18 de novembro de 2010

Ainda se fosse uma caixa de pastéis de Belém...

Sou só eu que acho uma foleirada pegada os objectos em cortiça que o Estado Saloio Português vai oferecer às altas individualidades que vão participar na cimeira da NATO? Até já estou mesmo a ver o Obama a usar a bela da gravata de cortiça, ou a Hillary Clinton de mala de cortiça no braço enquanto vai ao supermercado. Quanto muito, pode ser que o cão, por patriotismo canino, não se recuse a usar a coleira...

Uma boa causa

Anjinhos de Natal

É certo que na época do Natal aparecem mil e uma campanhas de solidariedade, é certo que não podemos contribuir para todas. Mas também é certo que nesta altura as pessoas estão mais predispostas a dar, por muito pouco que seja. Por isso mesmo, o melhor é escolher uma ou duas causas e contribuir como pudermos. Descobri esta há uns dias e pareceu-me interessante. Primeiro, porque não me pedem dinheiro sabe-se lá para quê em troco de um boneco de feltro que acaba por ir parar ao fundo de um baú. Depois porque a oferta é feita directamente a uma criança específica e não a uma organização sem rosto que nunca temos a certeza de entregar o que demos com tanto carinho. E finalmente porque permite ajudar crianças desfavorecidas a terem um Natal um bocadinho melhor. Não devia ser só no Natal, devia ser o ano todo? Devia. Mas gosto de pensar que com a minha ajuda contribuo para que pelo menos um dia da vida destas crianças seja mais feliz. Segue-se a explicação por quem está a organizar tudo.

Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas outras empresas, ajuda a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas.
Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão com o pedido da prenda. O anjinho é o cartão onde vêm mencionados a idade e o presente da criança em causa: um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho.

Quem quiser contribuir pode solicitar o número de anjinhos que pretende através do mail: fiosoltos@gmail.com e eu enviarei toda a informação do anjinho o mais rápido possível.

Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 30 de Novembro e a entrega dos presentes será feita entre os dias 2 e 7 de Dezembro nas instalações da TVI, ao cuidado de Ana Almeida ou contactar-me para que eu possa indicar outro local ou mesmo ir levantar os presentes, nenhum anjinho ficará sem presente por motivos logísticos.

É muito importante que todos os presentes sejam entregues devidamente identificados com o número do anjinho.

Um grande OBRIGADA a todos os que acolherem esta acção.
Os Anjinhos no Facebook: LINK

A saga do Leste continua...

Um búlgaro pergunta-me como se pronuncia o nome de uma personalidade portuguesa porque precisa de o escrever no alfabeto cirílico. Apeteceu-me trocar os B pelos V, os R pelos G, não dizer os L e falar à moda de Bijeu [e posso dizer isto porque tenho família de lá]. Mas hoje estou bem-disposta.

17 de novembro de 2010

Apresento-vos o verdadeiro Gato Fedorento...

...na voz da grande Phoebe Buffay!



Friends. Ando com vontade de rever as 10 temporadas - pela quarta vez, se não estou em erro...

A propósito de nada # 2

Em tempos trabalhei no atendimento telefónico de uma operadora de telemóveis. Não via o público e o público não me via. Mas tínhamos de obedecer a um dress code. A regra básica era não usar calças de ganga, excepto à sexta-feira (sempre perguntei se à sexta não se trabalhava como nos outros dias, nunca me souberam responder). Os homens não eram obrigados a usar fato, mas eram encorajados a isso. Diziam que era por causa da imagem da empresa. Repito: não víamos ninguém, ninguém nos via (especialmente se tivermos em conta que trabalhávamos por turnos e muitas vezes entrávamos e saíamos das instalações durante a noite ou ao fim-de-semana).

Lembro-me de um colega, jovem e de cabelo comprido, que começou por apanhar o cabelo num rabo-de-cavalo até que acabou por cortá-lo, tal não era a pressão. Continuou a fazer o mesmo trabalho, da mesma forma que até aí. Mas provavelmente com a cabeça mais leve, sem o peso do cabelo...

16 de novembro de 2010

Pensamento da noite

As novas caras do livro

E abrir o Facebook pela manhã e encontrar isto:


E perceber que quem teve a ideia deu origem a um fenómeno que possivelmente nunca imaginou. E perceber que hoje em dia é tão fácil embarcar nas modas e aderir que nem carneirinhos. E perceber que também eu o fiz, não uma, mas duas vezes (quem me manda ter dupla personalidade?). E ver que de repente (quase) todas as publicações no livro das caras são de músicas antigas, desenhos animados antigos, genéricos de séries antigas, anúncios de televisão antigos... e quanto mais piroso, melhor. E perceber que o pessoal dos 30 para cima sofre de uma nostalgia crónica pela década de 80 do século passado. E perceber que se calhar é a melhor maneira de não pensar nos problemas e na crise. Afinal, na banda desenhada tudo é tão simples e acaba sempre bem...

