10 de julho de 2010

Motivos para odiar esta terra

- O Outono (entre Setembro e Novembro): Chove o tempo todo, faz um frio de cão, começa a anoitecer cada vez mais cedo e não há nada para fazer.

- O Inverno (de Novembro a Maio): Neva, faz um frio de cão, anoitece às 4h30 da tarde e não há nada para fazer.

- A Primavera (entre Maio e Julho): Chove o tempo todo, faz um frio... de cachorro, vá lá, e não há nada para fazer.

- O Verão (Julho e Agosto, com sorte): Quando não chove o tempo todo, está um calor insuportável, não se consegue respirar, troveja ao fim de 3 dias de bom tempo, é de dia até às 10h da noite e não há nada para fazer.

Hoje apetecia-me

Almoçar um pastel de massa tenra do Frutalmeidas. Seguido de uma fatia de bolo de morango com chantilly.

Ainda não foi desta

...que o Euromilhões acertou nos meus números.

9 de julho de 2010

Longe

Eu costumo dizer que só quem passa por elas é que sabe o que custa. Visto de fora, é tudo muito bonito, parece um mar de rosas. Desenganem-se: não é. De todo. Simplesmente, colocamos um sorriso no rosto a disfarçar a dor que vai cá dentro e seguimos em frente. Fazemos de conta que está tudo bem, que corre tudo às mil maravilhas, para não preocupar os outros, porque não queremos sentir-nos culpados pelas suas angústias. Brincamos, dizemos disparates e rimos à gargalhada, mas na verdade somos como o palhaço que tem um sorriso gigante pintado no rosto, enquanto a alma está triste. Por isso ninguém compreende o que sentimos, acham estranho quando dizemos que estamos fartos e não acreditam que possa ser verdade. De vez em quando, muito raramente, descaímo-nos e confessamos que há qualquer coisa que não está bem – porque também precisamos de desabafar. Mas lembramo-nos subitamente que não queremos preocupar aquela pessoa e acabamos por dizer que é só uma dor de estômago, nada de especial. Não é nada. Nunca é. O que dói não é o estômago, é a alma e o coração. O que dói é não estar lá, naquele lugar especial, com aquelas pessoas. O que dói é a saudade. O que dói é estar longe.

Infelizmente, confirma-se

Por mais bonito que esteja o dia, por mais azul que esteja o céu, por mais brilhante que esteja o sol, por mais calor que faça, sempre que a empresa de limpezas vem lavar os vidros do edifício, chove.
Hoje não é excepção.

Assim se reconhecem os bons actores

Ben Kingsley como Itzhak Stern, em Schindler's List (1993)

Itzhak Stern: By law I have to tell you, sir, I'm a Jew.
Oskar Schindler: Well, I'm a German, so there we are.

A primeira vez que me lembro de ver Ben Kingsley no cinema foi com A Lista de Schindler. Provavelmente já tinha visto outros filmes com ele, nomeadamente Gandhi, mas era demasiado jovem para reconhecer um grande actor (era aquela fase parva em que um bom actor equivale a um tipo giro, todas as meninas passam por ela). De maneira que só com o drama da Segunda Guerra Mundial me rendi ao talento de Ben Kingsley. Itzhak Stern foi, aliás, uma das personagens que mais me marcou nesse filme, a par de Amon Goeth (interpretado por Ralph Fiennes). Desde aí, sinto uma simpatia especial pela pessoa de Ben Kingsley. Acho que tem um ar simpático e inteligente e não consigo desligar a pessoa da personagem. Não consigo, pronto. Para mim, será sempre boa pessoa, mesmo que na realidade seja o maior filho da mãe ao cimo da terra.

Por tudo isto, faz-me impressão vê-lo em papéis de mau da fita. Incomoda-me. Não sinto que seja realista. Por muito boa que seja a sua interpretação do papel de mau, eu recuso-me a acreditar que ele seja mesmo mau. A culpa é toda dele. Quem o mandou desempenhar tão bem o papel de Itzhak Stern?

8 de julho de 2010

O mau feitio saiu à rua

Hoje já é o segundo a levar uma corrida em osso. Em menos de 24 horas. Isto promete...

Não me faltava mais nada

Adoro quando pessoas que não me conhecem de parte nenhuma decidem criticar-me e corrigir-me. É que adoro mesmo. É assim uma coisa que me satisfaz, que me deixa realizada. Ainda mais quando o fazem em tom de brincadeira, como se não quisessem criticar, somos todos amigos e tal. E gosto principalmente quando depois venho a descobrir que nem sequer têm qualquer tipo de habilitação para poderem criticar e nem sabem do que falam. Gosto mesmo.

