13 de maio de 2010

Como tratar as mulheres

Uma dica para os homens: em qualquer discussão, as mulheres têm sempre razão.

Zits: Paixão e Outros Usos para Hormonas em Excesso

11 de maio de 2010

Preciso do teu abraço

Abraça-me. Como da primeira vez, como se fosse a última vez.
Aperta-me com força, tira-me o fôlego, não me deixes respirar.
Preciso do teu abraço. Gosto do teu abraço. De me aninhar nos teus braços. De sentir o teu corpo junto ao meu. O teu coração a bater em sintonia com o meu. A tua respiração no meu ouvido.
Não fales, não digas nada, não faças nada.
Abraça-me, só.

10 de maio de 2010

Eyjafjacoiso

É inevitável. Vou mesmo ter de falar do vulcão islandês que decidiu atrapalhar a vida ao resto do mundo. Quanto mais não seja, por ter um nome impronunciável por quem não tenha problemas de fala. É que desta vez está a afectar-nos directamente, e isso não se faz!

Mas comecemos por falar da Islândia. Alguém sabe onde fica? Como é? O que a torna famosa? Pois bem, fica algures no norte, é um país pequeno e gelado, tem uns míseros 320 000 habitantes e, até agora, era praticamente tudo o que o comum dos mortais sabia sobre o país. Isso, e que há por lá uma cantora chamada Björk. Ponto final.

De repente, sem mais nem menos, começamos a ouvir falar da Islândia praticamente todos os dias. Primeiro foi a crise e a bancarrota nacional, e agora é o bom do vulcão. Ora, vulcões também nós temos e não são poucos! E não andam por aí a chatear ninguém.

Cá para mim esta história é uma estratégia de marketing muito bem montada. Haverá melhor maneira de tornar um país conhecido do que perturbar o mundo inteiro? Qual Allgarve, qual quê! Portugal precisa é de fazer umas fogueiritas nos vulcões dos Açores e da Madeira, lançar muito fumo para a atmosfera, e vão ver como deixam logo de nos confundir com Espanha.

Como alguém dizia ainda há pouco ali no café: estes islandeses são como os piolhos: pequeninos, mas chatos!

This bed is on fire

Hoje lembrei-me de uma música que não ouvia há muito tempo, depois de ler uma notícia que diz que estes senhores voltam a Portugal este ano. Para começar bem a semana.

9 de maio de 2010

Eu não queria falar de futebol

Mas obrigaram-me.
Para que conste, não gosto de futebol. Acho uma certa piada à selecção nacional, principalmente no tempo em que o Figo jogava (sou fã, confesso). E o meu interesse fica por aí. De resto, sou "adepta" do Sporting. Assim, entre aspas, porque a verdade verdadinha é que me estou completamente nas tintas para o que acontece no campeonato, na taça ou noutra competição qualquer. E jogadores conheço dois ou três, de tanto ouvir falar na comunicação social.
Só que de repente não se fala em mais nada. Parece que o Benfica foi campeão e parece que não acontecia há uns anos. Pronto, parabéns. E então? Os problemas do país acabaram, já não há crise nem desemprego, o vulcão islandês já nos deixa voar novamente?
Pelo que percebi nos dois minutos em que olhei para a televisão, parece que os jornalistas continuam a fazer perguntas, reportagens e comentários idiotas, parece que o povo saiu à rua para festejar e parece que continua a fazê-lo das formas mais incríveis, incluindo com crianças pequenas ao colo no meio da multidão. E parece que "festejar" significa ainda estar enfiado num carro, a buzinar no meio do trânsito. Olha, também eu "festejo" todos os dias a caminho do trabalho...
Haja pachorra!

8 de maio de 2010

Sonhos de sol e de mar

Durante as duas semanas de férias em Abril, aproveitei para dar grandes passeios pela costa portuguesa. Quis ver o mar e a praia, sentir no rosto os (poucos) raios de sol que me vão sustentar até ao Verão.

Comecei pela Costa da Caparica e reconheço que, estando muito diferente do que era há 20 anos, está também mais bonita. As obras podem incomodar muito enquanto duram, mas o resultado final compensa.

