Há 48 minutos
25 de maio de 2010
Dia do vizinho
Descobri há uns minutos que hoje se comemora o dia do vizinho e veio-me logo à ideia o meu vizinho do lado, trabalhador da construção civil, barrigudo de fazer inveja a qualquer agente da GNR, que um dia me abriu a porta do elevador em boxers e camisola interior de alças.
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só comigo
Já me lixaram o dia
Bolas, será assim tão difícil explicar as coisas à primeira? Por que raio é que não me dizem logo o que é para fazer? Mas será preciso andarmos sempre nisto até à última? Agora é preciso ligar para aqui, depois é mandar o fax para ali, mas não se preocupe que nós é que tratamos de tudo e informamos. OK, fico descansada, à espera que tratem de tudo. Até que a data limite se aproxima, começo a desconfiar que afinal, se calhar, não está nada tratado, e pergunto: afinal, trataram? Ah, pois, não, isso é a senhora que tem de fazer, nós não nos ocupamos desses assuntos.
P**a que pariu! Não sabiam ter dito logo?!?
P**a que pariu! Não sabiam ter dito logo?!?
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coisas que me irritam,
desabafos
Definitivamente, perdidos!
***Spoiler alert! Se ainda não viram o final de Lost, não leiam!***
Parece-me que a série Lost acabou como começou: uma enorme confusão, sem qualquer explicação para todos os acontecimentos estranhos que nos foram apresentados durante 6 temporadas. É tempo demais a seguir uma história para chegar ao fim e não perceber nada. E a solução do “estavam todos mortos” é uma grandessíssima treta! Isso dizia toda a gente desde o primeiro episódio. Qual é a novidade, onde está a inovação? Numa série que nos surpreendeu em (quase) todos os episódios, o final soube a pouco. O título não poderia ser mais apropriado: perdidos, sem dúvida, ficaram os espectadores…
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Lost
22 de maio de 2010
Fecho os olhos e vejo
Fecho os olhos e vejo-te sorrir. Vejo o brilho dos teus olhos. Sinto o teu cheiro, o teu perfume na minha pele, o calor do teu corpo junto ao meu. Os teus lábios que se aproximam dos meus, lentamente, vagarosamente, em câmara lenta. Um beijo húmido, ardente. Tremo de prazer, de te sentir perto de mim. Os teus braços envolvem-me num abraço forte, protector e terno. Eterno. Fecho os olhos e vejo o amor.
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amor,
pensamentos
21 de maio de 2010
O novo Robin dos Bosques
Ainda assim, não sendo a história tradicional do Robin dos Bosques, gostei.
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cinema
E um chazinho quando era pequenino, não?
Em tempos trabalhei numa empresa onde aconteciam as situações mais incríveis que se possam imaginar. (Um parênteses para explicar que, na verdade, foram duas empresas, sendo que a primeira faliu tendo sido comprada pela segunda, mas as personagens e as situações mirabolantes mantiveram-se.) Alguns desses acontecimentos, contados, será difícil de acreditar, mas o certo é que foram verdade e aconteceram mesmo. E tudo porque as pessoas que lá trabalhavam, começando no patrão, passando pelo Director-Geral e acabando na secretária, pareciam tiradas de um filme do Tim Burton, escolhidas a dedo, cada qual com uma mania diferente, mas todas, sem excepção, digamos assim, doidas (sem ofensa para os doidos de papel passado, claro).
Certo dia, visitou-nos um colega de uma outra empresa que pertencia ao mesmo grupo. Eu, que já o conhecia, vim recebê-lo à área da recepção (trabalhávamos num espaço aberto, portanto as várias zonas não estavam fisicamente delimitadas). Estava a fazer aquela converseta de circunstância que se impõe, quando aparece o Director-Geral, relativamente novo na empresa, com o seu ar aluado de quem não sabe muito bem a quantas anda mas se acha o maior lá da rua dele e protagonista desta história (e de outras que, a seu tempo, contarei). Ora mandam as regras da boa-educação que os apresentasse, e assim fiz:
- Sr. Director, conhece Fulano de Tal? É nosso colega da empresa XPTO e…
- Não, ainda não nos conhecemos. É director de quê?
…
Certo dia, visitou-nos um colega de uma outra empresa que pertencia ao mesmo grupo. Eu, que já o conhecia, vim recebê-lo à área da recepção (trabalhávamos num espaço aberto, portanto as várias zonas não estavam fisicamente delimitadas). Estava a fazer aquela converseta de circunstância que se impõe, quando aparece o Director-Geral, relativamente novo na empresa, com o seu ar aluado de quem não sabe muito bem a quantas anda mas se acha o maior lá da rua dele e protagonista desta história (e de outras que, a seu tempo, contarei). Ora mandam as regras da boa-educação que os apresentasse, e assim fiz:
- Sr. Director, conhece Fulano de Tal? É nosso colega da empresa XPTO e…
- Não, ainda não nos conhecemos. É director de quê?
