8 de maio de 2010

Sonhos de sol e de mar

Durante as duas semanas de férias em Abril, aproveitei para dar grandes passeios pela costa portuguesa. Quis ver o mar e a praia, sentir no rosto os (poucos) raios de sol que me vão sustentar até ao Verão.

Comecei pela Costa da Caparica e reconheço que, estando muito diferente do que era há 20 anos, está também mais bonita. As obras podem incomodar muito enquanto duram, mas o resultado final compensa.

Costa da Caparica

Outro dia fui até Setúbal e fiz toda a costa da Arrábida até chegar a Sesimbra. Não vou sequer falar da aberração de existir uma cimenteira no meio de um parque natural. (Pronto, falei...) E o facto de me ter enganado no caminho para Sesimbra porque as setas com a direcção tinham sofrido um acidente e estavam a apontar para o lado oposto até tornou a viagem mais divertida... 

A primeira paragem foi a praia da Figueirinha, onde aproveitei para sentir nos pés a areia e o mar.

Figueirinha

A paragem seguinte, no Portinho da Arrábida, praia de que sempre gostei muito, foi uma desilusão. Para começar, a praia é praticamente inexistente. Não sei o que ali fizeram, mas apenas se conseguem ver rochas caídas no mar, areia quase nenhuma, e a partir de certo ponto é até perigoso avançar. Pelo menos, tiveram o bom senso de colocar sinais de aviso.

Portinho da Arrábida

Finalmente cheguei a Sesimbra, onde tinha estado pela última vez há uns 4 anos, talvez. É um dos meus locais preferidos, assim relativamente perto de Lisboa. Gosto da vila, da praia, do ambiente. Só não gosto da água gelada do mar, da confusão de trânsito no Verão e da falta de estacionamentos. Pensava eu que era só no Verão, porque mesmo em Abril foi grande a dificuldade para encontrar um lugarzinho para o carro. Mas valeu a pena. Infelizmente, o tempo estava a mudar e o sol já estava bem escondido por esta altura.

Sesimbra

Sesimbra

Cascais. Ainda mais perto de Lisboa, não dispenso um passeio pela vila praticamente todas as semanas. É o chamado "passeio dos tristes", mas paciência. Ver o mar, a baía, comer o melhor gelado do mundo no Santini... Que mais se pode querer? De seguida, um pulinho até à Boca do Inferno onde o mar mostra como pode ser violento, especialmente no Inverno.

Cascais

Boca do Inferno, Cascais

E continuar até ao Guincho, apesar do vento sempre forte e da areia na estrada.

Guincho

Guincho

Finalmente, no fim-de-semana seguinte, Ericeira e Ribeira d'Ilhas. Mais umas praias bonitas, apesar de frias.

Ericeira

Ribeira d'Ilhas

Ribeira d'Ilhas

Estando fora, a milhares de quilómetros de distância, faz-me falta ver estas paisagens. Sentir o sol na pele, o cheiro do mar, o vento no cabelo. É bem verdade que só damos valor ao que temos depois de o perdermos. Antes de sair de Portugal, tudo isto estava a menos de uma hora de distância. A qualquer momento podia agarrar no carro e ir até lá. Agora não, por isso estes passeios são bem mais preciosos.

7 de maio de 2010

Eu pensava que era teimosa...

...Mas parece que o governo consegue ser ainda mais:

Contrato do TGV é assinado no sábado

Cá está!

Para que não restem dúvidas, aqui fica o meu outro carro: o tal Porsche cor-de-rosa. Descapotável e tudo, agora que o Verão se aproxima. Voltei a vê-lo, desta vez num estacionamento, e não resisti a fotografá-lo.


