem não presta atenção, que é o caso, afinal é alguém de tal forma egocêntrico que nem se apercebe de que estão outras pessoas à volta, basta-lhe ouvir o som da própria voz para estar feliz, e ter de preparar as frases de circunstância e as felicitações da praxe e engolir as lágrimas que tentam sair e a vontade de dizer a toda a gente, de gritar bem alto que é injusto, que a conquista, embora motivo de felicidade, não foi assim tão difícil como pensam, que há bem pior e bem mais complicado e que o tanto tempo não foi tanto assim e que o meu tanto tempo afinal é já muito mais e resta-me já tão pouco embora insistam em dizer-me que não.
E poucos dias depois repetir tudo de novo e não conseguir, por mais que tente, ficar verdadeiramente feliz com a felicidade dos outros.
E poucos dias depois repetir tudo de novo e não conseguir, por mais que tente, ficar verdadeiramente feliz com a felicidade dos outros.
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9 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia... oops, afinal não!
Era para ser a cantiga, mas depois lembrei-me desta história. Para animar o dia cinzento e não dizerem que só aqui ponho os cómicos estrangeiros de fora, aqui ficam três dos melhores nacionais: Herman José, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme.
Eu a trabalhar e este ou tá estendido, ou está deitado. Quer dizer... Podia ir fazer um café, mugir a vaquinha, dar palha à burra... Não! Ou tá estendido, ou está deitado. Se não está deitado, está estendido!
Ainda a porra da neve
Pela primeira vez em nove anos, escolas fechadas por causa da neve que caiu ontem (e que recomeçou a cair agora, o que não pode ser bom prenúncio).
As estradas são autênticas placas de gelo porque, para variar, os limpa-neves não se dignaram a passar. Eu percebo, neva, está frio, está-se bem é em casa! Portanto, o resultado é simples: na auto-estrada o trânsito está completamente parado, nas outras estradas ainda se vai andando a passo de caracol, nos passeios as pessoas vão escorregando, corpo para a direita, pernas para a esquerda, e pronto, é isto m dia de Inverno por aqui.
O que não percebo é como raio não sabiam que ia cair um nevão! É que até no canaldotempo.com estava previsto, não é preciso ser meteorologista para perceber que vai haver problemas. Mas não, não vale a pena andar a espalhar sal à toa por tudo quanto é estrada, quando nevar, se nevar, logo se trata do assunto. Claro, depois o resultado está à vista: acidentes por todo o lado, carros, autocarros e camiões avariados em tudo quanto é berma de estrada, filas de trânsito intermináveis, circulação a 10 Km/h na melhor das hipóteses, escolas fechadas e pessoal que, por muito boa vontade que tenha (admitamos que é verdade), não consegue chegar ao local de trabalho. E nestas condições, memo que os limpa-neves/espalha-sal saiam para a rua, não conseguem passar para fazer o trabalho que deviam ter feito há horas! Maravilha!
Ah, mas a paisagem está linda!
[P**a que pariu a paisagem! O próximo que tenha o azar de me dizer que gosta de neve, no mínimo, leva um par de estalos!]
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8 de dezembro de 2010
Os pneus de neve são para meninos - a sequela
Só pode ter sido castigo divino! Sim, porque isto das coincidências já diz a outra que não existem, portanto foi castigo. Andei a falar demais, ainda por cima a chamar Messias a quem não o é, e etecetera e tal, e vai daí o Big Guy lá de cima irritou-se e pimba! Vingou-se. E como? Com uma tempestade de neve, pois claro. Mas não foi uma tempestade qualquer, não. Foi daquelas mesmo boas, que começam dez minutos antes da hora de ponta e em cinco minutos conseguem cobrir tudo de branco, incluindo as estradas. Ora como por aqui a meteorologia tem tanto de ciência como a astrologia, tinham dito que ia haver chuva (check!) e queda de neve fraca (pois... a neve até podia ser fraca, a queda é que nem por isso). De maneira que, como é bom de ver, não se tomaram precauções (sal? o que é isso?) e a estrada passou a ser um trajecto mais ou menos instintivo, assim do tipo "parece que é por aqui que costumo passar, deixa cá ver se dá". Giro, giro é ver carros a subir a estrada de lado (os que sobem!), outros a encostarem à berma, filas de trânsito intermináveis, autocarros parados, pessoas a pé que chegam ao destino mais depressa do que eu de carro... Mas a verdade é que desta vez não houve curvas "à rally", piões, dificuldades de travagem, nem nada do género. Demorei mais de uma hora a chegar, mas sem problemas. E tive sorte, porque mesmo agora, mais de quatro horas depois, continua o trânsito parado aqui na rua à conta da brincadeira. Ah e tal, a neve, que giro. É, é. Então não!
