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29 de março de 2011

Pergunta retórica do dia

Haverá algo mais inútil do que uma reunião de uma hora onde não se dão informaçõs novas, não se decide nada e nem sequer se dão respostas às perguntas pertinentes que se colocam?

24 de março de 2011

Os verdadeiros trabalhadores independentes

São aqueles que conseguem seguir instruções simples sem ter de perguntar aos outros o que têm de fazer. Por aqui, devo ser a única…

17 de março de 2011

Chico-espertismo

Está em todo o lado: no trânsito é aquele condutor que vai metendo o nariz do carro à frente dos outros para cortar a fila, no supermercado é a senhora que se faz de distraída para passar à frente na fila da caixa, no posto médico é a velhota que se vale da idade para ser atendida antes dos outros utentes... E no emprego é a colega que pega num trabalho que foi feito por outra pessoa apenas para verificar um ou outro aspecto e tenta apropriar-se e ficar com os créditos.

Mas às vezes os chico-espertos têm o azar de apanhar pela frente alguém que não está lá muito bem disposto. O automobilista vê o outro carro acelerar e atravessar-se para não o deixar entrar no trânsito; a senhora do supermercado ouve bem alto que a fila começa lá atrás e que já havia gente à frente; a velhota do posto médico recebe uma lição de cidadania para aprender que há uma ordem de chegada a respeitar. A colega leva uma resposta que, obviamente, não esperava, num tom muito desagradável, e pode ser que da próxima vez pense duas vezes antes de achar que os outros andam aqui a ver passar os comboios.


Eu não queria chatear-me. A sério que não. Nem devia, aliás, faz-me mal à saúde, o fígado queixa-se e os nervos saltam. Mas obrigam-me... E depois dizem que tenho mau feitio. Por que será?

2 de março de 2011

Poeta duro de ouvido

Arranjaram-me uma geringonça que, em princípio, deveria facilitar-me o trabalho. É um simples microfone que se liga ao PC através de um cabo USB. Obviamente, tem de estar associado a um programa de reconhecimento vocal, caso contrário não serve de nada. Depois eu falo e, como por artes mágicas, as palavras aparecem escritas no ecrã. Simples, não é? Pois.

Mas depois uma pessoa começa a ditar... Bom, verdade seja dita, a coisa até funciona bastante bem. Mas também surgem algumas pérolas, como eu dizer "eixo e medida" e ver escrito "deixou em Madrid" ou "digitalização de documentos" aparecer como "digital visa a sessão de documento".

Mas o melhor resultado até agora foi esta sequência (não me lembro o que ditei, mas garanto que não foi isto e que fazia sentido):

"A abrir em prova foi, Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao Margarida Nova de ouro no átrio foi a Lisboa voltou ao pelo valor da nossa base"

Com as quebras de parágrafo no sítio certo, isto é poesia pura!

16 de dezembro de 2010

A neve é minha amiga

São Pedro, afinal, é um querido. Compadecido com o meu post desta manhã, decidiu do alto da sua sabedoria enviar cá para baixo um nevão de proporções bíblicas (sim, sim, na Bíblia não nevava, blá blá blá, é só uma expressão para dizer que é um nevão buéda grande). As previsões eram tão optimistas que esta manhã mandavam o pessoal ficar em casa ou, sendo mesmo necessário sair de carro, levar na bagageira mantas, bebidas quentes e comida. Escusado será dizer que eu só ouvi isto quando já ia a meio do caminho, portanto continuei. Embora ligeiramente preocupada, confesso, afinal já me estava a imaginar presa dentro do carro, embrulhada numa manta que não tenho, a beber café quente e a comer uma sandocha que também não tenho... Mas estou a dispersar. Ora bem, naturalmente imbuídos do espírito natalício, os manda-chuva lá do tasco onde trabalho decidiram que, caso se confirmassem as previsões, os súbditos poderiam sair mais cedo (ena!). E que fez esta vossa amiga assim que viu o primeiro floco de neve cair na estrada e ficar agarradinho que nem uma lapa? Desligou tudo e pirou-se. De maneira que, à hora a que escrevo, estou em casa, no quentinho, e tenho a televisão ligada no Natal dos Hospitais que vou poder ver/ouvir durante o resto da tarde (coisa que não acontecia há anos!).

Obrigada, São Pedro, és o maior!

14 de dezembro de 2010

Constatações de uma festa de Natal no escritório

Durante o dicurso da Directora não tocou um telemóvel. Tocaram dois.