6 de maio de 2010

Ofereço-te uma rosa

Uma música italiana com um poema lindo, ainda que um pouco deprimente. Vale a pena ouvir e ler.
Ti regalerò una rosa, de Simone Cristicchi





Ti regalerò una rosa
Una rosa rossa per dipingere ogni cosa
Una rosa per ogni tua lacrima da consolare
E una rosa per poterti amare
Ti regalerò una rosa
Una rosa bianca come fossi la mia sposa
Una rosa bianca che ti serva per dimenticare
Ogni piccolo dolore


Mi chiamo Antonio e sono matto
Sono nato nel ’54 e vivo qui da quando ero bambino
Credevo di parlare col demonio
Così mi hanno chiuso quarant’anni dentro a un manicomio
Ti scrivo questa lettera perché non so parlare
Perdona la calligrafia da prima elementare
E mi stupisco se provo ancora un’emozione
Ma la colpa è della mano che non smette di tremare


Io sono come un pianoforte con un tasto rotto
L’accordo dissonante di un’orchestra di ubriachi
E giorno e notte si assomigliano
Nella poca luce che trafigge i vetri opachi
Me la faccio ancora sotto perché ho paura
Per la società dei sani siamo sempre stati spazzatura
Puzza di piscio e segatura
Questa è malattia mentale e non esiste cura


Ti regalerò una rosa
Una rosa rossa per dipingere ogni cosa
Una rosa per ogni tua lacrima da consolare
E una rosa per poterti amare
Ti regalerò una rosa
Una rosa bianca come fossi la mia sposa
Una rosa bianca che ti serva per dimenticare
Ogni piccolo dolore


I matti sono punti di domanda senza frase
Migliaia di astronavi che non tornano alla base
Sono dei pupazzi stesi ad asciugare al sole
I matti sono apostoli di un Dio che non li vuole
Mi fabbrico la neve col polistirolo
La mia patologia è che son rimasto solo
Ora prendete un telescopio… misurate le distanze
E guardate tra me e voi… chi è più pericoloso?


Dentro ai padiglioni ci amavamo di nascosto
Ritagliando un angolo che fosse solo il nostro
Ricordo i pochi istanti in cui ci sentivamo vivi
Non come le cartelle cliniche stipate negli archivi
Dei miei ricordi sarai l’ultimo a sfumare
Eri come un angelo legato ad un termosifone
Nonostante tutto io ti aspetto ancora
E se chiudo gli occhi sento la tua mano che mi sfiora


Ti regalerò una rosa
Una rosa rossa per dipingere ogni cosa
Una rosa per ogni tua lacrima da consolare
E una rosa per poterti amare
Ti regalerò una rosa
Una rosa bianca come fossi la mia sposa
Una rosa bianca che ti serva per dimenticare
Ogni piccolo dolore


Mi chiamo Antonio e sto sul tetto
Cara Margherita sono vent’anni che ti aspetto
I matti siamo noi quando nessuno ci capisce
Quando pure il tuo migliore amico ti tradisce
Ti lascio questa lettera, adesso devo andare
Perdona la calligrafia da prima elementare
E ti stupisci che io provi ancora un’emozione?
Sorprenditi di nuovo perché Antonio sa volare.

Banda sonora para hoje

Há dias assim

A paciência não é uma das minhas virtudes. Nunca foi e com a idade tem ficado pior. Nunca gostei de esperar por ninguém nem de ter de me explicar duas, três, quatro vezes até que a outra pessoa perceba. Por isso mesmo, nunca coloquei sequer a hipótese de ser professora “quando fosse grande”. Só a ideia de aturar um bando de adolescentes com as hormonas aos saltos e a capacidade de concentração de um peixe deixa-me logo os nervos em franja.

Mas há uns dias piores do que outros. Dias em que não tenho paciência para nada nem para ninguém. Não quero que me falem, que me dirijam palavra, não quero sequer ouvir as pessoas a falarem entre si. Quero que me deixem sozinha. Não me venham interromper os pensamentos, os devaneios e as telenovelas que se desenrolam só na minha cabeça. Não me convidem para tomar um café, para almoçar ou para passear. Deixem-me. Não vos quero ver. E já nem vos posso ouvir!

Há dias assim, um bocadinho deprimentes. Sem motivo. Sem razão nenhuma. Apenas porque acordei assim. Apenas porque está de chuva, ou o sol não brilha, ou… Apenas porque sim.

