18 de outubro de 2010

Porque hoje é segunda-feira

"Quem aprende uma nova língua, adquire uma alma nova"
Juan Ramón Jiménez

A partir de hoje, e enquanto me apetecer, a segunda-feira passa a ser dia de aprender coisas novas, em estrangeiro. Esqueçam o inglês ou o francês, a não ser que o caso seja tão excepcional que se justifique. Estou a falar de línguas estrangeiras e estranhas, daquelas que pouca gente fala, pelo menos em Portugal. E a que propósito vem isto? Ora bem, primeiro porque a segunda-feira é sempre "aquele" dia e, portanto, é preciso tentar animar o tasco. Segundo, porque me lembrei que tenho ali na estante um livro delicioso precisamente sobre este assunto. Assim, e sem qualquer tipo de pudor, decidi inspirar-me e publicar aqui algumas dessas palavras. Aproveitem e aprendam qualquer coisinha.

17 de outubro de 2010

Mais do mesmo... mais chato!

***Spolier alert! ***

"The secret is how to die."
I'd say, the secret is how to create an interesting story...

Acabei finalmente de ler The Lost Symbol (ou o Código Da Vinci 3, como é conhecido cá por casa). Tinha lido as outras duas aventuras de Robert Langdon e confesso que tinha gostado. Não sendo obras-primas da literatura, cumprem aquilo a que se propõem: entreter o leitor, criar um mistério que o prende até às últimas linhas, cheio de reviravoltas inesperadas... Enfim, dentro do género em que se encaixam, considerei na altura que eram até bons livros. Lembro-me de ficar agarrada à história e de não conseguir pousar os livros enquanto não os terminei. As polémicas com o Vaticano foram, a meu ver, acessórios que em muito contribuíram para aumentar as vendas - assim uma espécie de estratégia de marketing bem montada.

Por tudo isto, esperava que este novo episódio fosse, pelo menos, tão interessante como os dois anteriores. Pois não é. A história até começa bem, o mistério está bem construído, mas rapidamente se torna tão maçador que a certa altura dei por mim a pensar se ainda faltaria muito para acabar. As soluções dos códigos que vão surgindo, e que nos outros livros eram dos aspectos mais intrigantes e engraçados de resolver, são em alguns casos de tal forma óbvias que não sei como Robert Langdon, supostamente especialista na coisa, demora quase vinte páginas para as perceber. Isto para já não falar de algumas soluções que o autor encontrou para outras situações. Refiro-me, por exemplo, à morte de uma personagem importante que mais tarde reaparece, assim uma espécie de Lázaro ressuscitado. A explicação até pode ter bases científicas, não faço ideia porque não me informei sobre isso, agora que é rebuscada, disso não tenho dúvidas.

Já não me lembrava de um livro do género policial/mistério que me aborrecesse tanto, ao ponto de ser quase um sacrifício terminar de o ler. Decepcionante, é o adjectivo que procurava. Espero que o filme seja mais interessante...

16 de outubro de 2010

Económico e ecológico

15 de outubro de 2010

Problemas com o PC? Envia-me um e-mail!

Ora diz que o serviço de Helpdesk aqui da tasca agora se chama Service Desk. À partida, parece-me um nome até bastante mais adequado, tendo em conta que ajudar, de facto, pouco ajudavam. Pode ser que sirvam, vamos lá ver. A acompanhar a mudança de designação, veio também um novo número de telefone e um novo endereço de e-mail. Até aqui, tudo normal. O que o povinho começou a estranhar foi que, de cada vez que lhes telefonava por ter um problema qualquer com o PC (e não são tão poucas vezes quanto isso, infelizmente) atendia uma gravação pedindo para deixar mensagem que eles depois ligavam.

Pois bem, recebemos hoje as novas instruções sobre como comunicar com estes senhores. Agora, quando precisarmos de ajuda informática, temos de lhes enviar um e-mail. Aí está uma boa forma de garantir que diminuem o número de incidentes.

