Há 43 minutos
14 de junho de 2010
13 de junho de 2010
Sabemos que está tudo bem no Mundo
Quando no Telejornal vemos uma reportagem sobre o supermercado onde os cozinheiros da selecção nacional de futebol se abastecem na África do Sul.
Com certeza, já não há guerras, nem crise, nem desemprego, nem...
Com certeza, já não há guerras, nem crise, nem desemprego, nem...
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Santo António
E eu aqui tão longe... Lisboa nasceu, pertinho do céu
Toda embalada na fé
Lavou-se no rio, ai ai ai menina
Foi baptizada na Sé !
Já se fez mulher e hoje o que ela quer
É bailar e dar ao pé
Vaidosa varina, ai ai ai menina
Mas que linda que ela é!
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12 de junho de 2010
I've got a feeling
Parece-me que os jogos deste campeonato do mundo de futebol vão ser vistos sem som.
Irra, que já não se aguenta o barulho das cornetas! E ainda agora começou.
Irra, que já não se aguenta o barulho das cornetas! E ainda agora começou.
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Eu não queria ir
Mas ainda bem que fui. De facto, não há como umas horas passadas em boa companhia, com bons amigos, para nos fazerem esquecer as tristezas. Pelo menos durante um tempo.
Isso, e quilos de chocolate, claro...
Isso, e quilos de chocolate, claro...
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11 de junho de 2010
Desilusão
Dias e dias a pensar no assunto, a tentar não stressar, diz que a força do pensamento positivo é muito importante. Boa disposição é essencial, não desesperes. E de repente basta um telefonema com a notícia mais temida. Sinto o chão a fugir-me de baixo dos pés.
E agora? Volto ao início? Ou simplesmente desisto?
E agora? Volto ao início? Ou simplesmente desisto?
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É sempre na melhor altura
Deve ser uma lei universal ou coisa do género, mas sempre que tenho um trabalho urgente para entregar alguma coisa tem de correr mal. Normalmente, por culpa do computador. Ou é o Word que deixa de funcionar, ou é o servidor que está em baixo, ou é a porcaria do programa de gestão do trabalho que decide empancar mesmo no momento em que eu mais preciso…
São horas da minha vida perdidas com estas coisas. Horas. Que não voltam! E o que fazem os “técnicos”? Arranjam uma coisa, mas estragam outra. Em tempo de crise, há que garantir que não perdem o emprego…
São horas da minha vida perdidas com estas coisas. Horas. Que não voltam! E o que fazem os “técnicos”? Arranjam uma coisa, mas estragam outra. Em tempo de crise, há que garantir que não perdem o emprego…
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Regime de voluntariado
Sou só eu que tenho chefes estranhos? Começo a achar que atraio os incompetentes todos. Agora aqui o maioral decidiu deixar de distribuir trabalho e passou a perguntar quem se oferece para o fazer. Assim que aparece qualquer coisa, lá vem o e-mail da praxe. Ora a distribuição do trabalho faz parte das funções do chefe, que eu saiba. E é como diz o outro, voluntário só à força!
É que se for para eu decidir, pois com certeza, terei muito gosto. Desde que o meu salário passe a ser equivalente ao dele…
É que se for para eu decidir, pois com certeza, terei muito gosto. Desde que o meu salário passe a ser equivalente ao dele…
10 de junho de 2010
Incríveis, de facto
Com o campeonato do mundo de futebol a começar, é impossível escapar à avalanche de programas sobre o assunto que invadiram a televisão. Ainda esta noite, ao jantar, levei com uma coisa chamada "O Regresso dos Incríveis" (e não eram os da Disney).
Do pouco a que assisti, consegui perceber que o estereótipo do jogador de futebol burro, pintarolas e cromo está para durar. O primeiro que vi foi o Deco que tem, no jardim da sua casa em Londres ou arredores (escapou-me esse pormenor), uma cabine telefónica vermelha, tipicamente inglesa. Diz que já lá estava antes e quando o apresentador lhe perguntou, em tom de brincadeira, se funcionava, ele decidiu pegar no telefone e experimentar. Ok. Deco, filho, se não pagas conta desse telefone fixo é porque não está ligado à rede central, logo, provavelmente, não funciona. É decorativo, percebes? Digo eu, mas se calhar lá pelas Inglaterras a coisa funciona de outra maneira.
O resto foi o que se espera destas coisas: casas gigantescas, decoradas com gosto muito duvidoso, tudo em grande, muitos carros muito caros (o Cristiano herói da Pátria até conseguiu a proeza de chutar uma bola contra um Ferrari!)... Enfim, aquilo que estamos habituados a ver.
E o Nani a tocar piano. Isso, confesso, surpreendeu-me.
Do pouco a que assisti, consegui perceber que o estereótipo do jogador de futebol burro, pintarolas e cromo está para durar. O primeiro que vi foi o Deco que tem, no jardim da sua casa em Londres ou arredores (escapou-me esse pormenor), uma cabine telefónica vermelha, tipicamente inglesa. Diz que já lá estava antes e quando o apresentador lhe perguntou, em tom de brincadeira, se funcionava, ele decidiu pegar no telefone e experimentar. Ok. Deco, filho, se não pagas conta desse telefone fixo é porque não está ligado à rede central, logo, provavelmente, não funciona. É decorativo, percebes? Digo eu, mas se calhar lá pelas Inglaterras a coisa funciona de outra maneira.
O resto foi o que se espera destas coisas: casas gigantescas, decoradas com gosto muito duvidoso, tudo em grande, muitos carros muito caros (o Cristiano herói da Pátria até conseguiu a proeza de chutar uma bola contra um Ferrari!)... Enfim, aquilo que estamos habituados a ver.
E o Nani a tocar piano. Isso, confesso, surpreendeu-me.
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Cada vez somos menos
No dia de Portugal aparece esta notícia no DN a dizer que os portugueses estão a desaparecer. Cada vez nascem menos e morrem mais. Diz que a culpa disto também é da crise, pelo menos em parte.
A solução, talvez…
A solução, talvez…
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Pedro Abrunhosa
Poder da mente
Tinha um amigo que costumava dizer, por brincadeira, que tudo era possível com o poder da mente. No Inverno não tinha frio, no Verão não tinha calor e por aí fora – tudo devido ao poder da mente. Passava o tempo a dizer isto, só para irritar o resto do povo que tiritava de frio ou derretia com o calor. Se bem me lembro, a única coisa que ele não conseguia controlar com a mente era o relógio (era daquelas pessoas que nunca chegam a horas a lado nenhum).
Eu também gostava de acreditar que tudo se pode resolver só com o poder da mente ou do pensamento positivo ou da fé ou do que lhe quiserem chamar. Mas desconfio que não é verdade.
Eu também gostava de acreditar que tudo se pode resolver só com o poder da mente ou do pensamento positivo ou da fé ou do que lhe quiserem chamar. Mas desconfio que não é verdade.
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9 de junho de 2010
Já vem a caminho
Até que enfim!
Detesto ter de esperar um ano pelo livro de bolso, mas recuso-me a pagar mais de 20 euros por um livro que me pode custar 5.
Vamos lá ver se os correios se portam bem...
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Discworld
Os animais são nossos amigos
Tenho medo de animais. Pronto, já disse. Não é só de cães, é de gatos, pássaros, insectos, rastejantes, roedores… basicamente, tudo o que mexa e não tenha aparência de ser humano. Bem sei que os humanos são muito mais perigosos do que qualquer animal, que estes, em princípio, se não lhes fizermos mal também não nos atacam, que são muito mais fiéis e companheiros do que qualquer humano, etc., etc. Sei disso tudo e até acredito que seja verdade. Também sei que continuo a ter medo e que não há nada a fazer. É perfeitamente irracional, pois é. Na verdade, nunca fui atacada por nenhum animal, mordida, arranhada, bicada (o pior mesmo foi uma ferroada de abelha em criança). Mas isso só ainda não aconteceu porque eu não me aproximo deles, obviamente. Qual é a dúvida? Eu tento, juro que tento controlar o medo. É que o meu primeiro instinto ao ver um bicho qualquer é fugir a sete pés na direcção contrária. Ora isto coloca alguns problemas, quando se anda na rua e nos aparece um cão vadio à frente. Antigamente, atravessava a estrada. Agora já me controlo um bocadinho, passo o mais longe possível, mas consigo cruzar-me com a fera.
8 de junho de 2010
Uma ajudinha, please!
Qual é a forma mais diplomática, se é que existe, de dizer a uns amigos que acabámos de reencontrar ao fim de uma data de anos e com quem estamos a combinar um jantar que não tragam os outros de quem só eles é que se lembram mas que não nos dizem nada porque nem do raio do nome nos lembramos (às vezes nem com foto lá vai) portanto não temos interesse nenhum em (re)vê-los?