Amanhã será outro dia.

5 de maio de 2010

Liberdade de imprensa

Aqui está, para tirar as dúvidas a quem ainda as tinha. Existe realmente liberdade de imprensa, desde que se façam as perguntas a que o entrevistado quer responder. Se começar a ser demasiado incómodo, "confiscam-se" os gravadores. Mas foi descuidado e deixou a câmara de filmar. Cá para mim, o acto irreflectido foi esse - se Ricardo Rodrigues tivesse pensado um bocadinho mais, tinha levado a câmara, o bloco de notas e até os cérebros dos jornalistas, só por via das dúvidas.

Ericeira, Abril de 2010


Outro sítio onde não ia há alguns anos. Gosto muito da Ericeira, mas tive a sensação de estar numa cidade-fantasma. A um sábado, à hora de almoço, quase não se via gente na rua. Até os restaurantes estavam vazios. É certo que estava frio e o Verão ainda vem longe, mas mesmo assim. Onde andam as pessoas? Provavelmente, encafuadas num qualquer centro comercial. É pena.

4 de maio de 2010

E o mundo todo lá fora...




3 de maio de 2010

Refúgio

Em Lisboa ainda é possível encontrar espaços assim. Bem no coração da cidade, mas afastado da confusão. Aqui, os únicos sons são a água que corre, o vento nas árvores e as conversas sussurradas entre pares de namorados que para aqui continuam a vir. É bom ver que a tradição ainda é o que era.

São os Jardins da Gulbenkian, um dos meus espaços preferidos e onde, infelizmente, não ia há muitos anos.






Outra vez?

Vulcão islandês está a libertar novas nuvens de cinzas - TSF

Já chega! Da primeira vez, quase me estragava o regresso de férias. Quer dizer, vendo bem a coisa, até teria sido uma boa ideia...

Vamos lá ver se conseguem adormecer a criança antes de a outra acordar. É que daqui a pouco são as férias de Verão e não me apetece mesmo nada ter de ir de carro até Lisboa.

1 de maio de 2010

O meu outro carro é um Porsche cor-de-rosa

Eu não percebo patavina de automóveis. A sério. Não me falem em potências, cilindradas, motores e companhia porque é o mesmo que me falarem em chinês. Para mim, desde que ande e não me dê problemas, o carrito está óptimo. Até pode ter 15 ou 20 anos, que não me aflige mesmo nada. Mas há coisas que me intrigam.


Por exemplo, esta moda (sim, deve ser uma moda) de ter carros em cores… diferentes, digamos. Começaram por ser os carros mais pequenos, como o Twingo, o Mini ou o C3, a aparecer com cores berrantes. Mas, de repente, a epidemia alastrou a todos os outros modelos e marcas. Amarelos, é aos magotes. Verde-alface, cor-de-laranja, azul-cueca, dourado nas suas mais variadas tonalidades... Que raio aconteceu ao preto, vermelho, azul-escuro, verde-escuro, cinzento metalizado…? Já não se usam? Se calhar, só se fabricam por encomenda especial... A última aberração destas que vi passar ao meu lado na estrada foi mesmo um Porsche cor-de-rosa - logo seguido por outro em cor-de-laranja. Por acaso, são duas cores de que gosto muito, mas não numa viatura automóvel.

Pergunto eu, que sou ingénua e, repito, não percebo nada de carros: quem é o cromo que está disposto a gastar num carro mais do que muito boa gente pode gastar numa casa e escolhe uma cor destas? Se alguém souber, que me esclareça, por favor…

Ouvido ontem no rádio

- O homem borrifou-se de combustível e incendiou-se em seguida.

Ainda bem que foram só uns borrifos, caso contrário a coisa podia ter sido grave!

30 de abril de 2010

Ganhei uma alma nova

Esta brincadeira valeu-me ficar com as calças molhadas até ao joelho, mas deu-me uma alma nova. Não há como o mar, o sol e a praia para me deixarem assim.



Pirataria? Por que não?