E digam o que disserem, que o colesterol isto e aquilo, e mais as doenças cardiovasculares e a hipertensão e os ataques de caspa nas unhas, mas o certo é que quando se juntam pessoas de várias nacionalidades, havendo especialidades gastronómicas das mais variadas origens europeias, a comida portuguesa é sempre a primeira a desaparecer. E ainda perguntam se não há mais!

De desaparecimento mais rápido, só mesmo as bebidas alcoólicas. Chego até a pensar se Houdini não terá voltado, reencarnado numa garrafa de vinho tinto…

Pré-constatações de uma festa de Natal no escritório

A festa está marcada para as 16h. Já se sabe que é preciso preparar tudo, arranjar as mesas, decorar o espaço, espalhar a comida e a bebida e ter tudo pronto antes de começarem a chegar os primeiros convivas (também conhecidos por alarves). Mas será necessário andar nisso desde manhã cedo?

Nunca pensei que uma simples festa de Natal fosse motivo para feriado... [bom, tirando a primeira, há 2010 anos, claro!]

18 de novembro de 2010

A saga do Leste continua...

Um búlgaro pergunta-me como se pronuncia o nome de uma personalidade portuguesa porque precisa de o escrever no alfabeto cirílico. Apeteceu-me trocar os B pelos V, os R pelos G, não dizer os L e falar à moda de Bijeu [e posso dizer isto porque tenho família de lá]. Mas hoje estou bem-disposta.

17 de novembro de 2010

A propósito de nada # 2

Em tempos trabalhei no atendimento telefónico de uma operadora de telemóveis. Não via o público e o público não me via. Mas tínhamos de obedecer a um dress code. A regra básica era não usar calças de ganga, excepto à sexta-feira (sempre perguntei se à sexta não se trabalhava como nos outros dias, nunca me souberam responder). Os homens não eram obrigados a usar fato, mas eram encorajados a isso. Diziam que era por causa da imagem da empresa. Repito: não víamos ninguém, ninguém nos via (especialmente se tivermos em conta que trabalhávamos por turnos e muitas vezes entrávamos e saíamos das instalações durante a noite ou ao fim-de-semana).

Lembro-me de um colega, jovem e de cabelo comprido, que começou por apanhar o cabelo num rabo-de-cavalo até que acabou por cortá-lo, tal não era a pressão. Continuou a fazer o mesmo trabalho, da mesma forma que até aí. Mas provavelmente com a cabeça mais leve, sem o peso do cabelo...

8 de novembro de 2010

Definitivamente, é segunda-feira

A página de entrada do Internet Explorer mudou, durante o fim-de-semana, por vontade própria. Segue-se um telefonema para o Helpdesk, porque a porcaria da opção que serve para mudar a página de entrada está desactivada e só os génios do outro lado lhe podem mexer. Seja.

Como sempre, o telefonema é surreal. Só depois de lhe dizer quatro vezes que agora não tenho a página da Intranet mas sim uma página do MSN (e que não carreguei em lado nenhum a dizer que queria mudar a página de entrada) é que o “especialista” percebe qual é o problema. Manda-me reiniciar o computador e eu a lembrar-me da anedota dos três engenheiros dentro do carro, mas não podia dizer nada, não fosse ele ficar ofendido e, de vingança, cortar-me o acesso ao Blogger ou ao Facebook.

Dou-lhe autorização para o acesso remoto e ele vai de instalar uma coisa qualquer que não cheguei a perceber o que era porque, obviamente, assim que ele abriu o IE, lá estava a nossa página da Intranet toda lindinha, como se nada se tivesse passado. Avancemos, que o dia ainda está a começar.

Entretanto, chega o chefe que traz bolos para o pessoal.


Medo!!!

E isto foi só de manhã...

15 de outubro de 2010

Problemas com o PC? Envia-me um e-mail!

Ora diz que o serviço de Helpdesk aqui da tasca agora se chama Service Desk. À partida, parece-me um nome até bastante mais adequado, tendo em conta que ajudar, de facto, pouco ajudavam. Pode ser que sirvam, vamos lá ver. A acompanhar a mudança de designação, veio também um novo número de telefone e um novo endereço de e-mail. Até aqui, tudo normal. O que o povinho começou a estranhar foi que, de cada vez que lhes telefonava por ter um problema qualquer com o PC (e não são tão poucas vezes quanto isso, infelizmente) atendia uma gravação pedindo para deixar mensagem que eles depois ligavam.

Pois bem, recebemos hoje as novas instruções sobre como comunicar com estes senhores. Agora, quando precisarmos de ajuda informática, temos de lhes enviar um e-mail. Aí está uma boa forma de garantir que diminuem o número de incidentes.