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| As fotos não têm muita qualidade, mas o telemóvel não dá para mais... |
[Satisfeito? Então mete aí uma cunha ao Teu amiguinho Pedro e pára lá com a porra da neve que já chega!]
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Apresento-vos o Messias, o tal que está quase, quase a fazer anos...
...que afinal não o é! São os Monty Python como nunca antes vistos.
Ao vivo, a cores e a comemorar 40 anos de existência, acompanhados por orquestra e coro e tudo! Chama-se Not the Messiah (He's a Very Naughty Boy) e tenho mesmo de comprar o DVD disto.
[Ou alguém pode oferecer-mo no Natal, por exemplo, é só uma sugestão...]
Ao vivo, a cores e a comemorar 40 anos de existência, acompanhados por orquestra e coro e tudo! Chama-se Not the Messiah (He's a Very Naughty Boy) e tenho mesmo de comprar o DVD disto.
[Ou alguém pode oferecer-mo no Natal, por exemplo, é só uma sugestão...]
Os pneus de neve são para meninos
Resisti enquanto pude, mas acabei por me resignar. Durante anos não troquei os pneus do carro no Inverno. Que disparate, que mariquice! Afinal, mesmo quando neva, as estradas normalmente estão limpas, o carro anda, qual é a necessidade? A primeira vez que conduzi com neve não consegui parar onde queria porque o bicho ganhou vontade própria e seguiu em frente. Uma outra ocasião, a neve era tanta na rampa de saída da garagem, que a viatura simplesmente se recusou a subir, mais parecendo uma criança a fazer birra: andava para todos os lados, menos em frente. Depois houve aquela outra vez em que consegui chegar ao destino, estacionei no parque e já não saí – a neve tapava os pneus e nem os autocarros andavam. Voltei perto da meia-noite para ir buscar o carro e, no regresso a casa, tive direito a meio pião (felizmente a estrada estava deserta). Isto para não falar da traseira a abanar constantemente, tal e qual um dançarino sul-americano, e das muitas curvas "à rally" – as rotundas eram especialmente interessantes. Qual montanha-russa, qual quê! Andar no gelo com pneus de Verão é que é! A aventura, a emoção, a adrenalina…
Mesmo assim, acho que não vou ter saudades.
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7 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Mais uma versão alternativa de um clássico. Aposto que há por aí muito boa gente que preferia esta...
On the 12th day of Christmas, my true love gave to me
12 kids of popping
11 magic mushrooms
10 yolli buttons
9 caps of dropping
8 spoons of snorting
7 whites of buzzing
6 joints of smoking
5 valiums
4 grams of hash
3 pounds of grass
200 reds
and a tab of yellow sunshine LSD
6 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Para quem prefere as versões alternativas dos clássicos de Natal.
(A qualidade do vídeo não é a melhor, mas foi o único que encontrei.)
Joy to the world, the teacher's dead
We barbecued her head
What happened to her body?
We flushed it down the potty
And round and round it goes
And round and round it goes
(A qualidade do vídeo não é a melhor, mas foi o único que encontrei.)
Joy to the world, the teacher's dead
We barbecued her head
What happened to her body?