Pelos vistos, há alguns políticos minimamente esclarecidos em relação a determinados assuntos. A questão da pirataria é complexa, obviamente que quem trabalha quer ser pago pelo que faz, mas é preciso acompanhar a evolução da tecnologia e adaptar-se aos novos tempos. Sem dúvida que a Internet permite divulgar de forma muito mais rápida e abrangente um produto cultural, seja ele qual for - filme, música, até livro. E enquanto os artistas e respectivas associações que supostamente os representam não perceberem isto e insistirem em vender os seus produtos a preços estupidamente caros, não vão conseguir lutar contra este fenómeno.

Flower Blog II







Parece que a solução para a crise económica da Europa está à venda na loja dos chineses.

29 de abril de 2010

Traduções, e das boas!

Na ementa de um restaurante lisboeta, no Bairro Alto (onde, por sinal, se come bastante bem), podem encontrar-se as seguintes pérolas como tradução para inglês dos nomes de sobremesas tipicamente ‘tugas:


Soaked eggs (Encharcada de ovos)
Cake cookie (Bolo de bolacha)
Rançoso cake (Bolo Rançoso)
E a minha preferida: Sweet Grandma.(Doce da avó)

Uma sugestãozinha para os proprietários e gerentes de restaurantes procurados por turistas: em vez de tentarem traduzir os nomes, que tal procurarem antes apresentar uma pequena explicação do que é exactamente a sobremesa? Parece-me que seria mais esclarecedor.

É que já estou mesmo a ver um turista americano, daqueles grandes, gordos e especialmente burros, a pensar se quer comer uma avó doce…

Mas para tirar a carta é preciso fazer exame...

Este tipo de notícias revolta-me. Como é possível estas situações acontecerem em pleno século XXI? Mesmo a uma cidade do interior como São João da Madeira, que afinal fica a poucos quilómetros do Porto, já há muito tempo chegaram os vários métodos contraceptivos disponíveis hoje em dia. E a informação também, já que se fala nisso. Ainda por cima, diz a notícia do DN que já havia antecedentes por uma situação semelhante ocorrida há uns anos. E ninguém fez nada? E desta vez, o que vai acontecer a este monstro?
Essas associações ditas "pró-vida", que tanto se opõem à lei do aborto e à contracepção, o que têm a dizer agora? E essa gentalha que à força quer impedir a educação sexual nas escolas porque acha que as pobres criancinhas vão começar a ter ideias e comportamentos impróprios (esquecem-se que também já foram crianças e tiveram as mesmas ideias e os mesmos comportamentos, sem ter essas aulas), por acaso considera preferível acontecer isto? Não é necessário educar ninguém, aprendemos todos por tentativa e erro?
Não me lixem! É que até para conduzir é preciso ter aulas e passar um exame teórico e outro prático.

Conversa entre amigas

- Lembras-te do namorado dela, o P.?
- Qual era esse? Como é que ele era?
- O madeirense, era mais novo que ela, tinha cara de miúdo.
- Ah, aquele dos caracóis, muita maluco?
- Não, esse foi antes. Este tinha um irmão chamado D. que estudava medicina. Era da Madeira.
- Ah, aquele que era de Setúbal?
- …

A sangria do jantar estava já a fazer efeito.

28 de abril de 2010

E ainda há quem duvide da teoria da evolução

Li esta notícia no Público e não pude deixar de a comentar aqui. Afinal, nós e os chimpanzés não somos tão diferentes como às vezes queremos fazer crer. Parece que há animais selvagens com comportamentos mais humanos do que muitos homens...