14 de outubro de 2010

Finalmente, a verdade!

Tirado daqui.

Afinal há milagres

Mas são os homens que os fazem.


Foto tirada do Sapo

Venha o filme de Hollywood!

13 de outubro de 2010

The SMS that made my day

Estou a atravessar o frio implacável para correr para o calor dos teus braços.

12 de outubro de 2010

Imagens de Outono





Afinal, nem tudo é mau por aqui...

11 de outubro de 2010

Alucinações

Encontro-me numa praia deserta, paradisíaca. O sol alto aquece-me a pele, o mar azul-turquesa ao fundo confunde-se com o céu no horizonte. As palmeiras proporcionam-me a sombra necessária. Ao meu lado, uma mesa onde está pousado um copo alto com uma bebida colorida enfeitado com um pedaço de ananás e um chapelinho de papel. Estou de férias, penso. Fecho os olhos e sorrio, feliz.

Inesperadamente, ao som do mar sobrepõe-se um ruído muito forte, um estrondo que se prolonga durante alguns segundos. Abro os olhos e vejo um clarão ao longe, em tons amarelos e vermelhos, uma chama que atinge a altura de vários arranha-céus. Sinto uma onda de choque que me atira ao chão de pedra e faz estremecer tudo à minha volta. Já não estou na praia e não percebo o que se passa. Levanto-me e começo a andar na direcção da luz, agora azulada, desviando-me de outras pessoas e dos carros que travam a fundo e buzinam, num súbito caos.

Consigo finalmente aproximar-me e vejo que a luz diminuiu de intensidade e de tamanho. Sem saber como, chego muito perto e estou afinal em casa, a olhar para dentro do forno cuja luz está acesa e onde vejo um bolo a cozer. Toca uma campainha, indicando que o bolo está pronto. Abro o forno, tiro a forma sem usar pegas nem qualquer espécie de protecção, mas não me queimo, e olho incrédula para as minhas mãos, imaculadas.

Não sei onde pus a forma, mas as minhas mãos, agora vazias, parecem-me gigantes. Sou tão pequenina! Tenho apenas cinco anos, estou na rua a brincar com outras crianças da minha idade. A minha avó chama-me, à janela: são horas de jantar. Olho e vejo-a sorrir.

Subo apressada as escadas do prédio onde moro e entro numa sala que não reconheço. Paredes e chão em metal, uma luz fria proveniente das lâmpadas fluorescentes do tecto alto, macas de hospital encostadas às paredes e, ao fundo, uma mesa enorme cheia de instrumentos cirúrgicos. Sou novamente adulta e estou assustada. Abre-se uma porta que até aí não tinha visto, na parede do lado direito. Oiço uma voz gritar, enérgica "Goooooood Morning, Vietnaaaaaam!" ao mesmo tempo que entra na sala o E.T. com um vestido de menina e um chapéu enfeitado com frutas e flores.

Sinto um cheiro intenso a pinho. Olho em volta. Estou no meio de um pinhal imenso, árvores de copas gigantes, a caruma pica-me os pés descalços. Oiço música a tocar mas não identifico de onde vem. Resolvo seguir o urso que me acena e sorri, mostrando-me um pote de mel enquanto se afasta na direcção de uma clareira. Quatro músicos tocam uma melodia alegre. Ao aproximar-me, vejo que não são humanos: um tigre, um elefante, um golfinho e o urso. Acho estranho encontrar ali um golfinho, que se oferece para me dar boleia assim que terminar o espectáculo, falando numa língua que não conheço, mas compreendo.

Aceito. Levantamos voo quase de imediato, uma hospedeira oferece-me uma lata de feijão, um copo de água e um livro. Começo a ler as páginas em branco, mas percebo a história que me envolve de uma forma pouco habitual. Deitada na minha cama, tapada com o edredão porque é Inverno e está frio, viro as páginas enquanto como bolachas de chocolate e carrego no acelerador.