Costa da Caparica

Outro dia fui até Setúbal e fiz toda a costa da Arrábida até chegar a Sesimbra. Não vou sequer falar da aberração de existir uma cimenteira no meio de um parque natural. (Pronto, falei...) E o facto de me ter enganado no caminho para Sesimbra porque as setas com a direcção tinham sofrido um acidente e estavam a apontar para o lado oposto até tornou a viagem mais divertida... 

A primeira paragem foi a praia da Figueirinha, onde aproveitei para sentir nos pés a areia e o mar.

Figueirinha

A paragem seguinte, no Portinho da Arrábida, praia de que sempre gostei muito, foi uma desilusão. Para começar, a praia é praticamente inexistente. Não sei o que ali fizeram, mas apenas se conseguem ver rochas caídas no mar, areia quase nenhuma, e a partir de certo ponto é até perigoso avançar. Pelo menos, tiveram o bom senso de colocar sinais de aviso.

Portinho da Arrábida

Finalmente cheguei a Sesimbra, onde tinha estado pela última vez há uns 4 anos, talvez. É um dos meus locais preferidos, assim relativamente perto de Lisboa. Gosto da vila, da praia, do ambiente. Só não gosto da água gelada do mar, da confusão de trânsito no Verão e da falta de estacionamentos. Pensava eu que era só no Verão, porque mesmo em Abril foi grande a dificuldade para encontrar um lugarzinho para o carro. Mas valeu a pena. Infelizmente, o tempo estava a mudar e o sol já estava bem escondido por esta altura.

Sesimbra

Sesimbra

Cascais. Ainda mais perto de Lisboa, não dispenso um passeio pela vila praticamente todas as semanas. É o chamado "passeio dos tristes", mas paciência. Ver o mar, a baía, comer o melhor gelado do mundo no Santini... Que mais se pode querer? De seguida, um pulinho até à Boca do Inferno onde o mar mostra como pode ser violento, especialmente no Inverno.

Cascais

Boca do Inferno, Cascais

E continuar até ao Guincho, apesar do vento sempre forte e da areia na estrada.

Guincho

Guincho

Finalmente, no fim-de-semana seguinte, Ericeira e Ribeira d'Ilhas. Mais umas praias bonitas, apesar de frias.

Ericeira

Ribeira d'Ilhas

Ribeira d'Ilhas

Estando fora, a milhares de quilómetros de distância, faz-me falta ver estas paisagens. Sentir o sol na pele, o cheiro do mar, o vento no cabelo. É bem verdade que só damos valor ao que temos depois de o perdermos. Antes de sair de Portugal, tudo isto estava a menos de uma hora de distância. A qualquer momento podia agarrar no carro e ir até lá. Agora não, por isso estes passeios são bem mais preciosos.

7 de maio de 2010

Eu pensava que era teimosa...

...Mas parece que o governo consegue ser ainda mais:

Contrato do TGV é assinado no sábado

Cá está!

Para que não restem dúvidas, aqui fica o meu outro carro: o tal Porsche cor-de-rosa. Descapotável e tudo, agora que o Verão se aproxima. Voltei a vê-lo, desta vez num estacionamento, e não resisti a fotografá-lo.


6 de maio de 2010

Ofereço-te uma rosa

Uma música italiana com um poema lindo, ainda que um pouco deprimente. Vale a pena ouvir e ler.
Ti regalerò una rosa, de Simone Cristicchi





Ti regalerò una rosa
Una rosa rossa per dipingere ogni cosa
Una rosa per ogni tua lacrima da consolare
E una rosa per poterti amare
Ti regalerò una rosa
Una rosa bianca come fossi la mia sposa
Una rosa bianca che ti serva per dimenticare
Ogni piccolo dolore


Mi chiamo Antonio e sono matto
Sono nato nel ’54 e vivo qui da quando ero bambino
Credevo di parlare col demonio
Così mi hanno chiuso quarant’anni dentro a un manicomio
Ti scrivo questa lettera perché non so parlare
Perdona la calligrafia da prima elementare
E mi stupisco se provo ancora un’emozione
Ma la colpa è della mano che non smette di tremare