Biciclistas*

Parece que está na moda andar de bicicleta. A chegada da Primavera e do bom tempo ajudam, sem dúvida. Mas no país onde vivo, que não é Portugal para muita pena minha (ou talvez não – depende dos dias!), até no pino do Inverno, com chuva, neve ou temperaturas negativas, aí andam eles alegremente, pedalando as suas biclas, estrada acima, estrada abaixo. Não tenho nada contra, muito pelo contrário. Até gosto muito de andar de bicicleta. Tenho pena de não ter aprendido na idade em que devia e portanto não me sinto muito à-vontade em cima do selim, o que não me impede de desfrutar de bons momentos a pedalar. Mas sem exageros. Uma coisa é pedalar uns minutos ou umas horas ao fim do dia, ao fim-de-semana, enfim, nos tempos livres. As ciclovias, que por aqui são muitas, convidam ao passeio. Outra coisa muito diferente é ir de bicicleta para todo o lado. Mesmo todo o lado. É vê-los de manhã a ir para o trabalho, ao fim do dia a regressar a casa...


A minha dúvida é só esta: depois de pedalarem durante vários quilómetros de casa para o trabalho, por montes e vales, subidas íngremes e curvas apertadas, a respirar os fumos dos escapes dos automóveis e a transpirar por todos os poros… quando chegam, tomam um duchezito e mudam de roupa ou sujeitam os colegas às consequências das vossas escolhas?


* Se andam de bicicleta, devem ser biciclistas; se andassem de cicleta então sim, seriam ciclistas. Esta língua de Camões está a precisar de ser actualizada – e não falo de acordos ortográficos e companhia!

27 de abril de 2010

Liberdade?

Embora tenha nascido ainda durante o Antigo Regime, seis mesinhos antes da Revolução, posso dizer que cresci e vivi sempre em liberdade. A tal que foi conquistada praticamente sem tiros nem derrame de sangue, apenas com cravos enfiados no cano das espingardas. É bonito, simbólico, sem dúvida. Mas o que é isso da liberdade? Fazer e dizer o que queremos, onde, quando e como queremos? Pois, está bem. Contem-me histórias!


Primeiro, são os pais e os professores a impor-nos regras e a impedir-nos disso. Parece que se chama “educação”… Depois, vêm os patrões e os chefes. A troco de um mísero salário, temos de cumprir horários, sujeitar-nos às regras e aos caprichos deles e andar de cara alegre sob pena de sermos acusados de criar mau ambiente de trabalho. E quando nos apetece mandar tudo às urtigas, ir de férias e não voltar... Lembramo-nos da falta que nos faz o dinheirinho ao fim do mês. E voltamos, que remédio. Resignados, contrariados, sob protesto, mas voltamos.
Pensar em mudar de emprego está fora de causa! Da maneira que isto anda, por culpa da crise ou com a desculpa dela, o mais certo é ficarmos dependentes de um subsídio de desemprego que, não tarda mesmo nada, acaba – porque não há trabalhadores suficientes para sustentar uma segurança social praticamente na falência. E, mesmo que tenhamos a sorte de encontrar outro emprego, o problema mantém-se: o chefe será certamente mais um mentecapto, burro que nem uma porta, a ocupar um lugar que é dele por antiguidade ou cunha, mas nunca por competência.

Talvez seja por isso que as apostas no Euromilhões e no Totoloto aumentam de semana para semana e que os casinos estão cheios de gente desesperada, que torra tudo o que tem e (principalmente) o que não tem na esperança vã de enriquecer e poder, realmente, ser livre.

P.S.: Desta vez, foi mesmo muito duro voltar ao trabalho…

De regresso

Eis-me de volta, depois de duas semaninhas de férias. Mais ou menos a meio-gás, mas de volta ainda assim. Sem vontade nenhuma de regressar ao trabalho, à rotina, às coisas do dia-a-dia. Falta muito para o verão?...

12 de abril de 2010

A banhos

A autora deste singelo espaço vai tirar umas merecidas férias durante as quais vai evitar ao máximo mexer em tudo o que esteja remotamente ligado à informática. A não ser em casos de estrita necessidade...
Por isso, durante duas semaninhas que de certeza vão passar mais depressa do que o cometa Halley, não haverá actualizações do blog.
Até ao meu regresso, aproveitem para passear e apanhar sol!