Claro que gosto ainda mais de lhes responder com conhecimento de causa e de os deixar completamente à toa e sem resposta. Provam logo uma dose do meu mau feitio e fica o caso resolvido. Depois é vê-los voltar com um sorrisinho acanhado, o rabinho entre as pernas, as falinhas mansas. Nem imaginam o gozo que isto me dá.

A propósito do post anterior

Lembrei-me que emprestei o DVD do Donnie Darko a uma colega já há uns bons 5 anos e nunca mais o vi. Por estas e por outras é que prefiro não emprestar nada a ninguém. Depois chamem-me egoísta!

The dreams in which I'm dying are the best I've ever had

7 de julho de 2010

Vou já enviar o e-mail. Espera aí sentadinho, que vai já de seguida.

Eu estava convencida que estes esquemas para sacar dinheiro aos incautos já tinham desaparecido. Pelo menos, há anos que não recebia nenhuma mensagem destas. Mas agora recebi não uma, nem duas, mas cinco de uma só vez. Todas diferentes, todas a oferecerem mundos e fundos em troca de dados pessoais (e fotos!), mas a que se segue é a minha preferida.

Diz o Sr. Miles que o meu apelido é igual ao de um falecido, pelo que tenho direito à herança. Ora tendo em conta que o Sr. Miles diz que é britânico, que o falecido também seria britânico e que o apelido em causa é "Negra"... Bom, não conheço todos os nomes existentes na Grã-Bretanha, mas suponho, imagino, calculo (para não dizer que tenho a certeza) que Negra não será um deles.

Assim sendo, Sr. Miles, agradeço imenso a sua gentileza e a preocupação com os meus direitos, mas acho que vou deixar a herança nas suas mãos, pois tenho a certeza absoluta que saberá dar-lhe o destino mais adequado.

Good Day, Be informed that my previous mail was not responded and I am not sure if it did get to you since I have not heard from you. I wish to notify you again that you were listed as a beneficiary to the total sum of 6,000,000.00 GBP (Six Million British Pounds) in the codicil and last testament of the deceased. (Name now withheld since this is our second letter to you). I contacted you because you bear the surname identity and therefore can present you as the beneficiary to the inheritance. I therefore reckoned that you could receive these funds as you are qualified by your name identity. All the legal papers will be processed upon your acceptance. Upon your acceptance of this deal, we request that you kindly forward to us your letter of acceptance, your current telephone and fax numbers and a forwarding address to enable us file necessary LEGAL documents in your name at our high court probate division for the release of the fund in question. Contact me immediately so that we can get this done. Kind regards, Mr.John Miles

Sabemos que o filme é europeu (parte 2)...

...quando o amante do morto se apaixona pela viúva. Que entretanto descobre que está grávida. Do morto.

A dura verdade

Se D. Afonso Henriques não tivesse ido às trombas à mãe, estávamos agora a disputar as meias-finais do Mundial!

recebida por e-mail

When I was young I had an imaginary friend. Thanks to Facebook, I now have millions!

Segundo esta notícia do DN, as redes sociais duplicam o número de amizades de cada um, porque tornam mais fácil conhecer outras pessoas e manter os contactos. Ou seja, o Facebook e companhia substituíram os bares, cafés e outros sítios onde antigamente as pessoas se conheciam. E o telefone, para manter o contacto. Pois, isso é verdade, mas daí até considerá-los amigos vai uma grande distância. Serão conhecidos, e às vezes nem isso. Alguns são, de facto, amigos, mas porque já o eram antes de aderirem à rede. Até agora, ainda não fiz nenhum amigo novo por ter conta no Facebook, embora tenha reencontrado muitos dos antigos. Como já disse antes, tenho na minha conta pessoal "amigos" dos Estados Unidos à Índia, passando pela Itália e pela Turquia, que nunca vi antes, não sei quem são, que vida têm, se têm problemas ou se são as pessoas mais felizes do mundo e arredores. Não sei, nem quero saber. Porque não são amigos, são desconhecidos com quem jogo Farmville.
Essa é a grande diferença.

6 de julho de 2010

Aviso à navegação

Hoje o Blogger decidiu ter vida própria. Eu sei que vocês comentaram alguns dos meus posts e eu até queria responder-vos, mas não aparece aqui nada. Pelo que percebi, o mal é geral. Por isso, vamos esperar para ver se a coisa se resolve ou se é preciso contratar uns albaneses para ir dar um enxoval de porrada ao pessoal que trata disto.