Io sono come un pianoforte con un tasto rotto
L’accordo dissonante di un’orchestra di ubriachi
E giorno e notte si assomigliano
Nella poca luce che trafigge i vetri opachi
Me la faccio ancora sotto perché ho paura
Per la società dei sani siamo sempre stati spazzatura
Puzza di piscio e segatura
Questa è malattia mentale e non esiste cura


Ti regalerò una rosa
Una rosa rossa per dipingere ogni cosa
Una rosa per ogni tua lacrima da consolare
E una rosa per poterti amare
Ti regalerò una rosa
Una rosa bianca come fossi la mia sposa
Una rosa bianca che ti serva per dimenticare
Ogni piccolo dolore


I matti sono punti di domanda senza frase
Migliaia di astronavi che non tornano alla base
Sono dei pupazzi stesi ad asciugare al sole
I matti sono apostoli di un Dio che non li vuole
Mi fabbrico la neve col polistirolo
La mia patologia è che son rimasto solo
Ora prendete un telescopio… misurate le distanze
E guardate tra me e voi… chi è più pericoloso?


Dentro ai padiglioni ci amavamo di nascosto
Ritagliando un angolo che fosse solo il nostro
Ricordo i pochi istanti in cui ci sentivamo vivi
Non come le cartelle cliniche stipate negli archivi
Dei miei ricordi sarai l’ultimo a sfumare
Eri come un angelo legato ad un termosifone
Nonostante tutto io ti aspetto ancora
E se chiudo gli occhi sento la tua mano che mi sfiora


Ti regalerò una rosa
Una rosa rossa per dipingere ogni cosa
Una rosa per ogni tua lacrima da consolare
E una rosa per poterti amare
Ti regalerò una rosa
Una rosa bianca come fossi la mia sposa
Una rosa bianca che ti serva per dimenticare
Ogni piccolo dolore


Mi chiamo Antonio e sto sul tetto
Cara Margherita sono vent’anni che ti aspetto
I matti siamo noi quando nessuno ci capisce
Quando pure il tuo migliore amico ti tradisce
Ti lascio questa lettera, adesso devo andare
Perdona la calligrafia da prima elementare
E ti stupisci che io provi ancora un’emozione?
Sorprenditi di nuovo perché Antonio sa volare.

Banda sonora para hoje

Há dias assim

A paciência não é uma das minhas virtudes. Nunca foi e com a idade tem ficado pior. Nunca gostei de esperar por ninguém nem de ter de me explicar duas, três, quatro vezes até que a outra pessoa perceba. Por isso mesmo, nunca coloquei sequer a hipótese de ser professora “quando fosse grande”. Só a ideia de aturar um bando de adolescentes com as hormonas aos saltos e a capacidade de concentração de um peixe deixa-me logo os nervos em franja.

Mas há uns dias piores do que outros. Dias em que não tenho paciência para nada nem para ninguém. Não quero que me falem, que me dirijam palavra, não quero sequer ouvir as pessoas a falarem entre si. Quero que me deixem sozinha. Não me venham interromper os pensamentos, os devaneios e as telenovelas que se desenrolam só na minha cabeça. Não me convidem para tomar um café, para almoçar ou para passear. Deixem-me. Não vos quero ver. E já nem vos posso ouvir!

Há dias assim, um bocadinho deprimentes. Sem motivo. Sem razão nenhuma. Apenas porque acordei assim. Apenas porque está de chuva, ou o sol não brilha, ou… Apenas porque sim.

Amanhã será outro dia.

5 de maio de 2010

Liberdade de imprensa

Aqui está, para tirar as dúvidas a quem ainda as tinha. Existe realmente liberdade de imprensa, desde que se façam as perguntas a que o entrevistado quer responder. Se começar a ser demasiado incómodo, "confiscam-se" os gravadores. Mas foi descuidado e deixou a câmara de filmar. Cá para mim, o acto irreflectido foi esse - se Ricardo Rodrigues tivesse pensado um bocadinho mais, tinha levado a câmara, o bloco de notas e até os cérebros dos jornalistas, só por via das dúvidas.