5 de outubro de 2010

Estranho é

receber um e-mail do chefe não só a agradecer um trabalho feito mas também a despedir-se com smiles.

Welcome to the Twilight Zone!

2 de setembro de 2010

Rentrée

Regressar ao trabalho mais de um mês depois é duro. Pensar em horários, rotinas, obrigações depois de um mês a dormir quando queria, a fazer o que me apetecia, todos os dias, custa muito. Voltar a vestir roupa de gente crescida depois de semanas seguidas de havaianas nos pés é difícil. Passar dos quase 40º de Lisboa para uns míseros 16º, e ainda estamos no início de Setembro, é caso para dar cabo do sistema a qualquer um, quanto mais a mim que sou sensível a estas coisas. De um dia para o outro deixar de ver o mar, o Tejo, Lisboa e, não tarda nada, o sol. Deixar lá longe a família e os amigos e pensar que só os revejo daqui a uns meses. E de repente parece que tudo o que é bom ficou ali, naquele mês de Agosto (cliché, eu sei), passado entre as casas da família e a praia e a cidade e o trânsito e os jantares com os amigos e tudo o resto que faz de mim o que sou e que me faz tanta falta durante o resto do ano. A começar já hoje.

20 de julho de 2010

Silly Season

Pois é, parece que a festa continua, embora hoje não haja bebés nem pratos nem talheres e nem copos. Só há mesmo um monte de gente sentada à conversa. Durante o horário de trabalho.
Eu também não estou a fazer nada de muito útil, mas pelo menos estou enfiada no meu gabinete, a disfarçar.

19 de julho de 2010

Silly Season

Desde manhã que só oiço gente na conversa, a rir, bebés a palrar, copos e talheres a tilintar… Só falta uma musiquinha para a festa ser completa. Tudo aqui à minha porta. Entre o pessoal que foi de férias e os outros que não foram mas gostavam de ter ido, começo a achar que devo ser a única pessoa por aqui que ainda trabalha alguma coisa.

Pânico!

Acabei de perceber que durante esta semana vou estar sozinha com o chefe aqui no serviço. Agora é que dava mesmo jeito o tal atestado médico.

16 de julho de 2010

Aos papéis

Pedem-nos encarecidamente, que é como quem diz dão-nos uma ordem, que passemos a destruir todos os documentos de que já não precisamos nas maquinetas existentes para o efeito. Não interessa se são confidenciais ou não, é tudo para destruir. E porquê? Porque um iluminado responsável pela segurança diz que encontrou alguns documentos num caixote do lixo na rua.

A pergunta que se impõe: a que propósito é que um tipo com um cargo importante anda aos caixotes? E que mais é que ele terá encontrado que não nos disse?

6 de julho de 2010

Notícia de última hora

Acabaram de me informar que amanhã será instalado no meu PC do emprego o Internet Explorer 8.
Afinal, o bicho só tem um ano e meio, coisa pouca, e nós demo-nos tão bem com a versão 6, que já nem sequer permite aceder à maioria dos sites (o que, na verdade, poupa trabalho ao serviço informático, que assim não tem de andar a bloquear aqueles onde não quer que vamos), para quê mudar?
Por aqui é assim: sempre na crista da onda!

5 de julho de 2010

Afinal é segunda-feira

Não que eu tivesse dúvidas, atenção. Mas o dia até estava a correr bem e tudo e convenci-me que podia não ser a típica segunda-feira. Otária. Ingénua. É que neste momento, a única pessoa que não tem trabalho (literalmente) é o chefe. Estão a chegar 27 (vinte e sete, sim!) trabalhos novos. Felizmente, são coisas pequenas, mas ainda assim são 27. E o que decide o supra-sumo da beterraba? Pois claro: chuta para a Tulipa Negra, que afinal só tem mais 3 coisas em mãos ao mesmo tempo, mas é jovem, esperta, gira e desenrascada (ok, esta parte ele não disse - e ainda bem! - mas deve ter pensado), portanto não há problema e afinal é para isso que lhe pagam. 27. Esta semana promete…

2 de julho de 2010

Patrão fora...

E como se não bastasse o urso-mor ter saído mais cedo, assim que se apanharam sem chefe, piraram-se os outros todos. De maneiras que agora só cá estou eu, que por acaso até fui a primeira a chegar esta manhã. Isto hoje está mesmo giro, não haja dúvida! Bem podem esperar aí sentadinhos que eu já vou trabalhar e tudo, está bem?