30 de junho de 2010

Até os franciús sabem

Ouvido ainda há pouco no café:

- S'il y avait Mourinho...

se não percebem, usem este.

Flower Blog VI



Só pode ser gozo

Então no dia seguinte à derrota de Portugal aos pés da Espanha mandam-me um convite para a festa de Verão aqui da barraca e têm a lata de dizer que vai haver especialidades culinárias espanholas?

(Já para não dizer que nem sei a que se referem, porque além da paelha, do presunto, dos churros e da sangria, não estou a ver que outras especialidades aquela gente tem... E ainda assim prefiro um arroz de pato, um queijo da serra ou um travesseiro da Piriquita. E até acho que a sangria tuga é melhor que a deles.)

Assim acabam os dias nas férias



29 de junho de 2010

Para desintoxicar da bola

(Ou para inspirar os mais aguerridos a dar uma coça ao primeiro espanhol que encontrarem. Que eu até sou pacífica e condeno a violência gratuita. Excepto contra espanhóis, porque toda a gente sabe que de Espanha nem bom vento nem bom casamento. Adiante.)

Uma sugestão cinéfila: Tropa de Elite 2, que estreia em Agosto.



mais informações aqui

Carlos La Palice Queiroz

Diz ele: "Foi um jogo difícil".
Digo eu: Se fosse fácil, tinhas ganho.

Futebol para cardíacos

Se o vosso coração é fraco e não aguenta, não vejam o jogo. Refugiem-se no quarto ou escondam-se na casa-de-banho e, sempre que ouvirem um barulho mais estranho, perguntem o que aconteceu. Assim evitam

(e eis que a Espanha marcou um golo)

exaltar-se e excitar-se desnecessariamente. Quando for golo podem festejar ou praguejar na mesma. E no fim, seja qual for o resultado, pelo menos não tiveram nenhuma crise cardíaca. Podem ter um acesso de raiva e vontade de enfiar uma vuvuzela pela goela de cada espanhol que vos aparecer à frente nos tempos mais próximos, mas crise cardíaca não tiveram.

Preferia sofrer de amnésia

Reencontro com amigos de longa data que não via desde o século passado. Grande festa, claro, há tanto tempo, que bom! Mesmo, mesmo muito bom, voltar a falar com pessoas com quem partilhei tanto, como se tivessem passado apenas dois dias desde que nos despedimos a última vez. São estes os verdadeiros amigos, diria, aqueles com quem falamos como se nunca nos tivéssemos separado.
Só que de repente, uma palavra, um gesto, uma expressão facial, qualquer coisa insignificante, faz-me lembrar o motivo pelo qual nunca mais nos tínhamos visto e o ambiente torna-se constrangedor. Ninguém fala disso, mudamos de assunto, mas o certo é que nos zangámos e tivemos atitudes de que nos arrependemos. Era tão importante, naquela altura. E agora, ainda será? Talvez não, mas é impossível não recordar o que senti, o que dissemos, a forma como nos afastámos para nunca mais nos vermos. Fingimos que não se passou nada e tentamos voltar a ser amigos como antes, mas a verdade é que no fundo, bem lá no fundo, eu sei que também vocês se lembram de tudo, bem podem negar! E receio que a qualquer momento…

Simplesmente perfeita

Será o Areias?

Notícias de trânsito no rádio esta manhã:

- Atenção ao camelo na estrada X perto da localidade Y.

Isso mesmo: camelo na estrada. Não ouvi mal. O locutor até repetiu. E eu que pensava estar na Europa, afinal devo estar em Marrocos...

28 de junho de 2010

Afinal, em que ficamos?

Regressar a casa, rever família e amigos, é bom. Muito bom, mesmo. É, não é? Pois é. Excepto quando começa a lengalenga do costume: Então e quando voltas de vez? Aquilo lá não é para ti! Vais ficar mesmo por lá? Mas é tão longe! Gostas de lá estar? E não é muito frio? E as pessoas não são antipáticas? Aqui está-se melhor, faz sol e bom tempo. Vem-te mas é embora que aqui é que se está bem.
A isto seguem-se horas a dizer mal do governo, do país, da economia, do tempo, do desemprego, dos impostos e agora até da selecção nacional de futebol.