Esta coisa do politicamente correcto só complica!
Esta coisa do politicamente correcto só complica!
Gentinha insuportável
Há dois tipos de pessoas (deve haver mais, mas agora só interessam dois) insuportáveis: as que acham que sabem tudo e não admitem a opinião de mais ninguém e as que têm de perguntar 50 vezes a 50 pessoas diferentes o que devem fazer, como, quando e onde. Se as primeiras me irritam profundamente por motivos óbvios, as segundas também não têm um efeito melhor. É que não tenho mesmo pachorra nenhuma para estar constantemente a ser interrompida com perguntas idiotas. Agora preciso de saber o que faço porque tenho um prazo apertado e a secretária está doente, agora não sei como copio o texto de um documento para outro, agora o teclado não faz o ponto, agora o e-mail não abre, agora não sei o que fazer com o programa que uso há mais de 20 anos... Ainda por cima, não se limitam a perguntar directamente, não, isso era demasiado fácil! Têm de fazer comentários, apartes cómicos, conversar, dar opinião – basicamente, fazer os outros perder ainda mais tempo. E tudo sempre com um ar muito inocente e ingénuo, nitidamente à espera que alguém se ofereça para fazer as coisas na sua vez.
Pois pela parte que me toca, hoje estão com azar!
Pois pela parte que me toca, hoje estão com azar!
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Se não puder ajudar, atrapalhe
Este parece ser o mote aqui do circo onde trabalho. Então não é que na época de maior aperto de todo o ano o palhaço-mor ainda se lembra de nos convocar, perdão, convidar para reuniões inúteis?
É como dizia o outro: deixem-me trabalhar!
É como dizia o outro: deixem-me trabalhar!
Quando o tecto nos caiu em cima da cabeça
Hoje lembrei-me de mais uma história do antigamente, dos tempos em que tudo corria mal, mas nos divertíamos à brava. Pelo mesmo motivo que nos rimos quando alguém cai, naquele tempo achávamos piada à nossa desgraça e a tudo o que nos acontecia. Das duas, uma: ou éramos uma cambada de inconscientes (provável) ou era um mecanismo de defesa para não darmos em doidos (mais provável). Seja como for…
Certo dia, começámos a ouvir uns ruídos estranhos por cima das nossas cabeças. Olhando para cima, só se via o tecto falso, mas nitidamente andava por ali algum animal. De repente, o barulho aumentou e percebemos que se tratava de felinos de rua assanhados, furiosos, que entraram por engano pela janela minúscula ao nível do passeio (trabalhávamos na cave que deveria servir de garagem a um prédio em Lisboa, cujo senhorio, típico xico-esperto tuga, decidira alugar para ganhar mais uns trocos). Os gatos corriam, lutavam, berravam, dando a volta à sala por dentro do tecto falso. Conforme se deslocavam, nós íamo-nos encolhendo e desviando, por via das dúvidas.
Até que o inevitável acabou por acontecer: uma da placas do tecto partiu-se, os gatos caíram embrulhados e em pânico em cima de uma secretária, falhando por pouco o ocupante da dita, e dispararam que nem setas na direcção da porta. Só tivemos tempo de nos afastar para os deixar passar e nunca mais os vimos.
Certo dia, começámos a ouvir uns ruídos estranhos por cima das nossas cabeças. Olhando para cima, só se via o tecto falso, mas nitidamente andava por ali algum animal. De repente, o barulho aumentou e percebemos que se tratava de felinos de rua assanhados, furiosos, que entraram por engano pela janela minúscula ao nível do passeio (trabalhávamos na cave que deveria servir de garagem a um prédio em Lisboa, cujo senhorio, típico xico-esperto tuga, decidira alugar para ganhar mais uns trocos). Os gatos corriam, lutavam, berravam, dando a volta à sala por dentro do tecto falso. Conforme se deslocavam, nós íamo-nos encolhendo e desviando, por via das dúvidas.
Até que o inevitável acabou por acontecer: uma da placas do tecto partiu-se, os gatos caíram embrulhados e em pânico em cima de uma secretária, falhando por pouco o ocupante da dita, e dispararam que nem setas na direcção da porta. Só tivemos tempo de nos afastar para os deixar passar e nunca mais os vimos.
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7 de junho de 2010
A minha terra
Em criança, Lembro-me de os meus amigos irem “à terra” nas férias de Verão e de ficar triste por não ter terra para onde ir. E a terra deles parecia um sítio mágico, algures noutro mundo, numa outra dimensão, assim uma coisa saída de um filme da Disney, com fadas, duendes, gente boa, para onde se ia no fim de Junho e de onde só se regressava em Setembro. Mas eu, nascida em Lisboa, assim como os meus pais, era uma sem-terra. Não é bem verdade, porque Monsanto, na Beira Baixa, sempre foi um bocadinho a minha terra - ia para lá desde muito pequena, tínhamos lá amigos que eram (ainda são) mais família do que alguns familiares. Mas terra, terra mesmo, oficial, onde os pais nasceram e onde ainda viviam os avós, os tios e os primos, isso não tinha.
Tudo isso mudou quando, quase aos 30 anos, emigrei. De repente, sem dar por isso, passei a ter uma terra onde regressar nas férias. Fica ali a pouco mais de 2 horas de avião, num cantinho junto ao mar, com um clima estupendo de fazer inveja a muitos países. Não tem fadas nem duendes, mas tem família, amigos e gente muito boa.
Mais duas semanas e vou à terra.
Tudo isso mudou quando, quase aos 30 anos, emigrei. De repente, sem dar por isso, passei a ter uma terra onde regressar nas férias. Fica ali a pouco mais de 2 horas de avião, num cantinho junto ao mar, com um clima estupendo de fazer inveja a muitos países. Não tem fadas nem duendes, mas tem família, amigos e gente muito boa.
Mais duas semanas e vou à terra.
Informáticos, e dos bons!
Há uns tempos, fomos informados aqui no serviço que tinha sido criada uma assinatura electrónica uniforme a utilizar nos e-mails. A ordem, disfarçada de pedido, era de a utilizarmos em todos os e-mails a partir de determinada data. A acompanhar a informação, vinham as instruções sobre com activar a boa da assinatura de modo a que fosse automaticamente incluída em todas as mensagens. Menina bem-mandada, tratei logo de fazer a coisa, antes que o e-mail ficasse irremediavelmente perdido no meio de todos os outros, e descansei. Nunca mais me lembrei do caso, até que, um dia, percebi que os meus e-mails seguiam sem a assinatura. Intrigada com o assunto, decidi ligar ao helpdesk – coisa que só faço depois de tentar por todos os meus meios resolver a questão (não sendo um génio dos computadores, ainda assim desenrasco-me e não tenho medo do bicho). Adiante. Liguei e atendeu-me um técnico que, aparentemente, resolveu a coisa através do acesso à distância, depois de andar às voltas nas várias opções. Encantada da vida, mais uma vez, descansei.
Ora qual não é o meu espanto quando, no dia seguinte, a assinatura voltou a desaparecer. Novo telefonema para o helpdesk, nova voz do outro lado, novo acesso remoto, nova viagem pelas várias opções do programa de e-mail. Até que o técnico, especialista, possivelmente tão engenheiro como o Sócrates, me diz:
- Viu o que alterei aqui nesta opção?
- Vi.
- Terá de fazer isto todos os dias. Também acontece comigo.
Percebi que não valia a pena insistir. É que, aparentemente, desta vez não bastava sair e voltar a entrar…
Ora qual não é o meu espanto quando, no dia seguinte, a assinatura voltou a desaparecer. Novo telefonema para o helpdesk, nova voz do outro lado, novo acesso remoto, nova viagem pelas várias opções do programa de e-mail. Até que o técnico, especialista, possivelmente tão engenheiro como o Sócrates, me diz:
- Viu o que alterei aqui nesta opção?
- Vi.
- Terá de fazer isto todos os dias. Também acontece comigo.
Percebi que não valia a pena insistir. É que, aparentemente, desta vez não bastava sair e voltar a entrar…
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6 de junho de 2010
5 de junho de 2010
4 de junho de 2010
Outra que precisa de um chazinho
Aqui no serviço, é habitual festejar o dia de Portugal com um cocktail oferecido pelo chefe máximo cá da casa. Mais ou menos duas semanas antes, recebemos o convite para a festarola, a que nos pedem que respondamos, embora sem indicar a data limite. Sendo uma característica tipicamente tuga esperar pela última hora para fazer seja o que for, normalmente uma das secretárias contacta-nos a perguntar se afinal vamos ou não. Até aqui, tudo normal. Só que este ano, a rapariga deve ter dormido mal, tinha as hormonas desreguladas, acordou com os pés de fora, ou o marido não lhe deu o que ela queria, sabe-se lá, e enviou-nos este simpático e, sobretudo, delicado texto por e-mail:
Caros Colegas,Não dá vontade de a mandar logo para o outro lado? Escusado será dizer que ainda não respondi e que só o vou fazer 5 minutos antes de sair.