…
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antigamente é que isto era divertido,
como disse?
20 de maio de 2010
Eu ainda sou do tempo em que na escola se aprendia a escrever
É mais forte do que eu. Por mais que tente, não consigo. Até me esforço, às vezes, quando acho que o conteúdo pode valer o esforço, mas acabo sempre por desistir. Falo de ler textos mal escritos, com abundância de erros ortográficos (ou outros, mas estes perturbam-me de uma forma especial). Acontece com frequência andar a navegar na Internet, a ler opiniões, comentários, blogues pessoais e até - mais grave! - notícias em jornais e deparar-me com disparates que nunca passariam pelo crivo da D. Maria Amélia Castro, minha muito ilustre e excelente professora da instrução primária.
Aberrações como "permaneçe", "comes-te" (deve ser canibal, com certeza), a ignorância ao utilizar "à" ou "há". Sobre os acentos, então, dava para escrever um livro: omitidos, colocados em palavras onde não deviam, o acento grave trocado com o agudo, simplesmente errados. Depois há quem não distinga "folhear" de "desfolhar", quem diga "eu sou suposto", os homens que dizem "obrigada" e as mulheres que respondem "obrigado" (não saberão a que sexo pertencem, terão alguma questão existencial mal resolvida?). Isto para já não falar da moda da escrita SMS (acho que é assim que se chama) em que, a bem da rapidez e da economia de letras, se escrevem coisas como “kero” e “kom” (esta não entendo, sinceramente: o que é que se ganha em usar “k” em vez de “c”?).
São coisinhas pequeninas, dirão, piquinhices. Talvez, mas complicam-me com os nervos de uma forma que só eu sei! Começo a sentir uma coisinha má a crescer cá dentro, uns calores a subirem-me do estômago, o coração a acelerar de raiva e, antes de explodir, deixo de ler e passo à frente. Estes pequenos pormenores ferem-me a vista, fazem-me mal, sinto um murro no estômago quando estou a ler um texto que até acho interessante, escrito por alguém que até parece saber do que fala, e de repente lá vem o “tivesse” em vez de “estivesse” – raios vos partam, são dois verbos diferentes, caramba!
É que se já se esqueceram do que aprenderam na escola - se é que a fizeram, ou se calhar já passaram por lá depois de todas as reformas dos últimos anos e estas coisas já não se ensinam, sei lá eu! - a tecnologia hoje em dia está aí para vos ajudar: qualquer processador de texto tem um corrector ortográfico que, por muito básico que seja, detecta pelo menos estes erros mais gritantes. Façam um favor a vós próprios e a quem vos lê: usem-no!
Já que querem escrever, ao menos façam-no correctamente.
Aberrações como "permaneçe", "comes-te" (deve ser canibal, com certeza), a ignorância ao utilizar "à" ou "há". Sobre os acentos, então, dava para escrever um livro: omitidos, colocados em palavras onde não deviam, o acento grave trocado com o agudo, simplesmente errados. Depois há quem não distinga "folhear" de "desfolhar", quem diga "eu sou suposto", os homens que dizem "obrigada" e as mulheres que respondem "obrigado" (não saberão a que sexo pertencem, terão alguma questão existencial mal resolvida?). Isto para já não falar da moda da escrita SMS (acho que é assim que se chama) em que, a bem da rapidez e da economia de letras, se escrevem coisas como “kero” e “kom” (esta não entendo, sinceramente: o que é que se ganha em usar “k” em vez de “c”?).
São coisinhas pequeninas, dirão, piquinhices. Talvez, mas complicam-me com os nervos de uma forma que só eu sei! Começo a sentir uma coisinha má a crescer cá dentro, uns calores a subirem-me do estômago, o coração a acelerar de raiva e, antes de explodir, deixo de ler e passo à frente. Estes pequenos pormenores ferem-me a vista, fazem-me mal, sinto um murro no estômago quando estou a ler um texto que até acho interessante, escrito por alguém que até parece saber do que fala, e de repente lá vem o “tivesse” em vez de “estivesse” – raios vos partam, são dois verbos diferentes, caramba!
É que se já se esqueceram do que aprenderam na escola - se é que a fizeram, ou se calhar já passaram por lá depois de todas as reformas dos últimos anos e estas coisas já não se ensinam, sei lá eu! - a tecnologia hoje em dia está aí para vos ajudar: qualquer processador de texto tem um corrector ortográfico que, por muito básico que seja, detecta pelo menos estes erros mais gritantes. Façam um favor a vós próprios e a quem vos lê: usem-no!
Já que querem escrever, ao menos façam-no correctamente.