Há coisas que nunca mudam

Uma pessoa passa uma semana de férias, sem pensar no trabalho, faz por ignorar as confusões e os problemas, consegue até esquecer as passwords e os códigos que usa todos os dias, quase nem se lembra da cara dos doidos com quem tem de conviver oito horas por dia, cinco dias por semana. Regressa, fresca que nem uma alface e pronta para se agarrar ao trabalho com unhas e dentes (é mentira, mas não importa), e começa logo a levar com os números todos do costume. Em menos de duas horas, os efeitos das férias foram-se. Extraordinário.

Worst. Day. Ever.

Talvez seja um pouco exagerado, mas a verdade é que o primeiro dia de trabalho depois de umas férias é para esquecer. Se eu mandasse, instituía uns dias de pós-férias para permitir ao trabalhador voltar a adaptar-se à ideia de ter de se levantar cedo para ir aturar gente doida durante oito horas.

27 de junho de 2010

Se é para pertencer a uma seita...

A Visão desta semana fala da Seita do Sexo, onde até é preciso fazer testes de HIV para poder entrar. Eu tenho para mim que, seita por seita, ao menos nesta o pessoal sempre se distrai, diverte-se e deve vir lá dos retiros muito mais feliz. Que o diga o repórter que por lá andou durante 4 dias. (No entanto, lendo o artigo percebe-se que, das duas, uma: ou o repórter não contou tudo, ou de sexo aquilo tem muito pouco, é mais a história do amor livre e da liberdade e da desinibição e etc.)
Infelizmente, ontem quando me tocaram à campainha para vender religião, eram as Testemunhas de Jeová. Claro que, não sendo tão divertidos como os outros, não angariaram clientes.

A trabalhar para o melanoma

Não vale a pena. As campanhas de sensibilização, a publicidade, os alertas, os avisos, os anúncios e tudo o resto que surge por altura do Verão não fazem qualquer efeito. Continua a haver muito boa gente, inclusivamente com crianças, que chega à praia depois do meio-dia, não usa protector solar (isso é coisa de meninos!), abusa dos bronzeadores, e deita-se a estorricar ao sol até ficar negra que nem um tição. Mesmo que já tenham um escaldão de fazer inveja à lagosta mais suada, insistem em comportar-se da mesma forma. E há ainda os banhistas-girassol, que vão virando a toalha na areia para acompanhar a posição do sol, de tal forma que a certa altura estão de cabeça para baixo, só para terem a certeza que não perdem nem um raiozinho ultravioleta.

Depois, quando surgem os problemas, ai coitado, o que havia de lhe acontecer, apanhou um cancro de pele (como quem apanha uma gripe, com certeza), nunca teve sorte nenhuma na vida, só desgraças! E agora o que vai ser dele? Agora? Agora, batatas! Tivesse pensado nisso antes!

25 de junho de 2010

Foi com este...


...que o Cristiano Ronaldo aprendeu a marcar golos esquisitos.

23 de junho de 2010

23 de Junho de 2001


Nove anos. Quase uma década. É muito tempo? Não. Parece que foi ontem.
O caminho nem sempre foi fácil, tivemos altos e baixos, muitos obstáculos a ultrapassar, vivemos momentos bons, momentos menos bons e até alguns momentos maus. Houve certezas e dúvidas, tristezas e alegrias, muitas lágrimas, mas muitos mais risos. Fizemos sacrifícios e fomos recompensados por isso. É de tudo isto que é feita uma vida em comum. E valeu a pena.

Porque te amo cada dia um bocadinho mais.

18 de junho de 2010

Vou ali


E já volto!

Pensamento da manhã

Todas as reuniões são inúteis.

17 de junho de 2010