Claro que depois há aqueles que são do contra, podemos ter a ideia mais genial do mundo que há-de sempre haver alguém para contrariar. E então? Qual é o problema de toda a gente mudar temporariamente a foto para um boneco qualquer do antigamente? Expliquem-me, se fazem favor, porque eu ainda não percebi.

Este ninguém engana!

Notícia no rádio, esta manhã

A polícia mandou parar um cidadão numa viatura por condução perigosa. Pediram-lhe os documentos, mas como o motorista não os tinha, acompanharam-no a casa onde encontraram um saco com uma determinada quantidade de marijuana, que prontamente confiscaram. Até aqui, tudo normal. Só que o génio ficou furioso e dizia que não podiam levar o que era dele porque não tinham mandato de busca. Não é preciso, explica-lhe a polícia (não me perguntem porquê, eu não percebo nada destas coisas de leis, mas suponho que o agente sabia do que estava a falar). E o indivíduo não acredita e insiste que no CSI Miami a polícia tem sempre de ter um mandato de busca e se eles dizem é porque é verdade.

Imagino o ataque de riso dos agentes da polícia depois de uma resposta destas…

15 de novembro de 2010

Declaro oficialmente aberta a época natalícia

Adoro a época do Natal, que começa agora oficialmente neste canto blogocoiso. Até lá, vão com certeza aparecer por aqui as musiquitas que todos adoramos (admitam que é verdade!), as estrelas, o Pai Natal, as renas, as luzes, os doces...

Começo com estas delícias que só aparecem nesta altura, infelizmente. Ou felizmente, conforme o ponto de vista. Eu era até capaz de propor estes bolinhos para um prémio qualquer...

[Anda por aí algum representante da marca que me leia? Aceito donativos em géneros!]


Estrangeiro e estranho # 5

Vá, todos juntos: Llan-vire...
Lembram-se do vulcão islandês do Verão passado? Sim, o Eyjafjallajokull, esse mesmo. E lembram-se de ninguém saber pronunciar o nome, nem sequer ter a certeza de como o escrever? Pois bem, tenho a informar-vos que há por esse mundo fora nomes muito piores.

Comecemos pelo País de Gales, onde há uma terra com o impressionante nome de

Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwillantysiliogogogoch

Parece que esta lengalenga significa "Igreja de Santa Maria junto ao bosque de castanheiros, perto do redemoinho rápido e da gruta vermelha da Igreja de São Tisílio". Pelo que vi na Internet, até deve ser um sítio bonito. Mas já estou a imaginar uma conversa do tipo "Sabes onde vou estas férias? A Llanfairpwllgwyngyll...coiso...". Por isso é que no Verão eles rumam todos para o Allgarve, é mais fácil de pronunciar.

E esta, quem consegue dizer?
Na Nova Zelândia, uma pequena colina situada na baía de Hawke foi baptizada com o singelo nome de

Taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungahoronukupokaiwhenuakitanatahu

que significa literalmente "O cume da colina onde Tamatea, o homem de joelhos grandes, o escalador de montanhas, o comedor de terra, o viajante, tocou flauta nasal para sua amada". Romântico, sem dúvida, principalmente se ele tiver comido a terra antes de tocar a flauta.

Mas o recorde é da Tailândia, cuja capital é conhecida como Banguecoque, embora seja apenas o nome da cidade abreviado. Tendo em conta que não se deixam espaços entre as palavras no tailandês escrito, o verdadeiro nome é o seguinte*:  

Krungthephphramahanakhonbowonratanakosinmahintharayuthayamahadilokphiphobnovpharadradchataniburiromudomsantisug

Isto tudo para dizer "Cidade dos anjos, grande cidade e residência do Buda de esmeralda, cidade invicta do deus Indra, grande capital do mundo ornada com nove preciosas gemas, onde abundam enormes Palácios Reais que se assemelham à morada celestial onde reina o Deus reencarnado, uma cidade oferecida por Indra e construída por Vishnukarm". Custava muito chamar-lhe só Krung e pronto? Mania de complicar...

No outro extremo, temos os sempre pragmáticos europeus do norte. Na Dinamarca, na Noruega e na Suécia existem três localidades com o nome de A. Assim, só uma letrinha e logo a primeira do alfabeto para terem a certeza que ninguém se esquece deles. Com Z não encontrei nenhuma, mas só Y existe uma em França e outra no Alasca.