We flushed it down the potty
And round and round it goes
And round and round it goes
Estrangeiro e estranho # 8
Depois dos esquimós e das muitas palavras para neve, esta semana dedicamo-nos aos albaneses. Não conheço nenhum, que me lembre, mas imagino que sejam homens de barba rija. Ou de bigode, pelo menos, tendo em conta as várias palavras que utilizam para descrever esse tipo de pilosidade facial (espero bem que se refiram só aos homens...). Parece que existem 27 palavras diferentes, aqui ficam apenas algumas:
mustaqe - bigode
madh - farto
holl - fino
varur - com as pontas a cair
big - de pontas reviradas, tipo guiador de bicicleta
kacadre - com pontas viradas para cima
glemb - com pontas afuniladas
fshes - comprido, tipo vassoura, com pêlos hirsutos
dirs ur - bigode de adolescente, que começa a aparecer
rruar - de bigode rapado
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| Será albanês? |
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| E que nome terá este bigodinho? |
A obsessão dos albaneses com a pilosidade não se fica pelo bigode. Aparentemente, também possuem outras 27 palavras para descrever as sobrancelhas (e desconfio que também tenham uma mania qualquer com o número 27). Não sei porquê, mas fiquei sem vontade de os conhecer...
Inspirado por The Meaning of Tingo and Other Extraordinary Words from Around the World, Adam Jacot de Boinod.
Expirado e respirado por Tulipa Negra.
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4 de dezembro de 2010
Uma canção de Natal por dia
Por aqui ainda está tudo branco e muito frio, portanto a continuar assim vamos mesmo ter um White Christmas.
And may all your Christmases be white...
2 de dezembro de 2010
Sugestões de prendas para o Natal
Se, como eu, costumam deixar as prendas de Natal para a última hora e não têm a mínima ideia do que comprar, aqui ficam duas sugestões*. São o presente ideal para a menina mulher moderna. Os acessórios estão todos incluídos, mesmo o companheiro.
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| Barbie mulher-a-dias |
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| Barbie cozinheira |
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Uma canção de Natal por dia*
E como the weather outside is frightful, e a neve continua a cair por estes lados, começamos com esta.
*enfim, mais ou menos, enquanto me apetecer.
1 de dezembro de 2010
1 de Dezembro de 1640
Dia da Restauração da Independência.
(Ou, dito de outra forma, dia em que corremos com os espanhóis daqui para fora. Claro que agora dá jeito que cá venham às compras no Natal e na Páscoa, mas isso é outra conversa...)
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29 de novembro de 2010
Constatação da hora de almoço
No trajecto entre a minha casa e o meu local de trabalho não há um único local decente onde parar o carro por dois minutos para tirar umas fotos à maravilhosa paisagem branca com que a meteorologia nos presenteou hoje. Assim sendo, vão ter de acreditar em mim: isto por aqui está mesmo muito bonito!
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Estrangeiro e estranho # 7
Fui ver. A neve caíado azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Balada da Neve, Augusto Gil
Ei-la que chegou, ainda assim um pouco mais tarde do que nos últimos anos. A neve. E acho que em português não temos mais palavras para descrever este fenómeno atmosférico. Eventualmente, acrescentamos uns adjectivos, como neve dura ou mole ou derretida. Mas toda a gente já ouviu dizer que os esquimós têm várias palavras para a neve - o que é natural, tendo em conta que vivem com ela diariamente. Pois bem, aqui ficam algumas dessas palavras nas línguas Inuit. Espero que vos sejam úteis, se um destes dias andarem pelo Pólo Norte.