11 de abril de 2010

Quando o céu nos cai em cima da cabeça

Quando menos esperamos, cai-nos o céu em cima da cabeça. Pior: por culpa nossa. Por um acto irreflectido, uma atitude que tomámos sem pensar. Se para mim não tem importância, por que motivo haveria de ter para outra pessoa? Mas tem. Sem querer, acabamos por magoar quem nos é mais querido. Depois não há explicações suficientes que justifiquem o que já está feito. Resta o pedido de desculpas sincero e a promessa de que não volta a acontecer. E a esperança que tudo se resolva e volte ao que era antes.

9 de abril de 2010

Discworld

Descobri esta série de livros há uns anos. Não conhecia Terry Pratchett, o autor, nem o universo, nem a mitologia subjacente. Mas assim que comecei a ler o primeiro livro (The Colour of Magic) nunca mais consegui parar. A primeira dificuldade foi encontrar todos os livros em Portugal – no original, porque nem sequer existiam traduções. E já havia pelo menos uns 15 editados. Entre o Amazon.co.uk e a Fnac, lá consegui comprar o que havia. E li tudo de seguida. Depois, foi a espera pelos novos livros da série. Felizmente, consegui lê-los todos, faltando-me apenas o mais recente (The Unseen Academicals), porque ainda não saiu em livro de bolso. E pelo caminho converti alguns amigos a esta série. :-)


Para quem não conhece, um resumo muito simplificado: tudo se passa num universo paralelo ao nosso – e reflexo do nosso. Só que o mundo não é redondo, é plano; não gira à volta do Sol, mas vagueia pelo espaço assente nas costas de quatro elefantes que, por sua vez, estão sobre a carapaça de uma tartaruga gigante - a Great A'Tuin. A cidade principal é Ankh-Morpork e aí encontramos todas as raças e espécies fantásticas que possamos imaginar: humanos, anões, trolls, dragões, bruxas, feiticeiros, golems… entre muitos outros, criados consoante as necessidades narrativas. (É verdade que se nota a influência de Tolkien, mas que livro passado num universo fantástico não revela essa influência?) As histórias prendem-nos pelo humor e pela sátira a todos os usos e costumes da sociedade moderna. A religião, a política, a polícia, o ensino, a ciência, a economia, a organização social – tudo, mas mesmo tudo, é um reflexo distorcido da realidade do mundo ocidental que conhecemos.

Great A'Tuin

As personagens são qualquer coisa de extraordinário. Embora algumas apareçam apenas em determinado livro, outras há que são recorrentes, dando mesmo origem a mini-séries dentro do Discworld. É o caso das bruxas, por exemplo, ou da polícia. Mas para mim, a melhor personagem, é a Morte. Até agora, aparece em todos os livros, sem excepção. Fisicamente, tem o aspecto habitual: um esqueleto com uma capa negra e uma foice. Fala sempre em letras maiúsculas. Tem um cavalo branco chamado “Binky”. Tem uma filha adoptiva (Ysabell) e uma neta (Susan). A certa altura, tem de fazer o trabalho do Hogfather (correspondente ao Pai Natal). E tem, principalmente, o melhor sentido de humor de todas as personagens.

Death

Por todas estas razões, e outras que não cabem agora aqui, recomendo vivamente que leiam pelo menos um livro desta série. Agora até já há alguns traduzidos em português.

8 de abril de 2010

A olhar para o relógio...

Não há nada mais aborrecido do que ter de estar em qualquer sítio por obrigação, quando não se tem nada de interessante para fazer. As horas demoram a passar, cada minuto tem 120 segundos, pelo menos.
Lê-se o jornal - só as gordas, porque com tanta desgraça que vai por esse Mundo, quem tem paciência para ler as notícias? Ouve-se o rádio, que passa sempre as mesmas músicas todos os dias e desconfio que às mesmas horas (um dia destes tomo nota da hora a que passa cada música para tirar as dúvidas) - malditas playlists e mais quem as inventou! Navega-se na Internet, lêem-se os blogs do costume e descobrem-se outros novos - obrigada, Sapo, pelos destaques diários.
E quando olhamos para o relógio: passaram 30 minutos. Meia-hora. Uma mísera meia-horita! O que fazer nas outras 7 horas que faltam???
OK, vamos até ao café, damos dois dedos de conversa com um colega, e passa outra meia-hora. E ainda faltam 6... Contando com uma para almoço, mesmo assim ainda ficam mais 5.
Bom, o melhor é fazer uns telefonemas que estão em falta. Responder a uns e-mails... Mais 15 minutinhos despachados.
Já só restam 4h45. Correcção: Ainda restam 4h45. Nem a manhã acabou e ainda falta a tarde...