A estrada está deserta, conduzo um carro que não é meu e onde sigo sem companhia. Acelero cada vez mais, atinjo uma velocidade que me parece irreal, deveria estar a voar! Oiço a sirene do carro da polícia que me persegue, não conseguindo contudo acompanhar-me. Ao meu lado, no lugar do morto, o Calimero, de casca de ovo na cabeça, queixa-se continuamente. Perco a paciência, abro a porta e empurro-o para fora com o carro em andamento. Oiço apenas um grito cada vez mais afastado. Buzino em resposta. Volto a buzinar, uma e outra vez, e mais outra e ainda outra. Estou a ficar com dores de cabeça mas não paro de buzinar.

Abro os olhos. Encontro-me numa praia deserta, paradisíaca…

9 de outubro de 2010

8 de outubro de 2010

O banco de jardim

(Fotografia de FJPR em Olhares.com)

A meio da subida, na berma da estrada, há um banco de jardim (ainda se chamará banco de jardim não estando num jardim?). Vi-o hoje pela primeira vez, nunca antes tinha reparado nele apesar de ali passar todos os dias, duas vezes por dia. Nunca lá vi ninguém sentado, também. Suponho que é possível que alguém se lá sente, de outra forma não passa de um banco de jardim na berma da estrada, sem qualquer utilidade. E se não tem utilidade, para quê existir? Um objecto tem uma utilidade definida, foi criado com um propósito e quando não o serve, quando deixa de nos servir, torna-se inútil, portanto supérfluo, e logo deixa de ter razão de existir.

Sempre achei os bancos de jardim tristes, quando vazios. Como se estivessem incompletos sem alguém lá sentado, como se lhes faltasse uma parte da sua essência. Como se o velho que ali descansa os ossos por uns minutos antes de continuar o seu caminho vagaroso ou o casal de namorados que se beija apaixonadamente lhe conferissem toda a razão da sua existência. Servir. É para isso que existem os bancos de jardim. Para proporcionar uns minutos de descanso à sombra das árvores num dia quente de Verão, para dar dois dedos de conversa com um amigo, para ler um livro, para esperar alguém que teima em chegar sempre atrasado.

Tal como as pessoas que vamos encontrando ao longo da vida. Também elas têm um propósito, uma razão de existir, que é diferente para cada um. Aquela pessoa, por exemplo, que para mim não passa de um conhecido com quem troco uns cumprimentos por obrigação mais do que por prazer, para alguém será certamente muito mais importante: pai, marido, irmão, filho… Certas pessoas têm uma utilidade limitada no tempo, uma espécie de prazo de validade. Entram na nossa vida no momento certo, cumprem determinada função essencial, ajudam-nos a crescer e a evoluir - mesmo aquelas de quem não gostamos ou que nos fazem mal. E quando deixam de nos servir, quando já não nos fazem falta, quando começam a apodrecer, desaparecem. Simplesmente. E é assim que deve ser. Sempre.

Por mais que os bancos de jardim pareçam tristes quando estão vazios.

7 de outubro de 2010

Dois segundos

Dois segundos de distracção são o suficiente. Dois segundos em que a atenção se desvia do importante para o acessório, em que os olhos são atraídos por um qualquer movimento e, inconscientemente, aí se concentram. Dois segundos, não mais. Nesse período de tempo, aparentemente curto, tudo pode acontecer.

A criança, dos seus dois anos, talvez, caracóis loiros, olhos azuis, chupeta na boca, peluche na mão, linda de morrer, na ingenuidade e inocência naturais da idade, seguiu quem pensou ser a mãe. Aos seus olhos, os adultos parecem todos iguais e no meio da multidão é tão fácil confundi-los. A mulher que a criança seguiu estava vestida como a mãe, com uns jeans e umas sabrinas nos pés - os únicos elementos que a menina conseguia ver por estarem ao nível dos seus olhos. Mas não era a mãe. Era eu.