Neve kaniktshaq
Nevar qanir, qanunge, qanugglir
Tempo de neve nittaatsuq, qannirsuq
Neve ou chuva fina kanevcir
Primeiro nevão apingaut
Neve leve a cair qannialaag
Molhada e a cair natatgo naq
No ar, a cair qaniit
Ar pesado com neve nittaalaq
Superfície ondulada com neve kiyuglak
Leve, suficientemente espessa para andar katiksugnik
Fresca sem gelo kanut
Estaladiça sillik
Suave para viajar mauyasiorpok
Mole e espessa onde é preciso sapatos de neve para viajar taiga
Neve como pó nutagak
Salgada pokaktok
Batida a vento upsik
Fresca nutaryuk
Compacta aniu
Estaladiça que parte ao andar karakartanaq
Lamacenta no mar qinuq
A melhor para construir um iglu pukaangajuq
A derreter mangokpok
Firme (a melhor para cortar, a mais quente, a preferida) pukajaw
Solta, acabada de cair que não pode ser usada assim mas pode ser um bom material de construção quando compactada ariloqaq
Para derreter e fazer água aniuk
Que os cães comem aniusarpok
A flutuar na água qanisqineq
Para construir auverk
Na roupa ayak
Sacudida da roupa tiluktorpok
Em muita quantidade na roupa aputainnarowok
Formação de neve prestes a cair navcaq
Nos ramos das árvores qali
Soprada para dentro de casa sullarniq
Tempestade de neve que bloqueia alguma coisa kimaugruk
Tempestade de neve com forma de seta kalutoganiq
Neve a flutuar no ar akelrorak
Tempestade de neve pirsuq, pirsirsursuaq, qux
Tempestade de neve violenta igadug
Avalanche sisuuk, aput sisurtuq
Ser apanhado numa avalanche navcite
Da próxima vez que forem para aqueles lados, já sabem dizer o que dizer no rádio quando ficarem presos numa avalanche.
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28 de novembro de 2010
26 de novembro de 2010
A todos vocês
A todos os que por aqui passaram e deixaram palavras de coragem e de carinho. Por estranho que possa parecer, ajudam. Muito.
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
25 de novembro de 2010
Como sempre...?
Há dias assim, em que por mais que tente não consigo concentrar-me. Voltar ao local do crime não é fácil, não percebo por que os criminosos insistem em fazê-lo, se acabam sempre por ser apanhados por isso mesmo. Mas eu não tive escolha, tive mesmo de voltar ao local de sempre, ver as pessoas de sempre, ouvir as conversas de sempre, os assuntos de sempre, o trabalho de sempre… Só a concentração e a vontade não são as de sempre. Porque há frases, situações, assuntos que não me saem da cabeça, porque basta olhar em volta e ouvir as conversas. Eu tento. Tenho os papéis na secretária à minha frente, tenho o ecrã do computador ligado, tenho o rádio sintonizado na estação de sempre e já conheço até a sequência das músicas que tocam. Mas olho para os papéis e o que vejo é uma sequência ininteligível de letras, olho para o ecrã e não consigo perceber onde tenho de carregar para avançar, oiço o rádio e nada do que dizem faz sentido. Porque o meu corpo está aqui, mas a minha alma não.
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O dia seguinte
Depois dos murros no estômago preciso de me afastar, sempre. Não falo, escondo-me no meu canto, isolo-me e rezo para que não me procurem - principalmente porque reajo mal a qualquer mínima contrariedade. Trato mal quem me rodeia, respondo torto, chego mesmo a gritar, dizem, não que me aperceba disso. Trata-se de um escape, apenas isso, estes conflitos que invento onde não existem. Servem simplesmente para desabafar, para deitar fora tudo o que estava preso cá dentro. E na verdade aliviam, de facto, embora depois fique de rastos por ter reagido assim com quem não merece. Desta vez... Desta vez foi como de todas as outras vezes. Descarreguei na pessoa errada, mesmo tentando não o fazer. Mas decidi afastar-me durante mais tempo daquilo que me fez mal. Um dia inteiro longe, sem ver, sem ouvir, sem pensar. Serviu, pelo menos, para acalmar, para corrigir o mal feito no dia anterior, para descansar a cabeça e o corpo. Agora... Agora é outro dia. Agora é ter Compensan à mão para as dores de estômago que se vão seguir.
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23 de novembro de 2010
Difícil
Difícil é ter de fazer cara alegre quando me apetece chorar. Difícil é lutar durante anos e não ter resultados. Difícil é levantar a cabeça depois. Difícil é arranjar coragem para continuar a tentar. Difícil é ouvir que alguém fez tudo o que eu mais quero fazer e não consigo. Difícil é mostrar-me feliz por terem conseguido o que eu tanto desejo. Difícil é não sentir inveja. Difícil é não sentir a injustiça. Difícil é não pensar que o universo está todo contra mim. Difícil é encontrar o lado positivo. Difícil é não desabar quando estou sozinha.
