Mais uma versão alternativa de um clássico. Aposto que há por aí muito boa gente que preferia esta...
On the 12th day of Christmas, my true love gave to me 12 kids of popping 11 magic mushrooms 10 yolli buttons 9 caps of dropping 8 spoons of snorting 7 whites of buzzing 6 joints of smoking 5 valiums 4 grams of hash 3 pounds of grass 200 reds and a tab of yellow sunshine LSD
Para quem prefere as versões alternativas dos clássicos de Natal.
(A qualidade do vídeo não é a melhor, mas foi o único que encontrei.)
Joy to the world, the teacher's dead
We barbecued her head
What happened to her body?
We flushed it down the potty
And round and round it goes
And round and round it goes
Depois dos esquimós e das muitas palavras para neve, esta semana dedicamo-nos aos albaneses. Não conheço nenhum, que me lembre, mas imagino que sejam homens de barba rija. Ou de bigode, pelo menos, tendo em conta as várias palavras que utilizam para descrever esse tipo de pilosidade facial (espero bem que se refiram só aos homens...). Parece que existem 27 palavras diferentes, aqui ficam apenas algumas:
mustaqe - bigode
madh - farto
holl - fino
varur - com as pontas a cair
big - de pontas reviradas, tipo guiador de bicicleta
kacadre - com pontas viradas para cima
glemb - com pontas afuniladas
fshes - comprido, tipo vassoura, com pêlos hirsutos
dirsur - bigode de adolescente, que começa a aparecer
rruar - de bigode rapado
Será albanês?
E que nome terá este bigodinho?
A obsessão dos albaneses com a pilosidade não se fica pelo bigode. Aparentemente, também possuem outras 27 palavras para descrever as sobrancelhas (e desconfio que também tenham uma mania qualquer com o número 27). Não sei porquê, mas fiquei sem vontade de os conhecer...
Inspirado por The Meaning of Tingo and Other Extraordinary Words from Around the World, Adam Jacot de Boinod.
Se, como eu, costumam deixar as prendas de Natal para a última hora e não têm a mínima ideia do que comprar, aqui ficam duas sugestões*. São o presente ideal para a menina mulher moderna. Os acessórios estão todos incluídos, mesmo o companheiro.
(Ou, dito de outra forma, dia em que corremos com os espanhóis daqui para fora. Claro que agora dá jeito que cá venham às compras no Natal e na Páscoa, mas isso é outra conversa...)
No trajecto entre a minha casa e o meu local de trabalho não há um único local decente onde parar o carro por dois minutos para tirar umas fotos à maravilhosa paisagem branca com que a meteorologia nos presenteou hoje. Assim sendo, vão ter de acreditar em mim: isto por aqui está mesmo muito bonito!
do azul cinzento do céu, branca e leve, branca e fria… Há quanto tempo a não via! E que saudades, Deus meu!
Balada da Neve, Augusto Gil
Ei-la que chegou, ainda assim um pouco mais tarde do que nos últimos anos. A neve. E acho que em português não temos mais palavras para descrever este fenómeno atmosférico. Eventualmente, acrescentamos uns adjectivos, como neve dura ou mole ou derretida. Mas toda a gente já ouviu dizer que os esquimós têm várias palavras para a neve - o que é natural, tendo em conta que vivem com ela diariamente. Pois bem, aqui ficam algumas dessas palavras nas línguas Inuit. Espero que vos sejam úteis, se um destes dias andarem pelo Pólo Norte.
Neve kaniktshaq
Sem neve aputaitok
Nevar qanir, qanunge, qanugglir
Tempo de neve nittaatsuq, qannirsuq
Neve ou chuva fina kanevcir
Primeiro nevão apingaut
Neve leve a cair qannialaag
Molhada e a cair natatgo naq
No ar, a cair qaniit
Ar pesado com neve nittaalaq
Superfície ondulada com neve kiyuglak
Leve, suficientemente espessa para andar katiksugnik
Fresca sem gelo kanut
Estaladiça sillik
Suave para viajar mauyasiorpok
Mole e espessa onde é preciso sapatos de neve para viajar taiga
Neve como pó nutagak
Salgada pokaktok
Batida a vento upsik
Fresca nutaryuk
Compacta aniu
Estaladiça que parte ao andar karakartanaq
Lamacenta no mar qinuq
A melhor para construir um iglu pukaangajuq
A derreter mangokpok
Firme (a melhor para cortar, a mais quente, a preferida) pukajaw
Solta, acabada de cair que não pode ser usada assim mas pode ser um bom material de construção quando compactada ariloqaq
Para derreter e fazer água aniuk
Que os cães comem aniusarpok
A flutuar na água qanisqineq
Para construir auverk
Na roupa ayak
Sacudida da roupa tiluktorpok
Em muita quantidade na roupa aputainnarowok
Formação de neve prestes a cair navcaq
Nos ramos das árvores qali
Soprada para dentro de casa sullarniq
Tempestade de neve que bloqueia alguma coisa kimaugruk
Tempestade de neve com forma de seta kalutoganiq
Neve a flutuar no ar akelrorak
Tempestade de neve pirsuq, pirsirsursuaq, qux
Tempestade de neve violenta igadug
Avalanche sisuuk, aput sisurtuq
Ser apanhado numa avalanche navcite
Da próxima vez que forem para aqueles lados, já sabem dizer o que dizer no rádio quando ficarem presos numa avalanche.