7 de abril de 2010

Adoro

Sol. Mar. Praia. Calor. Chocolate. Doces. Bolas de Berlim com creme. Simpatia. Amigos. Viajar. Passear a pé. Andar de bicicleta. Lisboa. Portugal. Londres. Música. Cinema. Ler. Aprender. Conhecer sítios novos. Teatro. Flores. O meu marido. A minha família. Regressar às origens. Encontrar amigos antigos. Fotografia. Receber e-mails dos amigos. Piadas. Rir. Conversar. Férias. Nadar. Desenhos animados. Astérix. Almoçar na esplanada da praia. Sair à noite. Receber boas notícias. Primavera. Verão.


Esta lista também não acaba aqui...

Odeio

Hipocrisia. Estupidez. Falta de educação. Pessoas que chegam sistematicamente atrasadas. Atropelos à língua portuguesa. Jornais sensacionalistas. Chuva. Frio. Não ter resposta a uma mensagem. Estar longe. Distância. Solidão. Falsos amigos. Ser ignorada. Gente que fala do que não sabe. Pessoas que deitam sentenças. Praias em Agosto. Almoço na cantina do emprego. Não encontrar o que procuro. Trânsito em hora de ponta. Exercício físico. Ginásios. Pessoas que só se lembram de mim quando eu as procuro. Não receber e-mails de amigos. Receber e-mails de trabalho. Preocupações. Stress. Dores de cabeça.


A lista não acaba aqui, mas por agora chega.

6 de abril de 2010

Descobertas

Quando (con)vivemos com alguém durante muitos anos, achamos que não há mais nada para descobrir. Mas há sempre qualquer coisa que não sabíamos. Um segredo que ficou por contar, uma confidência que ficou por revelar… E de repente, sem mais nem menos, sem percebermos porquê, eis que a conversa surge e se divulgam os sentimentos e os pensamentos mais íntimos. Quando menos esperamos, somos apanhados desprevenidos e surpreendidos.


Percebi agora o que ignorei durante anos: afinal, foi amor à primeira vista…

Flower Blog

Na terra das tulipas, claro.
Este inverno foi muito rigoroso e a maioria das flores ainda não despontou. Mesmo assim, as que já desabrocharam, têm este aspecto. Simplesmente magnífico.







Afinal, a primavera já anda aí...

Impressões de Amsterdão

No último fim-de-semana, tive o privilégio de estar numa das cidades mais interessantes da Europa. Amsterdão foi um destino muitas vezes adiado e substituído por outros, como Paris ou Londres. E se continuo a adorar as capitais francesa e inglesa, a verdade é que Amsterdão me conquistou ao fim de poucas horas.
Não só pela beleza da cidade, com os canais a atravessá-la e as centenas de pontes, mas principalmente pelo ambiente descontraído e simpático.
Houve dois aspectos que me fascinaram: as casas mais antigas, quase todas inclinadas para a frente ou para um dos lados - é muito raro encontrar uma totalmente direita! - e as bicicletas. A quantidade, o aspecto, a forma como são tratadas... Nunca me passaria pela cabeça ter uma bicicleta totalmente ferrugenta nem muito menos pendurá-la numa ponte, do lado da água... E no entanto, isso é o mais comum nesta cidade.
Infelizmente, o tempo não ajudou. Mas mesmo com chuva (muita chuva!), valeu a pena.
Fica a vontade de voltar, em breve.


A fotografia está direita, as casas é que não.

Pontes sobre um dos muitos canais.

Exemplo perfeito de uma bicicleta típica.

Sem comentários...