Ericeira, Abril de 2010


Outro sítio onde não ia há alguns anos. Gosto muito da Ericeira, mas tive a sensação de estar numa cidade-fantasma. A um sábado, à hora de almoço, quase não se via gente na rua. Até os restaurantes estavam vazios. É certo que estava frio e o Verão ainda vem longe, mas mesmo assim. Onde andam as pessoas? Provavelmente, encafuadas num qualquer centro comercial. É pena.

4 de maio de 2010

E o mundo todo lá fora...




3 de maio de 2010

Refúgio

Em Lisboa ainda é possível encontrar espaços assim. Bem no coração da cidade, mas afastado da confusão. Aqui, os únicos sons são a água que corre, o vento nas árvores e as conversas sussurradas entre pares de namorados que para aqui continuam a vir. É bom ver que a tradição ainda é o que era.

São os Jardins da Gulbenkian, um dos meus espaços preferidos e onde, infelizmente, não ia há muitos anos.






Outra vez?

Vulcão islandês está a libertar novas nuvens de cinzas - TSF

Já chega! Da primeira vez, quase me estragava o regresso de férias. Quer dizer, vendo bem a coisa, até teria sido uma boa ideia...

Vamos lá ver se conseguem adormecer a criança antes de a outra acordar. É que daqui a pouco são as férias de Verão e não me apetece mesmo nada ter de ir de carro até Lisboa.

1 de maio de 2010

O meu outro carro é um Porsche cor-de-rosa

Eu não percebo patavina de automóveis. A sério. Não me falem em potências, cilindradas, motores e companhia porque é o mesmo que me falarem em chinês. Para mim, desde que ande e não me dê problemas, o carrito está óptimo. Até pode ter 15 ou 20 anos, que não me aflige mesmo nada. Mas há coisas que me intrigam.


Por exemplo, esta moda (sim, deve ser uma moda) de ter carros em cores… diferentes, digamos. Começaram por ser os carros mais pequenos, como o Twingo, o Mini ou o C3, a aparecer com cores berrantes. Mas, de repente, a epidemia alastrou a todos os outros modelos e marcas. Amarelos, é aos magotes. Verde-alface, cor-de-laranja, azul-cueca, dourado nas suas mais variadas tonalidades... Que raio aconteceu ao preto, vermelho, azul-escuro, verde-escuro, cinzento metalizado…? Já não se usam? Se calhar, só se fabricam por encomenda especial... A última aberração destas que vi passar ao meu lado na estrada foi mesmo um Porsche cor-de-rosa - logo seguido por outro em cor-de-laranja. Por acaso, são duas cores de que gosto muito, mas não numa viatura automóvel.

Pergunto eu, que sou ingénua e, repito, não percebo nada de carros: quem é o cromo que está disposto a gastar num carro mais do que muito boa gente pode gastar numa casa e escolhe uma cor destas? Se alguém souber, que me esclareça, por favor…

Ouvido ontem no rádio

- O homem borrifou-se de combustível e incendiou-se em seguida.

Ainda bem que foram só uns borrifos, caso contrário a coisa podia ter sido grave!

30 de abril de 2010

Ganhei uma alma nova

Esta brincadeira valeu-me ficar com as calças molhadas até ao joelho, mas deu-me uma alma nova. Não há como o mar, o sol e a praia para me deixarem assim.



Pirataria? Por que não?

Pelos vistos, há alguns políticos minimamente esclarecidos em relação a determinados assuntos. A questão da pirataria é complexa, obviamente que quem trabalha quer ser pago pelo que faz, mas é preciso acompanhar a evolução da tecnologia e adaptar-se aos novos tempos. Sem dúvida que a Internet permite divulgar de forma muito mais rápida e abrangente um produto cultural, seja ele qual for - filme, música, até livro. E enquanto os artistas e respectivas associações que supostamente os representam não perceberem isto e insistirem em vender os seus produtos a preços estupidamente caros, não vão conseguir lutar contra este fenómeno.