Bom, convenhamos que também temos alguns nomes de localidades de difícil pronúncia pelos estrangeiros, como Freixo de Espada a Cinta, Malhada do Mendo Marques de Baixo (Arraiolos) ou Quiaios (Figueira da Foz) que consegue a proeza de ser a localidade portuguesa com mais vogais seguidas no nome. Isto para não falar de nomes que são, simplesmente, hilariantes (suponho que já toda a gente tenha ouvido falar do Cu de Judas, mas vejam aqui mais alguns exemplos). Agora o que eu gostava mesmo era de ouvir alguém pronunciar estes nomes...

*Segundo a Wikipedia, o nome é Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit e consta no livro dos recordes do Guinness como o maior nome de cidade do mundo, com 152 letras.

Inspirado por The Meaning of Tingo and Other Extraordinary Words from Around the World, Adam Jacot de Boinod.
Expirado e respirado por Tulipa Negra.

14 de novembro de 2010

Os cinco sentidos da saudade


Sempre dá para enganar a saudade...

A Vera perguntou, a Malena também, depois foi o João e, finalmente, a Malena voltou à carga com o mesmo assunto: Saudade. O cheiro, o sabor, o som, o toque da saudade. Fui deixando comentários a uns e a outros, por ser um tema que me afecta de forma especial, talvez por estar longe, acredito que sim, mas não só: por ser portuguesa, e basta. E por saber que há por aí mais gente a quem as saudades batem, e forte, em alguns momentos, e que talvez não leiam a Vera, a Malena ou o João (fazem mal!), e também por querer guardar aqui, no meu canto, o que deixei nos cantos deles, aqui fica o que por lá disse, mas não só.

Olfacto

A saudade cheira bem, cheira a Lisboa... 

Cheira a Tejo; a mar; ao escape dos carros no Rossio; às bifanas afogadas em molho com mais de um mês na tasca; ao metropolitano (especialmente em hora de ponta); a castanhas assadas no carvão; a imperiais e caracóis; ao after-shave do meu pai; à naftalina do baú da minha avó; ao sabonete da minha mãe; aos perfumes dos amigos; ao bolo no forno; a pão quente; a pão com chouriço; a pastéis de Belém e travesseiros de Sintra. Cheira a sardinha assada e vinho tinto e às marchas populares na avenida, no Santo António.

Paladar

A saudade sabe a refresco de groselha e capilé; a arroz de grelos e iscas (duas coisas que odeio, mas o sabor é inesquecível); a bolachas comidas na cama ao domingo de manhã enquanto lia um livro; às caipirinhas e à sangria do jantar com os amigos; ao chocolate que a dona da mercearia me dava quando eu lá ia e me perguntava por que é que eu gostava dela (resposta pronta: porque me dás chocolates); aos gelados na praia; a feijoada e ao creme das bolas de Berlim; a pastilhas Gorila e a Flocos de Neve; ao leite com chocolate Ucal; a caramelos Peña comprados em Badajoz; ao teu beijo.

Audição

Soa aos discos do Marco Paulo com que a vizinha de cima fazia o favor de me acordar; aos gritos da mesma vizinha para acordar os filhos (como se calcula, odiava-a!); à voz da vizinha das traseiras a chamar pelo cão logo de manhã (Pilooooooto!); aos ruídos do rádio que não apanhava bem "aquela" estação da moda que eu queria ouvir; ao Quando o Telefone Toca; aos Parodiantes de Lisboa à hora do almoço; ao Pólo Norte, Pólo Sul e Polilon e às Meias CD ("com CD quem ganha é você"); ao Bacalhau da Maria que ouvi o dia inteiro na praxe da faculdade; à MTV o dia todo no bar da faculdade; às músicas dos concertos a que assisti; aos concertos da semana académica; à música insuportável durante a bênção das fitas no único ano em que tiveram a triste ideia de a fazer em Fátima (Viiiiiinde e louvai-o, viiiiiiinde e louvai-o, viiiiiiiiinde e louvai o Senhooooooor); ao pregão do vendedor de nougat na praia da Costa de Caparica ("É quatro ceeeeeem, quatro ceeeeeem!"); à campainha do carrinho dos gelados no Verão; às músicas no rádio enquanto estudava; à voz dos meus pais ao telefone; às vozes dos amigos que estão longe; ao zurrir do burro na casa onde passava férias em Monsanto (que não sendo a minha terra verdadeira, é o que tenho de mais parecido); à música do Indiana Jones; e, para não destoar, ao barulho dos motores do avião.