4 de abril de 2010

Páscoa Feliz


Mas não abusem do chocolate!

1 de abril de 2010

Dia das Mentiras

Por curiosidade, procurei a origem do dia das mentiras e encontrei esta explicação, aqui.

“O dia 1 de Abril é o dia do ano em que nos lembramos aquilo que somos nos restantes 364 dias.”
No distante ano de 1564 Charles IX, rei de França, decidiu adoptar o calendário Gregoriano. Até aí, o início do ano era comemorado na semana entre 25 de Março e 1 de Abril, coincidindo com o equinócio de Primavera.
Com a adopção do novo calendário, o ano passou a iniciar-se a 1 de Janeiro, o que constituiu uma verdadeira revolução para aquela época. Muita gente, por ignorância e conservadorismo, recusou-se a acreditar nesta alteração. Os adeptos do novo calendário passaram a chamar aos “descrentes” os “Tolos de Abril”, convidando-os para festas imaginárias a 1 de Abril e pregando-lhes toda a espécie de partidas.
A brincadeira pegou e, gradualmente, acabou por se espalhar pela Europa e pelo mundo, nomeadamente com o auxílio da comunicação social que, habitualmente neste dia não resiste, no meio de outras notícias, a inventar um ou dois disparates, geralmente bem-humorados e que nos fazem rir.
Nós próprios acabamos por colaborar já que temos, muitas vezes, o hábito de também pregar pequenas partidas que vão desde pequenas mentiras a outras malandrices, como colocar sal no açucareiro, trocar objectos do lugar, colar mensagens nas costas das pessoas, inventar histórias e por aí adiante... Obviamente que o objectivo não é enganar ninguém. Pelo contrário, o objectivo destas pequenas e inofensivas partidas é fazer com que todos se riam, nomeadamente as vítimas das partidas.

Provérbio: “No dia 1 de Abril vai o tolo onde não há-de ir”.

“Diz-se que o bom mentiroso não cora, não se engasga e mente tão bem que acredita na falsidade que está a contar.”

31 de março de 2010

Finnegans Wake legível?

Uma boa notícia para os amantes de literatura, e de James Joyce em especial. Ainda não tive coragem de me lançar nesta aventura, mas com as correcções agora introduzidas talvez me entusiasme.

Esta semana acaba mais cedo


30 de março de 2010

(Re)encontros

Graças a estas modernices da Internet, em especial às redes sociais tão em voga, recentemente encontrei uma série de pessoas de quem não tinha notícias vai para 15 anos. Então, como estás? O que fazes? Casaste? Tens filhos? Ena, as voltas que a vida dá… Há quanto tempo, que bom encontrar-te! Que saudades…
Mas, passada a euforia inicial do reencontro – éramos tão amigos nos tempos de estudantes! – constato que afinal a vida nem sequer deu muitas voltas, limitámo-nos a seguir o percurso normal de qualquer adulto. Terminam-se os estudos, encontra-se um emprego (nem sequer tem de ser estável, nos dias que correm), encontra-se um sítio para morar… e segue-se a vidinha corriqueira, como toda a gente.
Constato também que as pessoas não mudaram como pensava. A ideia que tinha delas é que nem sempre correspondia à realidade. Ao fim de um tempo, esquecemos as pequenas coisas que nos irritavam quando convivíamos diariamente e só nos lembramos dos momentos divertidos que passámos. Já não temos 20 anos, mas se calhar por isso mesmo podíamos (ou devíamos?) ter mudado um pouco, corrigido algumas pequeninas, ínfimas falhas das nossas personalidades. Tu, por exemplo, podias deixar de ser tão complicada - a vida não tem de ser um drama! E tu podias largar esse mau feitio. Já agora, tu bem podias deixar de gozar com tudo e com todos… Será que conseguimos retomar estas amizades, agora que já não temos paciência para certas atitudes?
Parece impossível como está tudo exactamente na mesma. Temos é umas ruguinhas a mais…

Saudades

Da Primavera, que teima em não chegar!



No início

Vejamos...