Dadas as estatísticas das respostas ao convite para o "cocktail" do dia 10 de junho, suponho que não é suficientemente claro que espero resposta...
Assim para completar:
"r.s.f.f. até ao dia 4 de junho 2010".
Obrigada.
C.
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Friends forever
Encontrei o meu melhor amigo dos tempos da universidade. É daquelas pessoas com quem falava de tudo, que tinha sempre um ombro disponível, ou às vezes até os dois, e com quem nunca tive uma discussão, que me lembre. Era um pinga-amor, coitado. Sofria amargamente por uma namorada que o deixara, mas depois não o queria deixar, mas afinal já queria outra vez… enfim, coisas de putos aos 20 anos. O certo é que acabava por se apoiar em mim e na nossa amizade. De tal forma que, a certa altura, a namorada começou a ter ciúmes. Foi cómico, até, tendo em conta que nunca houve, nem poderia haver, nada mais entre nós a não ser uma grande amizade. Nem tal coisa nos passava pela cabeça, aliás!
Não nos vemos há mais de 15 anos, cada um seguiu a sua vida e nunca mais soubemos um do outro. Mas ontem, quando nos encontrámos, foi como se nunca nos tivéssemos afastado. É de facto uma pessoa muito especial e ainda bem que voltou a entrar na minha vida. Sinto-me mais feliz por saber que está ali, para o que for preciso, mesmo estando fisicamente longe.
Não nos vemos há mais de 15 anos, cada um seguiu a sua vida e nunca mais soubemos um do outro. Mas ontem, quando nos encontrámos, foi como se nunca nos tivéssemos afastado. É de facto uma pessoa muito especial e ainda bem que voltou a entrar na minha vida. Sinto-me mais feliz por saber que está ali, para o que for preciso, mesmo estando fisicamente longe.
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3 de junho de 2010
Imaginação não nos falta
Qual bandeira, qual cachecol, qual corneta rebaptizada de vuvuzela, qual quê! O que está a dar para apoiar a selecção é o garrafão lusitano. Não me admirava nada de começar a ver o povo com uma coisa destas enfiada na cabeça...
Acho especialmente delicioso o pormenor do galo.
Acho especialmente delicioso o pormenor do galo.
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quê?
Um verdadeiro cavaleiro andante
Estava marcada uma reunião para esta manhã, às 10h. Uma colega minha está em regime de teletrabalho, portanto desloca-se de casa aqui ao serviço sempre que há este tipo de coisas. Pois bem, a moçoila telefona entretanto a dizer que teve um problema com o carro e, portanto, vai chegar mais tarde. Até aqui, tudo bem, coitada, é chato, esperamos que não seja nada complicado e que se despache depressa, etc. e tal. Mas qual não é o espanto quando o chefe nos informa que a reunião fica adiada até ele voltar porque vai socorrer a donzela em apuros.
Querem ver que o homem é mecânico e ninguém sabia?
Querem ver que o homem é mecânico e ninguém sabia?
2 de junho de 2010
É mau demais
Estava sem nada para fazer e decidi distrair-me com os quizzes do Facebook. Não devia, está visto. Transcrevo na íntegra a pérola que encontrei. Além do conteúdo (mas nestas coisas ninguém espera um estudo científico, portanto tudo bem), o que mais me impressionou foi o talento do autor para a escrita. Sim, porque só pode ser talento. Desafio-vos a encontrarem uma frase correcta de princípio ao fim...
qual a palavra para te caracterizar?
podes ser muita coisa,mas soa uma que te caracteriza
1. se encntrasses um cao perdido na rua,o que fazias?
- levava-o a um canil ou um sitio do genero onde os donos o pudessem encontrar rapidamente
- de certeza que os donos oencontraam rapidamente,eu so ndo em ruas pequenas
- dava-lhe um pontape e escarravalhe em cima!
- levaa o cao para casa e ficava cm ele,claro que os meus pais nao podiam saber!
- pegava nele e depois metiao dentro de um jardim de alguem que tambem tivesse cao
- nao podia fazer nada,porque quando ando na rua e porque tenho que ir algum sitio,e nao posso chegar tarde
- levavao ara casa ,davalhe de comer, abrigo,e depois procurava o seu dono
- ficava lá a espera que alguem fosse buscalo
2. se algum colega te pedisse as canetas de filtro que os teus pais te compraram ontem,tu emprestavas?
- claro que sim!tambem gostava que me emprestassem se eu precisasse!
- claro!eu sei que esse colega nao me iria estragar as canetas
- claro e ainda lhe dava o corrector se essa pessoa precisasse!
- por mim podia ficar com elas!
- nao!ele que va enfiar enfiar canetas no cu!!
- atiravalhe a caneta a cabeca
- canetas?!nem me lembro onde as pus...
- claro que nao!!essas bestas ainda me estragavam as canetas!
3. o que farias para mudar este mundo?
- ajudava as pessoas com problemas(pobreza,doença,etc....)
- nao tenho medo deste mundo,o que tiver que vir,que venha
- tudo o que fosse preciso
- mmmmm....mudar o mundo?porque?
- peace & love ^_^
- fazia ganda fogueira e queimava todos os plasticos
- acabava com os que estao a mais!
- nada,desde que eu esteja bem...
4. a/o tua/o namorada/o chegasse tarde a um encontro ,o que fazias?
- nem esperava por ela/e,ia-me logo embora!
- acabava com ela/e,nem queria desculpas
- nada,é na boa ; )
- comprimenta-va??????????
- namorada/o?! isso nao e comigo!
- ficava preocupado/a,e preguntavalhe porque e que se tinha atrasado
- acho que seria eu a fazer esse papel
- ah!ja nem me lembrava!
5. cual destas cores gostas mais?
- branco
- verde
- laranja
- amarelo
- bege
- roxo
- dourado
- vermelho
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Passo os dias a ler e a escrever
É verdade, leio e escrevo de manhã à noite. À primeira vista, este seria um emprego de sonho, pelo menos para quem, como eu, gosta de ler e de escrever. Seria, mas não é.
Para que uma qualquer actividade seja agradável e nos dê prazer, existe uma condição essencial: que seja interessante. Ter um mínimo de interesse, vá, não é preciso ser o mais recente filme do Spielberg que nos deixa agarrados ao ecrã do cinema durante horas, mas pelo menos que nos consiga cativar a atenção. O problema aqui é precisamente esse. Pois é, eu leio e escrevo o dia todo sobre os assuntos menos interessantes que se possam imaginar. Não é literatura, não são notícias de jornal, não são sequer folhetos publicitários do supermercado. São textos técnicos, relatórios, economia, auditorias e o diabo a quatro. Cada texto é único, dizem-me. Trata de um assunto específico, diferente dos outros. Sim, é verdade, um fala de vacas, o outro de azeite, aquele é sobre estações de tratamento de águas residuais e este sobre auto-estradas. E então? Espremendo, o sumo é o mesmo: contas e mais contas, números, percentagens, legislação, isto foi bem feito, aquilo não cumpriu as regras, aqueloutro tem de ser alterado. Sempre a mesma lengalenga, o mesmo tipo de linguagem, em alguns casos até as mesmas frases. Juro. Criatividade, zero. Originalidade, menos um.
Passo os dias a ler e a escrever, pois passo, mas…
Para que uma qualquer actividade seja agradável e nos dê prazer, existe uma condição essencial: que seja interessante. Ter um mínimo de interesse, vá, não é preciso ser o mais recente filme do Spielberg que nos deixa agarrados ao ecrã do cinema durante horas, mas pelo menos que nos consiga cativar a atenção. O problema aqui é precisamente esse. Pois é, eu leio e escrevo o dia todo sobre os assuntos menos interessantes que se possam imaginar. Não é literatura, não são notícias de jornal, não são sequer folhetos publicitários do supermercado. São textos técnicos, relatórios, economia, auditorias e o diabo a quatro. Cada texto é único, dizem-me. Trata de um assunto específico, diferente dos outros. Sim, é verdade, um fala de vacas, o outro de azeite, aquele é sobre estações de tratamento de águas residuais e este sobre auto-estradas. E então? Espremendo, o sumo é o mesmo: contas e mais contas, números, percentagens, legislação, isto foi bem feito, aquilo não cumpriu as regras, aqueloutro tem de ser alterado. Sempre a mesma lengalenga, o mesmo tipo de linguagem, em alguns casos até as mesmas frases. Juro. Criatividade, zero. Originalidade, menos um.