Tacto

Tem o toque do teu corpo no meu; do abraço apertado; da mão na testa quando estou doente; das mãos dadas e dos dedos entrelaçados; dos beijos no rosto; dos carinhos dos meus pais; da pele macia; o calor da lareira; a cadeira de palha desconfortável mas tão minha que ninguém se sentava ali quando eu estava; do vento nos cabelos; das picadas de mosquitos; da pedra da calçada; do pêlo do burro (sempre em Monsanto).

Visão

É a última curva do avião ao chegar a Lisboa, em direcção ao Cristo Rei, por cima da ponte 25 de Abril, o Tejo lá em baixo, a mata de Monsanto (esta em Lisboa, não a aldeia da Beira Baixa) do lado esquerdo (tento sempre ter lugar do lado esquerdo do avião só por estes últimos minutos de viagem), a ponte Vasco da Gama lá ao fundo, Sintra e Cascais à direita, e depois sobrevoar a cidade inteira e procurar reconhecer todos aqueles sítios lá do alto. E é o aeroporto e o avião do Zaire que lá está parado há anos a acumular pó. São os sorrisos sinceros nos rostos dos amigos, são as letras no ecrã quando conversamos. São os cabelos brancos da minha avó. São os pedregulhos da aldeia de Monsanto, a paisagem árida. É a praia e o campo, é o Gerês e o Algarve, é Portugal inteiro. É principalmente, e acima de tudo, Lisboa, o rosto dos meus pais e os dos amigos. É para isso que tenho uma estante cheia de álbuns de fotografias.

Sexto sentido

Saudade é a luz e o calor do sol, a cor e o cheiro do mar, a gargalhada da minha prima, o sabor a sal das lágrimas e o rosto dos que já não são.

13 de novembro de 2010

Quem sou? De onde venho? Para onde vou? O que faço aqui? Por que estou aqui? Por que não estou ali?

Aqui fica a resposta, o resultado de um rigoroso e aprofundado estudo científico:

Juro mesmo!

12 de novembro de 2010

Apresento-vos Basil Fawlty...

...e o incrível Manuel. Qué?




Fawlty Towers: outro clássico, este com o magnífico John Cleese.

A propósito de nada

Tive uma colega que aquecia as luvas no microondas de manhã, antes de sair de casa. E um dia lembrou-se de pôr um hambúrguer congelado na torradeira, para ser mais rápido. Correu mal…

11 de novembro de 2010

Aqui não acontece nada

Rick Kirkman & Jerry Scott, Baby Blues 26 - A Desordem Natural das Coisas

Apresento-vos o Dr. House...

...antes de estudar medicina.



Black Adder: provavelmente, uma das melhores séries cómicas de todos os tempos.

Publicidade aqui não, obrigada

Estava ontem a ver o programa “Condenados”, na SIC, por sinal bastante interessante, quando, sem mais nem menos e principalmente sem qualquer importância para a reportagem, a jornalista diz que ficou hospedada na Albergaria X e vai de mostrar a placa com o nome, a recepção, o quarto, tal e qual como se de um programa de turismo se tratasse. A certa altura, pensei até que teria havido um qualquer problema com a edição do programa e teriam misturado uma parte do “Boarding Pass” por engano. Mas não, falava-se de homicídio e adultério, não de monumentos e restaurantes. E nem sequer era num local recôndito do Portugal profundo, não. Estamos a falar da zona de Coruche, a menos de uma hora de Lisboa, pelo que a estadia no local até nem se justificava.

Depreendo, portanto, que a crise também já chegou às reportagens da televisão.

10 de novembro de 2010

Espécie em vias de extinção

Rick Kirkman & Jerry Scott, Baby Blues 26 - A Desordem Natural das Coisas

Efeitos do Outono

O frio, a chuva, o céu cinzento há cinco dias convidam a ficar por casa, aconchegada, embrulhada numa manta, sentada no sofá, um chá quente numa mão, o comando da televisão na outra, um filme romântico no ecrã, a melhor companhia do mundo ao lado.

Mas.

O trabalho, os prazos, as obrigações laborais, os poucos dias de férias que restam e fazem falta para aquela semana que já está programada há tempos, o sentido de responsabilidade, alguma dose de masoquismo, obrigam-me a arrastar-me até ao emprego, embrulhada num casaco, guarda-chuva numa mão, mala na outra, sentar-me numa cadeira dita ergonómica, um filme de terror no ecrã do computador, a pior companhia do mundo nos gabinetes vizinhos. E a repetir tudo amanhã.