Apercebi-me de que ela me seguia e me agarrava as calças quando estava já à porta da loja, pronta para sair. Olhei para trás e vi a mãe, de vinte e tal anos, lá ao fundo, distraída com qualquer objecto numa prateleira. Nem notara que a filha tinha saído dali. A menina olhava-me, com a incompreensão estampada no rosto, os olhos grandes esbugalhados e o peluche bem agarrado e encostado ao peito, sem perceber de que forma a mãe se tinha transformado tanto. Calmamente, expliquei-lhe que tinha de voltar para trás e ir ter com a mãe. Esboçou um sorriso, voltou costas e começou a andar na direcção da mãe e, quando estava quase a chegar ao pé dela, esta abriu os braços para a receber, dando-se finalmente conta de que a filha se tinha afastado.

Não falei com ela, limitei-me a sair da loja depois de ver que a menina estava entregue à família, mas fiquei com a sensação de que aquela mãe não teve noção de como esteve perto de perder a filha, possivelmente para sempre. Fosse eu uma raptora e a esta hora estaria mais uma família destroçada, desesperada, a polícia em alvoroço, e aquela criança sabe-se lá em que estado.

Foram dois segundos. Não mais.

Já não é novo

Mas continua a ser genial!

6 de outubro de 2010

Coisas que podendo fazer mal ao corpo fazem muito bem à alma

Estar horas a conversar com amigos de longa data no Facebook, por ser impossível fazê-lo pessoalmente. Espremendo bem, o sumo não é nenhum. Não se falam de problemas, não se discutem políticas nem filosofias nem economia nem nada de jeito. Dizem-se disparates, muitos. Tantos que a certa altura a barriga dói de tanto rirmos. Perdemos a noção das horas e quando damos por isso passa da 1 da manhã e não temos sono e queremos continuar ali. Insultamo-nos como sempre fizemos, mas sabemos bem que o fazemos porque nos adoramos. Implicamos e ridicularizamos uns e outros, e visto de fora até pode parecer ofensivo, mas entre nós sempre foi assim e vai continuar a ser. Como dizia uma das intervenientes: há coisas que nunca mudam.
Ainda bem.

5 de outubro de 2010

Estranho é

receber um e-mail do chefe não só a agradecer um trabalho feito mas também a despedir-se com smiles.

Welcome to the Twilight Zone!

4 de outubro de 2010

Lembras-te?

- Cheira a chuva.
- Cheira a quê?
- A chuva.
- Mas a que cheira a chuva? A chuva é água, não tem cheiro...
- Não digas disparates! Claro que a chuva tem cheiro.
- Eu nunca senti o cheiro da chuva. Sinto o toque da chuva, as gotas a caírem-me na cabeça, e até já lhe senti o sabor, mas o cheiro nunca.
- O sabor da chuva?
- Sim. Quando chove, abro a boca e deito a língua de fora para apanhar as gotas que caem.
- E consegues apanhá-las?
- Claro que sim! Fecho os olhos, inclino a cabeça para trás, abro a boca e espero.
- Deves ficar com um ar de doida...
- E a mim que me importa? Sabe-me bem, sinto-me bem assim. Gosto do sabor da água fria da chuva. Mata-me a sede.
- Mata-te a sede? Mas não deves conseguir apanhar mais de umas poucas gotas...
- Não se trata de quantidade, mas de qualidade.
- Qualidade? Agora queres convencer-me de que a água da chuva é melhor do que a outra?
- Nada disso. Não sei se é melhor ou pior, nunca me informei sobre o assunto. Mas o prazer que sinto com aquela meia-dúzia de gotas de água é incomparável. Naquele instante, por uns segundos, sou novamente criança. Não tenho preocupações, nem obrigações, nem prisões... Sou feliz.
- E agora não és feliz?
- Sou, claro. Não tenho motivos para não ser. Mas não tanto como quando sinto o sabor da chuva.
- ...
- Não dizes nada?
- Não sei que te responda...
- É assim tão estranho gostar de beber a chuva?
- Não sei. Eu prefiro sentir-lhe o cheiro.
- E ele a dar-lhe... Qual cheiro?
- O cheiro da terra molhada pelas primeiras chuvas...
- Sabes que não passa do cheiro das bactérias em contacto com a água?
- Sei. Nem por isso deixa de ser bom. Mas não é só esse cheiro.
- Não é?
- Não. É o cheiro da renovação, é o cheiro do amor, é o cheiro da vida a recomeçar.
- Não quererás dizer a acabar?
- Claro que não! Com a chuva recomeça o ciclo da vida.
- Seja como for, agora não está a chover. Como podes dizer que cheira a chuva?
- Sinto o cheiro da chuva a chegar.
- Ah! Agora também és meteorologista?
- Não brinques, estou a falar a sério. Sinto no ar um aroma especial, que nem sei definir...
- Mas sabes que é aroma de chuva?
- Sei.
- Como podes ter a certeza?
- Porque é o cheiro que senti quando te beijei a primeira vez. Estava a chover, lembras-te?