Passo os dias a ler e a escrever, pois passo, mas…
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trabalho
1 de junho de 2010
Um bocadinho exagerado, não?
Recebemos aqui no serviço a seguinte informação por e-mail:
“Instalação de um abrigo para fumadores no edifício X
Encontra-se actualmente disponível um abrigo para fumadores entre os edifícios X e Y. Os restantes locais dos edifícios, incluindo os exteriores e as esplanadas das cafetarias, passam a ser estritamente não fumadores. A fim de preservar a imagem da instituição, pede-se ao pessoal que não fume nos passeios à entrada dos edifícios.”
Vamos lá ver uma coisa: eu até não fumo, mas não sou fundamentalista e reconheço aos outros o direito de o fazerem, desde que não me incomodem e respeitem as regras básicas da vida em sociedade (basicamente, desde que não me atirem o fumo para cima, por mim está tudo bem, cada um que se mate como quiser). Que criem um “abrigo para fumadores”, até acho muito bem. Tendo em conta que este país é frio e que chove quase continuamente, penso que eles até agradecem. Que não permitam que se fume no interior dos edifícios, OK, percebo, convenhamos que o cheiro a tabaco frio não é dos mais agradáveis. Agora que proíbam que se fume no exterior? Nas esplanadas ao ar livre? À entrada dos edifícios por causa da “imagem da instituição"? O que se segue? Vão-nos arranjar fardas para ter a certeza que andamos todos vestidinhos a preceito? É que se o problema é a imagem, há por aí muito boa gente que não fuma mas tem cá um mau aspecto…
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Criança, sempre
Em criança, o que eu mais queria era uma bicicleta. Mas os meus pais, porque vivíamos na cidade, tinham medo que eu fosse atropelada por algum camião desgovernado, e portanto nunca me compraram uma. De vez em quando, os outros miúdos lá da rua deixavam-me andar nas deles, mas já se sabe que era sempre por grande favor, porque os putos são, de facto, muito mauzinhos uns para os outros. De modos que, em pequenina, andava a pé e era se queria. Mais tarde, os meus pais até um carro me ofereceram, mas a bela da bicla - nada! E que é que eu fiz? Com o primeiro ordenado que ganhei quando comecei a trabalhar, fui a correr comprar uma. Vermelhusca, linda. Usei-a umas quantas vezes, depois enfiei-a na arrecadação onde está até hoje. Mas tenho uma bicicleta. Se isto não é ser criança…
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31 de maio de 2010
Inacreditável
Aqui neste canto onde me encontro existe uma rádio portuguesa - o número de tugas e seus descendentes justifica essa existência e, verdade seja dita, não é má de todo. Lembra um bocadinho as rádios locais em Portugal, não é propriamente uma Rádio Comercial, Antena 3 ou outra do género, mas esforça-se por divulgar a cultura e as notícias lusas, e fá-lo com alguma qualidade (se exceptuarmos a hora de almoço de domingo e o programa de discos pedidos ao fim do dia onde passam exclusivamente pimbalhada do melhor gabarito).
Ora bem, esta tarde uma locutora da dita rádio entrevistava uma jovem luso-descendente que trabalha como dietista. A jovem, que sempre estudou numa língua que não o português, mostrava por vezes algumas dificuldades em expressar-se, o que é até compreensível, visto que só fala a língua em casa, com os pais. Ainda assim, desenrascava-se bastante bem. Já a locutora passa o dia a falar português, não sei se em casa, mas pelo menos no trabalho - eu sei, porque a oiço com frequência. Portanto, não há desculpas para não saber o que diz.
A certa altura, a entrevistada falava dos benefícios do azeite na alimentação:
- É a dieta medit..., medi...
- Mediterraneana - interrompeu, convicta e peremptória, a locutora.
...
Ora bem, esta tarde uma locutora da dita rádio entrevistava uma jovem luso-descendente que trabalha como dietista. A jovem, que sempre estudou numa língua que não o português, mostrava por vezes algumas dificuldades em expressar-se, o que é até compreensível, visto que só fala a língua em casa, com os pais. Ainda assim, desenrascava-se bastante bem. Já a locutora passa o dia a falar português, não sei se em casa, mas pelo menos no trabalho - eu sei, porque a oiço com frequência. Portanto, não há desculpas para não saber o que diz.
A certa altura, a entrevistada falava dos benefícios do azeite na alimentação:
- É a dieta medit..., medi...
- Mediterraneana - interrompeu, convicta e peremptória, a locutora.
...
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Ansiedade
Há vários momentos na vida que são decisivos. Por vezes só nos apercebemos disso mais tarde, quando já passou algum tempo. Outras vezes sabemos antecipadamente que determinado acontecimento vai ser crucial para o nosso futuro. Com sorte, hoje é um desses dias.
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30 de maio de 2010
Naturalmente...
... belo e majestoso. Sem artifícios nem fingimentos. Se ao menos as pessoas conseguissem ser assim...
Manhã de domingo
Gosto das manhãs de domingo, quando o mundo inteiro ainda dorme. Não há barulho, não se ouvem vozes, nem carros a passar na rua, nem telefones a tocar. O tempo corre devagarinho. Ninguém me incomoda, estou só com os meus pensamentos. Olho pela janela e vejo o dia, pouco a pouco, despertar. Neste momento tudo parece possível. Tudo pode acontecer.
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28 de maio de 2010
Leituras e literatura
Tendo feito um curso de letras, fui obrigada a ler muitas obras consideradas clássicos da literatura. No caso, tratou-se essencialmente de textos em inglês e em francês. Algumas das coisas que li eram interessantes, cativaram-me e levaram-me a procurar posteriormente, por gosto e já não por obrigação, outras obras dos mesmos autores. Infelizmente, estes casos foram poucos. Na sua maioria, os considerados clássicos são, na verdade, uma grande estopada. Ainda assim, resistente como sou, consegui ler tudo o que me puseram à frente. Tudo? Bem, na realidade, não... Ainda aguentei Balzac e Flaubert, mais uns quantos americanos de cujo nome não me recordo (tão boa impressão deixaram), mas Oscar Wilde só houve um, Shakespeare também (quer dizer, deste ninguém sabe ao certo, mas avancemos com a teoria de que o homem de facto existiu e era mesmo só uma pessoa por ser mais fácil), dos contemporâneos, por sinal muito maltratados nestes cursos, ficaram David Lodge e Rose Tremain, além de Sartre e Daniel Pennac nos franceses. E pronto.
Mas quando me deram Proust e o seu Em Busca do Tempo Perdido para ler... foi a desgraça completa! De facto, o título assenta muito bem na obra, composta por nem sei já quantos volumes dos quais eu apenas deveria ter lido o primeiro. É mesmo de perda de tempo que se trata! Sei que comecei a ler o livro, como sempre na expectativa do que dali sairia, e a pouco e pouco o interesse foi-se esfumando. No fim da primeira página já não sabia se o protagonista estava acordado, a dormir, a sonhar, a delirar... Eu, sem dúvida, estava a adormecer. E pensar que tudo aquilo era por causa de uma madalena (o bolo)! Se ainda fosse por um belo bolo de chocolate, cheio de creme... Sei que consegui ler 4 páginas. Quatro. Nem mais uma. Sei que, entre os meus colegas, houve alguém que leu 40 - foi um recorde absoluto!
Anos mais tarde, num dia em que me dedicava a arrumar os livros em casa, encontrei novamente Proust. Pensando que talvez o problema tivesse sido da idade, que aos 20 anos não tivesse paciência para coisas assim, sérias, arranjei coragem e peguei-lhe novamente. Em vão. Voltei a não passar da página 4. É frustrante pensar que de tantos livros que tenho este foi, até agora, o único que não consegui mesmo ler. Infelizmente, acho que lhe encontrei um companheiro no último de António Lobo Antunes (Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?). Reconheço que o senhor até escreve bem, mas para deprimente já basta a vida!
Mas quando me deram Proust e o seu Em Busca do Tempo Perdido para ler... foi a desgraça completa! De facto, o título assenta muito bem na obra, composta por nem sei já quantos volumes dos quais eu apenas deveria ter lido o primeiro. É mesmo de perda de tempo que se trata! Sei que comecei a ler o livro, como sempre na expectativa do que dali sairia, e a pouco e pouco o interesse foi-se esfumando. No fim da primeira página já não sabia se o protagonista estava acordado, a dormir, a sonhar, a delirar... Eu, sem dúvida, estava a adormecer. E pensar que tudo aquilo era por causa de uma madalena (o bolo)! Se ainda fosse por um belo bolo de chocolate, cheio de creme... Sei que consegui ler 4 páginas. Quatro. Nem mais uma. Sei que, entre os meus colegas, houve alguém que leu 40 - foi um recorde absoluto!