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coisas que me irritam,
língua portuguesa
19 de maio de 2010
Em dia não
Há dias em que acordo sem coragem para nada. Arrasto-me ao longo do dia, de casa para o trabalho para casa novamente, até à hora de dormir, como um zombie que não responde ao que se passa à volta. Ando adormecida, entorpecida, dormente. Não consigo fazer nada, nem dar resposta às perguntas que me fazem, nem pensar, nem raciocinar, nem… Preciso de parar, ficar só, vegetar um bocadinho, só um bocadinho, em frente ao ecrã do computador, no sofá, na cama, em qualquer sítio menos aqui. Preciso de sair daqui. Depressa.
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estados de alma
18 de maio de 2010
17 de maio de 2010
Deve ser segunda-feira...
Há por aí uma gentinha simplesmente insuportável. Que tem a mania de mandar palpites sobre tudo e mais alguma coisa, sem saber sequer do que se está a falar. Que gosta de se imiscuir nos assuntos dos outros e ainda fica ofendida quando lhe respondem de forma mais azeda. Que é picuinhas ao ponto de perder tempo com coisas supérfluas quando o tempo escasseia e o prazo final se aproxima a passos largos. Que ainda por cima não o faz só no seu tempo, mas precisa de companhia e portanto decide chatear meio mundo com as suas perguntas inúteis e fazer todos os que a rodeiam perderem também o seu precioso tempo. Que além do mais tem a mania que é polícia e gosta de controlar tudo o que os outros fazem, mesmo, ou principalmente, se não lhe disser respeito.
Não haverá maneira de enfiar esta gente numa nave espacial e enviá-la para a lua, só com bilhete de ida?
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Não haverá maneira de enfiar esta gente numa nave espacial e enviá-la para a lua, só com bilhete de ida?
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coisas que me irritam,
comportamentos
Para começar bem o dia
Nada melhor do que ouvir logo pela manhã:
- És linda, amo-te tanto!
- És linda, amo-te tanto!
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amor,
coisas que me deixam feliz
Dia Internacional contra a homofobia
Pelo direito à igualdade e à diferença. Pela igualdade de direitos. Porque todos nascemos iguais. Porque cada um tem o direito a ser como é e a viver a sua vida como quer, sem discriminações de qualquer tipo.
16 de maio de 2010
15 de maio de 2010
Sonos trocados
Ao fim-de-semana acordo de madrugada e não consigo voltar a adormecer. Dou voltas e mais voltas na cama, penso em tudo e em nada, aninho-me, enrosco-me, afasto-me, sinto frio, tenho calor... Mas por mais que tente, não durmo. Acabo por me levantar mais cedo do que devia e andar às voltas pela casa, sem nada que fazer. É demasiado cedo. E frustrante, pensar que nos dias em que poderia descansar um bocadinho mais acabo por me levantar mais cedo do que quando tenho de ir trabalhar.
Claro que durante o dia em qualquer ocasião adormeço. No carro (se não for a conduzir, claro!), no sofá, ao computador... em frente à televisão, então, é certinho! Nem as aventuras mirabolantes do Jack Bauer, esse grande herói americano dos tempos modernos que aguenta 24 horas sem comer nem ir à casa-de-banho, me conseguem manter desperta.
Tenho a sensação de estar a viver ao contrário: ando o dia todo meio adormecida e acordo assim que chego à cama. Leio para chamar o sono, que responde até bem depressa, mas assim que largo o livro - chapéu! Desperto e é o cabo dos trabalhos para voltar a dormir. Ou seja, feitas bem as contas, devo andar a dormir umas 4 ou 5 horitas por noite - o que para mim é muito pouco.
Hoje vou tentar deitar-me mais tarde, para ver se não acordo tão cedo. É que isto tem de mudar, de preferência antes de ir trabalhar na próxima segunda-feira, não vá o chefe encontrar-me a dormir na secretária...
Claro que durante o dia em qualquer ocasião adormeço. No carro (se não for a conduzir, claro!), no sofá, ao computador... em frente à televisão, então, é certinho! Nem as aventuras mirabolantes do Jack Bauer, esse grande herói americano dos tempos modernos que aguenta 24 horas sem comer nem ir à casa-de-banho, me conseguem manter desperta.
Tenho a sensação de estar a viver ao contrário: ando o dia todo meio adormecida e acordo assim que chego à cama. Leio para chamar o sono, que responde até bem depressa, mas assim que largo o livro - chapéu! Desperto e é o cabo dos trabalhos para voltar a dormir. Ou seja, feitas bem as contas, devo andar a dormir umas 4 ou 5 horitas por noite - o que para mim é muito pouco.
Hoje vou tentar deitar-me mais tarde, para ver se não acordo tão cedo. É que isto tem de mudar, de preferência antes de ir trabalhar na próxima segunda-feira, não vá o chefe encontrar-me a dormir na secretária...
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coisas que me irritam,
sono
14 de maio de 2010
Regresso à normalidade
Agora que o Papa já foi embora, que o campeonato de futebol já acabou, que o vulcão islandês parece estar a adormecer de novo e que finalmente o governo anunciou a subida de impostos que se esperava, será que podemos voltar à normalidade? Já chega de tanta festa, sinto falta dos protestos...
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