O Cheiro da Chuva, Fábrica de Letras

3 de outubro de 2010

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.

Camões

Nonsense (ou talvez não), agora em língua de gente

Ao fim do dia, no autocarro, uma senhora que acabou de fazer a limpeza nos escritórios conversa com outra que é empregada de mesa, mas que actualmente não trabalha porque está de baixa. Aparentemente, o marido da primeira é ladrilhador e trabalha ali naquele edifício ao fundo da rua que tem os andaimes encostados à parede. Amanhã tem um dia muito ocupado pois tem de pôr os azulejos na entrada.

E depois há o outro que bate à porta do escritório e pergunta, antes de entrar: 
- Posso incomodá-la?


(A primeira versão não era muito mais divertida? Era.)

1 de outubro de 2010

Nonsense (ou talvez não)

Ao fim do dia, no bus, uma senhora que acabou de fazer os birús conversa com outra que é servosa, mas que actualmente não trabalha porque está de maladia. Aparentemente, o marido da primeira é carrelor e trabalha ali naquele batimento ao fundo da rua que tem a chafurdagem encostada aos muros. Amanhã tem um dia muito ocupado pois tem de pôr a carrelagem na entrada.

E depois há o outro que bate à porta do birú e pergunta, antes de entrar: 
- Posso desarranjá-la?

A cadeira do escritório


A cadeira do escritório é reclinável. Ou era, deveria antes dizer. Não há muito tempo, o mecanismo ter-se-á estragado, deixando o encosto da dita cadeira preso sempre na mesma posição, imóvel. Quando se tentava recliná-la, forçando as costas do corpo nas costas da cadeira, sentia-se qualquer peça presa, a impedir o movimento desejado. Durou meses a imobilidade das costas da cadeira do escritório. Meses durante os quais, quem ali se sentasse, ficaria limitado à posição ergonomicamente recomendável de costas direitas.

Até que um dia, sem explicação alguma, sem intervenção de qualquer espécie a não ser divina para quem acreditar nessas coisas, a peça ter-se-á desprendido ou partido ou soltado e o encosto da cadeira voltou a mover-se. A cadeira voltou a ser reclinável, tornou-se mais flexível e permitiu maior conforto aos seus utilizadores. Um conforto que será talvez passageiro, por provocar eventualmente danos futuros na anatomia, mas que é também imediato. E como vivemos no imediato, no hoje, mesmo que a lembrar demasiado o ontem e a pensar excessivamente no amanhã, o conforto proporcionado pelo encosto reclinável não só é desejado, como é o único que temos capacidade para contemplar devidamente. Por isso é o mais importante. Até porque amanhã este ou outro mecanismo pode voltar a estragar-se.