Anos mais tarde, num dia em que me dedicava a arrumar os livros em casa, encontrei novamente Proust. Pensando que talvez o problema tivesse sido da idade, que aos 20 anos não tivesse paciência para coisas assim, sérias, arranjei coragem e peguei-lhe novamente. Em vão. Voltei a não passar da página 4. É frustrante pensar que de tantos livros que tenho este foi, até agora, o único que não consegui mesmo ler. Infelizmente, acho que lhe encontrei um companheiro no último de António Lobo Antunes (Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?). Reconheço que o senhor até escreve bem, mas para deprimente já basta a vida!
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literatura
27 de maio de 2010
Na minha vida mando eu!
A sociedade espera que sigamos um determinado caminho, ter um emprego, casar, ter filhos. E quando demoramos a cumprir todas as etapas, temos de aturar as críticas em tom de perguntinha de quem se interessa muito pelo nosso bem-estar.
Primeiro, é porque não temos namorado - coisa que não passa pela cabeça de ninguém! Uma rapariga nova, tão jeitosa, e sozinha? Deve ter cá um feitiozinho... (Por acaso, a parte do feitio é verdade.) Claro que se tivermos namorado e, pasme-se!, tivermos o desplante de o trocar por outro somos, obviamente, umas ***.
Depois, durante a fase de namoro, é a pergunta da praxe: então, quando é que casam? Vão casar, não vão? Não andam só aí a passar o tempo, com certeza... Ah, ele é que é um malandro, anda a enganá-la, àquele ninguém o prende! (Nem se supõe que seja ela que não quer, imagine-se uma coisa dessas!) OK, até casamos. Ficam felizes? Por pouco tempo...
Ao fim de mais ou menos um ano de casamento, começam as outras perguntas: então e filhos, não têm? Quando estão a pensar tê-los? Não me digam que não querem! (Que disparate! Haverá alguém que possa não querer?!) E quanto mais tempo passa, mais frequentes começam a ser estas perguntas. Família, amigos, conhecidos, gente que acaba de nos ser apresentada e não faz a mínima ideia de quem somos, de onde vimos ou para onde vamos desata a questionar toda a nossa filosofia de vida e a dar palpites, como se fossem os nossos melhores amigos: aproveitem agora para viajar, porque depois os filhos são uma prisão. (Então não era para ter filhos? Afinal, decidam-se!) A certa altura, começamos a cortar relações com pessoas que até nos são queridas, sem qualquer motivo que não seja o de já não conseguir ouvir a mesma pergunta repetida ad infinitum.
Portanto, já sabem: se não têm notícias minhas há um tempo, é porque me fartei de ter de fazer cara alegre enquanto respondo às vossas perguntas idiotas.
Primeiro, é porque não temos namorado - coisa que não passa pela cabeça de ninguém! Uma rapariga nova, tão jeitosa, e sozinha? Deve ter cá um feitiozinho... (Por acaso, a parte do feitio é verdade.) Claro que se tivermos namorado e, pasme-se!, tivermos o desplante de o trocar por outro somos, obviamente, umas ***.
Depois, durante a fase de namoro, é a pergunta da praxe: então, quando é que casam? Vão casar, não vão? Não andam só aí a passar o tempo, com certeza... Ah, ele é que é um malandro, anda a enganá-la, àquele ninguém o prende! (Nem se supõe que seja ela que não quer, imagine-se uma coisa dessas!) OK, até casamos. Ficam felizes? Por pouco tempo...
Ao fim de mais ou menos um ano de casamento, começam as outras perguntas: então e filhos, não têm? Quando estão a pensar tê-los? Não me digam que não querem! (Que disparate! Haverá alguém que possa não querer?!) E quanto mais tempo passa, mais frequentes começam a ser estas perguntas. Família, amigos, conhecidos, gente que acaba de nos ser apresentada e não faz a mínima ideia de quem somos, de onde vimos ou para onde vamos desata a questionar toda a nossa filosofia de vida e a dar palpites, como se fossem os nossos melhores amigos: aproveitem agora para viajar, porque depois os filhos são uma prisão. (Então não era para ter filhos? Afinal, decidam-se!) A certa altura, começamos a cortar relações com pessoas que até nos são queridas, sem qualquer motivo que não seja o de já não conseguir ouvir a mesma pergunta repetida ad infinitum.
Portanto, já sabem: se não têm notícias minhas há um tempo, é porque me fartei de ter de fazer cara alegre enquanto respondo às vossas perguntas idiotas.
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desabafos
26 de maio de 2010
S. Pedro, filho, vê lá se atinas!
Vamos lá ver uma coisa: estamos em Maio. No fim de Maio. A primavera, oficialmente, já começou há 2 meses. Dois meses, assim por extenso a ver se me entendes melhor. Daqui a menos de um mês começa o verão. Nesta altura, já por outras paragens se aproveita a praia e o sol e as esplanadas e a roupinha fresca e…
Então por que carga de água é que neste buraco no meio da Europa continua a chover torrencialmente, está frio e o inverno dura quase há 9 meses? A que propósito é que ontem estavam 26ºC e hoje estão 15ºC? Onde é que enfiaste o sol?
Se continuas assim armado em puto birrento, a gente zanga-se!
Então por que carga de água é que neste buraco no meio da Europa continua a chover torrencialmente, está frio e o inverno dura quase há 9 meses? A que propósito é que ontem estavam 26ºC e hoje estão 15ºC? Onde é que enfiaste o sol?
Se continuas assim armado em puto birrento, a gente zanga-se!
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tempo
Se não tivesse visto, não acreditava
Mais uma história incrível da empresa onde trabalhei, neste caso a que viria a falir, com o patrão como protagonista.
Nos últimos tempos de vida da empresa, o clima de ansiedade e de revolta entre os funcionários era evidente - e justificado, também. A partir do dia 24 de cada mês o patrão desaparecia, para apenas voltar a ser visto depois do dia 4 do mês seguinte. Comunicava com o pessoal através de recados deixados nas respectivas secretárias durante a noite, a que cada um respondia com outro recado colocado na secretária do patrão durante o dia. Tudo isto porque ele, que nunca gostara de pagar os ordenados, agora não tinha sequer dinheiro para o fazer e o seu orgulho de macho latino, pois assim se considerava e comportava, não lhe permitia admitir tal situação perante os funcionários.
Qual não foi o espanto geral quando, inesperadamente, o patrão começou a dar a volta pelos vários lugares e, tirando notas de dentro do envelope, ia pagando o ordenado a cada um. Parecia inacreditável e, se algum de nós tivesse um aparelhómetro daqueles que permitem detectar notas falsas, certamente tê-lo-ia utilizado. Mas não era preciso, era mesmo verdade. Até que chegou a vez dos últimos, cujas secretárias ficavam do lado contrário àquele por onde o patrão tinha iniciado o seu périplo. Sorridente, tirou as últimas notas do envelope, pagou a mais um funcionário e deu por terminada a sua função. Voltou costas e... deu de caras com alguém que ainda não tinha recebido. Sem perder tempo, sem pestanejar, sem sequer se atrapalhar, dirigiu-se ao último funcionário a quem tinha pago (e que ainda estava a contar as notas, não fosse haver enganos) e disse, alto e em bom som:
- R., empresta aí cem contos para pagar ao S.
...
Nos últimos tempos de vida da empresa, o clima de ansiedade e de revolta entre os funcionários era evidente - e justificado, também. A partir do dia 24 de cada mês o patrão desaparecia, para apenas voltar a ser visto depois do dia 4 do mês seguinte. Comunicava com o pessoal através de recados deixados nas respectivas secretárias durante a noite, a que cada um respondia com outro recado colocado na secretária do patrão durante o dia. Tudo isto porque ele, que nunca gostara de pagar os ordenados, agora não tinha sequer dinheiro para o fazer e o seu orgulho de macho latino, pois assim se considerava e comportava, não lhe permitia admitir tal situação perante os funcionários.Ora calhou que em certo mês o patrão, que já nem cheques tinha, tivesse conseguido juntar uns trocos para pagar ao pessoal, tarde e a más horas, mas sempre era melhor que nada. E aí entrou ele na sala de trabalho (um espaço aberto sem divisórias físicas), todo pimpão, inchado que nem um peru como se fosse o maior feito da humanidade pagar ordenados a quem trabalhou um mês inteiro no duro, fazendo até horas extraordinárias, sem reclamar nem ser compensado por isso. Trazia na mão um envelope recheado, viemos depois a perceber que de notas (ainda de escudos), e falava e ria como há muito ninguém o via fazer.