Difícil é ter um sorriso no rosto quando por dentro…
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A propósito de nada # 3
Já aqui disse que trabalhei como jornalista. Pois bem, a certa altura precisávamos de mais colaboradores para a publicação e colocámos anúncio nesse sentido. Entre os vários candidatos que se apresentaram, recordo um que destacava no Curriculum Vitae um curso de criação de avestruzes. Suponho que enquanto as aves enfiavam a cabeça na areia ele tinha tempo para praticar a arte da escrita...
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antigamente é que isto era divertido,
memórias
Agradar aos leitores tem limites!
Tenho todo o gosto em tentar ajudar quem veio procurar saber quantos segundos são 3 horas, 20 minutos e 15 segundos. Se não me enganei nas contas, são 12015 segundos (mas eu sou mesmo é de letras, portanto é possível que os cálculos estejam errados).
Agora quem aqui chegou à procura de "cachorro f*dendo mulher" vai ter uma grande desilusão!
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22 de novembro de 2010
Eu gosto de agradar aos leitores
E o João pediu, por isso eu dou. Porque não quero que lhe falte nada!
Estrangeiro e estranho # 6
Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades que pode ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita, como por exemplo as palavras osso ou sopapos. Esta característica não é exclusiva do português e em finlandês encontramos alguns dos palíndromos mais longos do mundo:
saippuakivikauppias - vendedor de pedra-sabão
solutomaattimittaamotulos - o resultado de uma medição em laboratório para tomates
Há até quem se entretenha a inventar palíndromos mais complexos, muitas vezes sem sentido, como estes:
Anotaram a data da maratona
Assim a aia a missa
A droga da gorda
A mala nada na lama
A torre da derrota
Não que em estrangeiro façam mais sentido, atenção! Vejam, por exemplo, o que os finlandeses são capazes de fazer por uma cerveja: neulo taas niin saat oluen (tricota novamente para teres uma cerveja). Ou o que os alemães consideram uma mulher fina: Nie fragt sie: ist gefegt? Sie ist gar fein (ela nunca pergunta: foi varrido? Ela é muito fina).
Não pensem que este tipo de jogo de palavras é novidade, porque já os gregos antigos o usavam:
ΝΙΨΟΝ ΑΝΟΜΗΜΑΤΑ ΜΗ ΜΟΝΑΝ ΟΨΙΝ (Lava também teus pecados, e não só o rosto)
Aliás, um famoso palíndromo bi-dimensional é uma inscrição latina que foi encontrada nas ruínas de Herculano e Pompeia. O quadrado é absolutamente simétrico - pode ser lido da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo e de baixo para cima. Existem duas alternativas propostas para a tradução, que não é consensual: "O semeador Arepo conduz cuidadosamente o arado" e "O criador mantém o mundo em sua órbita".
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| Quadrado Sator, também conhecido como quadrado mágico, quadrado latino ou fórmula Sator |
Em português, um dos maiores que encontrei foi este:
É volitar ter a ave... Lico domina e lê. Ática, Ana Morale, a ti, Paolo, todavia, relê. Assinada, ela fala: ‘– Sai, cala, foge, retrata, vá, ó Satim! (repetem o nosso nome). Te permitas o avatar ter ego. Falácias, Alá, fale à Danissa!’ Ele, raiva do tolo, apita... Ela, romana, a cita. Ele, ânimo dócil... Eva, a retrátil, o vê!
De onde se depreende que há por aí muita gente desocupada...
Inspirado por The Meaning of Tingo and Other Extraordinary Words from Around the World, Adam Jacot de Boinod.
Expirado e respirado por Tulipa Negra.
Inspirado por The Meaning of Tingo and Other Extraordinary Words from Around the World, Adam Jacot de Boinod.
Expirado e respirado por Tulipa Negra.
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