A todos os que por aqui passaram e deixaram palavras de coragem e de carinho. Por estranho que possa parecer, ajudam. Muito.
Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Há dias assim, em que por mais que tente não consigo concentrar-me. Voltar ao local do crime não é fácil, não percebo por que os criminosos insistem em fazê-lo, se acabam sempre por ser apanhados por isso mesmo. Mas eu não tive escolha, tive mesmo de voltar ao local de sempre, ver as pessoas de sempre, ouvir as conversas de sempre, os assuntos de sempre, o trabalho de sempre… Só a concentração e a vontade não são as de sempre. Porque há frases, situações, assuntos que não me saem da cabeça, porque basta olhar em volta e ouvir as conversas. Eu tento. Tenho os papéis na secretária à minha frente, tenho o ecrã do computador ligado, tenho o rádio sintonizado na estação de sempre e já conheço até a sequência das músicas que tocam. Mas olho para os papéis e o que vejo é uma sequência ininteligível de letras, olho para o ecrã e não consigo perceber onde tenho de carregar para avançar, oiço o rádio e nada do que dizem faz sentido. Porque o meu corpo está aqui, mas a minha alma não.
Depois dos murros no estômago preciso de me afastar, sempre. Não falo, escondo-me no meu canto, isolo-me e rezo para que não me procurem - principalmente porque reajo mal a qualquer mínima contrariedade. Trato mal quem me rodeia, respondo torto, chego mesmo a gritar, dizem, não que me aperceba disso. Trata-se de um escape, apenas isso, estes conflitos que invento onde não existem. Servem simplesmente para desabafar, para deitar fora tudo o que estava preso cá dentro. E na verdade aliviam, de facto, embora depois fique de rastos por ter reagido assim com quem não merece. Desta vez... Desta vez foi como de todas as outras vezes. Descarreguei na pessoa errada, mesmo tentando não o fazer. Mas decidi afastar-me durante mais tempo daquilo que me fez mal. Um dia inteiro longe, sem ver, sem ouvir, sem pensar. Serviu, pelo menos, para acalmar, para corrigir o mal feito no dia anterior, para descansar a cabeça e o corpo. Agora... Agora é outro dia. Agora é ter Compensan à mão para as dores de estômago que se vão seguir.
Difícil é ter de fazer cara alegre quando me apetece chorar. Difícil é lutar durante anos e não ter resultados. Difícil é levantar a cabeça depois. Difícil é arranjar coragem para continuar a tentar. Difícil é ouvir que alguém fez tudo o que eu mais quero fazer e não consigo. Difícil é mostrar-me feliz por terem conseguido o que eu tanto desejo. Difícil é não sentir inveja. Difícil é não sentir a injustiça. Difícil é não pensar que o universo está todo contra mim. Difícil é encontrar o lado positivo. Difícil é não desabar quando estou sozinha.
Difícil é ter um sorriso no rosto quando por dentro…
Já aqui disse que trabalhei como jornalista. Pois bem, a certa altura precisávamos de mais colaboradores para a publicação e colocámos anúncio nesse sentido. Entre os vários candidatos que se apresentaram, recordo um que destacava no Curriculum Vitae um curso de criação de avestruzes. Suponho que enquanto as aves enfiavam a cabeça na areia ele tinha tempo para praticar a arte da escrita...
Tenho todo o gosto em tentar ajudar quem veio procurar saber quantos segundos são 3 horas, 20 minutos e 15 segundos. Se não me enganei nas contas, são 12015 segundos (mas eu sou mesmo é de letras, portanto é possível que os cálculos estejam errados).
Agora quem aqui chegou à procura de "cachorro f*dendo mulher" vai ter uma grande desilusão!