Já diz o povo que quando a esmola é muita o pobre desconfia, pelo que na sala onde trabalhávamos o ambiente ficou bem pesado, fez-se um silêncio sepulcral, trocámos olhares desconfiados, franzimos as testas e sentámo-nos, à espera da bomba que iria certamente rebentar.Qual não foi o espanto geral quando, inesperadamente, o patrão começou a dar a volta pelos vários lugares e, tirando notas de dentro do envelope, ia pagando o ordenado a cada um. Parecia inacreditável e, se algum de nós tivesse um aparelhómetro daqueles que permitem detectar notas falsas, certamente tê-lo-ia utilizado. Mas não era preciso, era mesmo verdade. Até que chegou a vez dos últimos, cujas secretárias ficavam do lado contrário àquele por onde o patrão tinha iniciado o seu périplo. Sorridente, tirou as últimas notas do envelope, pagou a mais um funcionário e deu por terminada a sua função. Voltou costas e... deu de caras com alguém que ainda não tinha recebido. Sem perder tempo, sem pestanejar, sem sequer se atrapalhar, dirigiu-se ao último funcionário a quem tinha pago (e que ainda estava a contar as notas, não fosse haver enganos) e disse, alto e em bom som:
- R., empresta aí cem contos para pagar ao S.
...
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antigamente é que isto era divertido
25 de maio de 2010
Dia do vizinho
Descobri há uns minutos que hoje se comemora o dia do vizinho e veio-me logo à ideia o meu vizinho do lado, trabalhador da construção civil, barrigudo de fazer inveja a qualquer agente da GNR, que um dia me abriu a porta do elevador em boxers e camisola interior de alças.
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só comigo
Já me lixaram o dia
Bolas, será assim tão difícil explicar as coisas à primeira? Por que raio é que não me dizem logo o que é para fazer? Mas será preciso andarmos sempre nisto até à última? Agora é preciso ligar para aqui, depois é mandar o fax para ali, mas não se preocupe que nós é que tratamos de tudo e informamos. OK, fico descansada, à espera que tratem de tudo. Até que a data limite se aproxima, começo a desconfiar que afinal, se calhar, não está nada tratado, e pergunto: afinal, trataram? Ah, pois, não, isso é a senhora que tem de fazer, nós não nos ocupamos desses assuntos.
P**a que pariu! Não sabiam ter dito logo?!?
P**a que pariu! Não sabiam ter dito logo?!?
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coisas que me irritam,
desabafos
Definitivamente, perdidos!
***Spoiler alert! Se ainda não viram o final de Lost, não leiam!***
Parece-me que a série Lost acabou como começou: uma enorme confusão, sem qualquer explicação para todos os acontecimentos estranhos que nos foram apresentados durante 6 temporadas. É tempo demais a seguir uma história para chegar ao fim e não perceber nada. E a solução do “estavam todos mortos” é uma grandessíssima treta! Isso dizia toda a gente desde o primeiro episódio. Qual é a novidade, onde está a inovação? Numa série que nos surpreendeu em (quase) todos os episódios, o final soube a pouco. O título não poderia ser mais apropriado: perdidos, sem dúvida, ficaram os espectadores…
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Lost
22 de maio de 2010
Fecho os olhos e vejo
Fecho os olhos e vejo-te sorrir. Vejo o brilho dos teus olhos. Sinto o teu cheiro, o teu perfume na minha pele, o calor do teu corpo junto ao meu. Os teus lábios que se aproximam dos meus, lentamente, vagarosamente, em câmara lenta. Um beijo húmido, ardente. Tremo de prazer, de te sentir perto de mim. Os teus braços envolvem-me num abraço forte, protector e terno. Eterno. Fecho os olhos e vejo o amor.
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21 de maio de 2010
O novo Robin dos Bosques
Ainda assim, não sendo a história tradicional do Robin dos Bosques, gostei.
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cinema
E um chazinho quando era pequenino, não?
Em tempos trabalhei numa empresa onde aconteciam as situações mais incríveis que se possam imaginar. (Um parênteses para explicar que, na verdade, foram duas empresas, sendo que a primeira faliu tendo sido comprada pela segunda, mas as personagens e as situações mirabolantes mantiveram-se.) Alguns desses acontecimentos, contados, será difícil de acreditar, mas o certo é que foram verdade e aconteceram mesmo. E tudo porque as pessoas que lá trabalhavam, começando no patrão, passando pelo Director-Geral e acabando na secretária, pareciam tiradas de um filme do Tim Burton, escolhidas a dedo, cada qual com uma mania diferente, mas todas, sem excepção, digamos assim, doidas (sem ofensa para os doidos de papel passado, claro).
Certo dia, visitou-nos um colega de uma outra empresa que pertencia ao mesmo grupo. Eu, que já o conhecia, vim recebê-lo à área da recepção (trabalhávamos num espaço aberto, portanto as várias zonas não estavam fisicamente delimitadas). Estava a fazer aquela converseta de circunstância que se impõe, quando aparece o Director-Geral, relativamente novo na empresa, com o seu ar aluado de quem não sabe muito bem a quantas anda mas se acha o maior lá da rua dele e protagonista desta história (e de outras que, a seu tempo, contarei). Ora mandam as regras da boa-educação que os apresentasse, e assim fiz:
- Sr. Director, conhece Fulano de Tal? É nosso colega da empresa XPTO e…
- Não, ainda não nos conhecemos. É director de quê?
…
Certo dia, visitou-nos um colega de uma outra empresa que pertencia ao mesmo grupo. Eu, que já o conhecia, vim recebê-lo à área da recepção (trabalhávamos num espaço aberto, portanto as várias zonas não estavam fisicamente delimitadas). Estava a fazer aquela converseta de circunstância que se impõe, quando aparece o Director-Geral, relativamente novo na empresa, com o seu ar aluado de quem não sabe muito bem a quantas anda mas se acha o maior lá da rua dele e protagonista desta história (e de outras que, a seu tempo, contarei). Ora mandam as regras da boa-educação que os apresentasse, e assim fiz:
- Sr. Director, conhece Fulano de Tal? É nosso colega da empresa XPTO e…
- Não, ainda não nos conhecemos. É director de quê?
…
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antigamente é que isto era divertido,
como disse?
20 de maio de 2010
Eu ainda sou do tempo em que na escola se aprendia a escrever
É mais forte do que eu. Por mais que tente, não consigo. Até me esforço, às vezes, quando acho que o conteúdo pode valer o esforço, mas acabo sempre por desistir. Falo de ler textos mal escritos, com abundância de erros ortográficos (ou outros, mas estes perturbam-me de uma forma especial). Acontece com frequência andar a navegar na Internet, a ler opiniões, comentários, blogues pessoais e até - mais grave! - notícias em jornais e deparar-me com disparates que nunca passariam pelo crivo da D. Maria Amélia Castro, minha muito ilustre e excelente professora da instrução primária.
Aberrações como "permaneçe", "comes-te" (deve ser canibal, com certeza), a ignorância ao utilizar "à" ou "há". Sobre os acentos, então, dava para escrever um livro: omitidos, colocados em palavras onde não deviam, o acento grave trocado com o agudo, simplesmente errados. Depois há quem não distinga "folhear" de "desfolhar", quem diga "eu sou suposto", os homens que dizem "obrigada" e as mulheres que respondem "obrigado" (não saberão a que sexo pertencem, terão alguma questão existencial mal resolvida?). Isto para já não falar da moda da escrita SMS (acho que é assim que se chama) em que, a bem da rapidez e da economia de letras, se escrevem coisas como “kero” e “kom” (esta não entendo, sinceramente: o que é que se ganha em usar “k” em vez de “c”?).
São coisinhas pequeninas, dirão, piquinhices. Talvez, mas complicam-me com os nervos de uma forma que só eu sei! Começo a sentir uma coisinha má a crescer cá dentro, uns calores a subirem-me do estômago, o coração a acelerar de raiva e, antes de explodir, deixo de ler e passo à frente. Estes pequenos pormenores ferem-me a vista, fazem-me mal, sinto um murro no estômago quando estou a ler um texto que até acho interessante, escrito por alguém que até parece saber do que fala, e de repente lá vem o “tivesse” em vez de “estivesse” – raios vos partam, são dois verbos diferentes, caramba!
É que se já se esqueceram do que aprenderam na escola - se é que a fizeram, ou se calhar já passaram por lá depois de todas as reformas dos últimos anos e estas coisas já não se ensinam, sei lá eu! - a tecnologia hoje em dia está aí para vos ajudar: qualquer processador de texto tem um corrector ortográfico que, por muito básico que seja, detecta pelo menos estes erros mais gritantes. Façam um favor a vós próprios e a quem vos lê: usem-no!