Banda sonora da minha vida

Depois de uma conversa com amigos, comecei a pensar no facto de haver músicas que marcam momentos importantes das nossas vidas e que, por mais anos que passem, lhes ficam para sempre associadas. A música que tocava no rádio quando beijámos alguém a primeira vez (não faço ideia, mas é o exemplo clássico), a música que ouvíamos quando tivemos o acidente de carro (era Bon Jovi, vá lá alguém saber porquê), o primeiro concerto a que assistimos com aquela pessoa (Garbage)... Tudo momentos inesquecíveis, pelos melhores ou pelos piores motivos, e sempre associados a uma música.

Porém, no meu caso, a banda sonora que me tem acompanhado ao longo da vida é, digamos, diferente do que eu desejaria. Podia ser música clássica, podia ser rock ou pop ou até qualquer coisa indie, que agora parece que está na moda e fica bem. Mas não. Por exemplo, durante anos acordei todos os dias às 7h da manhã com a música da vizinha de cima: Marco Paulo, entrecortado pelos gritos da vizinha a tentar acordar os filhos. Acabei por ficar a conhecer as letras praticamente todas de cor. Eu sei, é triste. Já os tempos de estudante ficaram marcados para sempre pela obra desse grande senhor da música portuguesa: Quim Barreiros. Nós bem víamos a MTV (quando ainda passava música e não reality shows), mas nem me lembro do que ouvia, tirando uma ou outra excepção. Em contrapartida, do Quim, não me consigo esquecer. Começou pela tortura do dia de praxe, em que ouvi o Bacalhau da Maria durante algumas 8 horas ininterruptamente, e continuou nos concertos anuais durante a semana académica (admito, ainda fui ver alguns - era jovem, não pensava).

Ou seja, a música da minha vida resume-se aos amores do Marquinho e ao bacalhau do Quim, com uns intervalos menos maus pelo meio. A manter-se esta tendência, o meu velório terá o acompanhamento musical do Tony Carreira...

Notícia de última hora

Acabaram de me informar que amanhã será instalado no meu PC do emprego o Internet Explorer 8.
Afinal, o bicho só tem um ano e meio, coisa pouca, e nós demo-nos tão bem com a versão 6, que já nem sequer permite aceder à maioria dos sites (o que, na verdade, poupa trabalho ao serviço informático, que assim não tem de andar a bloquear aqueles onde não quer que vamos), para quê mudar?
Por aqui é assim: sempre na crista da onda!

5 de julho de 2010

Coisas que eu gostava mesmo de saber

O que será que o Rui Reininho consome quando escreve as letras das músicas dos GNR?

Afinal é segunda-feira

Não que eu tivesse dúvidas, atenção. Mas o dia até estava a correr bem e tudo e convenci-me que podia não ser a típica segunda-feira. Otária. Ingénua. É que neste momento, a única pessoa que não tem trabalho (literalmente) é o chefe. Estão a chegar 27 (vinte e sete, sim!) trabalhos novos. Felizmente, são coisas pequenas, mas ainda assim são 27. E o que decide o supra-sumo da beterraba? Pois claro: chuta para a Tulipa Negra, que afinal só tem mais 3 coisas em mãos ao mesmo tempo, mas é jovem, esperta, gira e desenrascada (ok, esta parte ele não disse - e ainda bem! - mas deve ter pensado), portanto não há problema e afinal é para isso que lhe pagam. 27. Esta semana promete…

Para o caso de estarem curiosos

Foi o Ben Harper. Não é muito a minha onda, conheço apenas uma ou outra música que passa mais no rádio, mas como era ao ar livre e gratuito, decidi aproveitar. Reconheço que o rapaz tem uma voz bonita e toca bem, assim como os músicos que o acompanham. Ainda assim, durante o concerto que vi pela televis…, perdão, pelo ecrã gigante, não consegui deixar de pensar em duas coisas:
  1. O Ben Harper pode perceber muito de música, mas não sabe contar. A banda chama-se Ben Harper and the Relentless 7, portanto eu estava à espera de ver 8 tipos em cima do palco. Só lá estavam 4, os outros perderam-se pelo caminho, com certeza. Ou então, quando deram o nome à banda, estavam a ver a dobrar. Também é possível.
  2. Fazer tatuagens à volta dos cotovelos é coisa para doer, e muito. Imagino, porque eu fujo das agulhas como o diabo da cruz!