Já que querem escrever, ao menos façam-no correctamente.
Aberrações como "permaneçe", "comes-te" (deve ser canibal, com certeza), a ignorância ao utilizar "à" ou "há". Sobre os acentos, então, dava para escrever um livro: omitidos, colocados em palavras onde não deviam, o acento grave trocado com o agudo, simplesmente errados. Depois há quem não distinga "folhear" de "desfolhar", quem diga "eu sou suposto", os homens que dizem "obrigada" e as mulheres que respondem "obrigado" (não saberão a que sexo pertencem, terão alguma questão existencial mal resolvida?). Isto para já não falar da moda da escrita SMS (acho que é assim que se chama) em que, a bem da rapidez e da economia de letras, se escrevem coisas como “kero” e “kom” (esta não entendo, sinceramente: o que é que se ganha em usar “k” em vez de “c”?).
São coisinhas pequeninas, dirão, piquinhices. Talvez, mas complicam-me com os nervos de uma forma que só eu sei! Começo a sentir uma coisinha má a crescer cá dentro, uns calores a subirem-me do estômago, o coração a acelerar de raiva e, antes de explodir, deixo de ler e passo à frente. Estes pequenos pormenores ferem-me a vista, fazem-me mal, sinto um murro no estômago quando estou a ler um texto que até acho interessante, escrito por alguém que até parece saber do que fala, e de repente lá vem o “tivesse” em vez de “estivesse” – raios vos partam, são dois verbos diferentes, caramba!
É que se já se esqueceram do que aprenderam na escola - se é que a fizeram, ou se calhar já passaram por lá depois de todas as reformas dos últimos anos e estas coisas já não se ensinam, sei lá eu! - a tecnologia hoje em dia está aí para vos ajudar: qualquer processador de texto tem um corrector ortográfico que, por muito básico que seja, detecta pelo menos estes erros mais gritantes. Façam um favor a vós próprios e a quem vos lê: usem-no!
Já que querem escrever, ao menos façam-no correctamente.
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19 de maio de 2010
Em dia não
Há dias em que acordo sem coragem para nada. Arrasto-me ao longo do dia, de casa para o trabalho para casa novamente, até à hora de dormir, como um zombie que não responde ao que se passa à volta. Ando adormecida, entorpecida, dormente. Não consigo fazer nada, nem dar resposta às perguntas que me fazem, nem pensar, nem raciocinar, nem… Preciso de parar, ficar só, vegetar um bocadinho, só um bocadinho, em frente ao ecrã do computador, no sofá, na cama, em qualquer sítio menos aqui. Preciso de sair daqui. Depressa.
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estados de alma
18 de maio de 2010
17 de maio de 2010
Deve ser segunda-feira...
Há por aí uma gentinha simplesmente insuportável. Que tem a mania de mandar palpites sobre tudo e mais alguma coisa, sem saber sequer do que se está a falar. Que gosta de se imiscuir nos assuntos dos outros e ainda fica ofendida quando lhe respondem de forma mais azeda. Que é picuinhas ao ponto de perder tempo com coisas supérfluas quando o tempo escasseia e o prazo final se aproxima a passos largos. Que ainda por cima não o faz só no seu tempo, mas precisa de companhia e portanto decide chatear meio mundo com as suas perguntas inúteis e fazer todos os que a rodeiam perderem também o seu precioso tempo. Que além do mais tem a mania que é polícia e gosta de controlar tudo o que os outros fazem, mesmo, ou principalmente, se não lhe disser respeito.
Não haverá maneira de enfiar esta gente numa nave espacial e enviá-la para a lua, só com bilhete de ida?
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Não haverá maneira de enfiar esta gente numa nave espacial e enviá-la para a lua, só com bilhete de ida?
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coisas que me irritam,
comportamentos
Para começar bem o dia
Nada melhor do que ouvir logo pela manhã:
- És linda, amo-te tanto!
- És linda, amo-te tanto!
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coisas que me deixam feliz
Dia Internacional contra a homofobia
Pelo direito à igualdade e à diferença. Pela igualdade de direitos. Porque todos nascemos iguais. Porque cada um tem o direito a ser como é e a viver a sua vida como quer, sem discriminações de qualquer tipo.
16 de maio de 2010
15 de maio de 2010
Sonos trocados
Ao fim-de-semana acordo de madrugada e não consigo voltar a adormecer. Dou voltas e mais voltas na cama, penso em tudo e em nada, aninho-me, enrosco-me, afasto-me, sinto frio, tenho calor... Mas por mais que tente, não durmo. Acabo por me levantar mais cedo do que devia e andar às voltas pela casa, sem nada que fazer. É demasiado cedo. E frustrante, pensar que nos dias em que poderia descansar um bocadinho mais acabo por me levantar mais cedo do que quando tenho de ir trabalhar.
Claro que durante o dia em qualquer ocasião adormeço. No carro (se não for a conduzir, claro!), no sofá, ao computador... em frente à televisão, então, é certinho! Nem as aventuras mirabolantes do Jack Bauer, esse grande herói americano dos tempos modernos que aguenta 24 horas sem comer nem ir à casa-de-banho, me conseguem manter desperta.
Tenho a sensação de estar a viver ao contrário: ando o dia todo meio adormecida e acordo assim que chego à cama. Leio para chamar o sono, que responde até bem depressa, mas assim que largo o livro - chapéu! Desperto e é o cabo dos trabalhos para voltar a dormir. Ou seja, feitas bem as contas, devo andar a dormir umas 4 ou 5 horitas por noite - o que para mim é muito pouco.
Hoje vou tentar deitar-me mais tarde, para ver se não acordo tão cedo. É que isto tem de mudar, de preferência antes de ir trabalhar na próxima segunda-feira, não vá o chefe encontrar-me a dormir na secretária...
Claro que durante o dia em qualquer ocasião adormeço. No carro (se não for a conduzir, claro!), no sofá, ao computador... em frente à televisão, então, é certinho! Nem as aventuras mirabolantes do Jack Bauer, esse grande herói americano dos tempos modernos que aguenta 24 horas sem comer nem ir à casa-de-banho, me conseguem manter desperta.
Tenho a sensação de estar a viver ao contrário: ando o dia todo meio adormecida e acordo assim que chego à cama. Leio para chamar o sono, que responde até bem depressa, mas assim que largo o livro - chapéu! Desperto e é o cabo dos trabalhos para voltar a dormir. Ou seja, feitas bem as contas, devo andar a dormir umas 4 ou 5 horitas por noite - o que para mim é muito pouco.
Hoje vou tentar deitar-me mais tarde, para ver se não acordo tão cedo. É que isto tem de mudar, de preferência antes de ir trabalhar na próxima segunda-feira, não vá o chefe encontrar-me a dormir na secretária...
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14 de maio de 2010
Regresso à normalidade
Agora que o Papa já foi embora, que o campeonato de futebol já acabou, que o vulcão islandês parece estar a adormecer de novo e que finalmente o governo anunciou a subida de impostos que se esperava, será que podemos voltar à normalidade? Já chega de tanta festa, sinto falta dos protestos...
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Nonsense? Não, é a realidade.
- Vou-me deitar.
- Desligaste o computador?
- Não, disseste que ainda tinhas de ir dar de comer ao cão.
- Desligaste o computador?
- Não, disseste que ainda tinhas de ir dar de comer ao cão.
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13 de maio de 2010
Olho para o negócio
Num país que já está na falência, há que aproveitar todas as oportunidades para ganhar uns trocos. Se a natureza lhes deu um vulcão, pois que vendam as cinzas. Se ao menos se conseguisse empacotar o sol português...
Como tratar as mulheres
Uma dica para os homens: em qualquer discussão, as mulheres têm sempre razão.
Zits: Paixão e Outros Usos para Hormonas em Excesso
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11 de maio de 2010
Preciso do teu abraço
Abraça-me. Como da primeira vez, como se fosse a última vez.
Aperta-me com força, tira-me o fôlego, não me deixes respirar.
Preciso do teu abraço. Gosto do teu abraço. De me aninhar nos teus braços. De sentir o teu corpo junto ao meu. O teu coração a bater em sintonia com o meu. A tua respiração no meu ouvido.
Não fales, não digas nada, não faças nada.
Abraça-me, só.
Aperta-me com força, tira-me o fôlego, não me deixes respirar.
Preciso do teu abraço. Gosto do teu abraço. De me aninhar nos teus braços. De sentir o teu corpo junto ao meu. O teu coração a bater em sintonia com o meu. A tua respiração no meu ouvido.
Não fales, não digas nada, não faças nada.
Abraça-me, só.
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10 de maio de 2010
Eyjafjacoiso
É inevitável. Vou mesmo ter de falar do vulcão islandês que decidiu atrapalhar a vida ao resto do mundo. Quanto mais não seja, por ter um nome impronunciável por quem não tenha problemas de fala. É que desta vez está a afectar-nos directamente, e isso não se faz!
Mas comecemos por falar da Islândia. Alguém sabe onde fica? Como é? O que a torna famosa? Pois bem, fica algures no norte, é um país pequeno e gelado, tem uns míseros 320 000 habitantes e, até agora, era praticamente tudo o que o comum dos mortais sabia sobre o país. Isso, e que há por lá uma cantora chamada Björk. Ponto final.
De repente, sem mais nem menos, começamos a ouvir falar da Islândia praticamente todos os dias. Primeiro foi a crise e a bancarrota nacional, e agora é o bom do vulcão. Ora, vulcões também nós temos e não são poucos! E não andam por aí a chatear ninguém.
Cá para mim esta história é uma estratégia de marketing muito bem montada. Haverá melhor maneira de tornar um país conhecido do que perturbar o mundo inteiro? Qual Allgarve, qual quê! Portugal precisa é de fazer umas fogueiritas nos vulcões dos Açores e da Madeira, lançar muito fumo para a atmosfera, e vão ver como deixam logo de nos confundir com Espanha.
Como alguém dizia ainda há pouco ali no café: estes islandeses são como os piolhos: pequeninos, mas chatos!
Mas comecemos por falar da Islândia. Alguém sabe onde fica? Como é? O que a torna famosa? Pois bem, fica algures no norte, é um país pequeno e gelado, tem uns míseros 320 000 habitantes e, até agora, era praticamente tudo o que o comum dos mortais sabia sobre o país. Isso, e que há por lá uma cantora chamada Björk. Ponto final.
De repente, sem mais nem menos, começamos a ouvir falar da Islândia praticamente todos os dias. Primeiro foi a crise e a bancarrota nacional, e agora é o bom do vulcão. Ora, vulcões também nós temos e não são poucos! E não andam por aí a chatear ninguém.
Cá para mim esta história é uma estratégia de marketing muito bem montada. Haverá melhor maneira de tornar um país conhecido do que perturbar o mundo inteiro? Qual Allgarve, qual quê! Portugal precisa é de fazer umas fogueiritas nos vulcões dos Açores e da Madeira, lançar muito fumo para a atmosfera, e vão ver como deixam logo de nos confundir com Espanha.
Como alguém dizia ainda há pouco ali no café: estes islandeses são como os piolhos: pequeninos, mas chatos!
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Islândia
This bed is on fire
Hoje lembrei-me de uma música que não ouvia há muito tempo, depois de ler uma notícia que diz que estes senhores voltam a Portugal este ano. Para começar bem a semana.
9 de maio de 2010
Eu não queria falar de futebol
Mas obrigaram-me.
Para que conste, não gosto de futebol. Acho uma certa piada à selecção nacional, principalmente no tempo em que o Figo jogava (sou fã, confesso). E o meu interesse fica por aí. De resto, sou "adepta" do Sporting. Assim, entre aspas, porque a verdade verdadinha é que me estou completamente nas tintas para o que acontece no campeonato, na taça ou noutra competição qualquer. E jogadores conheço dois ou três, de tanto ouvir falar na comunicação social.
Só que de repente não se fala em mais nada. Parece que o Benfica foi campeão e parece que não acontecia há uns anos. Pronto, parabéns. E então? Os problemas do país acabaram, já não há crise nem desemprego, o vulcão islandês já nos deixa voar novamente?
Pelo que percebi nos dois minutos em que olhei para a televisão, parece que os jornalistas continuam a fazer perguntas, reportagens e comentários idiotas, parece que o povo saiu à rua para festejar e parece que continua a fazê-lo das formas mais incríveis, incluindo com crianças pequenas ao colo no meio da multidão. E parece que "festejar" significa ainda estar enfiado num carro, a buzinar no meio do trânsito. Olha, também eu "festejo" todos os dias a caminho do trabalho...
Haja pachorra!
Para que conste, não gosto de futebol. Acho uma certa piada à selecção nacional, principalmente no tempo em que o Figo jogava (sou fã, confesso). E o meu interesse fica por aí. De resto, sou "adepta" do Sporting. Assim, entre aspas, porque a verdade verdadinha é que me estou completamente nas tintas para o que acontece no campeonato, na taça ou noutra competição qualquer. E jogadores conheço dois ou três, de tanto ouvir falar na comunicação social.
Só que de repente não se fala em mais nada. Parece que o Benfica foi campeão e parece que não acontecia há uns anos. Pronto, parabéns. E então? Os problemas do país acabaram, já não há crise nem desemprego, o vulcão islandês já nos deixa voar novamente?
Pelo que percebi nos dois minutos em que olhei para a televisão, parece que os jornalistas continuam a fazer perguntas, reportagens e comentários idiotas, parece que o povo saiu à rua para festejar e parece que continua a fazê-lo das formas mais incríveis, incluindo com crianças pequenas ao colo no meio da multidão. E parece que "festejar" significa ainda estar enfiado num carro, a buzinar no meio do trânsito. Olha, também eu "festejo" todos os dias a caminho do trabalho...
Haja pachorra!
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futebol
8 de maio de 2010
Sonhos de sol e de mar
Durante as duas semanas de férias em Abril, aproveitei para dar grandes passeios pela costa portuguesa. Quis ver o mar e a praia, sentir no rosto os (poucos) raios de sol que me vão sustentar até ao Verão.
Comecei pela Costa da Caparica e reconheço que, estando muito diferente do que era há 20 anos, está também mais bonita. As obras podem incomodar muito enquanto duram, mas o resultado final compensa.
Costa da Caparica
Outro dia fui até Setúbal e fiz toda a costa da Arrábida até chegar a Sesimbra. Não vou sequer falar da aberração de existir uma cimenteira no meio de um parque natural. (Pronto, falei...) E o facto de me ter enganado no caminho para Sesimbra porque as setas com a direcção tinham sofrido um acidente e estavam a apontar para o lado oposto até tornou a viagem mais divertida...
A primeira paragem foi a praia da Figueirinha, onde aproveitei para sentir nos pés a areia e o mar.
Figueirinha
A paragem seguinte, no Portinho da Arrábida, praia de que sempre gostei muito, foi uma desilusão. Para começar, a praia é praticamente inexistente. Não sei o que ali fizeram, mas apenas se conseguem ver rochas caídas no mar, areia quase nenhuma, e a partir de certo ponto é até perigoso avançar. Pelo menos, tiveram o bom senso de colocar sinais de aviso.
Portinho da Arrábida
Finalmente cheguei a Sesimbra, onde tinha estado pela última vez há uns 4 anos, talvez. É um dos meus locais preferidos, assim relativamente perto de Lisboa. Gosto da vila, da praia, do ambiente. Só não gosto da água gelada do mar, da confusão de trânsito no Verão e da falta de estacionamentos. Pensava eu que era só no Verão, porque mesmo em Abril foi grande a dificuldade para encontrar um lugarzinho para o carro. Mas valeu a pena. Infelizmente, o tempo estava a mudar e o sol já estava bem escondido por esta altura.
Sesimbra
Sesimbra
Cascais. Ainda mais perto de Lisboa, não dispenso um passeio pela vila praticamente todas as semanas. É o chamado "passeio dos tristes", mas paciência. Ver o mar, a baía, comer o melhor gelado do mundo no Santini... Que mais se pode querer? De seguida, um pulinho até à Boca do Inferno onde o mar mostra como pode ser violento, especialmente no Inverno.
Cascais
Boca do Inferno, Cascais
E continuar até ao Guincho, apesar do vento sempre forte e da areia na estrada.
Guincho
Guincho
Finalmente, no fim-de-semana seguinte, Ericeira e Ribeira d'Ilhas. Mais umas praias bonitas, apesar de frias.
Ericeira
Ribeira d'Ilhas
Ribeira d'Ilhas
Estando fora, a milhares de quilómetros de distância, faz-me falta ver estas paisagens. Sentir o sol na pele, o cheiro do mar, o vento no cabelo. É bem verdade que só damos valor ao que temos depois de o perdermos. Antes de sair de Portugal, tudo isto estava a menos de uma hora de distância. A qualquer momento podia agarrar no carro e ir até lá. Agora não, por isso estes passeios são bem mais preciosos.
7 de maio de 2010
Cá está!
Para que não restem dúvidas, aqui fica o meu outro carro: o tal Porsche cor-de-rosa. Descapotável e tudo, agora que o Verão se aproxima. Voltei a vê-lo, desta vez num estacionamento, e não resisti a fotografá-lo.
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modas




















